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chico, melvin & o #400…

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RONCA RONCA #400 (DAQUI)

O RONCA RONCA chegou a 400 edições, algo totalmente louvável, ainda mais nos nossos dias. A desorientação sonora de MauVal (acompanhado por Nandão A Lenda) sempre foi grande companheira.
Desde Março os dois não se juntavam pra fazer o programa juntos, o que não impedia de forma alguma os momentos musicais memoráveis. Teve muita revisão de arquivo, muito som bom, mas sempre faltava algo…

Aí o #400 foi chegando e a ideia para torná-lo ainda mais especial foi convidar os ouvintes (a Tripa!) para colaborar com as canções mais marcantes de 2000 pra cá.
Eu ouço o Ronca pra aprender com o MauVal, escutar o que ele seleciona, me desorientar… não sei se queria uma seleção mais formal, feita pelo público. Mas não é que a emoção bateu muito forte?

Até mesmo ouvir algo já batido como “Seven Nation Army” fez sentido. E fechou com “Trovoa”, do MAURÍCIO PEREIRA, e aí o coração não aguentou! Bonito demais!
Ouça no site roNca. Ou no spotify. MI RA CU LO SA MEN TE.

Da minha lista, elaborada e enviada no último momento, não entrou especificamente nenhuma música, mas acertei quatro artistas.

Segue, para apreciação (a do Ronca só ouvindo o programa. Ou não. Clica AQUI .):

10 nacionais 2000
Mauricio Pereira – Pra Marte
Kassin – Água
Arnaldo Antunes – Envelhecer
Marcelo Callado – Fica
Gustavo Kaly – Enquanto o Coração Te fode
Los Hermanos – Casa Pré-Fabricada
Caetano Veloso – Um abraçaço
Lê Almeida – Fuck the new school
Autoramas – Verão
Black Alien – Que nem o meu cachorro

10 internacionais 2000
LCD Soundsystem – Dance Yrself Clean
Neil Young and Crazy Horse – Walk Like a Giant
Wilco – Hate it Here
Vampire Weekend – A-Punk
National – Bloodbuzz Ohio (ou Anyone’s Ghost)
David Bowie – Next Day
El Mató A Un Policia Motorizado – Mas o Menos Bien
Cloud Nothings – I’m not part of me
Yeah Yeah Yeahs – Maps
Beastie Boys – An Open Letter to NYC

VIDA LONGA AO RONQUINHA!!!

peça original danificada…

(janeiro1979)

# A cidade submersa que o Chico cantou – ela agora é real #

Nada é pra já, mas um restaurante fecha hoje, um botequim amanhã, e vai se formando aos poucos a cidade submersa de que falava a música de Chico Buarque, aquele Rio de Janeiro em que os escafandristas do futuro mergulharão na busca dos vestígios de uma civilização naufragada. Para que tal não se assuceda, urgem cestas básicas para orfanatos, álcool gel para comunidades ou, como faço agora, boas doses do mais fervoroso paganismo carioca.

É preciso erguer os copos da solidariedade e pagar uma rodada de gim tônica na Casa Villarino, no Castelo, o barco à deriva que na semana passada mandou à cidade uma garrafa com mensagem de socorro. A Zona Sul, com seus charmes e mitos, nasceu naquela mesa ao fundo do salão. Foi onde Tom Jobim conheceu Vinicius, depois abriu a tampa do piano para receber os versos do poeta e juntos, sol, sal, sul, som suave, redesenharam a cidade sofisticada que passamos a amar.

O Rio de Janeiro já foi destruído muitas vezes, e o próprio Villarino está sobre os tesouros jesuítas do Castelo, o morro derrubado justo para evitar pandemias. Surgirão muitas encarnações ainda, como houve a das livrarias da Rua do Ouvidor e dos sambas na Festa da Penha – mas é triste quando a cidade que submerge é aquela que a gente conhece e se sente feliz.

Por isso, na esperança de que muitos façam o mesmo, eu peço, e desde já deixo gurja gorda, uma rodada de salada de batata com kassler ao Bar Luiz – e assim faço tilintar a máquina registradora, a mais linda música a se tocar neste momento no restaurante. O alemão da Rua da Carioca sobreviveu aos ataques dos estudantes antinazistas na guerra e agora balança dramático com a versão 2.0 de genocídio pelo vírus. O que era charme, a arquitetura sem janelas para impedir a rua de lhe bisbilhotar o interior, agora é maldição – e no início do mês lá se foi, também sem janelas, o Mosteiro, um cardápio fundamental para explicar a construção do espírito da cidade.

A história do Rio de Janeiro é um sublime palimpsesto onde um incêndio apaga a boate Vogue, mas logo na quadra seguinte alguém acende as luzes do Sacha’s – e, camada sobre camada, tudo se reinventa pela criatividade intrínseca ao DNA malandro-agulha da cidade. Acontecerá outras tantas vezes. Mas o que eu quero hoje é que o Rio Minho, também ameaçado, perdure na Praça XV e sua sopa Leão Veloso (estou pedindo duas) esquente muitos invernos de nossa apavorada existência. Se um dia ele tiver de ir que não seja agora, nesta mesma temporada em que o Navegador, há 45 anos ancorado no porto seguro da Rio Branco, deixou de se lançar ao mar com os doces alhos de seus cabritos.

É uma tragédia ainda não encerrada, a rapidez com que uma cidade inteira de referências históricas está se pondo submersa. Reina o medo de, finda a pandemia, com tantas perdas, o carioca sair às ruas e desconhecê-las. No passado já se chorou a demolição do Palácio Monroe, o fim da geral do Maracanã, o desmonte do Morro de Santo Antônio. Teme-se agora perder a fina baixa gastronomia da empada de camarão do Salete, de igual relevância para nos explicar. Uma cidade se faz do conjunto de seus símbolos. Não é um cardápio, é um discurso de civilização. Não é uma empada, é o Pão de Açúcar sobre a mesa. A propósito, garçom, me traz uma dúzia.

Joaquim Ferreira dos Santos

DAQUI

mais uma comédia brasileira sendo implodida…

DAQUI

creio que essa foi a primeira vez que li o desmonte do tal dia MUNDIAL do rock publicado num veículo de comunicação… e como demorou, hein?

tremenda comédia vira-lata de péssimo gosto que é/foi enfiada goela abaixo em nome desse tal de rock’n’roll por pessoas que nunca tiveram noção de paul newman… jisus!

pena que a matéria não está assinada… mesmo assim, palmas para o globo por implodir essa vergonha.

jack, the ripper (ou “caipirinha” mandou pra gente)…

Assunto: Jack Charlton

“Salve, Simpatia… notícia triste!

Agora trocando idéias com Garrincha e George Best

Além de ter sido campeão do mundo pela Inglaterra, e de ter levado a Irlanda à Copa do Mundo como técnico, foi também campeão da Inglaterra pelo Leeds United, onde jogou quase 800 partidas ao longo de 21 anos.

O parceiro dele na defesa central do Leeds, Norman “Bites Yer Legs” Hunter, morreu de covid em abril, e o kop do Leeds foi rebatizado de “Norman Hunter Stand”. Com certeza Mr Charlton há de receber uma homenagem parecida.

Cheers,”
Marcelo “Caipirinha”