the rolling stones

sempre ele, “blackhill”…

no meio da madruga de hoje, pousou um pombo de pedro “blackhill” informando que os stones haviam tocado, há poucas horas, na saideira do morumba: “wild horses”, “she’s a rainbow” e “all down the line”… PQParille, “ALL DOWN THE LINE”, estupidez máxima da grosseria inoxidável chamada “exile on main st”… PQParille.

claro, pedro saiu do estádio com o setlist… aos que não mais aguentam o “mais do mesmo” qual outro artista sobre a face da terra consegue juntar, de uma só vez, DEZENOVE músicas como estas? hein? e os FDP ainda fecharam as datas paulistanas abrindo com “jumping jack flash”… VTNC!

( :

set.sp

BsAs X RJ

Assunto: Rolling Stones e o público carioca

“Fala MauVal, blz?

Não sei se você já viu essa reportagem da folha, http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/02/1742594-jornalista-que-ja-assistiu-a-232-shows-dos-stones-avalia-turne.shtml .

O jornalista Dean Goodman, que já assistiu a 232 shows dos Stones pelo mundo, fez, a pedido da Folha, breves críticas sobre os shows da turnê sul-americana dos caras. Saca só o que ele achou aqui no Rio: “É um show dos Rolling Stones ou uma convenção de smartphones? Os brasileiros podem ser belos, mas será que precisam ficar fazendo selfies durante o show inteiro, com as costas pro palco? Definitivamente não estamos mais na Argentina.”. Sorte que o Marky Ramone já inventou uma solução pra isso: https://www.youtube.com/watch?v=2SZiEFpC9Wg

Vale ler as avaliações dos shows em Buenos Aires.

No mais, parabéns pelo programa Mauricio! Continue com o bom trabalho!

Grande abraço,”

Daniel.

ronca.tico

rolando forévis…

como se num passe de mágica, aos 45 minutos do segundo tempo (mais uma lembrança a rafael vaz), pipocou o conva para as pedras… foi uma surpresa, totalmente, inesperada.

no caminho para a arena, tive certeza que o mundo seria coberto pelas águas… só que, ao chegar no ex-maior do mundo, a lua (cheiaça) garantiu nossa permanência em solo terrestre e a “tranquilidade” do show…

rs4

cheguei meia hora antes da bola rolar… talvez por isso, não encarei fila, pressão, perrengue. rapidinho o som estrogonófico do PA sacodiu a rapaziada com ‘start me up”.

falar o quê de uma apresentação dos stones? quase tudo já foi escrito, gritado, gravado. a bula é a mesma de sempre, felizmente… como não encharcar os olhinhos com “you got the silver”? não imaginar que “gimme shelter” é uma das três songs mais inoxidáveis que a humanidade já criou? olhar pros cornos de keith richards e não creditar a ele alguns dos momentos mais cabriocáricos que já gozamos em nossas vidinhas? não lembrar de ron wood com o faces?

no final, com as luzes acesas, cruzei com a renata que do alto de seus 17/18 aninhos (fissurada em k.vile, deerhunter, liars, j.holter) colou na minha orelha e disse:

–  não estou acreditando que finalmente vi os stones e comecei a entender muitas coisas

PQParille, quase desabei com a percepção dela que mais parecia um charuto de bêbado… de tão suada.

em seguida, esbarrei com o chico (contemporâneo de richards. isso) que já testemunhou toda e qualquer banda foda que você possa imaginar:

– mauricio, ver os stones é como se fosse sempre a primeira vez

vazei tranquilão da arena ouvindo, volta e meia, a nação ronqueira celebrando a noite, aos gritos – RONCA RONCA… hahaha! D+!

para fechar a noitada, dividi umas ampolas com zé emilio rondeau, LENDA queridíssima… que, ontem, marcou a coronha de sua winchester (modelo 1963) com o décimo sexto risco… é fato, o show no maracanã foi a décima sexta vez que eles compartilharam o mesmo espaço… sideral.

cheers

ze+rs

a agonia do jornalismo (musical) na “grande imprensa”…

rock

hoje, pela manhã, fui abatido por inúmeras mensagens envergonhadas com a capa do segundo caderno (do globo) “informando” sobre o início da turnê sulamericana dos stones.

tive que assuntar a razão de tanta indignação… e acabei pulando no mesmo barco.

caramba, na boa, não consigo imaginar nada tão raso para noticiar a chegada da mais importante banda em atividade ao brasil.

PQPparille, querer contextualizar os stones com o reinado de momo? “liderados pelo gingado de mick jagger”? dividindo a apresentação chilena em enredo-adereços-evolução-harmonia-fantasia? “apoteose do rock”? “acadêmicos do rock”?

mesmo se fosse uma banda totalmente desconhecida a “irreverência” seria desprezível… mas com the rolling stones? destratar a rapaziada que apresentou, em santiago, algumas das mais fundamentais musicas criadas pela humanidade? deixar o pobre do leitor exposto ao desnecessário desfile de “gracinhas” envolvendo os STONES? os mesmos que acabaram de tocar “she’s a rainbow”, “symphaty for the devil”, “gimme shelter”,  “tumbling dice”, “let’s spend the night together” e  “paint it black”? é isso mesmo? a gente merece?

recentemente, um amigo creditou a falta de coragem da mídia em sair da mesmice ao fato dela ter criado amarras sinistras com o lado mais “big brother (como assim, bial?)” do cotidiano brazuka. ou seja, para falar dos stones (algo que beira o erudito), a “grande imprensa” tem que associar jagger & cia, por exemplo, ao carnaval… para não perder audiência.

portanto, até mesmo ezequiel neves (forévis) estaria sob o martelar do vazio.

infelizmente, se a apoteose carnavalesca idealizada por darcy ribeiro celebra o final do desfile, podemos concluir que “apoteose do rock” determina… a agonia do jornalismo (musical).

eduardo, um abraço… e apareça pra gente ouvir “get yer ya ya’s out”!