Todos os posts de mauval

a bula do #331…

moreira da silva – “cidade lagoa”

faces do subúrbio – “meu deus”

primal scream – “memphis groove” (the original memphis recordings)

arctic monkeys – “from the ritz to the rubble” (7″)

arctic monkeys – “fake tales of san francisco” (7″)

imarhan – “azzaman”

leon russell – “delta lady”

maria bethânia – “iansã”

leon russell – “a song for you”

ernani pires ferreira – “os melhores de 1985” (rock alive, flu fm, dezembro85)

gang 90 & absurdettes – “perdidos da selva” (7″)

gang 90 & absurdettes – “lilik lamê” (7″)

fela kuti & ginger baker – “let’s start” (ao vivo, 1971)

ouça AQUI o programa

caipirex, the taxi diver, tapioca, chuvarada e o quase pernoite…

“Salve, Simpatia!

Que chuva, hein? Na segunda fomos ao aquário lá no porto, saímos entre 5.30 e 6, e a chuva apareceu quando a gente tava no aterro, passando do Flamengo pra Botafogo. Quando chegamos aqui na Aníbal, a água já tava chegando no capô do táxi. No fim das contas deu pra chegarmos até a garagem do prédio ainda secos. O taxista ficou aqui com a gente pra comer tapioca e comer pão de queijo, pois não tinha como ir embora. Ele já tinha ligado pra mulher dizendo que provavelmente ia dormir aqui em Ipanema quando a chuva deu uma parada, a rua esvaziou, e ele tirou o time de campo.

Abração,”
Marcelo

o gavião da fiel (ou é muito alpiste pra minha gaiolinha)…

Subject: This is Religion

“Fala MauVal, e Nandão.

 

Aqui quem vos escreve e apenas mais um ouvinte fiel, e muito fiel ate pq eu sou Corinthiano, demorei anos, séculos, milênios para escrever um email para essa entidade que e o roNca-roNca, mas como o Nandão sempre diz, o tempo e um conceito relativo, e com isso começo minha explanção de como o vocês entraram na minha vida.
Eu comecei a ouvir o ronca na Oifm não me lembro o ano, exatamente mas creio q por volta de 2010, na epoca eu era atleta ainda jogador de polo aquático e meus treinos sempre acabam as 22:00 e nas terças eu saia vazado do treino sem banho nem nada com o cloro no corpo pra ouvir o ronca na volta de casa, eu treinava na Zona sul de são paulo, e moro ate hj na Zona Leste, então dava pra ouvir boa parte do Ronca no caminho, e quando chegava em casa e ficava no carro ate acabar, depois quando voces migraram de vez para internet o ronca saiu das minhas terças feiras e foi para minhas viagens e roles por são paulo eu nunca perdi um programa dessa era internetica do ronca, dai entendi o This is religion pq o Ronca e minha “religião” as vezes deixo acumular 2 programas pra escutar um na ida pra praia e um na volta, aprendi muito com voce MauVal, e so queria agradecer, primeiro pq botar a sementinha do vinil na minha cabeça, hoje tenho uma coleção bacana de vinis, pautados a maioria por coisas q ouvi no ronca ronca, sou um consumidor maluco de Afrobeat, e ate comprei o livro do professor Carlos Moore a quem não conhecia ate ouvir ele ai, isso sem contar outras tantas coisas que aprendi e consumo por conta do que ouvi com você, minha biblioteca musica e livros ( o preto e branco ta la lindo) e uma síntese de ronca ronca e com as ramificações do q eu aprendi ouvindo você; falando em professor Carlos Moore uma das coisas q mais me deixa feliz no Ronca são os convidados e como eles se expressam ai e como eu fiquei mais fã deles por escutar você falar deles e com eles, admiro hoje demais o Trabalho do Bernardo “B-negão”muito por todas as passagens dele por ai,e hoje sou muito mais Fã do Rodrigo Amarante quem eu tb chamo de Ruivo pelas entrevistas e como você fala dele por ai, isso me motivou muito a fazer a minha ultima viagem com o Ronca Ronca na orelha e na cabeça, fui pra Salvador e Fortaleza ver a abertura da Turne dos Los Hermanos, e quando ouvia o 330 com o mito Marcelo Caipirinha, você ainda tocou Corre-Corre foi épico.( eu nunca leio a bula do ronca antes de ouvir o programa e uma tradição hahaha).
Desculpa pelo tamanho do email, mas o Ronca, você, o nandão e toda a nação ronqueira faz muita diferença na minha vida hoje, sou um cara mais feliz hoje, muito obrigado MauVal por me dar essa luz em tempos sombrios, e pra não faltar o cliche pede pro nandão me mandar aquele abraço de saudade, pq eu sinto saudade toda semana de vocês, e toca pra mim Fela Kuti com o Ginger Baker ou qualquer uma dos Los Hermanos.
Grande abraço, ate o fim quando so sobraram o discos de vinil os áudios do ronca e as baratas.
Sinceramente.”
Tiago

miltão [do goma] mandou pra gente…

Enquanto você está aí, no conforto do seu combo wifi+ar condicionado, estou aqui no Lollapalooza, em Interlagos.
Trouxe minhas filhas.
Devia chamar Longeapalloza.
Tudo aqui é longe.
Interlagos é longe. Os palcos são longe. A água, a comida, os banheiros são longe.
O que esperavam, afinal?
O lugar foi feito para se ir de um ponto ao outro num fórmula um.
Como podem exigir que eu vá caminhando?
O público se divide em 2 grandes grupos: meninas de shortezinho jeans e barbudos de gel no cabelo. Alguns barbudos também usam shortezinho.
Estou sentado na grama.
Sinto que a última vez que sentei na grama o continente ainda se chamava Pangeia.
Um garoto de uns 15 anos ameaçou me ajudar a sentar.
Humilhante.
Agora começou o show de uma banda cujo nome só tem consoantes.
Tentei pronunciar e minha filha achou que eu tinha engasgado.
Sou o único num raio de 30km que nunca ouviu falar deles.
Dele na verdade.
Fica o sujeito lá sozinho, pulando e fingindo que mexe nuns botões.
Se estivesse fazendo um risoto ninguém notaria a diferença.
Martela os graves e esfrega os agudos na minha orelha. As vozes eletrônicas.
Uma moça, aqui na minha frente, dança fora de controle.
Me escapa o que leva alguém a dançar assim.
Estou hipnotizado olhando para a moça dançando.
Perco a noção do tempo.
Então percebo que foi a maconha que bateu.
Não.
Claro que eu não fumei.
Em que ano vocês acham que eu vivo? 1974?
Mesmo sendo 2019 a brisa ardida e doce da maconha cobre o lugar desde as 3 da tarde.
Uma bruma alucinógena.
Demais essa música.
O telão psicodélico.
O cara pulando.
Ainda bem que sou imune aos efeitos da marijuana.
Agora estou dançando com o vendedor de cachorros-quentes.
A música alta, o laser, fumaça, o chão que vibra.
Amanhã acho que venho de shortinho de jeans.

(Mentor Neto)

renato, leon & alex…

Subject: A song for you e o macaquito
“Foste no alvo, hein? hã?!?!
AQUI

– Some people think that writing words just to fit a melodic idea makes those words meaningless, but I think the opposite is true. There’s a line in Leon Russell’s ‘A Song for You,’ one of the greatest songs of
all time: ‘If my words don’t come together / Just listen to the melody
for my love’s in there hiding.’ That makes a lot of sense to me.”

Renato