UB40

recaindo…

caramba, que sodade!

o UB40 foi, certamente, uma das bandas que mais ocuparam meu coração.

naquele início dos 80, eles tinham pouquíssimos concorrentes!

não é sempre que a gente encontra um artista que vai direto ao encontro de nossos carentes sentidos… e toma conta de tudo.

foi assim com a rapeize de birmingham… e ainda tive a sorte de cruzar com a banda, em londres, bem no início da História deles.

lembro que logo quando cheguei à cidade, havia uma música – “don’t slow down” – que tocava direto… em todos os lugares.

pensava eu com meus botões: “quem será o negão cantando esse reggae?”

em seguida, adorei descobrir que o “negão” era mais branco que um pinico!

os dois primeiros discos do UB40 poderiam ser um um álbum duplo… foram lançados com poucos meses de intervalo.

são discos espetaculares, “signing off” (novembro/80) e “present arms” (junho/81)… registros fundamentais da década!

era o que me grudava à banda – a sinceridade, a mistureba de origens dos componentes, o groove… tudo!

eles estavam de mãos dadas ao clash, costello, ian dury, jam, gang of four, billy bragg, specials… PQParille, um pedação da trilha sonora da minha vida!

presenciei um show inacreditável, onde o balcão do teatro balançava (MESMO!) ao sabor da desorientação absoluta… FODA!

numa biografia da banda há o registro dessa apresentação onde o fenômeno de engenharia é lembrado como “the rubber balcony”…

em 1983, o UB40 “galgou parâmetros” com o disco “labour of love”… onde a banda desceu os cabelos, de forma brilhante, em alguns clássicos do reggae jamaicano.

o cofrinho começou a entupir de tantas moedas… pronto, lascou! foi o início do fim!

dali pra frente, a banda virou um saco de contradições e muquiranice… é incrível como o “poder” corrói qualquer estrutura!

sim, claro, parte da formação original continua na ativa… e bem.

mas a tal banda que me enfeitiçou por uns belíssimos seis anos… segue viva, apenas, no meu coração!

( :

I am the one in ten
A number on a list
I am the one in ten
Even though I don`t exist
Nobody Knows me
Even though I`m always there
A statistic, a reminder
Of a world that doesn`t care

My arms enfold the dole queue
Malnutrition dulls my hair
My eyes are black and lifeless
With an underprivileged stare
I`m the beggar on the corner
Will no-one spare a dime?
I`m the child that never learns to read
`Cause no-one spared the time

[Chorus]
I`m the murderer and the victim
The licence with the gun
I`m a sad and bruised old lady
In an ally in a slum
I`m a middle aged businessman
With chronic heart disease
I`m another teenaged suicide
In a street that has no trees

[Chorus]

I`m a starving third world mother
A refugee without a home
I`m a house wife hooked on Valium
I`m a Pensioner alone
I`m a cancer ridden spectre
Covering the earth
I`m another hungry baby
I`m an accident of birth.