rio2016

acabou-se o que era doce (ou começar de novo)…

de uns dias para cá, muito foi dito/escrito sobre a parte boa dos jogos greco-cariocas. o lado podre, todos nós sabemos qual é mas não precisamos lembrar dele nesse exato instante. a olimpíada pegou 99% dos brasileiros de calças curtas. tivemos que engolir um treco que dificilmente desceria por nossa goela… e desceu, lindamente.

o planetinha pirou… você aloprou, eu delirei… PQParille, não consegui tirar os olhos da TV durante a maratona. porra, duas horas vendo neguinho correr. inédito na minha vidinha… e, pra piorar, às 9 da matina de domingo. sinistróide.

mas o meu interesse na correria não foi checar a performance atlética de etíopes & kenianos… foi, exclusivamente, para me deliciar com a cidade mais linda do mundo servindo de palco pros doidos voadores.

na boa, meus zôio suaram forte quando o kipchoge circulou pelo museu do amanhã… sozinho… solo, sem nenhuma companhia, senhor absoluto, com o rio de janeiro a seus pés… PQParille, FODA… que imagens inesquecíveis. cinema cabeleira altíssima.

como já foi dito no programa, entre outras desgraças, depois do 7 a 1 e da politicalha escrota em que estamos metidos, a gente precisava ter idéia de como as coisas podem andar positivamente em nossas fronteiras. de como a gente – se quiser – pode resolver a maioria das nhacas brazukas… e a olimpíada irá cumprir esse papel. amém!

no sábado, cruzei – acidentalmente – com o casal joana e ross que veio para os jogos como componente da equipe da nova zelândia. no que começamos a papear, ele disse que tudo transcorreu da maneira mais espetacular possível, em todos os níveis… e que o rio de janeiro é bláblábláblá… mas que a grande diferença com todas as outras cidades “maravilhosas” é que, em nenhum outro lugar do globo terrestre, existe um ser – a nível de gente / enquanto pessoa – como o minhoco “made in rio”… simples assim.

oxente, vamos pegar esse touro danado à unha, na marra? ou vamos deixar essa peste solta porraí, hein?

muito prazer, ross & joana…

ross

quem ri por último…

agora, ficam esses pelasaco chamando de reymar, gênio da bola, chorando lágrimas de crocodilo, pagando qualquer micaço por audiência, bostejando “neymar amadureceu” (como assim, bial? amadureceu de uma semana pra outra?) e tendo que se passar por surdo e cego pra não ouvir e ver:

– “vão ter que me engolir (cambada de FDP)”

neymar

imagina se ele perde a bagaça!

paralamas+nação+aTRIPA, ontem…

com a lua na platéia apontando para o futuro (museu) e para o passado (14bis)…

lua

os paralamas começaram a estremecer a praça mauá (entupida até o talo), exatamente, às 21h…

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para a situation atingir níveis descontrolados de cabeleira altíssima, a nação zumbi chegou disposta a colocar o edifício da rádio nacional no chão…

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a saideira com “que país é esse?” gerou um tsunami na novíssima (e espetacular) orla carioca… mas, felizmente, joão barone – tal e qual o maestro netuno com as baquetas em punho – regeu as marolas… que, imediatamente, picaram a mula.

foi nesse épico (aí sim, a palavra é necessária) instante que todos perceberam, com detalhes, aTRIPA ser representada com sagacidade-bravura-groove-elegância…

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que momentos!

( :

os melhores…

getty.images

os melhores fotógrafos do planeta estão no rio de janeiro. não apenas os “especialistas” em esportes mas, também, os mais cascudos fotojornalistas da mídia internacional.

vale muito dar uma catada no trabalho desses monstros nos sites que cobrem os jogos greco-cariocas.

casca grossa… como a foto da getty-image que registra a deusa etíope acima.

chegou, escolheu, sentou…

rio2016

o responsável pelos ingressos na olimpíada acenou com a possibilidade de não mais haver lugar marcado. ou seja, chegou sentou… ou melhor, chegou sentou onde quiser (dentro do preço adquirido). ok, claro, é ótimo poder comprar qualquer ingresso com antecedência mas não concordo com a escolha do assento. acho que cabe ao interessado o mínimo de “esforço” em ocupar uma área tão desejada. quantas vezes você já testemunhou neguinho chegar com show / cinema iniciado e querer se aboletar no lugar estampado no ticket? já vi várias situações de quase porradaria com o “invasor” não sair mesmo, alegando educadamente: “porra, não fode. a bagaça já começou e você perdeu direito ao se lugar, mané”. hahaha, climão… e o que não falta é malandro folgado achando que pode entrar e sentar a hora que bem entender.

enfim, olha as letrinhas do donovan ferreti (em entrevista ao globo) e, tomara, que essa idéia ganhe corpo em outras gavetas do entretenimento:

Se você pudesse mudar alguma coisa no esquema, o que faria diferente?

Acho que é um aprendizado que pode ser usado nos próximos Jogos. Faz muito sentido em um evento desse tamanho você trabalhar com lugar não marcado. Principalmente com todos esses ajustes que acontecem. Faz todo o sentido você deixar as pessoas se acomodarem dentro daquela categoria de preço. Quem chega mais cedo, fica mais próximo do atleta, do jogo, e quem chega mais tarde, fica mais para trás. Acho que, para um grande evento, e agora posso falar um pouco mais porque estou no meio da experiência, faz todo sentido trabalhar sem lugar marcado.

rio2016 from leeds…

ronca.desenho2

fico curioso em saber como está sendo vista / entendida a rio2016 foreta de nossas fronteiras. ontem, perguntei ao monumental marcelo “caipirinha”, residente em leeds (U.K), se alguém por lá sabe da olimpíada greco-carioca e…

Salve Simpatia!

Tom (o filhote) na Romênia com os primos fazem quase duas semanas, a gente vai pra lá amanhã e fica até o fim do mês pra aproveitar sol, calor, piscina, montanha e etc, que aqui nas terras da rainha o verão não apareceu.

A cobertura das olimpíadas aqui é nonstop, my dear. Um detalhe curioso (mas nem tanto) é que os apresentadores parecem muito surpresos de ver que no Rio também acontece de chover e o tempo ficar ruim. Fora das páginas esportivas, ou até nelas, tem também uns comentários/notícias sobre os problemas com a política/economia/sociedade daí, ou sobra problemas com a organização. (Alguém já deu uma explicação descente sobre a água verde na piscina do mergulho? Não aquela da “alcalinidade reduzida”, que vai competir com o canguru pros australianos pro prêmio Batatada de Ouro.)

Mas tem comentários positivos também, por exemplo sobre a participação de quem vai lá ver. Eu nunca tinha reparado nisso, mas parece que o normal em olimpíadas é o aplauso respeitoso a todos os competidores, enquanto que aí o pessoal vaia, torce pelos mais fracos, contra russos e argentinos… dizem aqui que só em Atenas houve coisa parecida, assim que estamos em boa companhia (e, nesse sentido, bem vistos).

Tem também tocado mais música brasileira no rádio do que de costume. Essa semana ouvi Mutantes duas vezes, Caetano, Gil, Elza Soares, Banda Black Rio… e também coisas mais novas: Lucas Santanna, Bixiga 70, Rodrigo Amarante, e até… Dom La Nena, de quem eu nunca tinha ouvido falar. Você conhece? (aproveitando a dúvida do caipirex, dom la nena já esteve no roNca aqui, aqui e aqui) Ela tocou no Womad deste ano.

E por aí? Você foi/vai lá conferir a esgrima, a marcha, o remo, ou o ping-pong?

Abração,

Marcelo///