on the road…

Assunto: Na Dutra

“Salve, Mauricio!

Escrevo diretamente da Dutra, a caminho do nosso balneário.

Atrasado, mas tinha que registrar: você tinha que ver a cara de Maluzinha ao ouvir nome dela sendo mencionado no Ronquinha. Depois ela ouviu Iansã, que ela não enjoa e pede pra ouvir só em vinil. Blublu forte pro papai aqui a Malu no Ronca. Valeu!

Abraço!”

Romulo

PS: fora Valentim!

lucas, ana & luis claudio…

Assunto: Lucas, cidadão do mundo

“Pô, Maurição, olhinhos fizeram blu-blu!

Que legal que a estória do Lucas reverberou de volta em vocês. A gente já tinha sacado as cordas vibrando a distância quando Nandão soltou um “Alô, Prét” no final do #326. Pode ser que a maioria dos contemporâneos das mídias sociais jamais façam ideia do que uma sutil referência como essa significa num contexto como o da Tripa. É de outra ordem. Não se compara a curtidas e retwites automáticos, autômatos e artificiais.

Obrigado a você e ao Nandão por criar esse oásis de sensibilidade, criatividade e resistência em meio à loucura e à poluição de sons, imagens e ideias a que temos sido expostos constantemente.

Já estamos aqui há algum tempo (eu ouço seus programas desde o Radiolla na Globo FM, no início dos 90) mas agora vocês sabem de mais esses três que compõem a Tripa.

Abraços cheios de gratidão,”

Lucas, Ana e Luis Claudio

vivid…

Assunto: #331

“Fala Mauval!

Quando a gente pensa que as coisas não podem piorar, lá vão dois prédios para o chão!!! Pqp… Acho que tudo que deveria ser dito sobre as chuvas e o Lolla foi dito no programa. Mas eis que uma alegria brota no meio desse caos, e fico sabendo que os caras virão ao RJ tocando Vivid!!!

Dia 13/06 no Circo voador!!! Como meu aniversário é dia 10, vale o presente!!! HEhehehehhe. Agora é saber o que mais acontecerá até lá nesse Brasilis cada dia mais maluco…

Abs,”

Jonas

saturday night fever…

Assunto: Luz no fim do túnel…

“Fala Maurição!
Em tempos tão sombrios, nos embalos de sábado à noite, na minha residência, reuni uma rapaziada jovem do Grajaú (RJ) e… só deu CD do Ronca Ronca que tocou na íntegra!
Registro clicado pela patroa…

Grande Abraço”

Gilberto
Rio de Janeiro – RJ

pic-nic…

tranquilão, no teto da notre-dame, em abril1981…

o incrível – para os tempos atuais – é como era possível ficar por horas no teto da catedral de notre-dame sem ninguém encher o saco, sem ninguém dizer “não pode isso”, “tempo esgotado”, “cadê seu passaporte?”… que momento!

mon dieu, ela resistiu à revolução, guerras mundiais…

e sucumbiu sob as chamas do capeta… PQP!

infelizmente, não tenho capacidade de colocar aqui a emoção de passar por Ela, colado à lateral, arrastando a mão na parede (PQP), na madruga friorenta da cidade luz, sem ter nenhuma pessoa por perto e aquele monstro escuro ali de butuca ligada… mamãe!

na edição do livro “preto e branco”, não poderia ficar de fora algum registro realizado Nela. acabou entrando esta cena típica do cinema búlgaro bem no teto da catedral, em abril1981…

+ serico e sandy…

+

mamãe

aTRIPINHA & aMÚSICA #23 (final com texto)…

lucas & a nação…

logo nas primeiras semanas de nossa retumbante ação aTRIPINHA & a MÚSICA, comentei no programa que tão inoxidável quanto o material fotográfico estavam sendo as mensagens dos papais e mamães sobre o envolvimento dos filhotes com aMÚSICA… e segui informando que não colocaria no site o referido escancarar de corações, lembra?

well, well, well, aqui estamos para fechar a tampa de nossa transgressora promô… e, para tal, colocarei as letrinhas do luis claudio, pai do lucas, que resumem – estrogonoficamente – nosso pensamento sobre música, pivetada, rádio, amor, dedicação, companheirismo, determinação…

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Assunto: Lucas, cidadão do mundo

“Fala, Mauricio e Nandão.
Esse é o Lucas de 6 anos. Moramos em Brasília e ouvir o Ronca é programa de família aqui em casa. Até aí, nada que me surpreenda ou que surpreenda a qualquer outro desorientado da Tripa. Mas, por volta dos 3 anos, enquanto andávamos de carro e ouvíamos música, o Lucas pede, do alto da sua cadeirinha, “papai, bota o RoncaRonca”. Aí eu cheguei, mais uma vez, à parte funda da piscina da paternidade. O que é que faz um moleque de 3 anos pedir o Ronca?
Pouco tempo depois, ouvia um setlist com o Lucas e, quando Sangue de Bairro começou a tocar, meio que instintivamente, pulei a música. Achei muito pesada pra ele, sei lá. Daí vem o moleque de novo: “papai, que música era aquela?, “quero ouvir”. Claro que atendi… Uma, duas, três vezes. Disse o nome da banda, contei um pouco da história do Chico Science, e coloquei o Afrociberdelia pra tocar inteiro. O Lucas tinha acabado de descobrir seu primeiro álbum e banda favoritos. Que momento! Mas como é que uma criança de 4 anos pode, ao ouvir pela primeira vez, gostar de um som com a sofisticação e originalidade do CSNZ? Na parte rasa da piscina eu não encontro resposta.
Um grande abraço,”
Luis Claudio

enquanto o planetinha se despedaça, aTRIPA…

Assunto: Velas ao vento

“E aí Mauval, quais as novas na capital da Guanabara?!!!

Pois então…. sou mais um dos brasucas que desistiram de lutar pelo pais
e zarpei destino ao velho mundo… depressão fortíssima no Rio Grande do Sul,
um dos piores estados pra se viver hoje. Os ventos sopraram as velas e vim parar
na terra de Cervantes, que já me deu uma alegria monstra, o sábado da Record
Store Day foi exatamente no dia do meu aniversário.
Várias lojas espalhadas pelo país promovendo e evento… tô mandando em anexo
a foto de uma das tendinhas que estavam participando do evento aqui em Valencia.

PS. Dia 7 de maio teremos o maior de todos, fazendo um barulhinho bom por aqui,
mister Zimmerman.”


Gil

+

Assunto: Viva o Ronca

“Mau Val Vei… Mau Val Vei… Mau Val Vei…

Salve, Mauricio, estava atrasado, mas já fiz uma pequena maratona e já estou em dia. E ouvindo o programa esses dias lembrei que a criança que vos escreve faz 3.0 agora dia 17 e de que fez 10 anos que subi no jumboteko do Ronca pela primeira vez, na época da Oi Fm.

Nessas 10 primaveras, fica cada vez mais claro que o Ronca é um exemplo. Exemplo de carinho com a torcida, de como divertir e informar e principalmente ouvir o NOVO.

Em tempos como estes, onde a música está cada vez mais portátel, mais manuseável, onde podemos a qualquer hora pegar o Yotoba, spotify, ou deezer e ouvir o som que amamos a qualquer hora em qualquer lugar, foi e é muito importante demais pra mim, ouvir o Ronca e deixar que tome o rumo que tiver que tomar. Isto sem falar, nos papos do programa que é tão bom quanto os sons que tocam.

É maravilhoso pôr os fones de ouvido a noite, deitar na cama, olhando pro teto, e viajar pela estrada ronqueira sem saber se vai aparecer o Frank Sinatra ou o Daminhão Experiença. E desse modo, a lista de indicações só aumenta, Boogarins, Cesária Évora, Prk 30, Shilpa Ray, Hugo Trincado, Sam Cooke, Billy Preston entre outros ao longo deste tempo.

Ouvir o que ainda não foi ouvido. É um chute bem dado na “paralisia musical”, que faz com que a pessoa escute exatamente as musicas que ouviam há vinte, trinta, quarenta anos, sem entrar ninguem novo na área, nenhuma novidade.

É um estilo de vida que busco levar comigo. É sentar do outro lado da mesa, é ir por um outro caminho para o trabalho, ver um outro estilo de filme, é o cara que sempre lê Shakespeare e de repente ler Bukowski, ou ir de Bilac a Leminski. É abrir os braços pra arte, pra vida.

Tipo o “novo sempre vem” aquela do Belchior. Só tenho a agradecer. Viva o Ronca e viva o Náutico também hahaha.

O Ronca tem uma importância estrogonófica, cabriocárica, pra mim. Muito obrigado mesmo, Mauricio.

Se possivel, caso você tenha Superstar ou We’ve Only Just Begun do Carpenters, pode mandar brasa.

Caso não tenha, sabe o álbum In-A-Gadda-da-Vida, da Borboleta de Aço? pode meter qualquer faixa que você bater o olho. Valeu mesmo.

Abçs”
Cleiton, de Recife.

+

(atrasadinho, mas eu disse que colocaria aqui no poleiro)…

Assunto: Uma noite sonhei que era Jack Kerouac

“Salve Mauricio, tudo belezinha?

O roNquinha #330 foi uma beleza. E fez lembrança ao iNoxidável Júlio Barroso.

Queria saber se em algum momento da história do RoNca, englobando aqui os seus outros programas de rádio que existiram antes, um especial ou uma homenagem ao Júlio. Curiosidade mesmo. Ele é uma figura que acho foda pra dedeu, mor referência e que precisa sempre ser lembrando.

Voltando ao programa #326 onde tocou nossa amada Siouxsie & The Bashees com “Christine” uma versão demo delicinha. E te falar, achei que fosse rolar a versão da Gang 90, “Lilik Lamê” que é maravilhosa, com a Alice Pink Pank nos vocais e que até onde sei (pode ser que passaram a info errada), a Siouxsie tava por fora dessa versão e quando descobriu ficou p… da vida e com razão, afinal tem que se dar os créditos todos certinhos aos artistas e afins. Mas que a versão da Gang ficou foda, ficou.

Será que rola de tocar em algum programa futuro ❤️?

Tô enviando a foto do único disco brasileiro lançando em 1983 que é de fato importante para o mundo. (Ainda estou a procura do compacto que tem “perdidos na selva/Lilik Lamê”, um dia consigo. Sem pressa, no seu tempo…)

Abraços sonoros & saudações Vascainas”

/+/

William