sodade

jimmy & as asas…

Born in Dumbarton and raised in Clydebank and Cumbernauld, Scotland, Jimmy McCulloch inspired by Django Reinhardt began to play the guitar at the age of 11 and at that age, he made his performance debut as the guitarist for the Jaygars, which was later known as One in a Million. One in a Million performed live in support of The Who during their tour of Scotland in 1967. That year, One in a Million released their “Fredereek Hernando”/”Double Sight” single on MGM. The single is now highly collectable, and an expensive purchase, now classed as a classic and obscure UK psychedelic release. Double Sight, a CD compilation of these and other songs written and recorded by the band, was released in 2009.

In April 1967, McCulloch played lead guitar for the Utterly Incredible, Too Long Ago to Remember, Sometimes Shouting at People during the 14-Hour Technicolour Dream event, which was held on the grounds of the Alexandra Palace in London.[2] That year, he played guitar for One in a Million, which performed live at The Upper Cut and other London venues.

McCulloch first rose to fame in 1969 when he joined Pete Townshend’s friends, Andy ‘Thunderclap’ Newman (piano) and songwriter John ‘Speedy’ Keen (vocals, drums), to form the band Thunderclap Newman. The band enjoyed a UK No. 1 hit with “Something in the Air” that year. Thunderclap Newman’s album, Hollywood Dream, on which McCulloch’s title instrumental then and his song “I See It All” later appeared, sold well but was not as successful as their hit single. From January 1971 until mid-April 1971, the band had toured England, Scotland, Holland, and Scandinavia before they disbanded a couple of weeks later.

In October 1971, McCulloch played guitar in concert with John Mayall and the Bluesbreakers in England and Germany. On 31 October 1971 McCulloch’s band Bent Frame made its performance debut in London. The band subsequently renamed itself the Jimmy McCulloch Band and toured England and Scotland in support of Leslie West’s Mountain in February 1972. By then, McCulloch had done session work for Klaus Voorman, Harry Nilsson, Steve Ellis, John Entwistle, and others.

In June 1972, McCulloch joined the blues rock band (and fellow Mayall-school alumni) Stone the Crows to replace guitarist Les Harvey, who had been electrocuted on stage. McCulloch helped Stone the Crows to complete their Ontinuous Performance album by playing on the tracks “Sunset Cowboy” and “Good Time Girl”. Stone the Crows disbanded in June 1973.

In 1973, McCulloch played guitar on John Keen’s album, Previous Convictions, had a brief stint in Blue and he played guitar on Brian Joseph Friel‘s debut album under the pseudonym ‘The Phantom’.

McCulloch joined Wings in August 1974. His debut track with them was “Junior’s Farm“.

McCulloch composed the music score of the anti-drug song “Medicine Jar” on Wings’ Venus and Mars album and the similar “Wino Junko” on the band’s Wings at the Speed of Sound album. He also sang both. Colin Allen, former drummer for Stone the Crows, wrote the lyrics of both songs.

During his time with Wings, McCulloch formed White Line with his brother Jack on drums and Dave Clarke on bass, keyboards and vocals. They played several impromptu gigs and released a single, “Call My Name”/”Too Many Miles”. A 13-track album, White Line – Complete, was released in 1994 on Clarke’s Mouse Records.[3] Jimmy McCulloch and White Line had appeared on the British TV programme Supersonic on 27 November 1976. In addition, McCulloch recorded and produced two unreleased songs by The Khyber Trifles and had occasionally performed live (in London and their native Glasgow) with the band. Finally, as noted above, he played guitar on Roy Harper’s album, Bullinamingvase, and Ricci Martin’s album, Beached, in 1977.

In September 1977, McCulloch left Wings to join the reformed Small Faces during the latter band’s nine date tour of England that month. He played guitar on the Small Faces’ album, 78 in the Shade. In early 1978, McCulloch started a band called Wild Horses with Brian Robertson, Jimmy Bain and Kenney Jones, but both McCulloch and Jones left the band soon afterward. In 1979, McCulloch joined the Dukes. His last recorded song, “Heartbreaker”, appeared on their only album, The Dukes.

A melodic, heavily blues-infused guitarist, McCulloch normally used a Gibson SG and a Gibson Les Paul, and he occasionally played bass when McCartney was playing piano or acoustic guitar.

On 27 September 1979, McCulloch was found dead by his brother in his flat in Maida Vale, London.[4] An autopsy found that McCulloch died of heart failure due to morphine and alcohol poisoning.[5] He was 26 years old but was not known for being a user of hard drugs.[6]

o passarinho voou há um ano…

liana nos deixou em plena segunda feira de carnaval (27fev2017)… logo ela que também havia chegado ao planetinha em meio ao reinado de momo, 30 anos antes.

liana “olhos negros” deixou um buraco sem tamanho, uma sodade de arrancar as tripas pelas orelhas, de encher baldes… fueda

kiss

roberto, kito, o engravatado & o genesis…

as letrinhas abaixo foram colocadas pela primeira vez, aqui no tico, em 2003… depois, elas voltaram em 2015 e, hoje (com algumas micro mudanças), reaparecem por conta da passagem de mr. collins.

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em dezembro de 1973, kito poncioni (que, dez anos depois, foi baixista
da banda londrina blue rondo à la turk), roberto (meu primo) e eu
estávamos em londres tal e qual três caipiras chegando, pela primeira
vez, à praia de ipanema.
showzinho aqui, marquee ali, reveillon desorientante… enfim, tudo
aquilo que sonhamos por anos. só que ainda não havíamos esbarrado em
um GRANDE concerto de rock.
até que, finalmente, chegou o dia de vermos o genesis no  the royal theatre, drury lane.
um teatro vitoriano, inaugurado em 1660 (i repeat, 1660), muito pequeno bem no centro de londres.

o “aquecimento” foi realizado ao longo dos primeiros dias do ano para chegarmos calibrados (e como!) em 19 de janeiro!!!

o nosso tesão era tanto que no dia da apresentação resolvemos passar pelo local do show, muitas horas antes da banda subir ao centenário palco do drury lane. afinal, de repente, poderia rolar a sorte e penetrarmos na passagem de som.
como já tínhamos os ingressos comprados, não custava nada arriscar.
é bom lembrar que o genesis havia acabado de lançar o álbum “selling
england by the pound” e estava no auge de sua popularidade e
criatividade.

em mood chamberlain total, os três patetas chegaram à “backstage door” do teatro e ficaram ciscando em volta dos caminhões de equipamento do grupo… abobalhados por uma realidade que só conhecíamos de jornal importado. repito, o drury
lane é uma jóia da arquitetura inglesa e sua entrada de fundos fica numa ruela típica
de qualquer filme rodado em londres nos anos 60, climão “blow up”.
tá sacando onde os capiaus estavam metidos?
tá sentindo em que nível estava o nosso batimento cardíaco e os efeitos da manguaça?

depois de alguns minutos zanzando do lado de fora do teatro, surge pela “backstage door” um caboclo com cara de gerente de banco… e os matutos caem em cima perguntando se
poderiam assistir ao ensaio do genesis.
de cara, ele pediu para ver os nossos tickets. cheio de “marra” meti a
mão no bolso e peguei o ingresso que, na realidade, era um recibo
garantindo os nossos três lugares (foto acima).
o caboclo olhou e mandou na lata:
“amigos, esses ingressos foram para o show de ontem”
HEIN? COMO? DE QUE FORMA? TÁ MALUCO? TU TOMOU ESMALTE DE UNHA? QUER
ENTRAR NA PORRADA?
olhamos com atenção o ingresso e estava lá – dia 19 de janeiro… e já era dia 20!!!

o genesis, na realidade, estava fechando as cinco datas no drury lane: 15, 16, 18, 19 e 20.
não sei até hoje o que gerou a nossa confusão. mas credito essa
nhaca à maluquice do desbunde que estávamos vivendo. resumindo, o
nosso show já havia rolado e o daquela noite já estava TOTALMENTE vendido.
ficamos completamente desesperados. caralho, era o nosso primeiro
grande show e por uma total estupidez tudo tinha se perdido… o descontrole foi brutal e entramos em conflito físico, porradaria extrema, ofensas às nossas mães, socos nos cornos, chutes, palavras desconexas… enfim, uma cena selvagem nos fundos do drury lane, the ROYAL theatre… HAHAHAHAHA, mamãe!

o caboclo percebendo a insanidade tupiniquim detonou sua segunda e inesperada poesia:
“prestem atenção, o show começa às 8 da noite. apareçam aqui nesse lugar
quinze minutos antes e eu tentarei fazer alguma coisa por vocês, mas
não garanto nada. não há mais ingressos para vender e cambista
não se cria aqui”.
os três palermas se olharam sem acreditar em nada que foi falado e
partiram para uma nova bebedeira num pub em tottenham court road.
o tempo passou rápido e às 19:45 estávamos plantados no local
combinado. esperança? quase zero.
de repente, como se fosse moisés no mar vermelho (é isso mesmo?),
surge o caboclo vestido num smoking reluzente, gravata borboleta do tamanho de wembley e bradando sua terceira e mais inesperada filosofia:
“ohhhh meus amigos brasileiros. o que estou fazendo é
totalmente errado mas notei a sinceridade de vocês. FOLLOW ME”.

o engravatado era, simplesmente, o manager do teatro!

PQP!!! os três muquiranas se olharam psicodelicamente e seguiram o dono da
cocada. fomos entrando pelo teatro, passamos pelas cadeiras da platéia
e subimos para o segundo andar onde ficava a mesa de som. foi quando
“moisés” proclamou a quarta frase:
“fiquem aqui ao lado da mesa e não se mexam por nada. tchau”.
em cinco minutos as luzes se apagaram e, finalmente, os três
brazukas puderam testemunhar a tal experiência de um verdadeiro
show de rock. em mais de duas horas o genesis marcou nossas vidas com
a mais inesquecível história que teremos a chance de contar por muitos
e muitos anos.
para fechar a noite, durante o bis com peter gabriel descendo do teto
segurando uma luz em “musical box”, já estávamos na beira do palco,
abraçados, descaralhados e chorando como três criancinhas.
roberto e kito não estão mais com a gente. pra eles eu dedico o tico
de hoje. tenho certeza que a essa hora eles estão rindo das minhas
lágimas. kiss.

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reparou que o ticket sequer foi destacado na entrada?

claro, entramos pelo “basculante”.

( :

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tudo acima, como já foi dito, passou aqui pelo tico em 2003 e 2015… mas toda vez que relembro nossa epopéia e, sobretudo, de roberto e kiko… o blublu chega forte… que foda! pra eles, como sempre e para sempre, essas letrinhas são dedicadas

LOVE