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	<title>abel braga &#8211; Ronca Ronca</title>
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	<description>O programa que orienta desorientando!</description>
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		<title>o leão com coração de cordeiro&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mauval]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jul 2017 02:56:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[não tem régua no planeta para medir a dor que a família (e amigos) estão sentindo nessa hora&#8230; PQParille! volta e meia cruzo com abelão&#8230; sempre fechado, sem olhar pra quem passa, na dele total. lá atrás, com ele no CRVG de técnico, fiz uma saudação singela (nem lembro qual) e recebi um estrondoso rugido &#8230; <a href="https://www.roncaronca.com.br/o-leao-com-coracao-de-cordeiro/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">o leão com coração de cordeiro&#8230;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="min-height:33px;" class="really_simple_share really_simple_share_button robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https%3A%2F%2Fwww.roncaronca.com.br%2Fo-leao-com-coracao-de-cordeiro%2F&amp;layout=button_count&amp;width=100&amp;height=27&amp;locale=pt_BR" 
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<p style="text-align: center;">não tem régua no planeta para medir a dor que a família (e amigos) estão sentindo nessa hora&#8230; PQParille!</p>
<p style="text-align: center;">volta e meia cruzo com abelão&#8230; sempre fechado, sem olhar pra quem passa, na dele total. lá atrás, com ele no CRVG de técnico, fiz uma saudação singela (nem lembro qual) e recebi um estrondoso rugido de volta&#8230; hahaha, abelão, né? nunca mais ousei cutucar a fera.</p>
<p style="text-align: center;">quando ouvia os relatos da paixão pelo piano, pensava em dar um toque (do outro lado da rua, claro), tipo: &#8220;abelão já ouviu o novo do <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Josh_Tillman">father john misty</a>? tremendo som de piano em clima elton john, papo de 72&#8243;&#8230; ou então, pedir (também do outro lado da rua) alguma dica de vinhota barratinha, no supermercado.</p>
<p style="text-align: center;">mas na boa, diante da tragédia de hoje, não duvido nada de abelão jogar a toalha&#8230; isso, a fera / o leão  / a rocha largar o mundo da bola&#8230; pensar no tempo que passou em campo com gabirus, fernandões, freds, richarlisons e centenas de outros enquanto o filhote estava em casa, em outra cidade, longe pra meirelles, crescendo&#8230; fueda.</p>
<p style="text-align: center;">perder um filho, ainda mais nessas circunstâncias, balança qualquer cidadão&#8230; e abelão &#8211; assim como montillo, recentemente &#8211; pode mostrar pra gente que nem tudo tem preço.</p>
<p style="text-align: center;">deixo o texto do tricolor cezar motta que recebi de um chapa&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Cezar Motta<br />
4 h · Brasília,</p>
<p style="text-align: left;">A tragédia de Abel Braga<br />
Mais do que o técnico de um time, ou um profissional do futebol que vem e passa, Abel Braga é para a torcida do Fluminense uma espécie de amigo, um pai para os jogadores mais jovens, um irmão para a turma mais velha.<br />
É um cara em que todos nós, tricolores, confiamos. É um de nós.<br />
Abelão é um sujeito humano, paternalista, afetuoso, que só consegue trabalhar onde estabelece laços de amizade, confiança e espírito coletivo.<br />
Apesar de todo o sucesso profissional, não é arrogante ou vaidoso, e os repórteres que acompanham o Flu sabem e são testemunhas do que digo.<br />
Campeão brasileiro com o Flu, mundial e da Libertadores com o Inter, Abelão deixa laços afetivos por onde passa. Como na Ponte Preta, que dirigiu em 2003 com salários de todo o elenco atrasados em três a quatro meses, e onde evitou um rebaixamento dado como certo.<br />
Os atletas jogaram por ele.<br />
A perda de um filho deve ser algo devastador para qualquer ser humano normal. Imaginem, amigos, para alguém assim.<br />
Quando o centro-avante Michael, na época um menino, foi flagrado no antidoping em 2013, e praticamente liquidou a própria carreira, Abel abraçou-o como um a filho, ofereceu-lhe a própria casa, jurou que o apoiaria.<br />
Em 2012, eu estava em Londres e visitava com o Rodrigo, meu filho mais velho, o estádio do Arsenal, o Emirates Stadium. Ao longo do tour, conhecemos um gaúcho, funcionário do Departamento de Futebol do Internacional de Porto Alegre, que estava lá para visitar o neto, que treinava e tentava a carreira<br />
nas categorias de base do Chelsea.<br />
O cara me dizia, e ao meu filho Rodrigo, que se dependesse dele e de boa parte dos funcionários e da torcida do Inter, Abel ficaria lá para sempre. Havia estabelecido uma relação de carinho e respeito. Como bonachão, na hora das refeições pegava com os dedos a carne no prato dos outros; tinha o carinho de todo mundo. Deu ao Inter uma Libertadores e um Mundial.<br />
Quem ainda tem a paciência de ler as bobagens que escrevo aqui sabe que eu sou um abelista. Critico algumas vezes suas decisões, acho que o time anda mal treinado, mas não consigo imaginar ninguém no lugar dele. É um representante da torcida na direção do time. Um tricolor autêntico e um ser humano especial.<br />
Nunca tive o prazer de conhecer Abel Braga pessoalmente, mas acompanho-lhe a carreira desde o início, em 1972, quando esteve na seleção brasileira de base, que disputou o título de Toulon, na França. Nunca o perdi de vista, porque achava que seria um personagem do futebol brasileiro.<br />
Em todas as vezes que chegou para dirigir o Flu, escrevi sobre sua história de vida, menino de classe média baixa da Vila da Penha, filho de pai português e vascaíno, dono de oficina mecânica. Repeti velhas histórias, como a de que toca piano, mas em vez de puxar o banco para tocar, puxava o piano.<br />
As histórias de que fala bem francês e é um grande conhecedor de vinhos. Dono de um restaurante de massas e um gourmet – talvez mais comilão do que gourmet.<br />
Ou a história ainda mais velha, de quando, como jogador juvenil do Fluminense (era como se chamavam os jogadores da base antes de 1980, infanto-juvenis e juvenis), foi convocado para a seleção brasileira juvenil. Um repórter ligou para a casa dele e foi atendido pela mãe do jogador:<br />
&#8212; O Abel está?<br />
Naquela época, o Fluminense tinha espaço na mídia, e seus jogadores da base eram procurados pela imprensa.<br />
&#8212; Qual deles? &#8211; perguntou a mãe &#8211; O Abelão ou o Abelinho?<br />
O repórter pensou na imagem do zagueiro, com 1m88, e respondeu:<br />
&#8212; O Abelão.<br />
E ficou surpreso quando veio o velho Abel, dono da oficina mecânica, com o forte sotaque lusitano:<br />
&#8212; Ah, você quer falar com o meu filho. Abelinho, telefone pra você! É um gajo do jornal!<br />
Abel não merecia a tragédia que lhe aconteceu. Nenhum pai merece isso. Tenho a certeza de que todos os tricolores estão solidários com o nosso técnico.<br />
Força nesta hora, Abelão. Estamos com você.</p>
<p style="text-align: center;">
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