Arquivo da categoria: fotografia

ele estará, logo mais, no #429…

tudo bem sequinho aí depois dessa experiência (hahaha)…

“Biko”, a música que Peter Gabriel lançou em 1980, homenageando o ativista anti-Apartheid Steve Biko, morto enquanto estava sob custódia policial, em 1977 – um dos alicerces do repertório dos shows do artista –ganhou nova versão, com Peter liderando um elenco multi-cultural e multinacional de 25 músicos (espalhados por diferentes países e fusos horários) que inclui o cellista Yo-Yo Ma, a cantora Angélique Kidjo, Meshell Ndegeocello (aqui apenas tocando baixo elétrico), o Taiko Project (grupo nipo-americano de percussão), as vozes do Cape Town Ensemble, indígenas da tribo paiute (dos Estados Unidos), a gaita de fole da espanhola Cristina Pato e a voz e o violão de Sebastian Robertson, filho de Robbie (co-fundador da The Band) e força-motriz por trás do vídeo.

A renda gerada pela nova versão de “Biko” reverterá para causas como o projeto Song Around the World (cujos vídeos mostram músicos tocando “juntos” uma mesma música, embora cada um esteja num lugar diferente do mundo, exatamente como é feito aqui) e as Nações Unidas, assim como as fundações Bob Marley e Rock and Roll Hall of Fame.

irving penn, miles davis, tutu e o beijo na boca…

FOTO DE CAPA, ÁLBUM TUTU DE MILES DAVIS

Foto de Capa #4: O tríptico de grandes planos de Miles Davis para a capa do álbum Tutu (1986), da autoria do fotógrafo americano Irving Penn permanece até aos dias de hoje como um conjunto de imagens das mais icónicas do lendário músico de jazz norte-americano. Sob orientação artística de Eiko Ishioka (que recebeu um Grammy em 1987 pela direcção artística do álbum) o artwork de Tutu apresenta na capa um grande plano a preto e branco do rosto de Miles acentuando as suas feições angulares e carregadas e captando uma expressão grave que em muito reflecte o seu reconhecido carisma; na contra-capa outro grande plano mas com o músico de olhos fechados e mãos a cobrir as faces do rosto; e na capa interior uma imagem igualmente icónica e sugestiva da sua mão esquerda com o dedo do meio dobrado como se estivesse a tocar num pistão do trompete. O contraste nas três imagens reforçando cada detalhe, desde os lábios e as rugas nos olhos na foto de capa até às linhas na palma da mão na capa interior, eram marcas de autor na fotografia de Penn, falecido em 2009, e que deixou atrás de si um vasto trabalho fotográfico marcado pelo uso do preto e branco e recurso a contraste acentuado em composições simples, sem grandes adereços, mas de grande impacto visual. Num artigo publicado na Vogue em Novembro de 2004, Penn desvendou alguns detalhes da sessão fotográfica, nomeadamente o facto de Miles Davis ter de início mantido uma atitude de total indiferença mas no final da sessão, que durou aproximadamente uma hora, se despedir de Penn com um beijo na boca. Penn diria ainda que tendo, apenas posteriormente, conhecido a música de Miles Davis, a mesma se lhe revelou como sendo arte visual da mais profunda que tinha conhecido.
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vale clicar AQUI pra assuntar o post sobre a expo de irving penn, em são paulo/outubro2018.
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