imprensa

é barra…

lanus

o club atlético lanús fica na grande buenos aires, no município lanús… tipo nilópolis para quem reside na cidade do rio de janeura.

tenho amigos que já estiveram no la fortaleza, estádio do clube, acompanhando o vascão, em 2012… e os relatos não são muito amigáveis. claro, a polícia local meteu a borracha na brazukada só para “educadamente” mostrar o caminho da saída (hahahaha…). a rivalidade com o river é de meter medo… parece que a torcida da capital sequer colocou os pés, ontem, na fortaleza… casca!

na boa, sou MEGA fissurado pelo futebol argentino e por seus periféricos… pô, meu papai sempre disse que o mais cascudo jogador de bola no planeta – em todos os tempos – é o argentino… e levo adiante essa idéia dele.

os acontecimentos de ontem na fortaleza são, em todos os sentidos, a manutenção do futebol VIVO contra todos os demônios que querem transformá-lo num joguinho bunda mole à la wimbledon…

cenas lamentáveis (ou arena maracanã, ontem)…

fla1

esta imagem é parte da transmissão LIVE da fox tv e foi colocada no cenas lamentáveis… portanto, existem (em algum lugar) todas as preliminares que antecederam o encontro amoroso entre a segurança e o listradinho, ontem, na arena maracanã.

o fato é que o inoxidável registro foi enviado pelo ricardo, d’aTRIPA, que ainda fez a gentileza de incluir os seguintes comentários dos poetas felipe e thiago…

– Filipe Augusto –  Ganhou uma chave de buceta em pleno feriado, a única vitoria rubro negra ontem

– Thiago Batelli –  Esse sentiu o cheirinho…

“não há grita, desistimos” (de junho, mas serve para amanhã)…

brasil.500

“Moro em frente à lagoa Rodrigo de Freitas, no caminho do túnel Rebouças, principal via de ligação entre a zona sul, o centro e a zona norte do Rio de Janeiro.

Aprendi, com a vida, a lidar com o eterno engarrafamento das cercanias do meu prédio. Tracei estratégias para suportá-lo com resignação, e na época em que ainda existia a Árvore-de-natal da Lagoa, cheguei a abandonar o volante e ir a pé, devido à quantidade de curiosos em torno do espelho d’água.

De janeiro para cá, os congestionamentos desapareceram como que por milagre. Dei para ir e vir com uma rapidez espantosa, comemorei a melhoria do trânsito, até perceber que o fenômeno nada tinha a ver com mobilidade urbana. Era a crise. A crise e a depressão da cidade.

Os restaurantes e bares estão vazios, os teatros fecharam, as lojas se foram e os hotéis olímpicos acabaram às moscas. É como se estivéssemos vivendo sob um toque de recolher. Minha mãe comentou, outro dia, que sente o Rio envolto numa mortalha.

Os assaltos, as trocas de tiro que ecoam como na Síria, os arrastões continuam, mas a calmaria é assombrosa.

Não há dinheiro nem plano, não há futuro ou comando. É como estar num transatlântico à deriva, rezando para passar, você nem sabe o quê.

Pezão abriu mão de governar, declarou estar ciente de que não resistirá muito mais no cargo. Crivella honra compromissos na África, como pastor, e tem planos para fechar as torneiras da festa pagã do Carnaval.

No último dilúvio, a comitiva do prefeito colidiu com o carro de um cidadão e passou batida, sem prestar assistência. Crivella, suspeita-se, tinha pressa de chegar em casa, para ficar a salvo das corredeiras de esgoto e lixo em que se transformaram as ruas e avenidas sob sua responsabilidade.

Normal. Não se espera mesmo nada do andar de cima. Não há revolta, não há mais bombas na Primeiro de Março. Resta apenas a apatia, e uma falta de saída de arrepiar.

Os males que ameaçam o país parecem acontecer antes, e com mais intensidade, nessa vitrine chamada Rio de Janeiro. Carma de ex-capital. O PMDB de Cunha e Cabral levou a medalha de ouro em corrupção, o buraco da Previdência já mostra os dentes por aqui, e a falência é palpável.

Ninguém merece a Alerj, Picciani, ou a oposição de Garotinho. O Rio prima pelo horror, mas os eguns engravatados de Brasília não deixam nada a dever aos mortos-vivos da Guanabara.

Michel Temer sofreu bullying na Noruega, tem uma taxa de aversão de 93%, é investigado por formação de quadrilha. Ainda assim, não há grita.

O medo do colapso da economia, a tentativa de atravessar o lamaçal até 2018 sem fazer marola, o “Fora, Temer” tão colado ao “Volta, Lula”, o deserto de candidatos, tudo isso explica, em parte, o marasmo. Mas a paralisia do Rio diz mais.

Cansamos. Desistimos deles.

No temporal de 20 de junho, um mergulhador limpou os bueiros da praça da Bandeira por conta própria, enquanto Crivella fugia a caminho de sua casa.

Não há consenso ou energia que faça a indignação chegar às praças, mas um e-mail seguido de “send”, para pressionar os deputados da CCJ a levar a acusação de Janot a plenário, já seria um baita de um esforço cívico.

Temer é como Pezão. Já foi e sabe. É preciso impedir que ele estenda a mortalha.”

Fernanda Torres / daqui

o puro sangue paraguaio…

cerro

o clube cerro porteño, de assunção, acaba de inaugurar seu novo estádio “la nueva olla”

e o globoesporte.com informa:

Cerro Porteño inaugura estádio erguido por torcedores e com gramas de 2014

Em menos de três anos, time paraguaio constrói “Nueva Olla”, que custou 5% do Maracanã e teve ajuda de 40 torcedores membros de organizada do clube.

Enquanto vários clubes brasileiros sonham com um estádio próprio, o Cerro Porteño, um dos dois maiores clubes do Paraguai, inaugura sua nova casa. E com um preço de dar inveja a qualquer clube do Brasil: 22 milhões de dólares (cerca de R$ 69 milhões), o que corresponde a 5% do preço do Maracanã (R$ 1,2 bilhão). “La Nueva Olla” levou dois anos, oito meses e 18 dias para ser construído…

+AQUI

irã irado (ou o jornalismo agoniza)…

a reportagem do globo apurou que houve participação da torcida organizada do vasco “irã jovem” na pancadaria depois de botafogo X flamengo, no engenhão. ou seja, só eles sabem da presença de perigosíssimos iranianos infiltrados no futebol carioca. talvez, o “repórter” tenha ficado impactado com a marca da torcida que define tão bem a conexão teerã-rio. enfim, prêmio pulitzer de jornalismo a caminho da irineu marinho …

– O Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) vai pedir, mais uma vez, ao Ministério Público o banimento da facção organizada Fúria Jovem do Botafogo. Na madrugada de ontem o presidente da organização Luis Filipe Fonseca da Silva, o Canelão, e mais 46 pessoas foram presas foram e transferidos para presídios da capital. Além deles, dois menores foram apreendidos. As prisões aconteceram em Madureira quando a Fúria e membros das facções organizadas Força Jovem Vasco e Irã Jovem Vasco esperaram a Raça-Fla descer do trem para uma emboscada.

ira

diz pra gente P.C (ou a ganância corrói)…

pc.tico

é pra assinar embaixo?

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COLUNA
Paulo Cezar Caju

Seja feliz, Neymar!

Se eu fosse seu conselheiro, ele não trocaria o Barcelona pelo PSG

Qual a polêmica do dia? Bastou sentar-me em um café do Leblon e o vizinho da mesa ao lado perguntou se o Neymar deveria trocar o Barcelona pelo Paris Saint Germain.

Mergulhei no túnel do tempo e me lembrei quando, aos 20 anos, campeão do mundo, recebi três propostas equivalentes em termos de grana, Ajax, da Holanda, Paris Saint Germain e Olympique de Marseille. Queria jogar bola e ser feliz! Claro, fui para o Olympique porque tinha sol, praia e um clima semelhante ao do Rio.

Se eu fosse conselheiro do Neymar, ele não trocaria o Barcelona pelo PSG porque ele já está realizado financeiramente e precisa de felicidade para continuar o jogador brilhante que é. Tem que esquecer essa história de melhor do mundo e de que no PSG não terá a sombra do Messi. Que sombra do Messi é essa?

No Barcelona, o Neymar aprendeu a jogar coletivamente. A escola de lá o obrigou a isso e o tornou um jogador melhor. No PSG, o individualismo impera, com Di Maria e Cavani, que, por sinal, é um chato e vive encrencando com o Lucas.

Essa história de querer ser o astro principal pode ser um tiro no pé. No Barcelona, seu futebol tende a evoluir, ele é querido pela torcida e criou laços de amizade com Messi, o astro principal. Morei em Paris muitos anos. Lá, o inverno é rigoroso, neva e muitos estrangeiros reclamam de preconceito. Nunca sofri é bom que se diga. O parisiense é diferente do latino. Tudo isso deve ser levado em conta numa mudança de time.

O Neymar tem que pensar em ser o jogador mais feliz do mundo. Sendo o mais feliz, acredite, será o melhor.

roger, pete, keith, john…

who.tico

(paris, parc des expositions, fev1974, lançamento de “quadrophenia”)

ótima entevista, hoje no globo, com roger daltrey feita por eduardo graça em los angeles… entre os muitos destaques, a lembrança de keith moon e john entwhistle:

Do que você mais sente saudade quando pensa em Keith e John?

Não é, por incrível que pareça, da genialidade musical deles. Nos últimos anos de cada um, sejamos honestos, Keith estava muito louco, foi triste, perdeu a habilidade física, caiu da posição de melhor do mundo para algo irreconhecível. Já John ficou completamente surdo no fim, tocava o baixo muito mais alto do que deveria. Sinto falta mesmo é da personalidade, da companhia dos meus dois amigos. Eles eram hilários. Keith foi, de longe, a pessoa que conheci mais interessada em fazer o próximo rir. Muitas vezes eu tinha de fugir dele para não fazer xixi nas calças de tanto rir. E o John era de uma inteligência cômica singular, às vezes deliciosamente maldosa. Sinto falta do humor negro dele, mas isso também poderia ser um inferno. Éramos, nós quatro, no fim, amáveis inimigos. E tem uma coisa que você me fez pensar agora, no aspecto musical…

Que é?

O Zak tem a personalidade dele, claro, mas não dá para esquecer que o Keith foi quem deu a ele o primeiro set de bateria. Ele era menino, pré-adolescente, e o Ringo havia se separado da Maureen (Starkey, 1946-1994). Foram anos duros para nós todos, e Keith foi, para dar uma mão, muitas vezes, babá do Zak. E o Zak sobreviveu! (risos). O resultado é que o jeito de tocar bateria de Zak tem, sim, muito a ver com a do Keith, e nossa história continua.

daltrey.tico

(paris, aeroporto de orly, fev1974)