historinhas

a última sessão de cinema…

dead

a projeção estava marcada para 15h… e a xeretinha ficou boladaça quando o sino da igreja informou que estávamos no exato momento de começar “long strange trip” (direção de amir bar-lev / produção de scorsese).. resultado, ela fez o clique acima, segundos antes das cortinas do IMS se fecharem (automaticamente) e a sala receber mais umas dez testemunhas, no máximo.

mas o fato é que hoje, o documentário de QUATRO horas sobre o grateful dead terá sua derradeira exibição no festival de cinema do rio de janeura…

19:20 / estação net rio 4 / botafogo

IMPERDÍVEL IMPERDÍVEL IMPERDÍVEL IMPERDÍVEL

ao final do filme, quando passou a última letrinha dos créditos, dario (chapaço) indagou lá do outro lado das cadeiras:

– e aí, maurição… curtiu?

com língua grossa, joelhinhos tremendo e coração saindo pela orelha, respondi:

– muito curto

adiantando a pepitaça no SGR#17 e no roNca #253…

durutti

jisus… vascão (e o papagaio de pirata, jorginho) exibindo – gloriosamente – o vinil original (com encarte) “amigos em portugal”, em selo lusitano “fundação atlântica”, lançado e gravado em lisboa/1983, do

DURUTTI COLUMN

UAU… há décadas eu paquerava esse disco e, finalmente, a pepita foi trazida semana passada da terrinha pelo estrogonófico vascão… que nome, que homem, hahahahaha!

cheers

oh, my lorde (ou phil collins ainda vivo)…

phil

que fascinante… tem neguinho que não tá entendendo / acreditando como a lorde, musa neozelandeza do indie (ARGH!), teve a cara de pau de interpretar a canção “in the air tonight” de phil collins, na visita delazinha à BBC radio1… e colocá-la no repertório do show de terça feira passada, em manchester, capital indie (ARGH!) da galáxia.

na boa, então, neguinho não tá entendendo paul newman há muuuuito tempo… deve ser a mesma rapeize que passou anos torcendo nariz para bruce springsteen… que chapou com o tributo MEGA indie (ARGH!) ao grateful dead (como assim, bial? grateful dead?), que hoje (i repeat, HOJE) acha elza soares uma diva, que balança o esqueleto ao som de afrobeat. enfim, a tchurma que para aceitar o mundo fora de seu próprio umbigo tem que tomar doses industriais de vaselina para engolir a trosoba… e que, a cada revelação de onde vem o apito do trem, fica ainda mais confusa… hahaha, é vero. nego pira geral.

enfim, gostando ou não de phil collins, o primeiro disco lançado por ele – “face value” / 1981 – é uma obra prima… pode levar fé. só a música “in the air tonight” o colocaria no pedestal da década… o álbum ainda tem eric clapton, produção de hugh padgham (bowie, elton, macca, police, XTC, zappa), as cornetas do earth wind & fire, sonorização de nick launay (PiL+ arcade fire, nick cave, killing joke, gang of four), versão cabeleira altíssima de “tomorrow never knows” (isso, ela mesma de george), violino de l.shankar, baixo de john giblin, além de ter galgado parâmetros estratosféricos nas paradas de mais vendidos do planeta… e neguinho segue não captando a real, deveras fascinante…

phil – que produziu john martyn (perdão eterno por qualquer batatada) e por pouco não se matou – lançou, ano passado, sua biografia com o título em homenagem à tchurma do “apito do trem”…

dead

o listradão, os listradinhos & o brasilzão…

raul.expo

xeretinha flagrou, na terça feira, o mitológico raul mourão (gerente do livro “preto & branco”) montando as figurinhas para a exposição que deverá acontecer em dezembro… a confirmar!

raul é um fervoroso listradinho e desfilou, ontem à tarde, apaixonadamente, com a bandeira do rubro-negro… num desses momentos, cheguei para ele e relatei o seguinte fato que ocorreu terça feira:

– pô, chefe… estava eu na pastelaria quando entrou um ex-presidente do flamengo pra traçar um de carne… detalhe, o cidadão não foi um presidente qualquer, ele marcou a história do mengão. pois bem, no que ele encostou no balcão, os três funcionários (todos listradinhos) perguntaram um uma só voz: “bom dia, doutor. como vai ficar a final em BH?”… e o ex-mandatário do clube respondeu: “hummmm… não vai dar não. ficou ruim pra gente”. porra, eu fiquei injuriado com a resposta dele. caraca, como pode um ex-presidente do flamengo se mostrar covarde, uma ameba, um verme e responder a três flamenguistas que não daria pra vencer o cruzeiro? que porra é essa?

e raul, conhecedor dos labirintos na gávea, respondeu:

– evidente que ele torcerá contra já que faz parte da oposição do clube

PQParille… os cornos do brasil

) :

super cineminha “the who”, ontem…

não falei com ninguém sobre o desconhecido fenômeno geológico que abalou, ontem, o arraial dos medina… UFA

mas vamos começar a sessão pela voz de deus, a voz do povo, a voz do MAM:

Assunto: Ontem…

“Maurição…

Juro, queria ter uma real definição do que foi o que meus olhos e mente testemunharam ontem…

Força da natureza? Mistura exata de energia e talento?
Não sei lhe dizer agora… Talvez alguns dias a ficha caia por completo e eu tenha a resposta.

Abraços”

MAM

well, well, well diante de um relato desses, só me resta ficar de bico fechado e trazer ao tico a descabelada experiência cabriocárica pela qual a xeretinha foi engolida, ontem…

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(o de boné, de costas, é chad smith… batera do RHCP)

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(zak interpretando o pai entre tito e bigorrilho)

ainda deu para garantir o rabisco de roger no compacto e a fotoca onde ele fez questão de apontar pro dito cujo ao abraçar a nação roNqueira. hahaha…

mv+rd.PB

pete foi MEGA gentil com herbert… conversaram solitos no camarim. mas ao contrario de roger, não se envolve muito com a rapaziada por mais que, nas poucas vezes que apareceu, tenha sido pura simpatia.

anyway, anyhow, anywhere… uma noite cravada a fogo em nossos corações

who23

cheers

the who74, a invasão, by MAM…

74

no que coloquei o post – ali embaixo – do aquecimento do MAM para a estréia do the who em solo brasileiro, me toquei que hoje é mais um dia perfeito para trazer ao tico a HQ que ele fez, em outubro2012, relatando a epopeia de vivi com meu primo roberto para testemunhar o the who (lançando quadrophenia), em paris / fevereiro1974.

de cara, fica aqui minha saudação ao MAM e a todos os fissurados no the who (LUIZ ANTONIO MELLO, caralho!) que, finalmente, estarão no mesmo quadrado… todos os quadrados, together!

quando essa experiência mística de ver o the who completou 40 aninhos, relembrei a obra do MAM e o texto que escrevi (não lembro quando) que serviu de roteiro para a HQ no “negativos & positivos (16)”, em fevereiro2014.

aproveito a inoxidável ocasião desse sábado 23setembro2017, para tirar do baú esses artefatos (+ fotografias + foto de daltrey no aeroporto + outras letrinhas) que me fazem encarar o presente com relativa tranquilidade… hahaha!

o texto, as fotografias e a HQ podem ser conferidos AQUI

who.ticket.74

“por um mundo melhor” X a realidade…

brasil.500

não faltam estrangeiros no rio de janeura nesses dias de setembro, procede?

já pensou como eles estão processando a situação nas últimas horas?

como é possível entender que – na mesma área da cidade maravilhosa – acontece um evento para milhares de pessoas hipnotizadas pelo mantra consumista “por um mundo melhor” e que, logo ali, a mesma metrópole se transforma num campo de batalha com todas as vozes envolvidas entoando “por um mundo pior”.

temos nos nossos cornos um filme de ficção com roteiro recheado pelos mais manjados e previsíveis componentes: ganância, miséria, mentira, corrupção, idiotização, violência, trairagem, incompetência… mas nunca fomos tão surpreendidos pela escalafobética mixagem desses dois mundos tão distantes… e tão próximos.

em breve, os próximos episódios do épico “a guerra dos mundos”

em outra dimensão (ou aos pés da jacaranda)…

jaca5

esta é a capa da revista jacaranda que foi lançada, ontem, no rio de janeiro.

são (apenas) três edições por ano apresentando a produção mais cabeleira altíssima da arte brasileira.

sempre editada por raul mourão (& seus bluecaps), a nº5 destaca andré komatsu, rochelle costi, henrique oliveira, judith lauand, felipe cohen, guilherme vaz, waleska soares, angelo venosa, malasartes + textos & entrevistas… D+

ao chegar na contracapa, senti meu espírito mergulhar em outra dimensão, circular por áreas (até então) desconhecidas e cruzar os bigodes com o Deus da Melodia…

jacaranda

mamãe

HANX

amigos em portugal (ou amigo em lisboa)…

o chapa vascão (sim, o nome dele é vasco e – claro – é um apaixonado pelo clube homônimo) está em lisboa nesse exato instante… antes de cruzar as tormentas, perguntou se eu queria alguma coisa de lá… HAHAHAHA… é o mesmo que indagar se o deputado aceita uma propininha.

enfim, jah que ele estava indo para lisboa, nada melhor que tentar (mais uma vez) conseguir o disco (em vinil original) “amigos em portugal”, gravado pelo durutti column e lançado – exclusivamente – pelo selo fundação atlântida, em 1983.

há no mercado algumas edições recentes tanto em cd quanto em vinil.

well, well, well… leia-se vini reilly onde você encontrar escrito durutti column… o gênio de manchester que segue, há anos, como a reserva moral da humanidade…

Reilly was born in Heaton Park, Higher Blackley, Manchester,[3] and raised in Withington, Wythenshawe[4] and Didsbury, all also areas of Manchester. His father was an engineer who did not allow his five children to watch television.[4] His death saddened Vini, who was 16 at the time, and laments it today because he didn’t admire[5] or know him enough.[6] As a child, he played a lot of football, and was even offered a trial for Manchester City F.C., but he declined, opting to concentrate on music.[4][6]

His first recorded work was Ed Banger & The Nosebleeds‘ “Ain’t Bin To No Music School”.[5]

Reilly was Tony Wilson‘s first signing to Manchester’s iconic label, Factory Records. Reilly’s music is respected by fellow musicians and those in the music industry, with Brian Eno citing Reilly’s album LC as his all-time favourite album[4] and former Red Hot Chili PeppersJohn Frusciante stating that Vini Reilly is “the best guitarist in the world”.[7]

Reilly arranged music and played guitar on fellow Manchester artist Morrissey‘s first post-Smiths album Viva Hate in 1988. Reilly has also recorded with artists including John Cooper Clarke, Pauline Murray, Anne Clark, The Wake, Richard Jobson, Quando Quango, Craig Davies, Swing Out Sister and Holly Johnson (on his 2014 album Europa). He also attempted to produce the Happy Mondays‘ debut Forty Five E.P., but found that he simply could not work with the band.

In September 2010, Reilly suffered a “minor” stroke which made him lose “some feeling in his left hand”.[8][9] Despite this, in February 2011 it was reported that he is working on a new album.[10] The new tracks are slower because after the stroke he cannot play as fast as he used to.[11] In January 2013, Reilly’s nephew made an Internet appeal on his behalf for donations because the guitarist had debts for unpaid rent from the time between his strokes and his assessment for disability benefit. Fans sent £3,000 within a day and Reilly was reported to feel that their generosity had “lifted the weight of the world off his shoulders”.

para fechar o assunto, a fotoca de vascão (ainda na terrinha) com a criança…

vasco

louvado seja vini reilly…  e o vasco

cheers

( :

tia aninha, tô chegando…

fant

Assunto: fantasmas

“caro mauvall,

já estou feliz pacas por conta deste inédito título do fantasma, e aí vejo a homenagem espontânea do ronquinha… meu amigo, fico sem saber onde colocar meu coração.
MUITO obrigado, vc e o RoNca sempre foram legais conosco: desde aquela vez do título de 2015, sempre dando espaço ao fantasma com o devido respeito que merecemos!
pouca gente na imprensa nacional (e entre os torcedores de “times grandes”) deu o devido e merecido destaque para essa conquista. muita gente foi até jocoso e irônico – “campeão da série D?”, com um risinho meio complacente… pobres mortais… – mas o RoNca é parceiro, e sabe compreender a grandeza e a importância dessa conquista.
ouso dizer, do alto de meu orgulho e felicidade de torcedor que cresceu vendo o fantasma levar porrada, ser humilhado, passar por décadas de complexo de vira-latas, que essa conquista não foi apenas do operário ferroviário, mas sim, do futebol nacional.
é engraçado – eu vi alguns jornalistas da grande imprensa falando de sua surpresa por Ponta Grossa estar toda tomada de paixão e alegria, contaminada com essa conquista inédita e cabriocárica, mas pensei comigo: o espanto é deles, porque pra mim, não tem nada de espantoso. eu nasci vivenciando essa loucura.
a torcida operariana é e sempre foi apaixonada, fanática e que se dane o mundo. e quem não entende isso, bem, “perdoai-os, eles não sabem o que fazem”, nem o que estão perdendo.
somos um time pequeno (nem tanto, a partir desta conquista nacional), mas temos orgulho de nossa história, da história do operário ferroviário e até mesmo das presepadas que marcaram nossa trajetória – dá pra fazer uma lista, mas acredito, de verdade, que tenham ficado no passado e que o clube assuma uma posição mais profissional e comprometida, a partir de agora.
com todo o respeito por todas as outras apaixonadas torcidas, penso, sinceramente, guardadas as devidas proporções, que nossa torcida não deixa nada a dever  às grandes torcidas dos clubes do brasil.
no paraná, podem me crucificar, mas não há torcida mais apaixonada. a dupla atletiba tem grana, destaque, mídia, badalação, mas não tem a paixão que só torcer por um clube como o fantasma pode exemplificar.
não querendo ser jocoso nem nada, mas o fantasma era até 2015, junto da ponte preta, o último dos centenários tradicionais ainda sem  títulos expressivos.
espero e torço para que a o clube de campinas ganhe um título, porque eles merecem, sem dúvidas, pela história, pela torcida, pela tradição, e eles precisam disso, tanto quanto nós precisávamos.
entretanto, por essas contingências que só os deuses de pernas tortas do futebol poderiam explicar, a macaca ficou com o a última virgem centenária do futebol brasileiro. fazer o quê… dessa pecha, pelo menos, o fantasma se livrou.
finalizando, saiba que eu considero você um operariano honorário, um amigo simpático à causa, mesmo sabendo que você é vascaíno de coração, e que isso não precisa mudar.
um dia, espero ter o prazer de ser seu cicerone em PG, onde será uma honra guiá-lo pelos caminhos e histórias da antiga rede ferroviária e seus operários, que se confundem com a história da minha família, do meu avô (que se tornou um legítimo “operário ferroviário”, ao iniciar sua vida de trabalhador nas oficinas da rede, em 1914, dois anos depois do fantasma ser fundado oficialmente), quem sabe te convidar para um almoço na casa da minha tia aninha, que ainda vive na casa que ele construiu nos anos 1920, e que fica literalmente ao lado do estádio – lugar místico, onde eu passei bons momentos e de onde tenho deliciosas lembranças.
e a gente terminaria esse tour princesino e operariano com um belo chope na choperia do tito.
pode parecer um sonho ou uma ideia vaga – mas até um ou dois anos, eu pensava que era um sonho, uma utopia, poder dizer “OPERÁRIO FERROVIÁRIO CAMPEÃO BRASILEIRO”.
se isso aconteceu, qualquer coisa pode acontecer.
(pra falar a verdade, acho que estou sonhando acordado).

um abraço,”

andré

(foto de luiz estacheski)

Rádio…

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as estrogonóficas letrinhas do murilo (no post anterior) me empurraram a dividir com você uma inédita experiência radiofônica.

murilo disse que o programa da globo tem uma vibe menos relaxada que o roNca mas que cumpre a função dele (programa) por estar em sua plataforma de origem: o rádio.

como já mencionei antes, o convite de voltar à rua do russel 434 trouxe uma felicidade gigante ao meu coraçãozinho e – acima de tudo – a certeza de me comunicar com uma audiência com outra afinação da que habitualmente está a bordo do roNca.

a diferença básica entre os dois programas é que o roNca é o nosso programa… e o “em cartaz” é o programa que faço para o sistema globo de rádio… simples assim.

uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa… mas acho muito viável que, um dia, as duas poNtas cheguem a ficar bem próximas.

atualmente, os maiores obstáculos para essa total parceria são: o tempo do programa (uma hora) e os intervalos “comerciais”… se essas barreiras não existissem, roNca e “em cartaz” ficariam olho no olho… mas, sempre, com a certidão de nascimento do segundo estampando SGR… hahaha!

o mais importante de tudo – e aqui vai o fato da desconhecida experiência radiofônica – é o corpo a corpo que tenho travado, via SGR, com uma audiência que está COMPLETAMENTE distante da web… isso, uma enorme quantidade de pessoas que não utiliza as ferramentas do novo mundo para ouvir música.

resumindo,  em junho, quando – coincidentemente – o roNca foi para o freezer e comecei o programa na globo, passei a ser ouvido por uma frenética torcida que nunca soube da existência de roNca roNca ou de qualquer outra ilha de informação musical nas “nuvens”.

acredite, fora desse nosso universo digital existe uma galáxia de interessados em sons que se deixa seduzir por novidades de uma forma muito mais direta, pura… de coração aberto.

desde os mais remotos tempos no dial, antes mesmo da Oi FM, que não tenho ecos da audiência sendo ejetados de açougues, táxis, bancas de jornal, botequins, das ruas…

– maurição, chorei com adelzon… foda o fleet foxes. bnegão é nosso rei

D+D+D+D+D+D+D+D+

acredite, o Rádio está vivo… e manter essas duas linhas de atuação, para mim, é uma experiência inédita e cabriocárica!

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