historinhas

michel & nick…

comentei no #306 sobre a amizade de michel spitale e nick cave, em são paulo, no início dos 90, lembra?

a conexão deles gerou a inclusão do nome de michel na letra de “papa won’t leave you, henry” (acima) do álbum “henry’s dream” (de 1992) construído, em parte, sob a vibe paulistana.

no domingo, eles se cruzaram no espaço das américas…

e, ontem, a xeretinha registrou os dois, no rio de janeura…

lembrando que tudo faz mais sentido na matéria que colocamos AQUI

onde você encontra os dois e luke (o filhote brazuca)…

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rogério abalou as estruturas (ou “this is religion”)…

comentei no #306 que o bloquinho onde escrevo o programa estava em sua derradeira folha… e que essa sensação devia ser a razão pela qual eu estava muito emotivo em nosso voo. lembra, né?

e eis que chega a seguinte mensagem do inoxidável ouvinte / fotógrafo rogério…

Assunto: bloquinho

“qual o tamanho do seu bloquinho, mauricio?

tenho um rvk personalizado, estilo moleskine, quero te dar de presente!

o tamanho do meu é 12×9 cm.

abracos!”

rogério

HAHAHAHAHAHA… PQParille, que D+

agradeci muito pelo carinho cabriocárico mas disse que o bloquinho tem um shape igual a todos os outros desde o século retrasado. olha a cara do que está indo pro arquivo (mas sempre consultado e de importância vital)…

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o fatiamento de corações, mentes & almas…

clique avassalador de professor vidigas, THE butcher em candangolândia!

mas a situation é a seguinte, imagina você numa partida de futiba onde um dos times em campo terá como linha atacante: garrincha, puskas, van basten, maradona e edmundo… isso, massive attack com CINCO monstros para enfeitiçar seus olhos, arrancar sua língua pela orelha, para te levar ao prazer incomum. captou?

pois bem, transporte tudinho para um local abarrotado por uns sete mil espíritos em sintonia total com um palco habitado por jim, nick, george, warren, martyn, david e larry… percebeu?

foi isso que aconteceu, ontem (domingo), no espaço das américas (SP) na volta de nick cave & the bad seeds ao brasa, quase trinta anos depois… grosseria em dose industrial apoiada por repertório barra pesada e performance como poucas vezes temos a chance de testemunhar.

tendo as gavetas do roNca como referência, acho que a entrega de nick ao seu ofício no palco pode ser comparada ao desejo incontrolável de bruce springsteen em fazer amor com sua (dele) platéia… PQP, fueda!

já comentamos como o recente percurso de nick cave na música é algo sem muitos precedentes… de como ele superou tudo, de como conseguiu enfiar uma criação sônica foreta da massificação nas mentes de zilhões de novos ouvintes.

a audiência de ontem estava 1000% inserida na música das sementes… para mim, foi surpreendente a quantidade de gente cantando todas as músicas, palavra por palavra. o show levou por volta de duas horas e quarenta minutos, na maioria do tempo, eu tive pertinho (à esquerda) uma menina muito jovem (com a namorada) que chorou em várias canções, se requebrou, urrou, pulou e se despediu com o rosto de felicidade plena… à direita, um pouco mais distante, tinha uma outra, sozinha… cacilds, ela cantou TODAS as músicas, quietinha, paradinha, mergulhada na mais profunda parte da piscina… D+

no que entrei, hoje, no asa dura, de volta pro rio, quem passa por mim no corredor?

– hey, foi você que cantou todas as músicas de nick cave?

– hahaha… eu mesmo. adoro muito. sei tudo

“from her to eternity”, “jubilee street”, “tupelo”, “the mercy seat”, “red right hand”, “stagger lee” e a surpresa, na marra, de “jack the ripper” ficarão séculos e séculos ecoando pela minha existência… D+D+D+D+D+D+D+D+D+D+D+D+

sabe a sensação das coisas serem positivas? do mundo andar pra frente?

mas nem tudo foram flores no espaço das américas… pela primeira vez em sua vidinha, a coitada da xeretinha foi confiscada pela produção de um show (produção nick cave). até agora não entendi direito como aconteceu o fato e, na boa, prefiro não compreender o que levou a coitadinha da xerê a passar quase três horas isolada do mundo… parece piada mas é pura realidade… pelo andar da carrocinha rolou um mal entendido fuderoso envolvendo o credenciamento de fotógrafos com a produça do show (nick cave) que determinou que os retratistas teriam suas MEGA máquinas confiscadas após a única música autorizada a ser clicada e que, depois do árduo trabalho (!), seriam enxotados para as laterais do palco (na platéia) e ali ficariam, isolados (acredite!) até recuperarem suas ferramentas… hahahahahaha, que comédia.

ao saber desse mal estar, simplemente, comentei: “muito obrigado pela credencial mas eu não estou aqui apenas para fotografar. paguei o ingresso para me divertir vendo o show onde bem quiser e com quem quiser. portanto, não me interessa registrar uma música apenas (a primeira do show)… e se vocês estão proibindo a documentação profissional do show, fiquem sabendo que a pobrezinha da xerê está mil furos abaixo de 99% dos celulares aqui dentro”

nesse momento, brotou uma eficiente e simpática funcionária do espaço das américas super disposta a atenuar a nhaca… e conseguiu.

enfim, fui obrigado a me separar da chorosa xerê que soluçava: “nunca aconteceu isso com a gente”… e respondi: “meu amor, ja que estamos em são paulo, pense no ensinamento do grande boça – puta mundo injusto, meu”.

mas já está tudo certo… disse pra ela que nada irá substituir os cliques que deixamos de fazer mas que, entre mortos e feridos, esse 14 de outubro mostrou como não podemos viver separados

L O V E

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segura a viagem…

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  9. (Introduced as “a prayer to Brazil”)

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  14. (Nick walked in the crowd)

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  15. (Audience members invited to the stage)

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  16. (Audience members on stage)

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  17. Encore:
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  20. (First time played in 2018)

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Note: Original setlist included Skeleton Key, Mermaids and Distant Sky as optional songs, as well as Jack the Ripper, which was played. Foi Na Cruz was attempted, but Nick Cave couldn’t remember the lyrics.

nick em são paulo, no início dos 90 (ou D+D+D+D+)…

a essa altura do championship, nick cave está matando saudades da paulicéia desvairada que tão bem conheceu no início dos anos 90.

o jornalista carlos messias e o fotógrafo lucas lima montaram o quebra-cabeça cascudo das mais profundas relações de nick com a cidade e seus personagens… AQUI

IMPERDÍVEL

no que bati os zôio nessa matéria fui ao encontro de uma das peças mais próximas a nick na temporada paulistana de quase 30 anos atrás: o então diretor de arte michel spitale que, hoje, é residente no rio de janeiro… e com quem encontro semanalmente, na rua.

como eu não sabia de toda essa História entre eles, ficamos um tempão na calçada com michel solando loucamente páginas e mais páginas inoxidáveis… como, por exemplo, o dia em que nick comprou a camisa do fluminense (em são paulo e não em paraty como está no texto) e a paulistada caiu em cima falando um monte de atrocidades sobre o tricolor carioca, hahahahahahahahaha… inclusive, esta foto foi tirada pelo michel…

o curioso do relato do michel sobre a aproximação entre ele e nick ser mais forte que com os outros componentes da rapaziada é que ele (michel) não sabia quem era o tal do nick cave, não conhecia nem gostava da música dele… simplesmente, simpatizou por um australiano “hello crazy people” que havia despencado em são paulo e era idolatrado por todos. conclusão, pro nick, o michel também era qualquer um com quem não precisava se vestir de nick cave, manja? do mesmo jeito que ele era com o pessoal da padaria, dos inferninhos, da feira etc & tal.

enfim, terei de cruzar com o michel depois do show de domingo para saber como foi o reencontro da tchurma cabeleira altíssima tantos anos depois… segura os dois com o luke…

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pra fechar, carlos messias e nick, ontem, na mercearia são pedro…

as sementes estão chegando (ou vai se acostumando)…

repertório de terça feira, dia 2, na cidade do méxico… e periga não haver muita alteração pro show do dia 14 já que essa lista é praticamente a mesma da apresentação em moscou, em julho… apenas com a inclusão de “the mercy seat” no bis:

 

 

e o raio caiu duas vezes no mesmo lugar…

nota publicada hoje na coluna do ancelmo (o globo)… hello crazy people total!

acabei de falar com o de la peña para saber como essa coincidência teria acontecido… e ele disse que o click dele não foi feito ontem mas há vários dias.

a xereta registrou as placas, ontem, exatamente, às 16h… e coloquei o assunto aqui no poleiro nos primeiros minutos de hoje… ah, tá, alguém do ancelmo poderia ter visto o post se lembrado da imagem do de la peña e subido o assunto na coluna… só que é industrialmente impossível (será?) um jornal não estar fechado na madrugada em que vai pra banca. captou a logística?

conclusão, foi uma MEGA coincidência a nhaca com as placas de dorival pipocar tanto aqui quando na coluna do ancelmo no mesmo dia… UAU!

a menos que chegue alguém dizendo ser possível neguinho da coluna ter visto o post à meia noite e 10 minutos, montado a nota e enviado pra gráfica a tempo de imprimir o jornal no mesmo dia…. “acho que parece que não sei” (paiva)

dórival…

estou na pista tentando levar bernardão bnegão para fazer umas fotocas nesse “logradouro”…

manja?

pois é, a via acima tem nome… melhor dizendo, NOME… mas, infelizmente, não há um cidadão brasileiro que resida nela… caramba!

é isso mesmo, as calçadas são – simplesmente – as laterais dos edifícios que se encostam nela… e, ao fundo, existe um portão de acesso… de acesso restrito (talvez sem uso) ao 23º batalhão da PM. mamãe!

ou seja, a rua não existe para a população carioca.

ah, tá… você está pensando que a História acabou por aqui, né?

mas ela está começando… afinal, a referida via “pública” tem dois nomes… não, não é piada, é fato. segura a vibe em suas esquinas com a avenida visconde de albuquerque…

captou? tá crendo? que momento!

as placas estão ali (aqui), lado a lado, com pouquíssimos metros de separação… e as nossas possantes prefeituras insistem em manter a grosseria ativa.

mas tem o mais sinistro de tudo, como DORIVAL CAYMMI pode dar nome a uma “rua” onde não há ninguém para encher o peito e dizer: “eu moro na rua dorival caymmi”.

mamãe, que lamentável, que dó!

qual a razão para arrancarem de nós esse prazer com gosto de acarajé mixado à maresia do leblon ou dos ventos de itapoã refrescando a cachaça da rua júlio de castilhos (posto6)?

jisus, não faltam ruas na cidade de são sebastião para (re)nomeá-las decentemente… por exemplo, a montenegro (i repeat a MONTENEGRO de ipanema) virou vinícius de moraes.

que tal começarmos JAH um movimento forte com bernardão à frente?

oxente, especialidade dele… especialidade nossa.

em 2016 o globo publicou (AQUI) uma matéria sobre a “rua”.

enquanto isso, a prefeitura pode arrumar a placa do cayme… sem esquecer as irmãzinhas da tonelero (toneleros / toneleiro), barão de jaguaripe (jaguaribe) e outras tantas.

a evolução…

e o roNca pensando em colocar três horas no ar!

HAHAHAHAHA… que momento!

sempre achei muito curioso como boa parte dos entendidos (daqui) mergulha de cabeça em situações que, claramente, levam ao fim dos tempos só para estar conectadinha à “modernidade”.

caramba, recentemente, o mesmo globo exibiu uma matéria (que colocamos aqui) onde todos os responsáveis (lá de fora) pela criação da web (em todos os níveis) recomendam que as pessoas se desconectem para salvar o que restou da humanidade.

enfim, estou aguardando (muito curioso) uma nova matéria com essa geração onde será publicado o jeito dela saborear uma iguaria, apreciar uma paisagem, fazer sexo, observar um pint de guinness ser servido, preparar o churrasco, admirar a prorrogação de um clássico do futiba, curtir a praia, rezar pela encomenda do correio chegar logo, dar boas vindas ao irmãozinho na barriga da mãe há um mês, surfar uma boa onda…

e o roNca pensando em colocar três horas no ar… JISUS