torcida

gustavo, os mohawks, the boss e o pardal canadense…

Subject: 402 (ou os Mohawks)
“Alô Mauricio,

Primeiro, que bacana essa lettuce cara, eu conhecia uma música que tocava no rádio, mas nunca tinha parado pra ouvir, valeu pela curadoria mais uma vez.

E essa semana tive dois momentos distintos com o Programa.

Tive que ouvir 2 vezes, porque na primeira não deu pra absorver tudo.

Bom, na sexta de manhã tava tão amarradao ouvindo o programa pela primeira vez que me empolguei um pouco.
Saindo da highway eu continuei a toda velocidade pela pista lateral, resultado: tinha um carro de polícia esperando com uma pistola de radar, ganhei 120 doletas de prêmio, acontece..

E segunda feira tive que ir numa cidadezinha a uma hora de Montreal, uma reserva indígena Mohawk, bucólica, tudo verde, lagos, maravilha de paisagem e eu dirigindo e ouvindo o 402.
Lá pelas tantas começou um cover alucinante de “make it wit chu” e logo depois um hino do The Boss… momento único, arrepiei até o último cabelo da nuca, aquela paisagem, a música, 2010 tudo fusionou e foi lindo, obrigado por esse momento, valeu os 120 da multa de sexta. Música salva, alimenta a alma

Valeu Mauricio e Nandao, ansioso pro 403, grande abraço!”

Gustavo de Montreal, Quebec

aurora & rollins…

Assunto: A session de jazz barulhento de Henry Rollins no rádio ontem

“Fala Mauricio!
Eis uma dica só para a diretoria e aos melhores amigos. O Henry Rollins tocou domingo em seu programa de rádio, na KRCW, uma seleção espetacular de jazz, incluindo uns temas muito barulhentos de bons… AQUI

Abraço”

Aurora

william, gonzagão e buzzcocks…

Subject: K7s , vinis, gambiarras e grandes descobertas

“Olá Mauricio já estou há algum tempo pra mandar esse email, mas depois do espetacular programa 400, resolvi finalmente fazê-lo.

Era uma noite do distante ano de1997, uma época pré internet, eu com meus 16 anos de inquietações passeava pelas estações do rádio  procurando algo pra ouvir, de repente sintonizei uma estação e  estranhei o que tocava, Luiz Gonzaga na frequência 102.1, a antiga imprensa FM, achei inusitado estar tocando um baião naquela rádio que na época dedicava grande parte da sua programação ao funk carioca, quando a canção terminou   e iniciou-se a próxima é que o estranhamento tomou proporções muito maiores, a memória já me trai um pouco mas a canção seguinte era algo inimaginável de ouvir numa rádio carioca naqueles tempos , acho que era uma canção dos Buzzcocks ou alguma outra banda punk inglesa. Pensei “que porra é essa?” Luiz Gonzaga seguido de Buzzcocks ? Na imprensa FM?
Naquele momento um novo universo musical surgiu. Foi a minha primeira audição do ronca ronca.

Praqueles que hoje em  têm seus vinte e poucos anos e já cresceram na era da internet talvez não tenham ideia do que era  a relação com a música antes disso.

Pra quem não tinha grana, gostava de música e queria descobrir coisas novas antes dos anos 2000, o negócio não era muito fácil, as rádios tocavam em looping a mesmice de sempre. Os cds importados eram caros e de difícil acesso. Aí o  lance era se virar do jeito que dava. Fazer uma gambiarra na antena da tv pra pegar o canal 24 uhf e assim conseguir assistir os programas clássicos e  lado b da mtv apresentados pelo Fábio Massari. Ter sempre uma fita vhs na boca do videocassete esperando que um dia o clipe de love will tear us appart do Joy division passasse de novo  pra poder  gravar , aí depois em mais uma gambiarra ligar o aparelho de som no vídeo cassete pra copiar a canção pra uma fita k7 (com uma qualidade sofrível) e ouvir no walkman até não poder mais aquelas coletâneas de canções pedalando pro trabalho.

Eram tempos de  vaquinha pra juntar um trocado e  pegar um ônibus da ilha do governador pro Méier pra alugar cds e fazer cópias entre os amigos. Passar fins de tardes garimpando nos sebos do centro e encontrar  LPs do Blondie , The Doors, Dead Kennedys por 2 reais e quase chorar de emoção.

Ali entre os meados e fim dos 90 a onda eram o cds, bem mais caros , dava pra comprar um ou dois por mês, já o LPs estavam ultrapassados e aí era o que rolava como  possibilidade pra descobrir a música nova dos velhos tempos. Assim nessas andanças e garimpos encontrei por 50 centavos numa extinta loja de discos do Centro o primeiro Lp do P.I.L , vinis da k.d lang e do Chris Isaak, fitas k7 do Cocteau Twins, Jesus and  Mary Chains e Billy Bragg (que ouvi pela primeira vez num programa do ronca ronca tocando a New England e que ouço nesse momento escrevendo esse email).

Um cachorro quente com um copo de refrigerante por um real pra matar a fome  entre os pombos  do Largo da Carioca  e partia  pra gramophone da sete de setembro pra namorar todos os cds da loja e no fim ter a dificílima tarefa de escolher apenas um pra levar, que era o  que dava pra comprar.

Ir na livraria saraiva na rua do ouvidor pegar uma dúzia de cds importados que nunca iria comprar e  levar no balcão pro funcionário abrir  e pôr no discman pra  ouvir 20 segundos de cada faixa e assim descobrir o som dos Stooges, Velvet underground, MC5, Patti Smith e confirmar que eram  incríveis mesmo, do jeito que eu imaginava ao ler sobre eles nas páginas do livro mate-me por favor .

Naquela época muitas  vezes as músicas chegavam primeiro pelas leituras, pelos recortes de jornais velhos,  pelas páginas do rio fanzine e da revista rock press comprada nas bancas de jornais. Era fã de algumas bandas antes mesmo de ouvi-las só pelas matérias que lia, pelas fotos, influências…

Foi nesse cenário dos anos 90 que a paixão pela música surgiu, e permanece tão intensa como naqueles tempos dos vinis da Pedro Lessa , dos garimpos nos sebos e das fitinhas k7s copiadas.

Foram também naquelas noites de quarta ouvindo o  ronca ronca que experimentei muitas descobertas musicais inesquecíveis , como a primeira vez que escutei fascinado uma canção do Elomar ,  a primeira audição de uma canção do Van Morrison, a voz única de Barry McGuire cantando eve of destruccion , a guitarra crua de Billy Bragg tocando the Milkman of human kindness e tantos outros artistas que me acompanham até hoje.

As noites de quarta eram sagradas, às 22 hs parava tudo pra ouvir o ronca ronca na imprensa fm.  Já separava uma fitinha k7  pra gravar e poder ouvir de novo. Eram tempos de idas até o orelhão da esquina pra  pedir pro Felipe Ferrare comentar sobre algum assunto pertinente . Tempos de carta pelo correio pra fazer elogios  e pedidos. Tempos de  dormir ao som de Neil Young.

Muito obrigado Mauricio por essas décadas  de dedicação e amor  pela música  e pelas inúmeras alegrias e descobertas musicais proporcionadas pelo ronca ronca, um programa feito por alguém que trata a música com a paixão e importância que ela merece ser tratada.

O ronca ronca tem um grande significado  pra mim e com certeza para muitos outros ouvintes.

Grande abraço e que venham muitos e muitos anos de ronca ronca pela frente.”

William

fábio e a experiência do rádio, direto da terra de stockhausen…

Subject: Pablo Picasso
“Fala, Mauricio, fala, Nandão,

Escutando no #402 o comentário do Nandão sobre o Ronca como uma pintura do Picasso, me lembrei de  „Pablo Picasso“ do Modern Lovers…. Toca aí, please!

Porra, em tempos pandêmicos voltei a escutar o Ronca e vocês não têm idéia do bem que isso tá me fazendo. Tô fora do Brasil desde 2007 e mais ou menos nessa época só escutava esporadicamente o programa, que descobri em 1998, 99, e que escutava religiosamente toda semana ao vivo com amigos aí no Rio… „de Janeura“, como bem fala o Mauricio! Enfim, festas no Cine Íris, festas no Odisséia, pura alegria! Andei, como disse, circulando pelo mundo desde 2007 e faz umas três semanas que tô escutando a porra toda que – graças a Deus! – vcs têm postado. Enfim, poderia escrever muita coisa, contando o quanto o Ronca toca profundamente na minha vida e o quanto vocês reproduzem desde sempre, não! não só reproduzem, mas criam a experiência do rádio que, na verdade, conheci com vocês! Foda! Enfim, hoje em tempos de pandemia, longe do Brasil, longe do Rio, preocupado pra caralho com o que acontece aí, escutar o Ronca é uma maneira de lembrar e criar e cultivar o que temos melhor na música, no humano, na experiência estética. Danke!

Um grande abraço aqui de Köln, Alemanha, terra de Nico, Can e Stockhausen.

Abração pra vocês,”
Fábio

luis, a porcelaNa e POFT (ou território marcado)…

Assunto: that’s life

“fala mau val

Depois de toda a trabalheira pra conseguir minha relíquia de porcelana chinesa, um deslize e… poft!
mas é isso that’s life. Tentei reconstruir a joia, como mostra a primeira imagem. Até que ficou bacaninha… o outro lado, que não quebrou, ainda ostenta intacto o sagrado pendão.
não vai mais servir pra conter meus caramelos, mas servirá como uma bandeira fincada nesta casa, território do RoNca forévis.

E o #400 hein… a cara do RoNca. Muito feliz de fazer parte dessa história, ainda que “só” desde 2015. Seguimos a bordo.

Se cuida mauval, essa joça de pandemia ta interminável aqui no brasa mas ainda não é hora de descuidar

Abraços pra você e pro nandão!”

Luis

ps.: que alegria hein mauricio 122 anos de história e na liderança do brasileirão! (covidão) saudações /+/

rodrigo, arrudinha, o #400 e a falta de padrão (AMÉM)…

“Caro Mauval, tô pra te escrever há um tempão. Superando o nó na garganta. Arrudinha subiu e ainda nem acredito. Foi ele quem ne apresentou o Ronca Ronca em 2014 e nossa amizade foi construída através dessa identidade que o programa revela, trazendo as pessoas para um novo nível de identificação. Fácil de entender e difícil de explicar. This is Religion!

No 400 me arrebentei em lágrimas ainda estou ouvindo de novo e de novo. Que lindeza Mauval!

Que bom que a matriz original para camisetas piratas do Ronca Ronca chegou até aí apesar da pandemia. Já estampei várias camisetas e não achei tão grande. Mas talvez não esteja na proporção do manto original. Produto pirata assim mesmo, fora do padrão.

Forte abraço,”
Rodrigo

PS: Dia primeiro de setembro é dia de ouvir Simon&Garfunkel. Se puder incluir nos pedidos, vou ficar feliz.

julinho “paçoca”, peel & os VAPODN…

Subject: A ilha do Peel
“Fala Mauval, beleza?

Topei com isso aqui na madruga: um programa da BBC 4 gravado com o John Peel em 1990 com aquela velha história dos “discos que você levaria pruma ilha deserta”.

Imagino que você já conheça, mas se não conhece vai curtir.

Demais o 400 e 401. Em virtude das reviravoltas que 2020 tá fazendo, eu dei uma afastada temporária do programa durante os “vale a pena ouvir de novo”, fiquei de olho no site e tal mas foi (e tá sendo) uma período estranho com os VAPODN inesperados e mudança de rotina porque eu sempre escutava o Ronca nos trajetos, mas obviamente não ia perder o 400 e, depois de ouvir ele e o 401, comecei agora a ouvir os “vale a pena” de trás pra frente, rs

Grande abraço do “Julinho Paçoca”, aquele do “batismo com caramelo”e do Podcast DisCover (que tá parado faz tempo mas ainda vou retomar)”

jurema, liminha & gilberto…

detalhe: jurema é a ouvinte que troca de idéia pelo telefone, LIVE, no roNca tripa, dezembro1990/panorama fm, com liminha… isso, ele mesmo (gil,mutantes,titãs,paralamas,bandablackrio,chicoscience,lulusantos,blábláblá).

Subject: Jurema…
“Fala Maurição!
E a Jurema, hein? Que espetáculo! Época em que o único meio de comunicação da juventude era o telefone fixo e a gente viajava nas vozes femininas…Passávamos “trotes” em orelhões que davam sinal sem necessitar de fichas, ficando horas telefonando para a casa dos outros e falando bobagens, mas…quando vinha uma voz com o jeitinho da “Jurema”, putz, o coração disparava e a gente não largava mais o telefone. Fiquei pensando na minha tenra adolescência com aquele momento sensacional de recordação no #401. Porra, que momento!
” – Olha só, eu tenho que dormir….””; “- É… mas eu não sei, meu pai está em casa e acho que não vai deixar sair esta hora…”Cacetada!
Sem palavras…
Abração!”
Gilberto
Rio de Janeiro – RJ