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nosso…

na boa, há momentos em que acredito na nacionalidade do caboclo aqui de cima!

se todos os fatos que temos testemunhado tivessem acontecido…

por exemplo, na turquia, índia, méxico ou rússia…

certamente, teríamos contabilizado milhares de mortes! alguma dúvida!?

enquanto isso, porraqui, tudo “tranquilão”… sem NENHUMA vítima fatal!

psiu, o MEGA lamentável caso de ribeirão preto teria rolado do mesmo jeito se aquele sequelado tivesse cruzado

com uma torcida de futebol, procissão ou despedida de solteiro!

enfim… o de braços abertos é brazuka (nessas horas)!

por falar nele, a tchurma do vaticano, também, deve estar com o galho dentraço!

afinal, chico está para chegar ao caldeirão! afe!

ainda na mesma pauta…

acho muuuuuito improvável… mas já pensou se a cafetina FIFA cancelar a copa das confedereções?!

jesus!

diz aí marcelo “caipirinha”…

“Salve Simpatia!

Acabo de ver a playlist do último roNca. Wow!
E já comecei a ouvir, o bloco tá na rua.
Daqui de Leeds, tá difícil ver de onde veio essa onda, quem vai surfar nela, se vai derrubar alguma barraca quando chegar na praia.
Sem querer jogar farofa no ventilador, mas já jogando: tá bom, é normal a classe méídia botar a pipa no alto, mas… é coincidência isso aparecer logo depois das mexidas nas regras das empregadas domésticas? A bronca da rua é a dos (ex-)patrões/patroas, ou vai mais além?
Voltando ao programa…vai acabar bem, com PJ mandando um “i stumble in and in you fit me with those angel wings…send me gold set me high set it up i’m in the sky…victory
c’mon boys let’s push it hard…victory til the storm is gone and the temperature’s high and delight is dining at my table”.
Pra próxima edição, posso pedir um Fundo de Quintal? “Fazem de tudo pra silenciar a batucada dos nossos tantãs… mo seu ecoar, o samba se refez, seu canto se faz reluzir, podemos sorrir outra vez”.

Abração,”
Marcelo///

camisa…

Subject: Re: 67, 68, 69
“E aí Mauval, quais as novas na capital da Guanabara!!!

ontem no ronquinha percebi que temos algumas coisas em comum,
eu também sempre choro quando escuto Perfeição do L.U., é uma
pedrada ou como diria um velho amigo, uma tijolada nos peitos…hehehheee
outra que já percebi é o costume de guardar coisas no baú, desde
bilhetinhos do tempo de escola até tíquete de shows….to errado??

Acho que por influência tua, nos últimos tempos ando revendo meu baú e acabei
encontrado uma foto de 1984, no camarim de um show do Camisa
aqui no sul, aí pensei vou ter que compartilhar com o Mauval…quem mais!!!
…o cara de jaqueta e cabelo crespo, no fundo, sou eu…”CABELERA ALTÍSSIMA”


CHEERS, MAN!!!” Gil

a chapa…

Subject: o 17 de junho
“Mauricio,

onde o senhor esteve na noite de 17 de junho?
Que esta data seja o início de uma nova postura das pessoas frente as decisões tomadas pelos poderes. Li agora o relato do Otaner sobre o ocorrido no domingo na Quinta da Boa Vista e o relato Zé da Maré sobre ontem. Minha vez!
Cheguei na concentração por volta das 16h30. Já tinha um bocado de gente! Avistei alguns conhecidos, muitos colegas de turma, de Rural e até professores. Pelas 17h30 saímos da Candelária. Foram 3 horas da catarse coletiva mais espetacular que participei. Muita gente , em ordem, com tranquilidade para brandar palavras de ordem, coros, com bom humor, com gana, com muita vontade de ajudar a pôr este país em caminhos melhores. Decidi com meus amigos, ao chegar na Cinelândia, irmos para a praça XV, vermos o que estava pegando na Alerj. Nisso dei de cara com Tulio, mais um revolucionário roNqueiro. ahaha Chegamos até o TJ e ficamos só de olho. Quando cada um resolveu tomar o próprio rumo, arrisquei chegar próximo ao palácio Tiradentes pelos fundos. Numa porta lateral manifestantes conversavam com três policiais que estavam do lado de dentro. Queriam entrar no prédio. Na entrada principal, o coquetel molotov lambia tudo. Vi de perto lançarem três. Fizeram bom estrago na fachada do palácio e no paço imperial. Depois fiquei sabendo que arrebentaram uma agência do itau na rua da assembleia (eu acho).
Sobre o que importa. Todas essas manifestações tem motivações e sentidos muito maiores que causas pontuais. Não é nem “pelos míseros vinténs” de aumento da passagem, nem “por causa da copa”. Penso que boa parcela da população, muito maior do que a que foi às ruas no país inteiro ontem, cansou de ver os desmandos dos governantes entregando direitos e bens públicos à iniciativa privada de forma tacanha como piratas repartindo o tesouro depois da pilhagem. Não podemos mais tolerar o sucateamento de HOSPITAIS, TRANSPORTE, ESCOLAS e outros direitos PÚBLICOS para o inchaço dos serviços particulares cujos donos e acionistas não tem compromisso algum a não ser com o próprio lucro. Lucro cada vez mais rápido e fácil. Como estudante em Comunicação, também adiciono à agenda a luta pela democratização das comunicações. O país precisa urgentemente de novas maneiras de organizar as concessões, disciplinar propriedades cruzadas, viabilizar maior pluralismo de vozes e opiniões na Tv, no rádio e na mídia impressa.
A gota d’água para estes protestos eu imagino que foi os gastos BILIONÁRIOS de dinheiro público em estádios que serão entregues por trocados para o lucro desmedido da iniciativa privada. O país vai pagar essa conta ao longo das próximas décadas. É bom que os vislumbrados do consumo aproveitem a onda, porque a conta vai chegar e quando chegar vão fazer o que? Vir para as ruas também? Pode ser igual a Grécia, tarde demais.
Cabe também um comentário sobre a corriqueira violência policial. Repercutida internacionalmente e nos meios hegemônicos brasileiros após terem executado tudo o que sabem fazer de melhor (distribuir bordoadas) em jornalistas e filhos da classe média. Não esqueçamos que a PM em todo o Brasil reprime os pobres nas grandes cidades há décadas sem metade do alarde das últimas semanas. Pelo contrário, esse comportamento encontra apoio em diversas parcelas da sociedade e da imprensa, vide Datena e similares. A história das PMs (a mais emblemática neste sentido é a do Rio) sempre esteve ligada a manutenção da “segurança” dos ricos baseada na perseguição aos pobres que representam uma ameaça.
Sobre os ataques ao prédio da Alerj, o palácio Tiradentes, não concordo, não apoio, mas entendo (sem querer justificar). É ali onde ocorrem as negociatas, as formações de quadrilha. É onde se entrega os direitos do cidadão fluminense por um punhado de moedas de ouro para meia dúzia de desqualificados que infelizmente representam uma população enorme. Repare que muitos dos lugares procurados pelos manifestantes nas principais capitais eram prédios onde funcionam o poder legislativo. Acabou a paciência com vereadores, deputados estaduais e federais e senadores. Governadores, prefeitos e presidente, nem se fala. Malditos sejam eles e seus partidos corruptos.
Fico por aqui e tenho certeza de que outros ouvintes do roNca também tem muito a dizer.
abraços e SV,”
Igor

“roto-rooter”

por muitos & muitos anos reforço o fato de estarmos conectados a tudo… tudo mesmo!

no caso do programa de rádio, não há como separá-lo do mundinho em nossa volta.

todas as pontas interferem na música a ser tocada… na batatada a ser comentada… na visita desejada!

quantas vezes lamentei o “bundamolismo” reinante?

quantas vezes chorei lágrimas de sangue pelo emburrecimento das novas gerações?

quantas vezes ridicularizei o uso da internet?

quantas vezes demonstrei minha impotência para mudar alguma coisa?

quantas vezes temi pelo cansaço?

PQParille… o início do “desentupimento” da pia me faz sentir renovado… cheio de gazes!

conseguimos arrombar o ralo para escoar a imundice amontoada ao longo dos últimos anos…

e que ele fique assim! muita atividade!

por conta dessa novíssima página em nossa História, o roNca singrou leve, livre & solto! feliz! muito feliz!

( :

segura, “janelinha & bula”…

sergio sampaio – “eu quero é botar meu bloco na rua”

primal scream – “come together” (wetherall mix)

darondo – “don’t understand it”

darondo – “didn’t i”

robson jorge & lincoln olivetti – “fá sustenido”

jah shaka – “the mark dub”

judee sill – “the kiss”

gil scott heron – “the revoution will not be televised”

john coltrane – “bahia”

do amor – “esse fumo é bom”

rádio jornal do brasil / 1968

the rolling stones – “street fighting man”

rádio jornal do brasil / 1968

legião urbana – “perfeição”

family – “buffet tea” (12″ / peel session)

arctic monkeys – “fake tales of san francisco”

arctic monkeys – “i bet you look good on the dancefloor”

cólera – “pânico em SP”

buzzcocks – “boredom”

magazine – “the light pours out of me”

lupicinio rodrigues – “sombras”

pescado rabioso – “iniciado del alba”

hot tuna – “hesitation blues” (ao vivo)

paul mccartney – “jet”

p.j harvey – “wang dang doodle” (peel session)

p.j harvey – “victory” (peel session)

batismo & missa de falecimento…

sim… lá estive eu, ontem!

adorei conhecer a nova arena da cidade de são sebastião!

saca só…

assim que tracei o habitual cafezim pela manhã, o celula tocou e avistei na tela “don jose”!

caraca, qual seria a razão para um de nossos mais cascudos traficantes de discos ligar no domingão?!

sediado em tijuana (méxico), a peça está com um carregamento pronto para despachar…

mas, peraí (enquanto o telefone tocava)… porra, o méxico joga, hoje, no rio!

atendi:

– como estás joselito?

ele:

– mauricion, cá estoy a rio pra ver lo seleccionado mexicano

– well, well, well… que bien

– mauricion, tengo un ingressito a sobraire. quieres ires avec moi?

– of course, joselito

e assim, combinamos o encontro na praça da bandeira… já que don jose é frequentador frenético da rua ceará!

a xeretinha foi junto… e, de cara, registrou joselito & seus bluecaps…

o entorno da arena está tão modificado (árvores, ruas interditadas, mudanças na arquitetura, sinalização, propaganda…)

que fiquei desorientadaço… tanto, que perdi a referência da estátua do bellini!!! fueda!

como todos já disseram, mantenha na memória suas lembranças do maracanã (maraca se preferir)…

e, caso interesse, inicie relação com a nova arena erguida no mesmo espaço!

o X da questão (são muitos Xs) será quando a cafetina FIFA picar a mula e o “maracanã” ficar por conta da velha mulambada que tão bem conhecemos.

nesses campeonatos administrados por ela, não falta $$$$ investido.

claro, tudo funciona: gente pra meirelles para informar, MEGA segurança, limpeza, monitores ligados…

viu, ali no fundo, azulão?

primeiro mundo total! D+!

será que eles lá estarão depois que o acampamento FIFA acabar…

ou, resistirão a um vasco X flamengo?

por enquanto, é tudo beijo na boca e cafuné no cangote!

não sei quanto custou meu ingresso… como disse, fui a convite de joselito, o trafica.

mas sei que, em brasília, o mais barato ficou por trezentos merréis!!!

com esses valores, a “torcida” cumpre função meramente cenográfica… quase congelada!

comportadinha, “10, nota 10”!

este é outro ponto positivo da arena: voltaram os espaços abertos no topo da “arquibancada”.

lembra que eles haviam sido fechados, transformando o maracanã num forninho?

desde 1950, esses “buracos” ventilavam – e muito – o estádio.

e melhor ainda: foi mantida a área onde neguinho pode ficar em pé, como está na fotoca!

agora, se optar por ficar ali (mesmo no verão), é como minha mamãe sempre disse:

– meu amor, não se esqueça do casaco!

( :

quando tudo voltar ao normal, temo pelos novos assentos (confortáveis e retráteis, ao contrário do plástico rígido de antes)!

os banheiros são monumentais! imperiais! inoxidáveis (mesmo)… HELPS!

lembra que os bares eram “embutidos” sob a arquibancada, sem atrapalhar a movimentação da rapeize?

pois é, eles foram trazidos pro mesmo alinhamento do fluxo de pessoas.

conclusão, as filas (gigantes) atravessam o anel de circulação, manjou?

sinistro… vai dar merda!

enfim, gostei muito de conhecer a arena!

afinal, em qualquer cidade que eu chegue, a primeira coisa que faço é procurar pelas lojas de discos e pelos campos de futebol… é doença à vera!!! hahaha!

por mais que esse jeito globalizado/limpinho/geladinho não me seduza, ele teve que ser injetado na minha veia…

coincidentemente, no dia da missa em que celebrei, definitivamente, o passamento do “maior do mundo”!

que o planetinha gire, a lusitana rodopie… e que sejamos felizes!

cheers

( :

bem-vindo ao aeroporto rory gallagher!!!

Rename Cork International Airport to Cork Rory Gallagher Airport

  • Send To:
    Dublin Airport Authority/Cork City Council
Ireland has traditionally lauded her favourite sons and daughters, especially those involved in the performing arts.

Rory Gallagher (1947 1995) was Irelands first true international rock and roll star and was revered not only for his supreme musicianship and talent as an entertainer but also for his integrity as an artist and overwhelming humility as a person. He could bring together people from across religious and political divides in joyous celebration of peace through music and that music is as vibrant and exciting today as it ever was. His career spanned 30 years from the showbands; through Taste, one of the biggest bands in the world in the late 60s and then a successful solo career until his untimely death in 1995. He is still greatly mourned by his millions of fans worldwide.

A national memorial to Rory in Ireland is long overdue. Rory lived for many years in Cork. He bought his trademark Fender Stratocaster guitar in the town in 1963 and played it almost every day until he died. He was known and loved by the local population and its a love that is still very evident today. He is still regularly honoured as a favourite son with tributes in the city but there is now a case for a more permanent monument. We feel that there would be no better way to keep his name and spirit alive across the world than by petitioning the relevant authorities to rename the existing Cork International Airport to Cork Rory Gallagher Airport. The airport continues to undergo a huge programme of redevelopment and expansion so a popular name change at this time could only enhance the success of the new facilities.

Airports bring people together. Rorys talent and humility still does.

zep X chumbo

 

(foto: gustavo basso)

A PM começou a batalha na Maria Antonia

Folha de São Paulo
Quem acompanhou a manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus ao longo dos dois quilômetros que vão do Theatro Municipal à esquina da rua da Consolação com a Maria Antônia pode assegurar: os distúrbios começaram às 19h10, pela ação da polícia, mais precisamente por um grupo de uns 20 homens da Tropa de Choque, com suas fardas cinzentas que, a olho nu, chegaram com esse propósito.

Pelo seguinte: Desde as 17h, quando começou a manifestação na escadaria do teatro, podia-se pensar que a cena ocorria em Londres. Só uma hora depois, quando a multidão engordou, os manifestantes fecharam o cruzamento da rua Xavier de Toledo.

Nesse cenário havia uns dez policiais. Nem eles hostilizaram a manifestação, nem foram por ela hostilizados.

Cerca das 18h30 a passeata foi em direção à praça da República. Havia uns poucos grupos de PMs guarnecendo agencias bancárias, mais nada. Em nenhum momento foram bloqueados.

Numa das transversais, uns 20 PMs postaram-se na Consolação, tentando fechá-la, mas deixando uma passagem lateral. Ficaram ali menos de dois minutos e retiraram-se. Esse grupo de policiais subiu a avenida até a Maria Antonia, caminhando no mesmo sentido da passeata. Parecia Londres.

Voltaram a fechá-la e, de novo, deixaram uma passagem. Tudo o que alguns manifestantes faziam era gritar: “Você é soldado, você também é explorado” ou “Sem violência.” Alguns deles colavam cartazes brancos com o rosto do prefeito de São Paulo, “Maldad”.

Num átimo, às 19h10, surgiu do nada um grupo de uns 20 PMs da Tropa de Choque, cinzentos, com viseiras e escudos. Formaram um bloco no meio da pista. Ninguém parlamentou. Nenhum megafone mandando a passeata parar. Nenhuma advertência. Nenhum bloqueio, sem disparos, coisa possível em diversos trechos do percurso.

Em menos de um minuto esse núcleo começou a atirar rojões e bombas de gás lacrimogêneo. Chegara-se a Istambul.

Atiravam não só na direção da avenida, como também na transversal. Eram granadas Condor. Uma delas ficou na rua que em 1968 presenciou a pancadaria conhecida como “Batalha da Maria Antonia”. Alguns sobreviventes da primeira batalha, sexagenários, não cheiram mais gás (suave em relação ao da época), mas o bouquet de vinhos.

Seguramente a PM queria impedir que a passeata chegasse à avenida Paulista. Conseguiu, mas conseguiu que a manifestação se dividisse em duas. Uma, grande, recuou. Outra, menor, conseguiu subir a Consolação.

Eram pessoas perfeitamente identificáveis. A maioria mascarada. Buscaram pedras e também conseguiram o que queriam: uma batalha campal.

Foi um cena típica de um conflito de canibais com os antropófagos.

Elio GaspariElio Gaspari, nascido na Itália, veio ainda criança para o Brasil, onde fez sua carreira jornalística. Recebeu o prêmio de melhor ensaio da ABL em 2003 por “As Ilusões Armadas”. Escreve às quartas-feiras e domingos na versão impressa de “Poder”.

o homem rico…

tocar jonathan richman (the modern lovers), ontem, no roNca foi consequência da sodade que sinto da passagem dele

pelo circo voador em 17abril2010!

lembra?

acho que não, né?

afinal, a lona não contou com mais de cem testemunhas naquela inesquecível noite!

a falta que sinto diz respeito à atmosfera do show… + simpatia, Música, cordialidade…

enfim, a presença de jonathan richman… bem diante da xeretinha…

vai ser muito difícil esse mesmo raio cair de novo… no mesmo lugar.

mas pode ter certeza que a busca seguirá, firme!

( :

não lembro a hora que estava marcada para o show de jonathan começar.

só sei que, no tal momento exato pro “kick off”, o interior do circo voador foi documentado…

que situação!