imprensa

showbizz!

 

“Fala MauVal, tudo bem?! Dando continuidade  ao assunto rock na atualidade, e aproveitando que você está postando antigas matérias do Zeca Jagger, na Rolling Stone,  quero aproveitar para dizer que não faço parte da “Turma do Chororô”. Até acho que vivemos uma boa fase de artistas e bandas. Porém,  quais os canais para a divulgação desses artistas?

 Maurício, quando adolescente, eu tinha o hábito de comprar, todos os sábados, revistas especializadas em música. As minhas preferidas eram: Show Bizz (que no início dos anos 90, chamava-se apenas Bizz), Fama e Rock Brigade, especializada em Metal e afins. Além, é claro, de acompanhar o Rio Fanzine, no Jornal O Globo. Era prazeroso poder ler as matérias e as críticas assinadas por: Carlos Eduardo Miranda, Carlos Albuquerque (Calbuque), Pedro Só, André Barcinski, André Forastieri e tantos outros. Nem sempre eu concordava com as opiniões deles, mas, pelo menos havia um embasamento, e o mais importante um bom texto.

 Concomitante a isso, ainda tinhamos a Fluminense FM, e os meus programas favoritos, que eram, o Hellradio e o College Radio, apresentados respectivamente por Tom Leão e Rodrigo Lariú; e a MTV, com uma programação 90% musical.  Eu acompanhava todas essas mídias, para saber das novidades e lançamentos. Tudo para poder chegar na escola e ser o primeiro a divulgar determinado lançamento de um disco, ou banda nova. Me sentia como se fosse o dono (no bom sentido) dessas bandas.

  E hoje? Onde podemos ouvir e ter notícias sobre música? Tirando o Ronca Ronca, o Rio Fanzine e outros bastiões da resistência, é praticamente impossível ouvir boa música, e ler bons textos sobre música. Na era dos Blogs Facebooks e Twitters, o que é bom hoje, é descartado como lixo, amanhã. Tudo é muito rápido e fácil.

 Fico por aqui. Um grande abraço em você e a toda  nação ronqueira, e continue tocando o barco, pelo amor de deus!!!”

 André Soares,  das profundezas de Duque de Caxias.