nick cave

Z mandou pra gente (ou mamãe, bolan-cave-hal)…

essa gravina de cave estará no tributo a marc bolan / t.rex que será lançado em setembro… com produção de hal willner, o cidadão que inventou esse tipo de disco juntando artistas injuntáveis… hal subiu recentemente (por conta do mocorongo) pra encontrar hendrix e cartola. claro, deixou aqui na terra, um ensinamento inoxidável de como a música pode e deve ser entendida… e usada. fueda

+AQUI

Angelheaded Hipster Tracklist

Disc One
1. “Children of the Revolution” – Kesha
2. “Cosmic Dancer” – Nick Cave
3. “Jeepster” – Joan Jett
4. “Scenescof” – Devendra Banhart
5. “Life’s a Gas” – Lucinda Williams
6. “Solid Gold, Easy Action” – Peaches
7. “Dawn Storm” – BØRNS
8. “Hippy Gumbo” – Beth Orton
9. “I Love to Boogie” – King Khan
10. “Beltane Walk” – Gaby Moreno
11. “Bang a Gong (Get It On)” – U2 feat. Elton John
12. “Diamond Meadows” – John Cameron Mitchell
13. “Ballrooms of Mars” – Emily Haines

Disc Two
1. “Main Man” – Father John Misty
2. “Rock On” – Perry Farrell
3. “The Street and Babe Shadow” – Elysian Fields
4. “The Leopards” – Gavin Friday
5. “Metal Guru” – Nena
6. “Teenage Dream” – Marc Almond
7. “Organ Blues” – Helga Davis
8. “Planet Queen” – Todd Rundgren
9. “Great Horse” – Jessie Harris
10. “Mambo Sun” – Sean Lennon and Charlotte Kemp Muhl
11. “Pilgrim’s Tale” – Victoria Williams with Julian Lennon
12. “Bang a Gong (Get It On) Reprise” – David Johansen
13. “She Was Born to Be My Unicorn / Ride A White Swan” – Maria McKee

michel & nick…

comentei no #306 sobre a amizade de michel spitale e nick cave, em são paulo, no início dos 90, lembra?

a conexão deles gerou a inclusão do nome de michel na letra de “papa won’t leave you, henry” (acima) do álbum “henry’s dream” (de 1992) construído, em parte, sob a vibe paulistana.

no domingo, eles se cruzaram no espaço das américas…

e, ontem, a xeretinha registrou os dois, no rio de janeura…

lembrando que tudo faz mais sentido na matéria que colocamos AQUI

onde você encontra os dois e luke (o filhote brazuca)…

( :

nick em são paulo, no início dos 90 (ou D+D+D+D+)…

a essa altura do championship, nick cave está matando saudades da paulicéia desvairada que tão bem conheceu no início dos anos 90.

o jornalista carlos messias e o fotógrafo lucas lima montaram o quebra-cabeça cascudo das mais profundas relações de nick com a cidade e seus personagens… AQUI

IMPERDÍVEL

no que bati os zôio nessa matéria fui ao encontro de uma das peças mais próximas a nick na temporada paulistana de quase 30 anos atrás: o então diretor de arte michel spitale que, hoje, é residente no rio de janeiro… e com quem encontro semanalmente, na rua.

como eu não sabia de toda essa História entre eles, ficamos um tempão na calçada com michel solando loucamente páginas e mais páginas inoxidáveis… como, por exemplo, o dia em que nick comprou a camisa do fluminense (em são paulo e não em paraty como está no texto) e a paulistada caiu em cima falando um monte de atrocidades sobre o tricolor carioca, hahahahahahahahaha… inclusive, esta foto foi tirada pelo michel…

o curioso do relato do michel sobre a aproximação entre ele e nick ser mais forte que com os outros componentes da rapaziada é que ele (michel) não sabia quem era o tal do nick cave, não conhecia nem gostava da música dele… simplesmente, simpatizou por um australiano “hello crazy people” que havia despencado em são paulo e era idolatrado por todos. conclusão, pro nick, o michel também era qualquer um com quem não precisava se vestir de nick cave, manja? do mesmo jeito que ele era com o pessoal da padaria, dos inferninhos, da feira etc & tal.

enfim, terei de cruzar com o michel depois do show de domingo para saber como foi o reencontro da tchurma cabeleira altíssima tantos anos depois… segura os dois com o luke…

( :

pra fechar, carlos messias e nick, ontem, na mercearia são pedro…

nick cave (ou a bula do roNca)…

no globo, hoje

“Penso em mim, cada vez mais, como alguém que escreve. E quando escrevo não ouço música. Com o passar do tempo, tenho escutado cada vez menos música. Quando o faço, fico com ‘os caras’, Neil Young, Bob Dylan, Leonard Cohen, Van Morrison.

Quando nos mudamos para a Inglaterra, chegamos achando que iríamos mergulhar na revolução punk, mas foi tudo um pesadelo. Nós não gostávamos do que as pessoas tocavam à época lá. Só nos demos bem com o pessoal do Pop Group e do The Fall, muito provavelmente por culpa nossa. Não éramos fáceis.

Hoje, três décadas depois, finalmente consigo dizer que The Cure e The Smiths eram simplesmente sensacionais. Fui ouvir as músicas dos Smiths e a minha reação foi: ‘Mas este cara (Morrissey) escreve bem pacas, eu achava que só tinha eu’ (risos).

Aí fico feliz, hoje, em retrospectiva, de não ter dado a importância que os dois (o outro é Robert Smith, do Cure) mereciam à época, pois eu teria desistido da carreira. Morrissey é um grande letrista. Um sujeito estranho e corajoso, mas, acima de tudo, um senhor compositor.”