imprensa

é o tal “podrão FIFA” corroendo os universos…

são os mesmos que tentam destruir são jujuba (desde 1927)… e o mais patético é que essa janotada tem a coragem de buscar termos “populares” para dar autenticidade à comédia. tipo usar “buteco” e não a bagaça do nome como ele é, BOTECO… que mané buteco? buteco de _ _ é r _ _ a, bando de conspiradores como muito bem detectou a querida listradinha claudia!

nick cave (ou a bula do roNca)…

no globo, hoje

“Penso em mim, cada vez mais, como alguém que escreve. E quando escrevo não ouço música. Com o passar do tempo, tenho escutado cada vez menos música. Quando o faço, fico com ‘os caras’, Neil Young, Bob Dylan, Leonard Cohen, Van Morrison.

Quando nos mudamos para a Inglaterra, chegamos achando que iríamos mergulhar na revolução punk, mas foi tudo um pesadelo. Nós não gostávamos do que as pessoas tocavam à época lá. Só nos demos bem com o pessoal do Pop Group e do The Fall, muito provavelmente por culpa nossa. Não éramos fáceis.

Hoje, três décadas depois, finalmente consigo dizer que The Cure e The Smiths eram simplesmente sensacionais. Fui ouvir as músicas dos Smiths e a minha reação foi: ‘Mas este cara (Morrissey) escreve bem pacas, eu achava que só tinha eu’ (risos).

Aí fico feliz, hoje, em retrospectiva, de não ter dado a importância que os dois (o outro é Robert Smith, do Cure) mereciam à época, pois eu teria desistido da carreira. Morrissey é um grande letrista. Um sujeito estranho e corajoso, mas, acima de tudo, um senhor compositor.”

descoberto arsenal de armas químicas em são januário…

toni platão (tricolor) me acordou hoje com a seguinte filosofia ao telefone:

– caramba, estão querendo fechar com são januário

todo amarrotado consegui balbuciar:

– mas isso eles tentam desde 1927

já pensou o estrago causado nos janotinhas da imprensa mauriçola da zona sul (claro, 120% torcedores de botafogo, fluminense e flamengo) ao terem que engolir  a dura realidade que o maior estádio de futebol da américa do sul havia sido inaugurado lááááááááá do outro lado da cidade (e da civilização) por um bando de desdentados, analfabetos, portugueses,  suburbanos, crioulos e operários, em 1927? tem noção?

a História é a História e segue igualzinha… portanto, a mídia “padrão FIFA” segue firme no objetivo de fechar são jujuba… e, nos últimos tempos, a missão está em sua logística máxima.

evidente que são januário é um poço de problemas… ainda mais hoje com três vertentes políticas corroendo a alma do torcedor vascaíno + um time horroroso e um estádio com toneladas de problemas estruturais.

não vou me arrastar na choradeira de anos e anos assistindo à tentativa de destruição de são jujuba mas vale exemplificar esse crime com a chamada de primeira página que o globo exibiu na quinta feira, após o jogo com o cruzeiro…

psiu, hey, alô… como assim, bial? “torcedores são detidos após confusões”? quantos torcedores do vasco? UM? UM?

e a outra besta humana sanguinária era do cruzeiro? HAHAHAHAHAHAHAHA…

como a possante jornalista investigativa carolina castro chegou a esse número dantesco digno da batalha de leningrado?

o fato é que, hoje em dia, se vaguinho e eu travarmos, na arquibancada de são jujuba, uma guerra de palavras por conta de bon jovi (ele é fissurado no mancebo), a cavalaria do batalhão de choque da PM invadirá nosso espaço fatiando os dois vândalos sob pesada descarga de gás de pimenta.

amigos que estavam no jogo de quarta feira informam que NADA aconteceu para justificar a ação da PM daquele jeito… conclusão, a porra do gás se alastrou e o juiz interrompeu o jogo devido aos “tumultos” na arquibancada. que comédia!

aguarde para breve, a descoberta de um arsenal de armas químicas em são januário… afinal, já “aconteceram” (recentemente) casos de racismo, homofobia, violência extrema e, hoje, PATETICAMENTE, chegamos ao assédio sexual (que eu me nego a saber qual foi)… PQP!

como estamos rachadíssimos, sem reação, a janotada da ZS sabe que agora é hora para se livrar, definitivamente, da única resistência ao futebol gourmetizado (“meu barça”, “meu real”).

haja força, inteligência, união e paixão na colina!!!

amém

z´ mandou pra gente (ou o fruto da pilhagem)…

“Viu esse lance? Lamentável.
Além daquele show do Elomar que vimos lá, nem sei enumerar quantos outros shows, exposições, e centenas de filmes que vi na caixa nesses onze ou doze anos de existência do espaço.
Com esse argumento, hoje fecham a caixa. O que vai ser amanhã, o Paço Imperial, o ccbb? No que diz respeito a cultura (entre tantas outras coisas), o fechamento da caixa torna explícita a areia movediça em que estamos metidos…”

Z´ (da Maré)

rebel rebel (ou NEW young)…

há uns dois meses, quando a MOJO anunciou o lançamento de sua nova edição, negozinho d’aTRIPA ficou desarvoradaço indagando:

– será que esse número da revista chegará ao brasa?

igualmente descontrolado, procurei demonstrar uma calma que não existia nas respostas:

– sim, claro que chegará… sempre chegaram

mas a dúvida corroía minha alma… pô, afinal, era uma edição com destaque para mark e. smith, MEGA matéria com neil young e outras gemas do jornalismo musical.

acabei esquecendo de garantir um exemplar com marcelo “caipirinha” quando ele estava saindo de leeds… e a agonia aumentava a cada dia que a dita cuja não desembarcava porraqui… JISUS!!!

mas, hoje, finalmente, gloriosamente, a MOJO chegou às bancas do patropi… D+D+D+D+D+D+D+D+D+! com neil young ancorado em oito páginas com o título:

THE LAST OUTLAW

mais a despedida a mark.e smith (“slang king”) + roxy music + o bombástico cd…

que mais parece uma edição do roNca encartada na revista

( :

NME, bye bye…

Farewell to NME: a rock’n’roll riot that petered into silence (The Guardian)
Alexis Petridis

This week marks the final print copy of NME, once the engine of the hype and heat around the music industry. But its narrow musical focus in its later years doomed it to irrelevance

On one hand, the demise of NME’s print edition seems inevitable. For all the title’s loud touting of its increased circulation figures since it became a freesheet in September 2015 – they were apparently better than they had been since 1964 – the paper was an irrelevant shadow of its former self.

The kind of things about NME that had once been hot topics had long ceased to be discussed, even within the music industry. Who was on its cover that week? Who was it hyping as the new saviour of rock’n’roll? Which unfortunate had been dealt a kicking in the reviews section by one of its bolshy star writers? If it was mentioned at all, it was in tones of bafflement and pity.

The last big furore NME caused wasn’t over an album it had slagged off, nor a sacred cow it had taken to task in an interview, nor a band it had praised to the point that said band was clearly doomed, incapable of fulfilling the expectations heaped on their shoulders. It was when its online wing inexplicably ran the news story: “M&S to stop selling £2.50 vegan ‘cauliflower steaks’ following complaints.” You didn’t have to be one of those misty-eyed nostalgics for the paper’s glory days, ever ready to trot out the impossibly well-worn stories about Nick Kent’s testicles hanging out of his leather pants or Julie Burchill and Tony Parsons putting barbed wire round their area of the office – stories we’re going to be given umpteen opportunities to enjoy yet again in the coming days – to think this was a terribly depressing way for NME to go out.

The truth is that the paper had umpteen “golden eras”, and, with the greatest of respect to everyone involved in its manufacture, their existence usually had less to do with the quality of the writing than whether or not you were 17 or 18 when you were reading it. But regardless of whether you thought the NME’s best days involved prog or punk or Pete Doherty, in the end it became clueless as to what it was supposed to be doing, or who it was supposed to be for.

But there is also something surprising about NME’s demise. Even its loudest detractor would struggle to claim that it was anything other than adaptable. It had survived everything, from the rise of rock’n’roll itself, four years after it had changed its title from the Musical Express (“incorporating Accordion Times”), to the death of most of its rivals: it’s 18 years since Melody Maker and Select closed, 27 years since Sounds breathed its last.

NME hadn’t always been at the forefront of every new genre that appeared, and some had caused ructions and fissures to appear among its staff. Not everyone on the NME staff was as welcoming of punk as its then editor, Neil Spencer, who fixed the 1976 readers’ poll so that the Sex Pistols were the “brightest hope for 1977”, rather than Phil Collins’s jazz-fusion band Brand X; a so-called “hip-hop war” erupted in the mid-80s between writers who wanted to focus on rap, soul and club music and those who preferred to stick with what had become NME’s stock-in-trade, indie guitar rock. But none of them actually brought about its downfall.

So what did? The pat answer is the internet, which dealt a mortal blow to print media generally, and ushered in an era where pop and rock music has ceased to be, in the writer Jon Savage’s lovely phrase, “the teenage news” – the main means by which youth culture defines itself, a conduit that transmitted everything from fashion to politics to a young audience. Accordingly, music taste has become less tribal and more pluralistic than before. If there’s always some die-hard numpty eager to get up a petition when Glastonbury books a rapper or R&B star as a headliner, there’s a sense that most music fans don’t define themselves in narrow terms: the kind of clannish boundaries that could once have caused a hip-hop war to erupt among NME staff no longer exist.

In the 00s, NME’s response to this was to double down on its core audience, focusing increasingly exclusively on indie guitar rock, then enjoying a renaissance thanks to the White Stripes and the Strokes. Doing so prompted a renaissance in sales, but when that wave of “alternative” rock ran out of steam, NME found itself without any real musical constituency to speak of. By the turn of the decade there was something very off-putting about how many of its covers were devoted to artists who were dead, or bands that had long split up, or enjoyed their biggest success decades ago: the Smiths, the Clash, Syd Barrett, John Lennon, Joy Division, the Sex Pistols, the Stone Roses. The past is more interesting than the present, was the disheartening underlying message.

Perhaps if it had paid less attention to market research and kept its musical outlook broad, it might have survived longer, better-equipped to navigate an era in which R&B and hip-hop are commercially and creatively dominant, and grime is the underground genre enjoying the biggest crossover into mainstream success. Or perhaps not: the precarious climate for print media, particularly in the music press, doesn’t really encourage any kind of risk-taking. As it is, NME finds itself exiting the stage mourned exclusively by people old enough to remember a time when it seemed important. Sad to say, it seems unlikely you’ll find an 18-year-old in 2018 who cares much whether it exists or not.