herbert rafael e BH foreta da patotinha…

Subject: Pauta grande: rock anos 80 e BH

“Amigos MauVal e Nandão, tudo bem?

Aproveitando o ensejo dos últimos programas, queria compartilhar um assunto com vocês que acho que daria uma boa pauta pro programa. Nessas últimas edições, o Último Número e o Sexo Explícito foram tocados algumas vezes, o que me levou a ressuscitar mentalmente um tema. Nunca entendi muito bem porque Minas e principalmente BH ficaram de fora do rock dos anos 80 quando a gente olha para bandas que tiveram alcance nacional e/ou resultado comercial. Estou falando aqui do boom de bandas da década de 80, até o início de 90.

O pensamento (futebolístico) que BH não está obviamente no eixo Rio-São Paulo não cola. Nesse período tivemos bandas além de Rio e São Paulo, né? De Brasília, de Porto Alegre (Engenheiros, Nenhum de Nós) e Salvador (Camisa de Vênus). Mas nenhuma de Minas.

Tenho duas teorias, baseadas em entrevistas que ouvi por aí e discussões com amigos:

1- O John do Pato Fu deu uma entrevista dizendo que a influência do Clube da Esquina era tão forte em BH que o rock não conseguiu espaço naquela época. É como se aquele tipo de música abafasse as novas bandas que não tinham o estilo deles. 14 Bis é um bom exemplo de continuidade do que estava sendo feito, sem ruptura. Faz sentido. Morei em BH grande parte da minha vida e sempre senti esse peso do Clube da Esquina, pro bem e pro mal. Quase uma defesa de mercado local.

2- Existia uma cena local mais radical que o rock BR que surgiu nesse período. Se colocarmos as timelines em paralelo, Sepultura, Overdose, Sarcófago e Chakal lançaram seus primeiros discos no início da segunda metade da década. O primeiro do Sepultura é de 85. Então, enquanto Titãs lançava o Televisão, RPM lançava o Revoluções por Minuto, a Legião lançava o homônimo, BH estava em uma cena tão mais radical que obviamente não tinha reverberação na mídia. Esse pessoal se conectava muito mais com a cena punk do que com algum espaço mainstream.

As duas teorias se juntam, talvez. O peso do Clube da Esquina era tão grande que pra brigar com eles precisava ser algo muito mais radical, mais distante. E o mais interessante: ambas (Clube de Esquina e a cena metal) “surgidas” no mesmo bairro em BH, Santa Tereza. Talvez não seja coincidência.

Claro que logo na próxima década, Minas tomou a dianteira com Skank, Pato Fu e Jota Quest. Possivelmente Skank e Jota Quest são as bandas mais relevantes, quando focamos apenas em sucesso comercial, pós 90. Mas a década de 80 pra mim ainda é um mistério.

Alguma opinião sobre isso? O que vocês entregam sobre esse tema? Rs

Grande abraço,”

Herbert Rafael

a bula do #714 com pedro “blackhill” montenegro…

the beatles – “good day sunshine”

the beatles – “and your bird can sing”

jards macalé – “acertei no milhar”

chegada a bordo de pedro “blackhill”…

ultrasonic grand prix – “green means go”

forró in the dark & david byrne – “asa branca”

debbie gaskin & eternal love combo – “traffic”

humble pie – “hallelujah, i love her so” (ao vivo, 1971)

mulheres que dizem sim – “momento macho” (ao vivo, roNca, imp fm, abril1999)

skydaddy – “mushrooms”

church chords – “recent mineral”

ouça AQUI o programa

xavi representando em berlim…

Subject: kurt onorico ou vanja vile

“fala, MV! tô há tempos pra enviar esse e-mail.

ouvi no roNquiNha e lembrei desse compacto prensagem alemã do filme o’cangaceiro. achei aqui em berlin há alguns anos por 2…3 euros…
e nas andanças pela cidade me deparei com esse lambe do kurt vile 🙂 partiu?
aquele abraço e vamo que vamo!”
j xavi (berlin)

caio com a glote fechada…

Subject: Mimos e glote fechada

“Mauricio,

Mando os registros dos mimos que chegaram. Assim que abri a caixa, a glote fechou. Finalmente coloquei a mão no inoxidável manto e no rústico! Que alegria!
A pergunta feita em programa recente, “em qual música você moraria?”, só tem uma resposta possível: nenhuma música, moraria no Ronca Ronca, com as muitas músicas, vinhetas, conexão com 3 Pontas e batatadas. Afinal, o que quero da vida é ser surpreendido por Clarence Carter com Duane Allman. Vestir o manto e abrir as ampolas virou uma nova forma de estar junto do programa.
Para desespero de Nandão e alegria da co-curadoria, assim que tiver um tempo farei uma postagem nas redes com toda a memorabilia RoNca RoNca: fotos Boca Ronca, copinho Boca Ronca, livro, e os novos mimos.
Abraço!”
Caio

daNilo e os regalos…

Subject: Setecentola – Regalos

“Salve, salve, Mauricio e Nandão!

Tudo bem com vocês?
Primeiramente, gostaria de agradecer imensamente pelos regalos que enviaram a este roncrackudo, cujo retrato segue anexado.
Fiquei profundamente emocionado quando vi a caixinha mágica chegando em minha casa. Já usei o abridor rústico – extremamente eficiente – e o manto, bem, vou usar na próxima ocasião especial, provavelmente no C6 Rock daqui a 2 semanas.
Também externo aqui um pedido imenso, porém tocante: um programa dedicado ao inesquecível Glen Hansard, que nos deixou órfãos no último dia 29.07.2026. Embora não tenha cruzado com ele na Grafton Street, quando estive na maravilhosa Dublin, graças a Deus tive a oportunidade de assisti-lo no show de Eddie Vedder em 2011 aqui em SP. Foi uma aula. Glen deixa saudades, mas também um fantástico legado musical e, principalmente, humanístico.
Um grande abraço a vocês! Até quinta-feira!”
Danilo

a bula do #713…

bob weir – “cassidy”

junior murvin – “police & thieves”

ron wood – “am i grooving you”

ron wood – “i can feel the fire”

suba & cibelle – “felicidade” (buscemi mix)

phil collins – “tomorrow never knows”

ney matogrosso & astor piazzolla – “as ilhas” (7″)

the frames – “falling slowly”

CAN – “funf / vitamin C” (ao vivo, 1973)

the flaming lips – “seven nation army”

kim gordon – “post empire”

louis armstrong & duke ellington – “i’m just a lucky so and so”

ouça AQUI o programa