ed motta

virando a página…

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SÃO PAULO — Longe de parecer abalado psicologicamente ou arrependido de ter protestado no Facebook contra o que classificou de “turma simplória” (os brasileiros que vão vê-lo no exterior), Ed Motta exibiu um surpreendente bom humor durante o show desta sexta-feira (17) no Terra da Garoa, na região central de São Paulo.

Com meia hora de atraso, ele apareceu no palco usando boné, camiseta e um enorme relógio branco e, contra seu próprio planejamento, abriu a apresentação tocando “Manuel” acompanhado apenas da sua guitarra. Antes de começar, pediu à plateia para gravá-lo tocando com os seus celulares e, durante a música, convidou o público a acompanhá-lo.

Depois do show, Ed foi ao Facebook, onde toda a polêmica se originou, para agradecer ao público que esteve presente: “São Paulo meu maior público no Brasil, cidade que me sustenta substancialmente desde 1988! A atenção, educação, e respeito de sempre com minha arte”, escreveu o músico. “Foi emocionante pra mim, numa semana difícil por conta de minhas declarações, São Paulo vem e me abraça como um parente amado. Sempre amei SP, e condutas como essa só colocam minha admiração em estado de graça. Agradeço a Deus por me permitir fazer música, e poder honrar isso a cada dia da minha vida!”

APLAUSOS APÓS TODAS AS MÚSICAS E COVER DE TIM MAIA

Muito aplaudido após todas as músicas, Motta fez piadas, contou histórias sobre as canções, dialogou com o público, atendeu a pedidos e até falou do episódio ocorrido no dia 9, que o abalou psicologicamente e levou a cancelar um show que faria neste sábado na casa Opinião de Porto Alegre. Disse ainda que sua publicação no Facebook lhe valeu uma bronca da mulher, Edna, que ficou sem falar com ele: “Eu me arrependi de algumas coisas, mas de outras não”.

Originalmente, “Manuel” estava programada para o meio do show. Como uma espécie de provocação, Motta passou-a para o início da apresentação. Outra surpresa, incluída no calor da hora, foi “Azul da Cor do Mar”, de Tim Maia. Antes de tocá-la, ele disse que não costuma cantar músicas do tio em seus shows, mas que abriria uma exceção porque “hoje é dia de festa”.

De Rita Lee, que classificou como uma de suas melhores parceiras, o cantor e compositor levou duas músicas: Fora da Lei e Caso Sério. Do seu álbum “AOR”, selecionou “Flores da Vida Real”, “SOS Amor” e “Ondas Sonoras”. Incluiu standards da música romântica, como “My Cherie Amour”, de Stevie Wonder; “The Look of Love”, de Diana Krall; “The Closer I Get to You”, de Roberta Flack e Donny Hathaway; “Do it Again”, de Steely Dan, e “Harvest For The World”, dos Isley Brothers. Sem falar em alguns de seus sucessos mais populares, como “Vamos Dançar”, “Compromisso” e “Colombina”.

A assessoria do Terra da Garoa informou que o show de Ed Motta estava marcado há muito tempo e a venda de ingressos praticamente dobrou após a polêmica envolvendo o cantor. Com capacidade para 380 pessoas sentadas na configuração dessa apresentação, a casa não lotou e havia muitas mesas praticamente vazias tanto no mezzanino quanto na parte de baixo, próxima ao palco.

Os ingressos, que variavam de R$ 140 a R$ 270, davam direito a jantar, com um cardápio sugerido pelo artista em que figuravam um ceviche de entrada, mix de pato como prato principal e, para encerrar, sorvete de panetone gratinado.

(oglobo.com)

há um ano, em leeds…

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estava eu admirando a fotoca da família caipirinha – aqui embaixo – quando me toquei de

clicar na tag marcelo “caipirinha” para rever momentos cabriocáricos de nossos amigos.

coincidentemente total, o primeiro assuntou que brotou foi o relato de caipirex sobre a apresentação, há um ano, de eduardo motta do brasil… em leeds.

a creca que aconteceu lá foi, sem dúvida, o marco zero de todo o trelelê recente.

basta conferir aqui.

mas chega, né?

sarna pra se coçar…

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as atrocidades que testemunhamos, diariamente, não são suficientes para incendiar nossa ira?

não são suficientes para nossa inclemência galgar parâmetros?

recebi, de ontem pra hoje, trocentas mensagens por conta do ódio coletivo que vem sendo gerado

pelas letrinhas que eduardo postou em seu facebook.

na boa, será que essa multidão indignada não tem mais nada para encarar?

estão descontrolados pela língua fanfarrona/ingênua/esnobe/provocativa de alguém que faz isso há décadas,

simplesmente, para dar risada?

será que não existe em nosso brasil (UAU, como os revoltados são patriotas) outras situações

para combatermos injustiça/preconceito/desrespeito?

ou tudo será consequência da falta do que fazer?

cacilds, neguinho entra no quintal (público) dele para vomitar toneladas de agressões como se

eduardinho fosse um facínora, o inimigo público número1… quando, na real, ele está tirando onda.

e mais, as derradeiras palavras de eduardo são:

“ter que escrever esse texto infame”

ou seja, ele mesmo reconhece a patetice da mensagem.

vamos combinar, toda a “violência” descrita por ed é pinto perto do que já foi realizado por

Artistas que idolatramos e julgamos acima do bem e do mal.

o certo mesmo é que ele arrumou uma MEGA sarna para se coçar.

a essa altura do championship, dezenas de brazukinhas espalhados pelas cidades por onde os

shows de ed passarão já estão articulando os pedidos de “manuel”,  de como serão entoados

os gritos “vai curintcha”, “bahêêêêa”, “vaxxxxxxxxco”, “meeeeeeeeengão”, “dá-lhe porco”, “gaaaaaaaaalo”…

e, claro, os figurinos “patropi-especial-pro ed” da platéia… ultra-mulambenta exalando desodorante vencido, urina & cerva vagaba.

traduzindo, o climão dark/coltrane será atropelado pelo bafo da onça… hahaha!

lascou, ed… segura o tranco… e força na peruca!!!

ED MOTTA EUROPE AOR TOUR 2015

April
22 La Boite à Musique, Metz (France)
23 La Belle Electrique, Grenoble (France)
24 Jazzahead, Bremen (Germany)
25 Hannover Jazz-Club, Hannover (Germany)
26 A-Trane, Berlin (Germany)

May
03 Bray Jazz Festival, Dublin (Ireland)
04 Barbican Centre, London (UK)
22 Jambooree, Barcelona (Spain)
23 Jambouree, Barcelona (Spain)
28 Domicil, Dortmund (Germany)
29 Elbjazz Festivall, Hamburg (Germany)
30 Teatro Forma, Bari (Italia)
31 Teatro Communale, Busseto (Italia)

July
04 Jazzfest Wien, Vienna (Austria)
12 North Sea Jazz Festival Club (solo), Rotterdam (Holland)
18 Pori Jazz Festival, Pori (Finland)
19 etc TBC

OBS = conforme venho avisando aqui nos últimos 3 anos, eu agradeço e fico honrado em ser prestigiado pela comunidade brasileira, mas é importante frisar, não tem músicas em português no repertório, eu não falo em português no show… Preciso me comunicar de forma que todos compreendam, o inglês é a língua universal, então pelo amor de Deus, não venha com um grupo de brasuca berrando “Manuel” porque não tem, e muito menos gritar “fala português Ed”… O mundo inteiro fala inglês, não é possível que o imigrante brasileiro não saiba um básico de inglês. A divulgação da gravadora, dos promotores é maciça no mundo Europeu, e não na comunidade brasileira. Verdade seja dita, que meu público brasileiro de verdade na Europa, é um pessoal mais culto, informado, essas pessoas nunca gritaram nada, o negócio é que vai uma turma mais simplória que nunca me acompanhou no Brasil, público de sertanejo, axé, pagode, que vem beber cerveja barata com camiseta apertada tipo jogador de futebol, com aquele relógio branco, e começa gritar nome de time. Não gaste seu dinheiro, e nem a paciência alheia atrapalhando um trabalho que é realizado com seriedade cirúrgica, esse não é um show para matar a saudade do Brasil, esse é um show internacional. Que desagradável ter que toda vez dar explicações, e ter que escrever esse texto infame…

lincoln por ed (ou olivetti por motta)…

“Eu durmo muito mal sempre, mas essa noite estava especial de dificuldade… Venho olhar a internet, e me deparo com a notícia mais triste dos últimos tempos : Lincoln Olivetti não está mais aqui, foi para outro plano.
O cara que formatou a música brasileira no padrão de disciplina gringo, na forma de compor, arranjar, tecnicamente em qualquer sentido etc.
Ele merece em homenagem gigante, ser nome de algo que represente acuracidade, competência e futuro.
O disco solo dele e do Robson Jorge, é uma referência de que é possível fazer um disco bem gravado MESMO, em qualquer condição, basta dedicação e talento.
Tem tanta história bacana sobre o mestre Lincoln, que meu Deus, esse cara sim merecia uma biografia, tem relevância.
Eu conheço o Lincoln Olivetti desde criança, na casa da minha tia Maria em Ramos, me lembro dele no final dos anos 70 com Robson Jorge, nos lendários churrascos da família Maia.
É gratificante que ele tenha nos últimos anos recebido carinho da geração mais jovem, com homenagens, e o mais importante convites para que ele continuasse exercendo sua sabedoria nos estúdios.
Estou muito triste, mas uma força artística como a dele já é parte do todo, é mais do que uma figura de santo, é gigante, é o todo, do copo d’água até o oceano.
Muito importante reconhecer, estudar e entender que apesar do Lincoln ser brasileiro, morado a vida inteira aqui, o discurso e referência da música dele não são exatamente “brasileiros” tem volta e meia esse viés muito em conta de alguns convites que eram feitos para trabalhar com artistas mais brasilianistas. Ele ia lá, e de um estúdio no RJ colocava todo mundo num formato realmente internacional, como nunca mais se viu aqui, não por ausência de talento, mas por preguiça, dá trabalho fazer certo no estúdio, execução, timbre etc.
A quantidade de vezes que escutei o 2o disco solo dele é absurda, e claro isso desde os anos 80.
Tecnicamente a única referência do Brasil que eu sempre tive foi Lincoln Olivetti, o cara que fazia uma “festa no interior” soar igual Earth, Wind & Fire, o cara que fazia os discos ficarem bem gravados, arrancar leite de pedra dos músicos etc.
Trabalhamos juntos somente uma vez, talvez pelo respeito que sempre tive, não queria banalizar a presença do mestre. Nessa ocasião em 1996/97 ele me convidou para fazer um disco junto, eu como tenho muita reverência, e sei exatamente como funciona aquilo tudo, preferi respeitar a história, e não me meter a fazer algo que fosse aquém da parceria amalgamada com o também gênio Robson Jorge.
Eu espero que o Brasil seja generoso, respeitoso, consciente, e homenageie com dignidade o cara que sabia tirar maior proveito de um estúdio, do talento dos músicos etc. Coisa rara… Depois “a turma” se especializou em adestrar gente sem talento, bandinha de menino rico, e ainda vender disco de ouro ou o que for, tamanha carência intelectual que não é de hoje…
Para as minhas convicções sobre música, é o final de uma era, de quando música popular era feita por músico de verdade, de extrema competência.
Agora é observar anestesiado, calado, essa geração sonsa, nefasta que momentaneamente comanda o barco… Vai afundar já já, porque não tem capitão, marinheiro, nada… Está tudo relativisado, desafinado, mal tocado, mal feito, mal concebido e ainda por cima sem ambição de nada.
Lincoln Olivetti é agora a energia protetora de quem olha a música com honestidade.
God bless U master, vc não veio ao planeta a passeio, vc realmente fez, e vai ensinar eternamente.”

Ed Motta

mórreu no face?

ainda agora, uma amiga mandou na minha orelha:

– sabia que o ed motta se suicidou no facebook?

eu:

– hein?

– é… ficou boladaço com o rumo das coisas e encerrou a conta

– caramba, o ed sempre disse que usava direto o face

– pois é, já era

tentei falar com ed sobre a situação… mas não consegui.

alguém aí sabe as razões dessa saída dele?

leonardo mandou as letras de eduardo subindo pelas paredes…

… que foram tiradas do facebook dele!

“Meu Deus eu tive a desprazer de ler agora sobre uma dessas premiações locais vergonhosas, coorporativistas, anti-mérito…
Todos comemoram numa falsidade imensa depois, numa festinha “privé” com comida e bebida de 10a categoria, bem no nível da “premiação” e dos “artistas” escolhidos/combinados de forma MEGA mau caráter.
Já fui premiado, principalmente quando fazia parte de gravadora major, mas tem um monte de coisa independente que entra por uma série de fatores.
Meus discos Dwitza e Aystelum altamente reconhecidos em vários países foram justamente os ignorados por essa e outras premiações brasileiras.
A comissão “julgadora” é formada por gente que não escuta música, não compra disco, o velho “achismo” do “meio”. Eu nunca fui convidado para julgar mesmo sendo talvez um dos maiores colecionadores daqui. E sei bem quem faz parte…
O que conta é quem frequenta a casa de quem, estréias, saraus, quem dá aquele selinho na boca de artista, toda essa falsidade que eu NUNCA compactuei.
Eu fico honrado do meu nome, e meu disco AOR não estarem também na lista que é um atentado intelectual à música…
Não ter meu disco e o do Lucas Arruda, nem sequer como indicados é boicote, perseguição etc. Ou melhor estamos no caminho certo da música…
Os vilões não são somente os políticos corruptos, mas os cidadãos mafiosos que transformam o dia a dia, essa gente é tão nefasta e covarde quanto.”

a brazucada, marcelo “caipirinha” & eduardo motta (em leeds)…

“Salve Simpatia!

Infelizmente, a passagem do Ed por Leeds não deixou boas lembranças, acho que em particular pra ele e pra banda. Houve um desencontro muito grande entre os músicos (e a música) e a platéia.

Apesar de uma certa presença de regulares do Wardrobe e alguns interessados em música (o Hunter, por exemplo, tava lá), quem tomou conta da noite foram os brazucas, mas aqueles do tipo “sambista de Maceió”, “forrozeiro de Criciúma”, “funkeiro de Ipanema”, tá sabendo? Essa turma chegou, tomou conta do lugar, passou o tempo todo de papo, rindo e contando estórias, sem nenhum interesse pelo show. Se fosse o Elomar, Metá Metá, Hermeto Pascoal ou Egberto Gismonti, a turma também estaria lá no mesmo número e com a mesma falta de interesse, falando e esperando os DJs (brazucas também) finalmente “tocando música boa” – aquilo que você imagina.

Depois de duas ou três musicas o Ed e a banda começaram a pedir silêncio, respeito e etc, mas os pedidos foram totalmente ignorados. Pra quem tava do meio pra trás do show, o volume da conversa era mais alto que o da banda. E a banda, evidentemente, p da vida, ainda no palco só por profissionalismo.

Além disso, acho que houve outra coisa que desagradou até os regulares do Wardrobe (um lugar de jazz/folk/world, foi lá por exemplo que entrevistei o Berth Jansch pro tico-tico em 1900 e muito tempo atrás): o Ed cantando em inglês. Três dos interessados em música que estavam tendo ali seu primeiro contato com o Ed, entre eles o Hunter, me perguntaram a mesma coisa: “no Brasil ele também canta em inglês? Por que ele tá cantando em inglês aqui?”. A combinação do material promocional proclamando “Ed Motta the Brazilian MPB legend”com o Ed cantando em inglês foi péssima. Pode ser que isso cole em outros cantos do planeta, mas por aqui é difícil.

Terminado o show, Ed & banda tiraram o time de campo rapidinho, não teve papo com ninguém depois do show. Normal, não tinha clima pra isso.

Tão ruim como a atmosfera foram as fotos que tirei – te mando aí em anexo a melhorzinha de uma série lastimável, e também o flyer do show.

Abração,”

Marcelo///