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zep X chumbo

 

(foto: gustavo basso)

A PM começou a batalha na Maria Antonia

Folha de São Paulo
Quem acompanhou a manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus ao longo dos dois quilômetros que vão do Theatro Municipal à esquina da rua da Consolação com a Maria Antônia pode assegurar: os distúrbios começaram às 19h10, pela ação da polícia, mais precisamente por um grupo de uns 20 homens da Tropa de Choque, com suas fardas cinzentas que, a olho nu, chegaram com esse propósito.

Pelo seguinte: Desde as 17h, quando começou a manifestação na escadaria do teatro, podia-se pensar que a cena ocorria em Londres. Só uma hora depois, quando a multidão engordou, os manifestantes fecharam o cruzamento da rua Xavier de Toledo.

Nesse cenário havia uns dez policiais. Nem eles hostilizaram a manifestação, nem foram por ela hostilizados.

Cerca das 18h30 a passeata foi em direção à praça da República. Havia uns poucos grupos de PMs guarnecendo agencias bancárias, mais nada. Em nenhum momento foram bloqueados.

Numa das transversais, uns 20 PMs postaram-se na Consolação, tentando fechá-la, mas deixando uma passagem lateral. Ficaram ali menos de dois minutos e retiraram-se. Esse grupo de policiais subiu a avenida até a Maria Antonia, caminhando no mesmo sentido da passeata. Parecia Londres.

Voltaram a fechá-la e, de novo, deixaram uma passagem. Tudo o que alguns manifestantes faziam era gritar: “Você é soldado, você também é explorado” ou “Sem violência.” Alguns deles colavam cartazes brancos com o rosto do prefeito de São Paulo, “Maldad”.

Num átimo, às 19h10, surgiu do nada um grupo de uns 20 PMs da Tropa de Choque, cinzentos, com viseiras e escudos. Formaram um bloco no meio da pista. Ninguém parlamentou. Nenhum megafone mandando a passeata parar. Nenhuma advertência. Nenhum bloqueio, sem disparos, coisa possível em diversos trechos do percurso.

Em menos de um minuto esse núcleo começou a atirar rojões e bombas de gás lacrimogêneo. Chegara-se a Istambul.

Atiravam não só na direção da avenida, como também na transversal. Eram granadas Condor. Uma delas ficou na rua que em 1968 presenciou a pancadaria conhecida como “Batalha da Maria Antonia”. Alguns sobreviventes da primeira batalha, sexagenários, não cheiram mais gás (suave em relação ao da época), mas o bouquet de vinhos.

Seguramente a PM queria impedir que a passeata chegasse à avenida Paulista. Conseguiu, mas conseguiu que a manifestação se dividisse em duas. Uma, grande, recuou. Outra, menor, conseguiu subir a Consolação.

Eram pessoas perfeitamente identificáveis. A maioria mascarada. Buscaram pedras e também conseguiram o que queriam: uma batalha campal.

Foi um cena típica de um conflito de canibais com os antropófagos.

Elio GaspariElio Gaspari, nascido na Itália, veio ainda criança para o Brasil, onde fez sua carreira jornalística. Recebeu o prêmio de melhor ensaio da ABL em 2003 por “As Ilusões Armadas”. Escreve às quartas-feiras e domingos na versão impressa de “Poder”.

esqueceram de nós…

Subject: D+
“Fala Mauricio!
Showcante o programa de terça, Amália..ahahah que surpresa boa!!
Sempre coisas novas (para mim) e antigas maravilhosas!
Parabéns pela seleção de sempre!
Por fim, concordo com toda tua exposição no Tico sobre o falecido Maraca!! Pior que chamam agora de arena! Arena pra mim, pra Europa e pro mundo, comporta, estádio, estacionamento, restaurantes, bares, por vezes cinema e shopping, a daqui esqueceram disso tudo!!
Vida que segue, ainda temos a colina como nostalgia!
Braço,”
Vasco.

new order (2)!

como será a nova versão para este clássico carioca?

Domingo, eu vou ao Maracanã

NEGUINHO DA BEIJA FLOR

Domingo, eu vou ao maracanã
Vou torcer pro time que sou fã,
Vou levar foguetes e bandeira
Não vai ser de brincadeira,
Ele vai ser campeão

Não quero cadeira numerada,
Vou ficar na arquibancada
Prá sentir mais emoção

Porque meu time bota pra ferver,
E o nome dele são vocês que vão dizer
Porque meu time bota pra ferver,
E o nome dele são vocês que vão dizer

(ô, ô, ô )

new order!

já falei, já escrevi… já lembrei, já chorei…

pelos anos da minha vidinha que foram depositados nos concretos do maracanã!

dizem os “entendidos” que o maraca está de volta!

não, não está não… não mermo!

nem a pau, juvenal!

hoje, 2junho2013, está decretado – oficialmente – o falecimento do maraca!!!

que venha uma arena (como eles preferem), que venha uma geringonça sem alma, sem coração…

gélida, bizarramente globalizada (plim plim), entregue às jogadas dos sagaze$!

mas, pelamordedeus, deixem o maraca em paz!

tenham respeito, porra!!!

R.I.P