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o muro negro…

Assunto: Grafite de Barbosa 100 Anos em São Januário

“Caríssimo MauVal,

Aqui quem fala é o Rajão, como vai? A última vez que te encontrei foi no show do Seun Kuti no Blue Note, na fatídica noite que mataram Marielle.

Enfim, há 4 anos que trabalho como produtor e pesquisador do projeto NegroMuro e quero te falar sobre esse nobre trabalho que faremos em São Januário:

Somos uma ação contínua de mapeamento de figuras negras históricas do Rio que estão sendo grafitadas em localidades onde essas personagens possuem uma relação direta.

Gostaria muito de pedir seu apoio ao nosso projeto para grafitar Barbosa em São Januário, no muro lateral da arquibancada da piscina; logo atrás do gol.

Nossa campanha já levantou R$15.000 mas nossa meta é R$39.801,00 e faltam apenas 13 dias.

Paulinho da Viola, Teresa Cristina, Carlos Germano, Careca, Flavia Oliveira, Juca Kfouri, Serjão Loroza, Andrezinho do Molejo são alguns dos que já estão nos apoiando mas precisamos de muito mais.
O projeto é do NegroMuro, uma ação de grafite e história negra que já mapeou 18 figuras negras históricas da cidade em seus devidos territórios:

www.instagram.com/negromuro

Nossa campanha está AQUI

www.benfeitoria.com/barbosa100

Qualquer dúvida estamos à disposição.

Muito obrigado,”

Rajão

o especial “dylan / basement tapes” com eduardo bueno está de volta…

o programa foi ao ar nos derradeiros momentos de 2014 (30dezembro) e chega hoje para celebrar os 8.0 de dylan… D+

lembrando que esse áudio estava “deletado” por falta de espaço no servidor e ressuscitou graças ao empenho cascudérrimo da curadoria do roNca… palmas que Ela merece!

cheers

( :

bob dylan & the hawks – “leopard skin” (ao vivo – 1966)

basement tapes – “low & behold” (take1)

basement tapes – “quinn the eskimo” (take1)

basement tapes – “bourbon street”

basement tapes – “please, mr. henry”

basement tapes – “people get ready”

basement tapes – “this wheel’s on fire”

basement tapes – “ain’t no more cane” (take1)

basement tapes – “going to acapulco”

basement tapes – “i shall be released” (take1)

basement tapes – “too much of nothing” (take1)

basement tapes – “i’m not there”

sonic youth – “i’m not there”

basement tapes – “crash on the levee” (take2)

george harrison – “if not for you”

elvis presley – “tomorrow is a long time”

basement tapes – “sign on the cross”

ernani pires ferreira – “narração do páreo melhores1985” (rock alive-fluminense fm-dezembro85)

basement tapes – “you ain’t going nowhere”

oitentinha Dele, hoje (ou respira fuNdo)…

8 X 10, oito décadas, oitenta velinhas, quase um século… já pensou?

é isso, little bob desafiando todas as barreiras do tempo (nandão, afinal, do que se trata essa régua?). portanto, hoje é dia de matutar:

– jisus, estou respirando o mesmo ar Dele, acompanhando a vida de um dos maiores terráqueos que jah passaram pelas galáxias. UAU… é festa!

é rave, celebration, aglomeração com as fitas K7. corpo a corpo com livros, cds, VHS… com tudo que tenha o nome BOB DYLAN!

para cravar a data no poleiro, aqui está – pela milionésima vez em seus sentidos – uma das páginas mais definitivas da História humana: o “vídeo”, de 1965, que criou 98% da comunicação visual que conhecemos. o ground zero do pacote “som-imagem-poesia-cabeleira alta”. segura de novo…

cheers

( :

o século retrasado…

só tem um jeito de começar essas letrinhas boquiabertas pela qualidade da imagem acima: – ahhhhhhhhh os franceses, ahhhh os fanceses!

volta e meia o tico-tico comenta que, se não fossem os conterrâneos de platini, os terráqueos desconheceriam milhares de informações preciosas em som e imagem. procede?

essa apresentação do genesis no bataclan (paris), em 10janeiro1973, é uma joia da humanidade… em todos os sentidos.

é primoroso o registro da banda à beira de ingressar na seleta gaveta dos importantaços nomes naqueles anos 70… talvez ali já estivessem às voltas com a criação do álbum “selling england by the pound”… e todos os “genésios” por volta de 22 aninhos!

as cenas da platéia no bataclan são inacreditáveis. caramba, ninguém mexe um fio de cabelo. os únicos movimentos são da fumaça no contra luz. de novo: caramba, ninguém se mexe! neguinho tá imóvel colado no palco e a banda deitando os cabelos brutalmente… mas era pra ser exatamente assim. atenção total, conexão absoluta, “silêncio”.

não conheço o bataclan mas parece ser um espaço com dimensões modestas… tipo, talvez, abaixo do circo voador no rio. eita, acabei de dar uma consultada nos estagiários: capacidade – 1.500, inaugurado em 1864… oxente, mínimo! mas é um dos mais clássicos teatros on earth!

e a entrevista ao final do vídeo? hahahaha… que diferença para um tipo de cena como essa na atualidade que, certamente, seria entupida de gracinhas abobalhadas, inutilidades ao extremo, exibicionismo, demonstração cristalina de desconhecimento, blá blá blá.

mas o que ficará forévis (graças aos franceses) é o retrato incomum desse instante da civilização, eternizado em imagem e som inoxidáveis… D+!

jesus morreu (ou jesus vive)…

temos aqui em nossas fronteiras pedro “blackhill” como o maior frequentador de shows… de qualquer tipo de música (boa). procede?

oxente, PB costuma comparecer a cinco shows no mesmo dia. ainda mais em londres onde reside (pré mocorongo, claro)… i repeat: 5 shows no mesmo espaço de 24 horas… acontece que PB é do tipo imóvel, ele cola no palco e só pisca… style casca!

um outro protagonista nessa relação palco-platéia é aquele que não sossega um segundo, dança do início ao fim, loucamente… tipo: marcelão e magriça.

agora, faz um mix desses dois estilos (o sempre presente + o frenético), multiplica por 1000 e você chegará ao olimpo com JESUS…

caso você tenha passado por londres nos últimos 40 anos e conferido algum show de música (boa), certamente, esbarrou nesse monumento… cidadão onipresente que sempre se destacou por uma total entrega à música… cantando, pandeirando, falando com todo mundo, dominando a cena… a performance máxima acontecia, sobretudo, em shows realizados ao ar livre (como o da imagem acima) onde, invariavelmente, ele se sentia soltinho, à vontade e…

tranquilão, alto astral, “neguinho não tarra nem aí”, pura fissura sônica!

jesus, como era conhecido, circulou pelas mais cascudas situações musicais-culturais do UK. inspirou gerações e gerações a ponto de iluminar a capa do terceiro disco do chemical brothers com essa entrega cabeleira altíssima à direita…

The cover image was a treatment of a photograph called Jesus Amongst the Fans taken by Richard Young at The Great British Music Festival at the Kensington Olympia in 1976. The Jesus in question was a music fan called William Jellett who had adopted the divine moniker and was often seen dancing ecstatically at concerts across the UK from the 1960s to the 1990s, his miracles were to give dried fruit and nuts to strangers

jesus aparece lado a lado com john lennon numa passeata em londres nos anos 70 (a cena está num doc) e, durante décadas, reuniu toneladas de admiradores por sua missão peace, love & music… que respingava forte no speakers corner, onde ele subia no caixote e deitava a falation sobre… música!

no início do mês passado, aos 72, jesus partiu pra encontrar hendrix e cartola…

os fissurados em sons como marcelão, pedro “blackhill”, magriça e TODOS nós perdemos o maior de todos… em todos os tempos… THE ONE!

JESUS vive!

as fotos dele peladinho foram captadas pela xeretinha no crystal palace garden party de 1975… e essa aqui em cima foi no campo do queens park rangers no show do yes

pra fechar. olha a criança, aos 6:30, num show do traffic (que ainda teve hendrix e pink floyd no mesmo palco) em 1967…

AQUI, todas as infos possíveis sobre jesus