nick cave

michel & nick…

comentei no #306 sobre a amizade de michel spitale e nick cave, em são paulo, no início dos 90, lembra?

a conexão deles gerou a inclusão do nome de michel na letra de “papa won’t leave you, henry” (acima) do álbum “henry’s dream” (de 1992) construído, em parte, sob a vibe paulistana.

no domingo, eles se cruzaram no espaço das américas…

e, ontem, a xeretinha registrou os dois, no rio de janeura…

lembrando que tudo faz mais sentido na matéria que colocamos AQUI

onde você encontra os dois e luke (o filhote brazuca)…

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nick em são paulo, no início dos 90 (ou D+D+D+D+)…

a essa altura do championship, nick cave está matando saudades da paulicéia desvairada que tão bem conheceu no início dos anos 90.

o jornalista carlos messias e o fotógrafo lucas lima montaram o quebra-cabeça cascudo das mais profundas relações de nick com a cidade e seus personagens… AQUI

IMPERDÍVEL

no que bati os zôio nessa matéria fui ao encontro de uma das peças mais próximas a nick na temporada paulistana de quase 30 anos atrás: o então diretor de arte michel spitale que, hoje, é residente no rio de janeiro… e com quem encontro semanalmente, na rua.

como eu não sabia de toda essa História entre eles, ficamos um tempão na calçada com michel solando loucamente páginas e mais páginas inoxidáveis… como, por exemplo, o dia em que nick comprou a camisa do fluminense (em são paulo e não em paraty como está no texto) e a paulistada caiu em cima falando um monte de atrocidades sobre o tricolor carioca, hahahahahahahahaha… inclusive, esta foto foi tirada pelo michel…

o curioso do relato do michel sobre a aproximação entre ele e nick ser mais forte que com os outros componentes da rapaziada é que ele (michel) não sabia quem era o tal do nick cave, não conhecia nem gostava da música dele… simplesmente, simpatizou por um australiano “hello crazy people” que havia despencado em são paulo e era idolatrado por todos. conclusão, pro nick, o michel também era qualquer um com quem não precisava se vestir de nick cave, manja? do mesmo jeito que ele era com o pessoal da padaria, dos inferninhos, da feira etc & tal.

enfim, terei de cruzar com o michel depois do show de domingo para saber como foi o reencontro da tchurma cabeleira altíssima tantos anos depois… segura os dois com o luke…

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pra fechar, carlos messias e nick, ontem, na mercearia são pedro…

nick cave (ou a bula do roNca)…

no globo, hoje

“Penso em mim, cada vez mais, como alguém que escreve. E quando escrevo não ouço música. Com o passar do tempo, tenho escutado cada vez menos música. Quando o faço, fico com ‘os caras’, Neil Young, Bob Dylan, Leonard Cohen, Van Morrison.

Quando nos mudamos para a Inglaterra, chegamos achando que iríamos mergulhar na revolução punk, mas foi tudo um pesadelo. Nós não gostávamos do que as pessoas tocavam à época lá. Só nos demos bem com o pessoal do Pop Group e do The Fall, muito provavelmente por culpa nossa. Não éramos fáceis.

Hoje, três décadas depois, finalmente consigo dizer que The Cure e The Smiths eram simplesmente sensacionais. Fui ouvir as músicas dos Smiths e a minha reação foi: ‘Mas este cara (Morrissey) escreve bem pacas, eu achava que só tinha eu’ (risos).

Aí fico feliz, hoje, em retrospectiva, de não ter dado a importância que os dois (o outro é Robert Smith, do Cure) mereciam à época, pois eu teria desistido da carreira. Morrissey é um grande letrista. Um sujeito estranho e corajoso, mas, acima de tudo, um senhor compositor.”

nina+nick+warren (ou champanhe+cocaína+salsichas+chiclete)…

em 1999, nick cave selecionou a rapaziada para participar do festival meltdown que acontece anualmente, em londres!

a performance de nina simone barafundou a cuca de todos que estiveram no royal festival hall.

prestenção no papo de nick & warren ellis (the bad seeds) que está no filme “20.000 days” sobre a situação…

NICK: Do you remember that gig, the Nina Simone gig?
WARREN: Oh yeah.
NICK: Fuck that was good, wasn’t it.
WARREN: Yeah, it was up there. I’ve seen a bunch of gigs, that’s one, that was one of the greatest things I’ve ever seen.
NICK: Do you remember, before she started playing, she tool the chewing gum out of her mouth… Took the chewing gum out and just stuck it on the piano…
WARREN: …on the piano, yeah. I have that chewing gum. I have that.
NICK: You’ve got that?
WARREN: I took it yeah. I went up and took it off the stage afterwards.
NICK: Did you really?
WARREN: Yeah. I have it in a towel, that one, she wiped her forehead and went like that…
NICK: Oh fuck, I’m really jealous.
WARREN: And it’s in my little studio where I work. I remember, because Matt Crosbie, Matt mixed her. And Matt apparently walked past her room and she was sitting in there like looking really pissed off and not wanting to be there and he goes like “is everything okay Mrs. Simone”, or whatever, you know.
NICK: Doctor Simone.
WARREN: Doctor Simone, I guess, “and is there anything I can get you?” And she just said “I’d like some champagne, some cocaine, and some sausages!” And Matt goes “I’ll see what I can do”. So he went off and he got some coke and some champagne and some sausages for her and he said she just had this big grin on her face and she goes “thank you!” And goes (snorts) hoovered up the coke, drank some champagne and ate her sausages.
NICK: Yeah.
WARREN: And then we saw her come on stage, you know. Like she’d wrapped the duvet around her.
NICK: Yeah, yeah.
WARREN: That was unbelievable that show. I’ve never seen an audience like that, that felt like they were about to fall in on top of one another. Nobody knew what to expect.
NICK: Well she was genuinely frightening.
WARREN: Terrifying.

a parte fuNda da piscina…

o ideal seria você não ler nada, não ouvir nada, não ver nada… conectado à música

até cruzar com o filme acima!

é a parte mais funda da piscina, a razão que nos gruda ao solo terrestre… a tentativa de explicar a paixão! fueda!

são noventa e cinco minutos para revirar seu coraçãozinho e seus tímpanos… forévis!

o filme é tão desgarrado do vômito tecnológico que nos cerca que você concluirá haver vida fora de tanta inutilidade…

sim, sim, sim… e como há!

o centro de todo o roteiro é o relato de nick e warren ellis sobre um show de nina simone… PQP!

pode festejar, é possível respirar do outro lado do lava-pé!

IMPERDÍVEL!!! VITAL!!! INOXIDÁVEL!!!

THIS IS RELIGION!!!