Arquivo da categoria: fotografia

o VAPODN#4, hoje, às 22h, com ed motta (em 1992)…

ed.88

(ed & a conexão japeri, em 1988)

enquanto o roNca roNca capricha nos finalmentes para voltar, logo logo, ao colinho d’aTRIPA, estamos colocando aqui no poleiro algumas edições especiais do programa sob as asas da série VAPODN (“vale a pena ouvir de novo”)… procede?

esse caminho de volta poderá nos levar ao início de tudo lá na flu fm com o rock alive… à panorama, em nilópolis, com o roNca tripa… ou, até mesmo, ao período em que estivemos no “nascimento” da web – em 2001 – no portal “usina do som” com o próprio roNca roNca… enfim, não faltam possibilidades para ocupar o poleiro.

mas hoje, lembraremos a estrogonófica visita de ed motta ao radiolla, na globo fm, em 19março1992… quando ele estava prestes a lançar o disco “entre e ouça”, o segundo solo.

eduardo (+ violão) antecipa o disco, interpreta earth, wind & fire + the isley brothers… imita seal, conta pilhas de causos, toca page-plant-korner & muito mais.

além disso tudo, o programa tem visitas estonteantes… e mostra, principalmente, como era fazer rádio, há 25 anos, na rua do russel 434.

aqui mesmo, às 22h

IMPERDÍVEL

o SGR#3, às 23h, hoje, na rádio globo…

baiana.tico

pelo registro de xeretinha acima dá pra perceber qual será um dos destaques de logo mais ali na rua do russel 434?

isso, o MEGA inoxidável vinil de “duas cidades” do baiana system… D+

juntinho com ele: jorge veiga, paul weller, john cooper clarke & hugh cornwell, gonzagão, manecas costa, joão saldanha, the upsetters… e por aí segue!

em AM, FM e na web… e, logo ao início do programa, uma info muito boa!

às 23h

ainda no centenário…

saldanha.rolo

Assunto: Três curtas de João

“Caro Mau Val,

entusiasmado por suas várias homenagens a João Saldanha n’oTico, decidi mandar três historinhas do novo centenário da vez.

– João chegando ao Maracanã antigo, para trabalhar. Um incauto o encontrou e perguntou ao dito cujo: “Saldanha, você por aqui?” João, pouco paciente com perguntas idiotas, mandou: “Não, vim visitar o Museu do Índio”.

– 30 de abril de 1986, amistoso de preparação para a Copa de 1986. Brasil 4×2 Iugoslávia, três gols de Zico – um dos quais é bem repetido nessas matérias históricas, até. O cabriocárico Waldir Amaral chama João para os comentários finais, após o jogo, pano rápido. João resume daquele jeito: “Meus amigos, o Brasil ganhou porque Zico se chama Zico. Se ele se chamasse Zicovic, a Iugoslávia ganhava”.

– Talvez a melhor história. João andando de carro na rua, até que tem uma batida com um caminhão, num cruzamento. O caminhoneiro, português bravo, já desceu com um porrete na mão, pronto para a briga. João olhou e só balançou a cabeça em discordância. O português: “Ora pois, que foi?” Joao: “Você é covarde. Está vendo que eu sou magrinho, que eu não tenho força… e ainda vai usar porrete para me bater? Sai na mão mesmo comigo, se é homem!” O português olhou, viu que provavelmente acabaria com João na mão mesmo, e largou o porrete na rua. Pois bem: João se desviou do primeiro soco, pegou o porrete, e deu na cabeça do português até dizer chega…

Abraços!”

Felipe

“joão sem medo” por joão máximo…

   js
(foto, arquivo o globo)(?!)

POR JOÃO MÁXIMO 02/07/2017 4:30

Certa vez, apresentando João Saldanha ao público que lotava um teatro para vê-lo, defini-o como um carioca de Alegrete que podia orgulhar-se ser o único técnico de seleção brasileira abençoado com as graças da unanimidade. Aquele homem que acabara de palestrar sobre uma de suas paixões – o futebol – fora responsável por devolver à seleção, nas eliminatórias de 1969, a credibilidade que ela perdera na Copa do Mundo de três anos antes. Como? Combinando ao seu conhecimento o charme, o carisma, a astúcia, a simpatia, o humor e o jogo de cintura do bom carioca nascido nos Pampas.

Só depois, em conversa com pessoas da plateia, descobrimos que elas admiravam João Saldanha por razões diversas: o técnico, o comentarista de rádio, o dos cinco minutos de TV, o cronista de jornal, o homem que vira “todas as Copas do Mundo”, o conversador de tiradas saborosas, o contador de histórias, o grande personagem. Eram tempos de chumbo. E muitos dos que ali estavam viam no palestrante a figura que, no futebol, simbolizava a oposição à ditadura que acabara de faturar, indevidamente, o tri brasileiro no México.

Ninguém chegou a falar do João Sem Medo, brigão, destemido, ou do ex-garotão de praia, amigo de Heleno de Freitas, Sandro Moreyra e Salim Simão, todos botafoguenses. Muito menos do candidato a vice-prefeito do Rio, do ator de cinema ou da autoridade em escolas de samba, papéis que, afinal, ele só representaria mais tarde.

O centenário de João Saldanha é mais uma oportunidade para repetir que ele foi muitas pessoas para muita gente. Não há como defini-lo sem o risco de nos perdermos pelos atalhos de sua personalidade. Nada a ver com os cinco casamentos. Nada a ver com sua eterna fidelidade ao Partido Comunista. Nada a ver com as tantas viagens com que confundiu nossas cabeças (na Normandia com Montgomery, na Grande Marcha com Mao Tsé-Tung, na Coreia como correspondente de guerra), mas tudo a ver com seu fascinante modo de ser. No futebol, único.

O Botafogo deve muito a ele o Campeonato Carioca de 1957 (naturalmente, menos do que deve a Garrincha e a Paulo Valentim). Também deve a ele, novamente em parte, o Brasil do tri. A quantidade de trapalhadas que cometeu nos primeiros meses de 1970 (sair armado atrás de Yustrich, tentar ser técnico e jornalista ao mesmo tempo e apregoar as limitações visuais de Pelé) deram armas para que os homens da ditadura, que o detestavam, o substituíssem. Isso depois de João Saldanha ser, à frente da seleção, a figura mais popular do Brasil em 1969. Nem Roberto Carlos, nem Chacrinha, nem Pelé, mas ele, João. Até os paulistas aprenderam a gostar dele, depois de o rejeitarem em manchete de jornal: “Perdemos a seleção!”.

João Saldanha nunca se referiu ao substituto com inveja, nunca criticou o seleção da qual fora banido, nunca se ressentiu do médico e do preparador físico que o boicotaram. Era das melhores facetas de seu caráter. A outra, a lealdade aos amigos. Quem conviveu com ele em redação de jornal, nos últimos 14 anos de sua vida, é testemunha disso. E de como ajudava os mais jovens, o estagiário, garotos e garotas que se aproximavam como quem se chega a uma lenda e que encontravam nele um igual. Leal e companheiro, deixou no jornalismo esportivo um vazio.

Passional, fez pela vida afora muitos inimigos. Na política, claro, e no futebol. De revólver em punho, correu atrás de Manga quando soube que o goleiro queria refutar no braço a sugestão de que tinha se vendido. Na véspera, a briga foi com o contraventor Castor de Andrade, que dizia ter comprado Manga. De outra feita, deu um tiro nas prateleiras do comerciante que vendera pilhas gastas à sua empregada. Sua noção de justiça, sua defesa do que achava certo, também era parte do caráter que dizia ter herdado do pai, bravo maragato das querelas gaúchas do começo do século passado. Ele e o irmão Aristides, também valente. Os dois só não combinavam como torcedores: João, do Grêmio, Aristides, do Inter.

As histórias são muitas, as vividas e as imaginadas. Como disse Marcos de Castro, ao escrever sobre ele, João Saldanha não mentia. Mitômano, simplesmente acreditava nas coisas que contava, às vezes para perplexidade de quem as ouvia. E, no entanto, muitas daquelas histórias eram pura verdade. O desafio ao general Médici, que queria Dario na seleção, realmente aconteceu: “O presidente escala o ministério dele e eu escalo o meu time”. Ficou assim como uma declaração de princípios: não haveria de ser com sua ajuda que os generais da vez iriam vestir a faixa do tri.

É irônico que tenha morrido na Itália, durante uma Copa do Mundo em que a seleção brasileira passou a praticar o mau futebol que ele tanto combatia. Sempre sem medo, viajara muito doente, sem ouvir conselhos médicos, para se despedir, do futebol e da vida, em pleno campo de batalha.

london’s calling…

faz uma semana que uma das maiores leNNNNdas da cidade de são sebastião picou a mula para londres… isso,  pedro “blackhill” pegou o asa dura e partiu rumo ao U.K para realizar seu (dele) maior sonho: morar na cidade onde a música está impregnada em todos os tijolos, becos e kebabs… crazy!

na sexta feira (16), cruzamos os bigodes – com parte d’aTRIPA – ao “som” de pizzas & biricoticos para criar o mood adequado e xeretinha fazer o registro de despedida com pedrão abraçado ao “preto e branco”…

blackhill.tico

“blackhill”, devidamente instalado em hackney, claro, já está com uma programação inoxidável no bolso e prontinho para enviar relatos inoxidáveis como esse… onde, de cara, conferiu…

gb3gb2gb1

“foi o primeiro show deles depois de 2 anos – abriram com Footprints e logo em seguida o Gengibre já começou a dizer que tinha colocado uma válvula no coração, marca-passo, teve pneumonia, infecção …  fisicamente está bem acabado, mas continua tocando pra cacete !  e na sessão de P&R também disse que não tem nada mais chato que dar autógrafos, quando ele sumiu atrás da cortina eu nem arrisquei.

foram só 4 músicas e uma sessão de perguntas da platéia (rolou até um “fuck off” do Ginger pra um dos que ficam contando história e perguntando muito do passado)
e não chegou a 01h15 de tempo total, foram uns 40min, acho

a banda foi a mesma de seu último álbum “Why?”
Ginger Baker – drums
Pee Wee Ellis – saxophone
Alec Dankworth – bass
Abass Dodoo – percussion

não consegui fotos dele tocando, mas registrei Why? completa em vídeo…”

enfim, o rio de janeiro não terá tão cedo a presença de blackhill a iluminar nossos caminhos… mas, em compensação, ele estará mergulhado no mais cabriocárico sonho que um fissurado por sons pode pretender… YEAH!

cheers

as flores…

como foi exibido aqui, nandão bateu perninhas por londres (semana passada)… e, ontem, cruzamos os bigodes:

nandao.vinil

cacilds, o disco que eu mais babava pra colocar minhas garrinhas: john cooper clarke & hugh cornwell (the stranglers) deitando os cabelos em pérolas como “macarthur park”, “spanish harlem”, “donna” e outras tantas… D+!

com solo de flauta de ian anderson!