historinhas

enola gay (ou OMD em 1980)…

The Enola Gay (/ɪˈnlə/) is a Boeing B-29 Superfortress bomber, named after Enola Gay Tibbets, the mother of the pilot, Colonel Paul Tibbets. On 6 August 1945, during the final stages of World War II, piloted by Tibbets and Robert A. Lewis it became the first aircraft to drop an atomic bomb. The bomb, code-named “Little Boy“, was targeted at the city of Hiroshima, Japan, and caused the near-complete destruction of the city. Enola Gay participated in the second atomic attack as the weather reconnaissance aircraft for the primary target of Kokura. Clouds and drifting smoke resulted in a secondary target, Nagasaki, being bombed instead.

para elevar o espírito, a existência (ou “this is religion”)…

ao dar a rotineira checada na caixa postal (SIM) do roNca, me deparei com essa maravilha enviada pelo ralph… PQP

fui obrigado a sentar no meio fio molhado (blu blu forte) para matutar sobre carmela, viola, jujuba, arrudinha & trocentas outras inspirações poderosérrimas que o roNca abriga no coração… PQP

enfim, prestenção nessa demonstration “this is religion” que chegou de londres com envelope “hand made” com detalhes em relevo e com uma caligrafia que nem o vaticano faz parecido… PQP

mamãe

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a mocidade detonará a mulata assanhada (ou tudo a ver com 2020)…

“Nesta segunda-feira, quando a Mocidade Independente desfilar na Sapucaí com o enredo em louvor a Elza Soares, eu vou torcer para que os deuses africanos acertem, sem um segundo de delay, todos os instrumentos da bateria em sua paradinha genial. Eu vou rezar para que mãe Menininha, homenageada em 1976, ilumine as rendas, os paetês, e em seguida assopre os bons ventos para as baianas rodarem na mesma rotação feliz do planeta.

Eu vou pedir acima de tudo para a caretice dos tempos não tomar conta da escola ao lembrar a saga desta diva empoderada, um monumento da afirmação e resistência da mulher negra. Eu vou torcer para os otários da correção histórica não cancelarem a existência da mulata assanhada Elza Soares.

Foi há exatamente 60 anos, em seu primeiro LP, logo depois do estouro nacional em 1959 com “Se acaso você chegasse”. Elza Soares balançou o Brasil com a gravação de “Mulata assanhada”, de Ataulfo Alves, o primeiro negro a entrar na lista dos dez mais elegantes do Ibrahim Sued. Foi como se o país reaprendesse a cantar.

Antes dela houve a serelepe Carmen Miranda, a dramática Linda Batista, a incomparável Marlene, a enluarada Elizete e tantas outras rainhas do rádio. Cada uma na sua. Nara sussurrava, Dalva soltava os bofes. Não sou tolo o suficiente, nem o lança-perfume carnavalesco me serviria de desculpa, para hierarquizar os méritos dessas deusas. A todas, acendo genuflexo uma vela branca nesta segunda-feira das almas.

Elza Soares inventou uma voz que balançava em harmonia com as cadeiras. Improvisava. Ela se aproveitava da recém fundada bossa nova, dos elementos jazzísticos que ouviu nas boates, sem esquecer dos tambores desde sempre na sua existência. Botou tudo no liquidificador e soltou a voz com liberdade, nos tons mais altos da escala. Tenho certeza que Alcione não é a única a lhe agradecer.

Eu vou torcer para que, em sua nuvem de purpurina verde e branca, o mestre André, da bateria dez, nota dez, erga a batuta e dê o tom para o desfile não esquecer esse início de Elza, não riscar da história a gravação de “Mulata assanhada”. Foi o seu momento mais espetacular nos anos 1960. Ao lado de Jorge Ben, Ed Lincoln e outros, ela botava a bossa nova para dançar ao ritmo do “sambalanço”, uma joia da MPB.

Será uma pena se o politicamente correto atravessar o samba da Mocidade e, como se houvesse algum motivo de desonra, apagar de uma ativista negra moderna o momento, outro contexto, em que ela se apresentou como mulata, essa palavra só agora amaldiçoada. Naquela década, gravou ainda “As polegadas da mulata” e “Mulata de verdade”. O mundo mudou e Elza foi junto, com outra consciência de afirmação racial.

Eu estou dizendo isso porque li o “Abre-alas”, o livro em que a Mocidade detalha para a imprensa o roteiro do desfile. Não há menção, em alas, fantasias ou carros alegóricos, a esse capítulo. Cancelaram a mulata. Eu torço para que lá do barracão celestial o espírito transgressor da escola, onde Fernando Pinto inventou o carnaval pop, invada a avenida e no último momento, a comissão de frente já diante do júri, ponha em cena algo que lembre esta etapa da vida de Elza, uma mulher fabulosa justamente pela trajetória de superação e adequação aos tempos.

Eu torço para que deixem a mulata sambar em paz.”

Joaquim Ferreira dos Santos

DAQUI

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o roNca vem com essa pauta no ar há muito tempo. lembra, né? mostramos elza e elizeth cardoso interpretando esse clássico do negão ataulfo alves e comentamos de como seria impraticável ele ser cantado hoje em dia. pois é, conseguiram matar a mulata…

Ai, mulata assanhada
Que passa com graça
Fazendo pirraça
Fingindo inocente
Tirando o sossego da gente
Ai, mulata se eu pudesse
E se meu dinheiro desse
Eu te dava sem pensar
Essa terra, este céu, este mar
E ela finge que não sabe
Que tem feitiço no olhar
Ai, mulata assanhada
Ai, meu Deus, que bom seria
Se voltasse a escravidão
Eu pegava a escurinha
Prendia no meu coração
E depois a pretoria
É quem resolvia a questão
Ai, mulata assanhada

serico & the clash, outubro1981, lyceum/londres…

conforme anunciado no #375, aqui estão algumas das fotografias clicadas pelo mitológico serico quando o the clash se apresentou por sete dias no lyceum/londres, em outubro1981.

pois bem, o fio desencapado penetrou em cinco shows! como? hahahahaha… acho que nem ele sabe. o fato é que, num desses, nosso ídolo estava com a xeretinha na mão e coladão no palco… mesmo massacrado pela turba insana de adoradores de joe strummer & seus bluecaps, ele conseguiu clicar algumas vezes. imagina a pressão?

esses negativos foram enviados pra mim logo após a temporada no lyceum… cheguei a fazer uma camiseta, no final de 81, com a primeira imagem da sequência.

“sandinista” foi lançado em dezembro1980 e neguinho tava seco pra rever a banda em casa. segura…

serico forévis…

o príncipe de brixton e do núcleo bandeirante

cheers

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negativos & positivos (502) [legião urbana]…

legião urbana  /  jardim botânico (rio)  /  setembro1984

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momento de agradecer ao inoxidável chapa arthur dapieve pelo convite para participar da décima edição do livro “o trovador solitario“, de 2000, com novas fotografias e letrinhas para a orelha… lançamento programado para mês que vem, batendo com 6.0 de renato.

e no que eu estava catando uma imagem para o livro, esbarrei nessa – com os quatro sorridentes – que jamais havia sido observada nesses quase trinta e seis aninhos.

negativos & positivos (500) [andy gill]…

caramba, com a de hoje são 500 imagens no “negativos & positivos”… 99% nunca haviam sido ampliadas ou vistas por mim… ou seja, quase todas inéditas, inclusive a de hoje.

fiquei matutando qual seria a de número 500, tipo responsa segurar a marca.

quando, ainda agora (são 18:30), fui massacrado pela subida de andy gill, guitarrista do gang of four, banda MEGA inoxidável formada em leeds/1976 e que já passou pelo brasa três vezes (2006, 2011 e 2018) com diferentes formações… PQP

a primeira pessoa que pensei foi dado villa lobos, fissuradão no quarteto e, mais ainda, como guitarrista, em andy… tão apaixonado que trouxe mister gill pro brasil nos shows de 30 anos da legião.

no que mandei a msg entristecida, dadinho respondeu:

– nosso mundo vai ruindo. estou a caminho do planeta atlântida, vamos abrir com “to hell with poverty”, depois vem anitta

andy gill (gang of four)  /  lyceum (londres)  /  junho1981

arrumando sarna pra se coçar (ou vai dar ruim)…

captou a mensagem acima? mais ou menos, né?

é um show do jethro tull?

se você prestar atenção ao anúncio, não verá a confirmação de ser, realmente, um show do jethro tull… são dois ex-componentes da banda (que nem são originais) interpretando o repertório do jethro.

segunda perguntinha (salve, demmy) que é a mesma: é um show do jethro tull?

hahaha… sim, quer dizer, é um show da banda (?!) com dois ex-componentes “originais”!

pronto, lascou, essa peça da propaganda “hello, crazy people” é uma ratoeira dos infernos.

imagino a reação de um fanzaço de ian anderson – sem muitos amigos ou contatos nas redes – animadão, quando abrirem a cortina e o coitado não encontrar a voz / a flauta / o compositor / a alma / porra, o JETHRO TULL no palco… mamãe!!!

após uma rápida olhada na UEBI, dá pra perceber que existem “dois” jethros se apresentando on earth ao mesmo tempo: o original com ian anderson e esse tributo com martin e barlow, dois músicos estrogonóficos.

conclusão, vai dar ruim… corre o risco de quebra-quebra, incêndio, dedo no olho & outras milongas mais… afinal, quem procura acha.

ah, pra esquentar ainda mais a chapa, parece que os ingressos estão acabando… jisus

(sp/5, curitiba/6 e rio/8)

quarentinha…

esse registro da xeretinha jah passou por aqui quando sinatrão completou 100 no lombo, em dezembro2015… mas volta, hoje, gloriosamente, ao sermos atropelados pelos quarenta aninhos da MEGA presentação Dele no maraca… isso, no Maraca, com mais de 170.000 testemunhas… UAU.

minha mamãe, fissuradex por sinatra e elvis foi de cadeira, nessa meiuca do gramado… o desejo dela estar perto do ídolo só faria sentido se ela estivesse perto meeeeeeesmo… e, para tal, houve uma reunião familiar (com presentes e ausentes) para que o valor do ingre$$o fosse anexado ao orçamento de TODAS as gerações futuras… hahahaha… (blu blu forte aqui agora)

o grito primal de todas as futuras (e passadas) gerações foi o mesmo:

– PORRA, compra logo essa bagaça que a gente segura a marola…

pela conversão mequetrefe de hoje, esses 2.800,00 cruzeiros equivalem a uns 700 reais… merreca para o tamanho do prazer.

desejo realizado ao extremo… forévis

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como dá pra perceber pela foto, a xeretinha ficou na arquiba, no lado direito da tribuna, claro!

cheers

sharapova, keith haring e a carência…

mariazinha fez um selfie com keith haring e basquiat… e a torcida do vasco inundou o insta dela… que momento. hahaha

essa foto de haring com a camisa do vasco já passou por AQUI, em 2018, e segue sem explicações (ótimo!) de como Ela foi adornar o corpitcho da lenda.

o fato é que mariazinha cutucou a carência vascaína…

Torcedores invadem rede social da tenista Maria Sharapova após foto em mural com a camisa do Vasco
Quinta-feira, 09/01/2020 – 15:08
Maria Sharapova e Vasco. Uma combinação que, a princípio, não faz muito sentido, mas que chamou os olhos da internet nesta quinta-feira. O motivo? A tenista ex-número 1 do mundo postou em suas redes sociais um registro de sua visita à National Gallery of Victoria, em Melbourne, na Austrália. Em uma das fotos, na parede da galeria, diante da tenista, está um homem vestindo a camisa do Cruz-Maltino.

A pessoa do registro é Keith Haring, um artista gráfico americano, que ganhou grande destaque, principalmente em Nova York. com suas exposições na década de 80. Haring morreu em 1990, com apenas 31 anos por conta de complicações com o vírus HIV. A relação do artista com o Vasco e por que ele vestia a camisa do clube seguem como mistério. A obra de Haring é tema de uma mostra na galeria em Melbourne.

Após a publicação, vários torcedores começaram a invadir as redes sociais da tenista, comentando “Vasco” na foto.

A tenista russa se prepara para a disputa do Aberto da Austrália a partir de 20 de janeiro. Campeã do primeiro Grand Slam da temporada em 2008 e ex-número 1 do mundo, Sharapova, atualmente, é a tenista número 147 do mundo e recebeu um convite para disputar a edição deste ano do Aberto da Austrália, em Melbourne.

humberto na coréia (ou aTRIPA parasintando forte)…

Assunto: A tripa Na Coréia

Salve, Mauval!

Espero que esteja tudo bem por aí. Por aqui tudo certo, rodando pelo mundo e ouvindo o RoNca RoNca do lado reverso desta terra falsamente plana. Estive em uma trip asiática, na Coréia do Sul, onde cheguei depois de cumprir o trajeto entre Rio de Janeiro, Houston, São Francisco e Seul. Parecia um pau-de-arara.

A Coréia do Sul é uma loucura high tech, moderna, limpa e meio caótica. Wi-fi gratuito de 100 mega no meio da rua, robôs que mostram a direção, trens super velozes… e aquela infeliz névoa cinza, que nos faz lembrar que o progresso traz uma conta a pagar, e ela não é barata. Além de um povo cordial, mas arredio no trato com estrangeiros. Dentre aeroportos, hotéis, estradas, ruas, becos e esquinas, o RoNca esteve presente. Envio um registro, gangnam style, da tripa no metrô, penetrando nos olhos e na mente do povo sul-coreano.

Fotos e abraços para você,”

Humberto

P.S.: Em São Francisco, felling a little spaced out, comprei o livreto da última foto. Presente para compor o acervo lunático deste programa. Precisamos combinar a entrega.

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relembrando, humberto é este AQUI