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a vida, agora sim…

depois de umas esfihas com meu chapaço bruno maia em plena galeria menescal (copacabana / rj),

catei o primeiro busão que passou.

o coletivo estava relax, cheinho mas vazio, manja?

de cara, senti o maior astral no trocador… solícito, risonho, falante, raridade!

em determinado momento, um jovem casal com pinta de turista, vindo do fundo, se aproximou da peça rara…

numas de pedir informação e sentou diante dele.

nisso, surgiu um mapa – certamente do rio – nas mãos do nosso homem na roleta.

eu sacando a movimentação, bem pra trás, depois da porta de saída… no meio do veículo.

o “roleteiro” com o mapa na mão, olhava pra ele de perto, esticava o braço, colava as ruas da cidade nos olhos…

franzia a testa, apertava os olhos.. e não enxergava paul newman.

(de imediato, meus dedos correram pra a xeretinha na mochila… mas elazinha não estava)

voltando à performance…

até que o guia turístico não suportou a cegueira e, olhando pro solitário casal, fez o gesto definitivo:

com uma mão imitou os óculos e com a outra fez o sinal negativo!

precisa traduzir?

hahaha… o caboclo estava pra lá de stevie, o wonder!

não resisti, levantei, cheguei ao lado de nosso herói e, com a lupa nas mãos, bradei pela independência:

– bonitão, vê se melhora!

o casal – sei lá de onde – gargalhou loucamente…

e nosso clarence carter foi às nuvens:

– oh, meu amigo, muito obrigado. meu deus estou vendo tudo!

eu:

– pois é, usa aí mas não se esquece de devolver

bem, o busão estava em frenesi absoluto, orgasmo coletivo (à vera, daí veio a expressão)…

neguinho trocando telefone, tuitando, “estragando”… doideira doida!

e voltei ao meu lugar.

o “doador de troco” não parava de falar como tudo estava mais cristalino na vida dele.

com os óculos na fuça, falou comigo à distância:

– mas eu tô te vendo embaçado, sabe quando o ônibus fica embaçado? tá assim

eu:

– mas é assim mesmo, a lupa só é para você usar pra ler, de perto

ele:

– ahhhhhh, entendi, assim né? (chegando o mapa a um palmo dos cornos)

– sim, só pra perto. imagina a quantidade de turistas que queria ir pro maracanã e você mandou pra barra da tijuca, hein?

o busão quase explodiu! hahaha…

o casal já sabia como ir para a lapa… e o ex-ceguinho, descendo do troninho, falou alto:

– vou aí te devolver os óculos…

eu:

– não, não, fica com ele… é presente de papai noel

– e você?

– tranquilo, arrumo outro. esse é seu. a copa vem aí e você não pode mandar a turistada pra barra

o busão quicou! hahaha…

– puxa, muito obrigado, obrigado do coração

o magic bus seguiu a trip…

até chegar o meu ponto para descer.

e lá veio Ele:

– mais uma vez muito obrigado. pode ficar tranquilo que vou cuidar dele muito bem

dei um sorriso e tratei de abaixar os zôio… o blublu já estava descendo together imaginando o que passaria pelos olhos

dele nessa noite de segunda feira, 30 de setembro… imagina?!

que viagem!

( :

no planalto…

(foto: cleber mendes / lance!press)

torcidas organizadas são farinha do mesmo saco… bem estragado!

claro, ainda há algumas que buscam outras formas de se relacionarem com o futebol… mas poucas.

as grandes viraram negócio & política com milhares de “torcedores” sob as asas.

repito: todas são iguais nas doses de banditismo, violência & covardia.

as imagens de domingo passado no mané garrincha, mais uma vez, vomitaram nos nossos cornos

a desgraceira do país… e bem pertinho do poder!

repito: os exemplos poderiam ser do lado do vasco.

o tatuado, ali de cima, é vereador eleito por uma cidade de são paulo!

e um dos corintianos que, recentemente, azedaram na prisão boliviana, também, foi fotografado no meio da porradaria…

entre gaviões e FJV… rixa antiga!

pois bem, projete a nhaca para todas as outras áreas do brasilzinho.

a situação é a mesma em qualquer gaveta… envolve a mesmíssima nossa “alma”.

helps & inoxidáveis…

Subject: E agora José?
“Salve MV,

Amanhã começa o fim do julgamento do Mensalão.
A chapa está quentíssima.
Imagina a pressão dos semi-condenados, tem até dona de banco na cena do crime …
Será que nunca antes na história desse país veremos gente fina, rica, chique e sem vergonha ir para o famoso, conhecido e fedorento xilindró?
E a rapazola dos partidos poli ticos e tecos?
Há jurisconsultos, diplomatas, bacharéis, pessoas helps e inoxidáveis, apostando na cana imediata.
Porroutro lado, há quem sustente que haverá a chamada “virada de mesa”, se é que me entende.
Assim sendo, envio-lhe uma foto que, apesar de velha (1968), parece-me atualíssima.
Pena que não consegui identificar o fotógrafo.
Mas o rapaz do sorriso maroto é bem conhecido: ele mesmo, o JD.

Sente a vibe da fotoca…
E pensar que ele hoje poderia estar sentado não nos bancos dos réus, mas na poltrona da laranja Dilma.
A primeira presidente que chegou ao poder por W.O., só no Brasa …
Amanhã, a partir das 14h, a transmissão ao vivo do julgamento pode ser conferida pela internet.
É só apertar o play, no link “Assista ao Vivo”, à direita da tela:
Façam suas apostas, que eu já fiz a minha: um brother me pagará uma cerva belga se houver ao menos uma pessoa presa, ainda este ano.
Estou pessimista.
Cheers,”
LB
froNt_ES

nação zumbi…

A maldição dos zumbis cariocas

“O Rio sempre foi um cemitério de governantes. O Cabral era, até hoje, uma exceção.” O deputado Eduardo Cunha, que ajudou a enterrar alguns, está dizendo a verdade. Brizola, Moreira Franco, Garotinho, Benedita e Rosinha terminaram suas administrações desastrosas como zumbis governamentais, e agora, depois da glória fugaz, a derrocada de Cabral confirma a maldição.

Antes da fusão à força com o Estado do Rio, feita pela ditadura em 1976, o Rio de Janeiro era uma cidade-estado pródiga em quadros políticos qualificados e respeitáveis, das mais variadas tendências. A integração dos vícios da politica cosmopolita carioca com o atraso e o populismo das velhas oligarquias do interior nivelou tudo por baixo e nos deu os políticos que temos hoje.

A velha piada em que um anjo pergunta a Deus por que poupou o Brasil de furacões, tsunamis, terremotos e vulcões, e Ele responde “espere para ver os políticos que vou botar lá”, serve à perfeição para o Rio de Janeiro. A justiça e o humor divinos nos deram a beleza das nossas praias e montanhas, um clima caloroso e um povo irreverente, criativo e trabalhador, e uma escória política à altura, ou baixeza, dos estados mais atrasados.

Os cariocas, que já tiveram que fazer uma escolha pior que a de Sofia entre Rosinha e Benedita no segundo turno de 2002, estão ameaçados de ter que decidir entre o petista “Lindinho” Farias ou Garotinho. A melhor, ou menos pior, opção seria o vice-governador Luís Fernando Pezão, um administrador honesto, trabalhador e experiente, que seria o “lado bom” do governo, e a antítese do estilo de Cabral. Mas vai levar para a campanha, junto com os créditos de suas realizações, a impopularidade do seu maior cabo eleitoral.

A candidatura de um outsider como Marcelo Freixo, do PSOL, seria muito bem-vinda, mas dificilmente ele conseguiria, em um ano, se tornar conhecido em todo o Estado e um candidato competitivo. E, mesmo se fosse milagrosamente eleito, como conseguiria governar contra os tenebrosos partidos políticos cariocas e uma das Assembleias mais nefastas do país ?

Seria mais um zumbi no Palácio Guanabara.

Nelson Motta é jornalista

(o globo, hoje, sexta feira)

História (um exemplo “anti-bundamolismo” para 2013)…

Time vai jogar, nesta quinta, em São Januário de camisas negras, em referência a seu primeiro título, em 1923

Movido a desafios

Mais importante do que o título de 1923 foi a postura da diretoria do Vasco diante da perseguição que o clube passaria a sofrer por ter em seu elenco jogadores negros e pobres, em uma época em que o futebol era um privilégio das elites.

Obrigado a afastar 12 atletas, sob a alegação de que tinham condição social inferior para se manter na Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (Amea), o clube ficou do lado daqueles que defendiam a sua camisa e decidiu pela sua desfiliação.

Em resposta à Amea, carta do então presidente do Vasco, José Augusto Prestes, tornou-se um marco e uma declaração de princípios que, até hoje, orientam o clube.

O texto, datado do dia 7 de abril de 1924, ainda ecoa como um grito de independência do Vasco: “São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de sua carreira, e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias. Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V.Exa. que desistimos de fazer parte da Amea”.

O rompimento obrigou o Vasco a enfrentar novos desafios até reatar os laços. Já de volta, em 1926, o clube ainda sofreu preconceito, dessa vez, por não ter estádio próprio.

Em vez de se sentir diminuído com a provocação, o Vasco tirou forças para construir São Januário em um mutirão que envolveu trabalhadores, comerciantes e toda a comunidade que decidiu abraçar o clube. Aquele que já foi o maior estádio das Américas ainda abriga um sentimento que não tem tamanho. A festa em torno dos camisas pretas não pode parar.

marcos penido (globo.com)

o plano…

sentiu a nhaca?

captou o plano idealizado pelo “consórcio”/péter (presidente do fluminense)?

este mapinha é o aviso: “vai dar merda”!

se a PM – que está mais queimada que palito de fósforo – conseguir acalmar as coisas na entrada…

na saída, ela não estará presente!

vou repetir o que escrevi aqui:

os lados determinados aos acessos da torcida tricolor são os pontos onde, naturalmente, a torcida do vasco transita.

e, do outro lado, a situação é a mesma… ao inverso!

ou seja, quem montou essa vergonha nunca foi ao maracanã…

e quero ver assumir a criação!

eu disse, ASSUMIR… e não, AH SUMI!