duas leNdas, bebel & paiva + o braço do tricolor toni platoni, a terceira catedral…

rio de janeiro / novembro1993
duas leNdas, bebel & paiva + o braço do tricolor toni platoni, a terceira catedral…

rio de janeiro / novembro1993
passei, ainda agora (são 12:45), pela pastelaria e encontrei julinha, completamente, chamberlain / desorientada / desconectada do solo terrestre… tudinho por conta da abertura da olimpíada.
a felicidade dela era refletida em todos os outros presentes no estabelecimento. sabe quando as pessoas se sentem representadas por algo ultra distante onde elas não têm nenhuma conexão ou interferência? acho que foi por aí que a abertura de ontem circulou.
não vi a primeira parte do espetáculo… peguei na entrada das delegações mas julinha não parava de brandir o bagulhete tecnológico dela com as imagens de TUDO… hahaha!
poucas foram as vezes onde algo tão grandioso tenha sido apresentado, em nossas fronteiras, na medida exata. com ótimo gosto. mega criativo (quase transgressor) e simples. com o timing beirando a perfeição… e, acima de tudo, exibindo ao planetinha como a gente deve se portar diante dos novos velhos tempos… prestando atenção ao básico do básico de nossas relações… no óbvio.
julinha urrava: “meu deus, que felicidade não ter aparecido um presidente, um prefeito, um governador, um desgraçado desses para estragar tudo. falando um monte de merda”… hahaha, quanta sabedoria da menina!
enfim, acho que o brasileiro acordou com uma emoção inédita que passa pela (nossa) capacidade de fazer muito bem um treco tão complicado.
aliás, “complicação” é uma palavrinha xexelenta que nos acompanha há séculos mas que se borra toda diante dos gigantes paulinho, vanderlei e o lindão zé da toca, aqui…

rio de janeiro / dezembro1976
minha paixão pelo rio de janeiro é avassaladora. chega a queimar, a revirar as entranhas. jamais consegui ficar fora dela por muito tempo. tipo gente que vai embora à vera. que fica dez anos sem bater uma pelada no aterro. sem embolar num caixote na barra. sem ouvir a gritaria da lapa. sem degustar carne de sol no pavilhão, sem respirar nosso ar… e, porra, sem bebericar nos “pubs” de são jujuba… não, não dá mermo. nunca deu.
mas, na boa, encarar a falta de vontade política da politicalha em resolver o mínimo de nossos problemas dá vontade de torcer pra toda essa gregalhada ser varrida por um tufão até então inédito na cidade maravilhosa. dá vontade… mas não consigo. tem um bagulho láááá no fundo que é muito maior que tudo isso e que me transforma num curumim recebendo, na praia, os portugas secos pra me traçar assado aos goles de vinho verde. foda!
um centésimo do e$forço vomitado nos jogos bastaria para, por exemplo, dar fim à vergonha que é a saúde pública em nosso quintal. cacilds, neguinho morre aos baldes em fila de hOSPITAL, porra… e ninguém faz nada. ok, esse é um papo pra lá de bagdá mas é assim que, infelizmente, a banda toca e não dá pra colocar essa nossa realidade na mesma balança da olimpíada. não dá.
não creio na preocupação da politicalha em melhorar nossa mobilidade. como não acredito que eles tenham em seus corações o espírito olímpico, nem tão pouco a preocupação com a formação do atletas brazukinhas… tadinhos deles, os atletinhas.
ah tá, vai aparecer gente dizendo que é bom pra cidade, é bom para o brasil… pra mim é uma afronta. um deboche… 100% escárnio.
é pura ficção científica uma cidade sediar a olimpíada sem ter transporte-saúde-segurança-moradia… além de estar envolvida, há quinhentos anos, com os mais brutais índices de corrupção (em todos os níveis).
enfim, a xeretinha entrou numas de bater perna no último domingo antes dos jogos tomarem a cidade de assalto e cruzou, mais que apropriadamente, com os beach combers na praia…


e, finalmente, ali mesmo, entendi o que é o tal do surf-rock…

mais adiante, começou a pintar um som muito bacana de bottleneck num blues em modo ry cooder… até esbarrar no mariano, cidadão de buenos aires, que iluminou o início da noite…



que venham os gregos!

Assunto: So long Marianne“Fala Mauval! Aqui é o 4Kg, tudo certo? Tô sumido mas tô na moita como sempre. Me deparei com essa triste notícia abaixo:
http://www.everythingzoomer.com/leonard-cohen-muse-marianne-ihlen-long-marianne-passes-away/
Abraços”
Bernardo 4Kg

jimmy cliff trouxe ao brasa, em 1984, uma rapaziada de tirar pica pau do oco. com destaque para o guitarrista earl “china” smith e o MEGA estrogonófico tecladista tyrone downie que já havia tocado com ian dury, bob marley, tom tom club, black uhuru, grace jones & muitos outros. há anos tyrone mora na frança e, atualmente, faz parte da banda de youssou n’dour. dizem que o jamaican guy no clássico “my jamaican guy”, de grace jones, é o próprio…
– She has admitted her song ‘My Jamaican Guy’ was actually about Tyrone Downie, a member of The Wailers she fancied at the time. Her response when asked about the song:
“Tyrone was with somebody else. He was a beautiful guy, he doesn’t even know I wrote it about him.”
pra começar, a lindeza com uma tchurma casca grossa. inclusive, tyrone em um dos teclados…

tyrone downie / maracanãzinho (rio) / janeiro1984






jimmy cliff / maracanãzinho (rio) / janeiro1984
lembra, no #190, quando shogun disse pra marcar um café com leite com o monumental zeka araújo?
como não há tempo a perder, assuntei o encontro para hoje e, claro, xeretinha registrou o briNde…

leNdas… cheers!
( :
xeretinha pirou no mercado durante a passagem dos hermanitos por belém, em 28abril2012…

monumento da fotografia brasileira, gênio da raça, fio deseNcapadaço d’aTRIPA, queridíssimo amigo, listradinho do meu coração…

zeka araújo / rio de janeiro / junho1980
você até encontra por aí um opalão como esse. uma kombi desse shape pode ser mais complicado. o fusca, de onde a xerê registrou o momento, virou peça de colecionador. consequentemente, corremos o risco de esbarrar nele.
como não lembro onde foi feita essa imagem, suponho que o número 87 (e suas lojas a-b-c-d) não mais exista como tal… assim como o caixote da brahma no pé sujo. já o festival da banana na mercearia e o elemento pançudo aguardando alguma coisa acontecer… são peças que ainda respiram. felizmente!
esse negativo apareceu desgarradão, sem identificação, e solicitei a análise de um chapa MEGA conhecedor de carangos para checar as viaturas exibidas.
de estalo, as três foram rastreadas em 1972… podendo ser 73. reforçando o fato delas estarem juntas, fato que impede da cena ter acontecido depois. portanto, pela primeira vez no negativos & positivos, o poleiro exibe uma fotografia sem certidão de nascimento.
ótimo pra subir a cabeleira…

rio de janeiro / 72-73