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tárik de souza no #218, hoje, às 22h…

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a leNda do jornalismo brasileiro a bordo do #218… muita atividade que será um programa pra colar a orelha ao radinho, climão AM… total.

destaque para o livro “sambalanço, a bossa que dança” e sua respectiva trilha sonora (elza soares, orlandivo, ed lincoln, eumir deodato, joão roberto kelly, miltinho, lafayette)… casca!

é às 22h, aqui mesmo no poleiro

sambalaNço…

sambalanco

Música e anonimato

O livro sobre sambalanço, de Tárik de Souza, presta tributo importante a músicos anônimos

Qualquer um que goste de música brasileira e tenha crescido durante os anos 1970 e 1980 teve um farto cardápio de leituras sobre o tema. Seja na imprensa, seja em livros ou revistas especializadas, a ampla produção do período veio acompanhada de uma intensa escrita crítica. Jornalistas, pesquisadores, historiadores, sociólogos e outros profissionais pontuavam semanalmente lançamentos ou iluminavam períodos anteriores dessa história. Tudo isso em uma variedade de publicações para diferentes gostos ou coleções que circulavam em bancas de jornais.

Entre esses escritores, alguns nomes ganham destaque. Um deles é Tárik de Souza. Formado nas redações em época de pesquisadores obsessivos como José Ramos Tinhorão, o jovem crítico percorreu inúmeros veículos, sempre escrevendo sobre a música não só da memória — tendência corrente no final dos anos 1960 —, mas principalmente do seu tempo. Através da sua participação na coleção “História da Música Popular Brasileira”, série de fascículos editados pela Abril em diferentes momentos da década de 1970, Tárik marca seu lugar entre leitores de diferentes idades. A coleção, fundamental para a iniciação de gerações (a minha, por exemplo), era importante pela fartura de informações, imagens e textos esclarecedores. O time que trabalhou ao lado de Tárik na escrita dos fascículos (cujos nomes foram de Dalva de Oliveira e Nelson Cavaquinho até Amado Batista e Luiz Melodia) dá uma ideia do seu valor: o já citado Tinhorão, José Lino Grünewald, Rogério Duprat, Ezequiel Neves, Aracy de Almeida, Augusto de Campos, Zuza Homem de Mello e muitos outros. A lista é imensa.

O fascinante da escrita dedicada à música popular brasileira — ou à música feita no Brasil, para ampliar esse escopo — é a quantidade de temas e personagens que ainda não foram, nem de longe, aprofundados. O segmento editorial que se dedica a tais livros é substancial entre nós, mas não chega perto, por exemplo, do seu correspondente norte-americano. Apesar disso, livros sobre música brasileira costumam virar entre nós best-sellers ao longo dos tempos. O fato é que a maioria dos títulos lançados com frequência sobre o tema geralmente são dedicados ao gênero da biografia (muitos deles excelentes) ou de memórias (sejam autobiográficas, sejam registros esparsos de momentos de alguma carreira ou movimento importante).

Essa conexão entre a música e a vida é um sintoma da nossa relação com a canção popular e seus cantores históricos. Em maior grau, nos conectamos com a voz, aqueles que cantam e encarnam em um corpo a história das letras, das melodias e das harmonias que formam o bloco sonoro completo. Os ídolos são vozes que galvanizam nações e emoções. O fato é que essa perspectiva pessoal, biográfica e performática da canção — quem canta é a obra — contribui para nossa história da música colada na história de vidas e, simultaneamente, provoca apagamentos importantes ao longo de mais de um século de produção sonora no país. Por exemplo, os músicos de estúdio. Mal sabemos quem são. São centenas de anônimos cujas vidas dedicadas aos seus instrumentos os colocaram a serviço dessas vozes e dessas canções. Pessoas cujos nomes não conhecemos, mas cujos sons marcam nossos corpos e mentes.

É nessa brecha do apagamento que volto a Tárik de Souza. Seu novo livro “Sambalanço, a bossa que dança — Um mosaico” (Kuarup), ao mesmo tempo em que apresenta essas histórias ainda não contadas para além das biografias de grandes nomes ou de grandes movimentos musicais, também presta um tributo importante aos anônimos de um período fundamental da nossa invenção sonora. Estruturado como uma espécie de minienciclopédia, o trabalho é dividido por um ensaio sobre o tema, entrevistas, verbetes e discografia. Ali, Tárik colabora definitivamente para futuros interessados nesse momento histórico.

A principal contribuição do livro, portanto, vem através do registro de uma série de músicos e histórias cujos nomes não rompem jamais o circuito interno de quem viveu o dia a dia de estúdios e shows. Agora, podemos saber das invenções rítmicas do baterista Jadir de Castro, da trajetória de um percussionista como Rubens Bassini, da parceria explosiva e inventiva selada entre Elza Soares e o maestro Nelsinho (mais um dos “anônimos”, aliás, falta entre nós essa história dos maestros e orquestras de rádios e gravadoras) em discos como “Se acaso você chegasse” (Odeon 1960), da ascensão fulminante do Solovox, piano elétrico de som marcante, dentre músicos que tocavam nas boates de Copacabana, ou da existência de uma série de gravadoras obscuras como Sideral, Musidisc, Pawal ou Equipe.

Em “Sambalanço”, Tárik nos faz entender um período paralelo à bossa nova, com artistas de forte marca popular. Talvez seja por isso que seus músicos e discos tenham virado uma espécie de subterrâneo da história da MPB durante os anos 1960. E eis por que louvo aqui esse pesquisador incansável e sua proeza de registrá-la.

Fred Coelho / DAQUI

claudia, o drible & o chumbo…

Assunto: o drible

“hoje de manhã, no tico, você comentou sobre a estante de seu chapa vasco + a bio do ditador de são januário e os livros do ivan sant´anna. na sequência, lembrei da obra prima “o drible”, do sérgio rodrigues, manja?

um dos personagens mais emblemáticos do livro é o peralvo (“aquele que deveria te sido maior que pelé”).  além do talento extraordinário com a bola nos pés, tinha poderes mediúnicos que lhe possibilitavam ver a cor da aura das pessoas. em um determinado capítulo, o narrador descreve assim o gerente de futebol vascaíno, um tal de gaspar miranda: “cético, materialista, debochado e grosso. gaspar miranda tinha a aura cor de cinza chumbo”.

incrível, não?

poucas vezes um personagem de ficção (?) foi tão bem retratado, concorda?

( :

beijos”

claudia

drible

margiNal…

camillo-tico

(camillo, londres87)

camillo é queridísimo amigo de longa data. nos conhecemos sob o teto do town & country, londres/1985. aliás, esse detalhe de como cruzamos os bigodes faz parte do inoxidável texto que ele criou para o livro “preto e branco”.

camillo-pb

o mundo girou e camillo mergulhou na parte mais funda das expressões artísticas. segurou na marra, por anos, a curadoria do MAM e é mestre da PUC-RJ… entre muitas outras estrelinhas.

pois bem, a constelação está recebendo mais uma presença…

camillo-livro

prestenção nas letrinhas que ele enviou especialmente para nós:

– Olhar à Margem é uma coletânea de ensaios sobre arte brasileira, misturando uma discussão mais histórica/teórica sobre a singularidade da cultura brasileira, com textos monográficos sobre artistas – uma espécie de genealogia pessoal da arte contemporânea brasileira, do Flavio de Carvalho até a Laura Lima, passando por Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Tunga e mais uma dezena deles. Por fim, há uma série de conversas que fiz com artistas e críticos. O olhar à margem é também um olhar a margem (arte brasileira) que está sempre reinventando-se como centro, em um mundo onde tudo é margem…

ainda o divino

Assunto: Divino
“Olá Mauricio.

O cd “Canções do Divino Mestre”  veio encartado no livro do mesmo nome, um dos últimos projetos do Rogério Duarte que
fez a tradução direto do sânscrito. Foi publicado pela Cia. das Letras em 1998.
Grato e até!”
Antonio
divino