imprensa

tem olhado pra Ele? (ou o céu que nos protege)…

os teóricos estão descabelados em análises profundas desse tempo ao redor… já percebeu?

mudanças à vista em todas as gavetas. situações inéditas, zilhões de fichas caindo (tipo “como nunca percebi isso?”)… e, talvez, a mais definitiva, uma realidade que nunca testemunhamos e que, provavelmente, jamais voltará a ser exibida.

uma dessas novidades é o céu? já levantou os olhos para encarar o “teto”?

como uma verdadeira aNta ambientalista, há dias venho olhando pra Ele… admirando, pensando: “mas que luz é essa”? ok, a época do ano ajuda muito… cheguei a comentar com algumas pessoas sobre a lindeza Dele, em todas as 24 horas.

até que fernando cravou: “tá foda mermo, culpa da falta de poluição”!

mamãe, claro… caramba, não tem busão, carro, fábrica, neguinho cuspindo pra cima, restaurante empestiando as ruas com gordura…

quando sua cidade respirou um ar tão puro e saudável? (que momento, hein?)

e ainda recebi essa matéria sobre a pauta… AQUI

a mocidade detonará a mulata assanhada (ou tudo a ver com 2020)…

“Nesta segunda-feira, quando a Mocidade Independente desfilar na Sapucaí com o enredo em louvor a Elza Soares, eu vou torcer para que os deuses africanos acertem, sem um segundo de delay, todos os instrumentos da bateria em sua paradinha genial. Eu vou rezar para que mãe Menininha, homenageada em 1976, ilumine as rendas, os paetês, e em seguida assopre os bons ventos para as baianas rodarem na mesma rotação feliz do planeta.

Eu vou pedir acima de tudo para a caretice dos tempos não tomar conta da escola ao lembrar a saga desta diva empoderada, um monumento da afirmação e resistência da mulher negra. Eu vou torcer para os otários da correção histórica não cancelarem a existência da mulata assanhada Elza Soares.

Foi há exatamente 60 anos, em seu primeiro LP, logo depois do estouro nacional em 1959 com “Se acaso você chegasse”. Elza Soares balançou o Brasil com a gravação de “Mulata assanhada”, de Ataulfo Alves, o primeiro negro a entrar na lista dos dez mais elegantes do Ibrahim Sued. Foi como se o país reaprendesse a cantar.

Antes dela houve a serelepe Carmen Miranda, a dramática Linda Batista, a incomparável Marlene, a enluarada Elizete e tantas outras rainhas do rádio. Cada uma na sua. Nara sussurrava, Dalva soltava os bofes. Não sou tolo o suficiente, nem o lança-perfume carnavalesco me serviria de desculpa, para hierarquizar os méritos dessas deusas. A todas, acendo genuflexo uma vela branca nesta segunda-feira das almas.

Elza Soares inventou uma voz que balançava em harmonia com as cadeiras. Improvisava. Ela se aproveitava da recém fundada bossa nova, dos elementos jazzísticos que ouviu nas boates, sem esquecer dos tambores desde sempre na sua existência. Botou tudo no liquidificador e soltou a voz com liberdade, nos tons mais altos da escala. Tenho certeza que Alcione não é a única a lhe agradecer.

Eu vou torcer para que, em sua nuvem de purpurina verde e branca, o mestre André, da bateria dez, nota dez, erga a batuta e dê o tom para o desfile não esquecer esse início de Elza, não riscar da história a gravação de “Mulata assanhada”. Foi o seu momento mais espetacular nos anos 1960. Ao lado de Jorge Ben, Ed Lincoln e outros, ela botava a bossa nova para dançar ao ritmo do “sambalanço”, uma joia da MPB.

Será uma pena se o politicamente correto atravessar o samba da Mocidade e, como se houvesse algum motivo de desonra, apagar de uma ativista negra moderna o momento, outro contexto, em que ela se apresentou como mulata, essa palavra só agora amaldiçoada. Naquela década, gravou ainda “As polegadas da mulata” e “Mulata de verdade”. O mundo mudou e Elza foi junto, com outra consciência de afirmação racial.

Eu estou dizendo isso porque li o “Abre-alas”, o livro em que a Mocidade detalha para a imprensa o roteiro do desfile. Não há menção, em alas, fantasias ou carros alegóricos, a esse capítulo. Cancelaram a mulata. Eu torço para que lá do barracão celestial o espírito transgressor da escola, onde Fernando Pinto inventou o carnaval pop, invada a avenida e no último momento, a comissão de frente já diante do júri, ponha em cena algo que lembre esta etapa da vida de Elza, uma mulher fabulosa justamente pela trajetória de superação e adequação aos tempos.

Eu torço para que deixem a mulata sambar em paz.”

Joaquim Ferreira dos Santos

DAQUI

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o roNca vem com essa pauta no ar há muito tempo. lembra, né? mostramos elza e elizeth cardoso interpretando esse clássico do negão ataulfo alves e comentamos de como seria impraticável ele ser cantado hoje em dia. pois é, conseguiram matar a mulata…

Ai, mulata assanhada
Que passa com graça
Fazendo pirraça
Fingindo inocente
Tirando o sossego da gente
Ai, mulata se eu pudesse
E se meu dinheiro desse
Eu te dava sem pensar
Essa terra, este céu, este mar
E ela finge que não sabe
Que tem feitiço no olhar
Ai, mulata assanhada
Ai, meu Deus, que bom seria
Se voltasse a escravidão
Eu pegava a escurinha
Prendia no meu coração
E depois a pretoria
É quem resolvia a questão
Ai, mulata assanhada

jarmeson & bowie…

Assunto: Bowie na Folha em 73

“Salve MauVal! Feliz 2020!
Achei isso aqui nas minhas pesquisas e queria compartilhar com vocês.
Foi em 04 de março de 1973 que a Folha de S. Paulo publicou sua primeira matéria a respeito deste cantor inglês que inventou um sobrenome pra se distinguir do integrante dos Monkees. O textinho meio coluna social meio revista de fofoca saiu algumas semanas após o lançamento nacional do LP “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”.

Jarmeson

sharapova, keith haring e a carência…

mariazinha fez um selfie com keith haring e basquiat… e a torcida do vasco inundou o insta dela… que momento. hahaha

essa foto de haring com a camisa do vasco já passou por AQUI, em 2018, e segue sem explicações (ótimo!) de como Ela foi adornar o corpitcho da lenda.

o fato é que mariazinha cutucou a carência vascaína…

Torcedores invadem rede social da tenista Maria Sharapova após foto em mural com a camisa do Vasco
Quinta-feira, 09/01/2020 – 15:08
Maria Sharapova e Vasco. Uma combinação que, a princípio, não faz muito sentido, mas que chamou os olhos da internet nesta quinta-feira. O motivo? A tenista ex-número 1 do mundo postou em suas redes sociais um registro de sua visita à National Gallery of Victoria, em Melbourne, na Austrália. Em uma das fotos, na parede da galeria, diante da tenista, está um homem vestindo a camisa do Cruz-Maltino.

A pessoa do registro é Keith Haring, um artista gráfico americano, que ganhou grande destaque, principalmente em Nova York. com suas exposições na década de 80. Haring morreu em 1990, com apenas 31 anos por conta de complicações com o vírus HIV. A relação do artista com o Vasco e por que ele vestia a camisa do clube seguem como mistério. A obra de Haring é tema de uma mostra na galeria em Melbourne.

Após a publicação, vários torcedores começaram a invadir as redes sociais da tenista, comentando “Vasco” na foto.

A tenista russa se prepara para a disputa do Aberto da Austrália a partir de 20 de janeiro. Campeã do primeiro Grand Slam da temporada em 2008 e ex-número 1 do mundo, Sharapova, atualmente, é a tenista número 147 do mundo e recebeu um convite para disputar a edição deste ano do Aberto da Austrália, em Melbourne.