imprensa

paulo mandou pra gente…

Assunto: A Entrevista da Copa

“Boa noite, Mauricio!

Acompanho o ronca há um tempo já e, apesar de não conseguir ouvir todos os programas, confesso que, digamos, o “feeling” do ronca fica enraizado na gente. Dito isso, assim que bati o olho nessa entrevista do PC Caju, pensei estar lendo-a no ronca!! Caramba!! O homem disse tudo… AQUI

Abço,”

Paulo
Divinópolis MG

a Fotografia…

em maio do ano passado, fui convidado por eugênio sávio (no palco) para apresentar o livro “preto & branco” no “foto em pauta”, evento casca grossa criado por ele, em BH.

a situação esteve presente aqui no poleiro em várias ocasiões… LEMBRA?

eugênio (fotógrafo cabriocárico que trabalhou por anos na revista placar) juntou as xeretinhas e picou a mula para a rússia…. mas como não conseguiu credenciamento para ficar dentro das quatro linhas, acabou se posicionando na tribuna de imprensa onde registrou o gol de paulinho contra a sérvia, uma das imagens que ficarão para a eternidade…

o curioso é que ele jamais faria essa obra-prima se estivesse rente à grama.

a História que paira sobre o ballet de paulinho pode ser conferida AQUI

D+

jon hiseman por jon pareles, no the new york times…

Jon Hiseman, the British drummer, composer and progressive-rock innovator who led the bands Colosseum and Tempest and played in many other groups, died early Tuesday in Sutton, England. He was 73.

His son, Marcus, said the cause was complications of surgery that Mr. Hiseman underwent in May to remove a brain tumor. He had lived in Sutton, a suburb of London, before entering hospice care there.

Mr. Hiseman was a nimble, hard-hitting player who tuned his drums melodically and kept an improvisational spirit through complex pieces. His music held elements of the classical music he grew up on, the modern jazz and free jazz he played early in his career, and the blues and rock that built his career in 1960s London.

The original Colosseum lasted barely three years, from 1968 to 1971. But the band reunited in the 1990s and continued to perform and record for two decades.

Mr. Hiseman also worked extensively with the musical theater composer Andrew Lloyd Webber. He recorded prolifically with his wife, the saxophonist and composer Barbara Thompson, and established a recording studio and a music publishing company, Temple Music.

He explained his philosophy of drumming in a 2004 interview: “Don’t play the drums, play the band. If you play the band, the drums will play themselves.”

Philip John Hiseman was born on June 21, 1944, in London. He played piano and violin as a child and turned to drums at 12. In his teens, he worked with jazz and R&B groups around London. He also studied accounting.

Mr. Hiseman became a full-time musician in 1966, when he replaced Ginger Baker in a blues band, the Graham Bond Organisation. (Mr. Baker went on to form Cream with Jack Bruce and Eric Clapton.) Mr. Hiseman later worked with the English singer and keyboardist Georgie Fame and with John Mayall’s Bluesbreakers, appearing on the group’s album “Bare Wires.”

As a studio musician, he performed on Mr. Bruce’s first solo albums, “Things We Like” (1968) and “Songs for a Tailor” (1969).

Mr. Hiseman married Ms. Thompson in 1967; she survives him. Besides her and his son, he is survived by a daughter, the singer Ana Gracey; a sister, Jill Hiseman; and four grandchildren.

Mr. Hiseman left the Bluesbreakers to start the jazz-rock fusion band Colosseum in 1968, with an initial lineup that included two other former Bluesbreakers, Tony Reeves on bass and Dick Heckstall-Smith on saxophone.

While Colosseum often touched down in the blues, its two 1969 albums, “Those Who Are About to Die Salute You” and “Valentyne Suite,” and its 1970 album “Daughter of Time” also drew on big-band jazz, Bach, Japanese music and contemporary chamber music. Its albums reached the Top 10 in Britain, although they received less notice in the United States. After recording “Colosseum Live” in 1971, the group disbanded.

Mr. Hiseman went on to form the progressive-rock band Tempest. Over two years and two albums, it featured the guitarists Allan Holdsworth and Ollie Halsall, who became known as musicians’ musicians.

Mr. Hiseman’s next band featured the guitarist and singer Gary Moore, who had been in (and would return to) Thin Lizzy. Although Mr. Hiseman initially called the band Ghosts, he was persuaded to use the name Colosseum II instead.

Colosseum II made three albums, releasing them in 1976 and 1977 — difficult times for progressive rock with the punk era dawning — before breaking up. Its members, joined by Ms. Thompson, became the core of the studio band for Mr. Lloyd Webber and his brother, the cellist Julian Lloyd Webber, on the 1978 classical-rock fusion album “Variations,” which became a crossover hit and supplied the theme for “The South Bank Show,” an arts series on British television.

Mr. Hiseman continued to work with Mr. Lloyd Webber well into the 1980s, in original productions and on the recordings of the musicals “Cats” and “Starlight Express” as well as Mr. Lloyd Webber’s classical work “Requiem.”

Mr. Hiseman joined his wife’s group, Paraphernalia, in 1979, and the couple recorded her jazz and classical compositions and toured through the next decades. They built a recording studio, provided music for films and advertisements, and signed other musicians to their publishing company, Temple Music.

From 1974 to 2002, Mr. Hiseman and Ms. Thompson were also part of the United Jazz + Rock Ensemble, a collective of avant-gardist German and British jazz musicians that recorded 14 albums.

In 1994, Mr. Hiseman picked up where he had left off with Colosseum’s members from 1971. Their reunion lasted until a farewell concert in 2015; Ms. Thompson took over on saxophone after the death of Mr. Heckstall-Smith in 2004.

Mr. Hiseman and Ms. Thompson both worked on albums by their daughter, Ms. Gracey, who made an appearance on Colosseum’s final album, “Time Is on Our Side.”

In April, Mr. Hiseman formed JCM, a trio with the Colosseum members Clem Clempson, on guitar, and Mark Clarke, on bass. The group made an album, “Heroes,” that contained music written by former collaborators Mr. Hiseman had outlived, among them Mr. Bruce, Mr. Holdsworth, Mr. Heckstall-Smith, Mr. Bond and Mr. Halsall.

JCM began a tour in April, but canceled it as Mr. Hiseman’s brain tumor advanced.

In his long career, Mr. Hiseman released only two albums under his own name as a leader: “A Night in the Sun,” a 1982 collaboration with Brazilian musicians, and “About Time Too!,” a 1986 collection of drum solos recorded live.

“My album is very good for parties,” Mr. Hiseman said with a laugh of “About Time Too!” in 2004, “when you want people to go.”

new order (ou pantone 321-2 C)…

Intolerância

Ler o que os inquisidores escreveram para Fabiana Cozza ofende até a quem não tem nada a ver com a história

Cora Rónai (O Globo)

Quando comecei a trabalhar em jornal, época em que os dinossauros caminhavam felizes sobre a Terra e vocês ainda não eram nascidos, havia censura. Havia departamentos de censura, um conselho superior de censura e um monte de censores para povoá-los e brandir a tesoura: cidadãos que acordavam de manhã cedo, tomavam banho, tomavam café, escovavam os dentes e iam para o escritório para censurar o trabalho alheio. Ganhavam bem para fazer o que o povo faz hoje de graça na internet. Eu não tenho nenhuma saudade daqueles tempos mas, pensando bem, acho que preferia aqueles censores estatutários às hordas linchadoras do Facebook.

Aquela censura era escancarada e despertava o melhor em todos nós, que a desafiávamos escrevendo nas entrelinhas, buscando figuras de retórica e modos de dizer as coisas sem dizer. Enfrentá-la era um desafio cotidiano, uma adrenalina constante. Descobrir as pistas espalhadas pelos jornais em forma de receitas de bolo e previsões do tempo era emocionante, romances e filmes censurados ganhavam o tempero apimentado da proibição.

Havia heroísmo em desafiar a censura, não em exercê-la.

Dona Solange, aquela, que chegou a inspirar música do Leo Jaime, mudou de sobrenome e foi viver no interior, zero orgulho da sua profissão. Os vizinhos, que a consideravam uma senhora reservada porém gentil, jamais desconfiaram do que ela fazia antes de se aposentar.

Os censores de redes sociais, ao contrário, se acham os reis — e rainhas — da cocada preta. Estão convencidxs da grandeza da sua missão, certxs de que lincham por motivos nobres. Seu ódio é puro e benfazejo, e suas vítimas deveriam se sentir gratas pelas lições. Só falam no imperativo:

— Calaboca!

— Leia!

— Estude!

— Aprenda!

— Silencie e respeite!

— Peça desculpas!

— Deixe de se fazer de vítima!

Palavras não tiram pedaço — mas tiram. O corpo sai inteiro de um ataque, mas a alma sai em frangalhos. E aí entra em cena algo muito pior do que a dona Solange: a autocensura. Nos tempos da censura, lutava-se para que opiniões e ideias sobrevivessem; hoje elas são abortadas antes de nascer. Não há glória em desafiar militantes raivosos, não há heroísmo em enfrentar ofensas disparadas por trás da tela.

A internet é um vasto território de absurdos sem resposta e de pensamentos silenciados, porque qualquer pessoa menos beligerante — quero crer a maioria de nós — prefere ficar calada a externar uma opinião que pode eventualmente ser mal interpretada — e será: na internet tudo o que pode (e tudo o que não pode) ser mal interpretado será sempre mal interpretado. Para que despertar as bestas do apocalipse? Melhor levantar e ir tomar um café, dar um telefonema, regar as plantas, passar batido.

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Um dos documentos importantes desse Museu da Intolerância é o texto em que Fabiana Cozza renuncia ao seu papel no musical sobre Dona Ivone Lara, e que acabou dando panos para as mangas até aqui no jornal. Ela foi massacrada por ativistas de movimentos negros por não ser suficientemente escura para o papel, e abre o seu desabafo, dirigido “aos irmãos”, com as suas credenciais genéticas: “Mãe: Maria Ines Cozza dos Santos, branca, Pai: Oswaldo dos Santos, negro, Cor (na certidão de nascimento): parda”.

Fabiana escreveu com sentimento e expôs as suas feridas, dilacerada pelo linchamento sofrido ao comemorar, dias antes, a felicidade com o convite para a produção:

“Renuncio por ter dormido negra numa terça-feira e numa quarta, após o anúncio do meu nome como protagonista do musical, acordar ‘branca’ aos olhos de tantos irmãos. Renuncio ao sentir no corpo e no coração uma dor jamais vivida antes: a de perder a cor e o meu lugar de existência. Ficar oca por dentro.”

Ler o que escreveram os inquisidores na sua página é de assustar mesmo, fere e ofende até a quem não tem nada a ver com a história. Não consigo imaginar o quanto aquelas palavras não magoaram Fabiana. Mas renunciar ao papel não pôs fim à violência — agora ela está sendo acusada de ter denunciado a agressividade dos agressores.

“Irmã vírgula, não somos irmãos. E nós pretos vírgula, pq vc não é preta. E pare de colocar os negros como raivosos por exigir que o certo fosse feito. Tinha mais q sair mesmo.”

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Fiquei horrorizada em ver tanta gente se sentindo autorizada a dizer quem o outro é, como o outro é, como o outro pode ou não se sentir. A Arte, enquanto isso, escondida num canto, cobrindo a cabeça de cinzas. Como se Dona Ivone Lara fosse só uma cor, como se o delicado trabalho de representá-la em toda a sua grandeza não envolvesse tanto mais. Fabiana Cozza conheceu Dona Ivone, cantou com ela, foi escolhida pela família para o papel. É negra, mas não é Pantone 321-2 C. Todos a ela.

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Sou branca (Pantone 58-6 C) e desqualificada de saída para entrar nessa discussão.

Mas aí é que está: todos deveríamos poder discutir tudo. Racismo não pode ser discutido só entre pretos ou só entre brancos, como feminismo não pode ser discutido só por mulheres. Ou lutamos pela inclusão de todos, e por todos os lados, ou vamos nos afastar cada vez mais, fechados nas nossas bolhas, ouvidos tapados para o outro, fervendo cada qual na sua ilha de ódio.

é o tal “podrão FIFA” corroendo os universos…

são os mesmos que tentam destruir são jujuba (desde 1927)… e o mais patético é que essa janotada tem a coragem de buscar termos “populares” para dar autenticidade à comédia. tipo usar “buteco” e não a bagaça do nome como ele é, BOTECO… que mané buteco? buteco de _ _ é r _ _ a, bando de conspiradores como muito bem detectou a querida listradinha claudia!