luiz carlos maciel

maciel fatal & a rolling stone…

com data 1fevereiro1972, foi lançada a primeira edição brasileira da revista rolling stone. luiz carlos maciel era o editor, a capa (layout duplo) estampava big boy…

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e a revista dobrada tinha caetano na frente, era a imagem das bancas…

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na seção de lançamentos, o principal disco foi “gal fatal / a todo vapor”, apresentado por LCM. na mesma página, outra novidade, dessa vez, resenhada por jorge mautner…

fatal1

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new order (ou maciel, a leNda)…

maciel

“Um tanto constrangido, é verdade, mas sem outro jeito, aproveito esse meio de comunicação, típico da era contemporânea e de suas maravilhas, para levar ao conhecimento público o fato desagradável de que estou sem trabalho e, por conseguinte, sem dinheiro. É triste, mas é verdade. Estou desempregado há quase um ano. Preciso urgentemente de um trabalho que me dê uma grana capaz de aliviar este verdadeiro sufoco. Sei ler e escrever, sei dar aulas, já fiz direções de teatro e de cinema, já escrevi para o teatro, o cinema e a televisão. Publiquei vários livros, inclusive sobre técnicas de roteiro, faço supervisão nessas áreas de minha experiência, dou consultoria, tenho – permitam-me que o confesse – muitas competências. Na mídia impressa, já escrevi artigos, crônicas, reportagens… O que vier, eu traço. Até represento, só não danço nem canto. Será que não há um jeito honesto de ganhar a vida com o suor de meu rosto?” Luiz Carlos Maciel

este grito de socorro foi colocado na web por um dos mais inoxidáveis brasileiros que conhecemos… especialmente para mim, maciel significou – por muito tempo – algo parecido com a importância dos mais avançados/modernos/atualizados sites de informação para a garotada de hoje.

diversas vezes cruzei com ele na rua… e sempre com o mesmo papo: “maciel, você é uma referência, uma lenda, um monstro, um fissurado em música. vamos combinar sua visita ao roNca roNca”… ele ria, concordava… e a coisa nunca andou.

não sei se felizmente ou infelizmente mas o fato é que o S.O.S ganhou espaço na mídia e, a essa hora, (TOMARA) maciel já possa pagar as contas… mas a creca seguirá no ar… outros “macieis” estão na mesma gaveta do esquecimento, da burrice, do bundamolismo, da padronização… um dos lados da tristeza pode ser conferido aqui, de onde retirei as devastadoras letrinhas de LCM!

maciel forévis… e forévis!