“preto & branco”

os quatro anos do “preto e branco”, hoje…

em 21novembro2016 nasceu o livro “preto e branco”, há quatro anos exatos.

quando olho pra ele, na boa, não acredito que seja real… caramba, a missão foi cascuda, a gestação (minha) mega lenta e se não existissem muitos amigos com o firme propósito de fazer a criança nascer… hummmmmm, sei não, o livro seguiria na lista de meus sonhos.

tranquilamente, dá pra comparar o “preto e branco” com a existência do roNca roNca… já que o programa segue ativo, ao longo de tantos anos, exclusivamente, por conta das muitas pessoas que insistem em remar… adiante.

o “preto e branco” foi pra pista quando luiza mello, raul mourão, fred coelho e christiano calvet seguraram o touro à unha e gritaram inspirados pelo rei: “it’s now or never”.

para celebrar esses quatro aninhos, separei algumas imagens captadas pela xeretinha que  marcam um tasco de nossa trajetória. tipo: preparação, gráfica, lançamento inesquecível, divulgação e registros de peças raras com ele em mãos.

pra começar o agradecimento GIGANTE a todos que participaram (e seguem reverberando a criança), os quatro que deram o chute inicial…

UAU

lembrando que AQUI está boa parte da connection com o livro nesses quatro anos!

mais uma vez, só me resta agradecer-agradecer-agradecer e agradecer a TODOS

cheers

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o grande barato do barata…

num futuro próximo (ou distante), o talento de mário barata será reconhecido… guardadas as devidas proporções, como foi o caso de alair gomes… que, mesmo super conectado às artes, levou décadas para se transformar em um dos principais nomes da fotografia planetária.

well, well, well… barata tinha um estúdio na rua da lapa onde registrava, principalmente, a população que gravitava pela localidade… ou seja, a fina flor dos excluídos, a biodiversidade da vizinhança como nessa masterpiece que está pendurada bem na minha frente…

grande parte da remuneração do mário vinha de revistas “sensuais” voltadas para quem não podia comprar as publicações de “nu artístico”… manja?

barata, volta e meia, me ligava: “vamos fazer umas fotos pra revista?” e circulávamos por áreas amoitadas/remotas na cidade de são sebá sem ninguém para incomodar… tipo a foto (de 1979) com ele registrando a moça e que está no livro “preto e branco”… claro!

mário barata parecia um viking (devia ser), grandão, cabelo todo desgrenhado, ótimo humor… dessas pessoas raras. até que um coice no coração derrubou nosso ragnar. PQP!

semana passada, raul mourão e fred coelho mandaram esse tijolinho, de 1980, informando…

D+ o resgate dessa homenagem ao gigante mário barata.

não tenha dúvidas, um dia, Ele será descoberto como tantos outros fotógrafos da atualidade que, “da noite pro dia”, galgaram parâmetros intergaláticos.

barata forévis

peça original danificada…

(janeiro1979)

# A cidade submersa que o Chico cantou – ela agora é real #

Nada é pra já, mas um restaurante fecha hoje, um botequim amanhã, e vai se formando aos poucos a cidade submersa de que falava a música de Chico Buarque, aquele Rio de Janeiro em que os escafandristas do futuro mergulharão na busca dos vestígios de uma civilização naufragada. Para que tal não se assuceda, urgem cestas básicas para orfanatos, álcool gel para comunidades ou, como faço agora, boas doses do mais fervoroso paganismo carioca.

É preciso erguer os copos da solidariedade e pagar uma rodada de gim tônica na Casa Villarino, no Castelo, o barco à deriva que na semana passada mandou à cidade uma garrafa com mensagem de socorro. A Zona Sul, com seus charmes e mitos, nasceu naquela mesa ao fundo do salão. Foi onde Tom Jobim conheceu Vinicius, depois abriu a tampa do piano para receber os versos do poeta e juntos, sol, sal, sul, som suave, redesenharam a cidade sofisticada que passamos a amar.

O Rio de Janeiro já foi destruído muitas vezes, e o próprio Villarino está sobre os tesouros jesuítas do Castelo, o morro derrubado justo para evitar pandemias. Surgirão muitas encarnações ainda, como houve a das livrarias da Rua do Ouvidor e dos sambas na Festa da Penha – mas é triste quando a cidade que submerge é aquela que a gente conhece e se sente feliz.

Por isso, na esperança de que muitos façam o mesmo, eu peço, e desde já deixo gurja gorda, uma rodada de salada de batata com kassler ao Bar Luiz – e assim faço tilintar a máquina registradora, a mais linda música a se tocar neste momento no restaurante. O alemão da Rua da Carioca sobreviveu aos ataques dos estudantes antinazistas na guerra e agora balança dramático com a versão 2.0 de genocídio pelo vírus. O que era charme, a arquitetura sem janelas para impedir a rua de lhe bisbilhotar o interior, agora é maldição – e no início do mês lá se foi, também sem janelas, o Mosteiro, um cardápio fundamental para explicar a construção do espírito da cidade.

A história do Rio de Janeiro é um sublime palimpsesto onde um incêndio apaga a boate Vogue, mas logo na quadra seguinte alguém acende as luzes do Sacha’s – e, camada sobre camada, tudo se reinventa pela criatividade intrínseca ao DNA malandro-agulha da cidade. Acontecerá outras tantas vezes. Mas o que eu quero hoje é que o Rio Minho, também ameaçado, perdure na Praça XV e sua sopa Leão Veloso (estou pedindo duas) esquente muitos invernos de nossa apavorada existência. Se um dia ele tiver de ir que não seja agora, nesta mesma temporada em que o Navegador, há 45 anos ancorado no porto seguro da Rio Branco, deixou de se lançar ao mar com os doces alhos de seus cabritos.

É uma tragédia ainda não encerrada, a rapidez com que uma cidade inteira de referências históricas está se pondo submersa. Reina o medo de, finda a pandemia, com tantas perdas, o carioca sair às ruas e desconhecê-las. No passado já se chorou a demolição do Palácio Monroe, o fim da geral do Maracanã, o desmonte do Morro de Santo Antônio. Teme-se agora perder a fina baixa gastronomia da empada de camarão do Salete, de igual relevância para nos explicar. Uma cidade se faz do conjunto de seus símbolos. Não é um cardápio, é um discurso de civilização. Não é uma empada, é o Pão de Açúcar sobre a mesa. A propósito, garçom, me traz uma dúzia.

Joaquim Ferreira dos Santos

DAQUI

renato, amizade, filho, livro, BSB…

Assunto: Livro

“Prezados Mauval e Nandão,

Escuto o programa de vocês desde há muito tempo. Se minha memória não me trai, comecei a acompanhar os primórdios do que se tornou o ronquinha ainda na Fluminense FM.

Faz tanto tempo que passei a considera-los como amigos. E já peço perdão por assim lhes exigir de forma tão desavisada. É que, ao longo desses anos, a qualidade do som, as músicas e as piadas passaram um ser uma companhia que pede mais.

Mais ou menos como aqueles amigos que vem, toda quinta-feira, com umas caixas de cerveja e alguns sons para escutar. Enfim, pequenos momentos compartilhados que nos reasseguram estarmos vivos.

Eis que, na semana passada, catando novidades em um sebo cá de Brasília, achei a preciosidade da foto anexa. Sensacional o livro.

Agora, falta só a porcelana, que é praticamente impossível de achar em terras candangas.

Abraço inoxidável, meus caros.”

Renato

De BSB para o Ronca

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p.s: meu filho, de 16 anos, começou a ouvir o Ronca Ronca faz um mês. Felizmente. Cabeleira altíssima.

super super super super helinho na máquiNa do tempo…

Assunto: Tripinha

“Mauricio,

Que demais, meu caro!!!

Muita emoção com essa participação de Helinho no ronquinha cantando “Hey Jude”!! Quando mandei o áudio não esperava que fosse tão sensacional: Helinho simplesmente aparece na bula do programa entre Elvis Costello e Johnny Cash/Bob Dylan!!! Cacilda Beckeeeerrr!!!! Tem como ser melhor que isso????? Eu vou imprimir e emoldurar isso, tenha a certeza!

Dizem que a máquina do tempo é uma invenção ainda por ser conquistada pela humanidade. Eu acho que já existe: é a música! Imagina a emoção forte quando eu e Helinho sentarmos daqui a vinte anos pra escutar o #348 e sermos diretamente transportados pra esse momento! Olhinho enche d’água só de imaginar a cena!

Muito obrigado pelo carinho, Mauval!

Abraço com axé e saudade pra Nandão!

Ah.. Helinho já faz parte da tripa antes de nascer. Foto de sua autoria em anexo pra comprovar!

Abração”

Thiago

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detalhe: a foto d’aTRIPA ali em cima – com helinho na barriga da mamãe – foi em BH quando houve a projeção do livro “preto e branco” comigo contando um monte de lorotas… evento inesquecível (AQUI), parte do “foto em pauta” criado pelo inoxidável eugênio sávio, em maio2017… ou seja helinho e eu já estivemos together. YEAH

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