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entre beijos & beijos…

2 Football Match

amanhã, às 15:45, acontecerá a finalíssima do campeonato europeu de clubes campeões, a popular UEFA champions league… em berlim.

segundo muitos, é a mais importante competição on earth. afinal, são os clubes mais poderosos, os melhores jogadores, todas as modernidades da comunicação estão conectadas à disputa… e a organização é inoxidável… D+!

periga eu conferir o jogo num desses cinemas que transmitirão a “pelada”… deve ser, no mínimo, pra lá de divertido.

mas o fato é que tenho um amigo, muito próximo, que garante que o futebol acabou no momento em que os jogadores começaram, ao final dos jogos, a trocar camisas, dar beijinhos, ficarem abraçados e, segundo ele, sairem de mãos dadas do campo.

lembrei dessas palavras vendo, há poucos dias, o instante final de palmeiras X internacional, no campo do verdão (salve, diegão). na boa, parecia um capítulo do big brother… ou uma imagem da parada gay. claro, nada contra, pelo contrário, mas aquilo é futebol… quer dizer, seria o futebol do meu chapa… não é mais. tadinho dele, perdeu.

atualmente, é mole a gente saber que após jogos importantes, atletas (?!) dos dois times saem juntinhos para… passar a noite together. em muitas dessas ocasiões, acabam esbarrando com torcedores que foram detonados há poucas horas… e o pau come geral… sinistróide!

esse “futebol macho” de antigamente nem é tão jurássico assim. não lembro quando começou todo esse carinho entre os jogadores, mas deve ter sido coisa dos anos 80. mas recordo muito bem que até “ontem”, o apitador apitava o fim do prélio, os pernas de pau tomavam o rumo dos vestiários, nem se olhavam, quem ganhou ganhou, quem perdeu botava o rabo entre as pernas e vazava… a seco.

meu chapa ligou exultante no dia de river X boca, pela libertadores:

“porra, maurição. viu só? os hermanos dos dois lados já disseram que não vai ter essa babaquice de camisinha trocada ao fim do embate. é futebol, porra”.

lembra daquele jogo argentina X brasa, copa de 1990, onde a culpa da derrota brazuka desabou sobre a amizade que vários dos envolvidos alimentavam em seus clubes italianos?

amanhã, ao final de mais uma monumental champions, o planeta verá um show de tecnologia, JUVENTUS X BARCELONA, globalização strogonófica, civilidade, super-heróis no santuário da bola… e carícias, trocas de telefones, abraços afetuosos, saudade explodindo nos olhinhos deles, lágrimas, soluços, “love is in the air”…

quer dizer, sei não, carlitos tevez & luisito suárez estarão em campo, argentina X uruguai, em lados opostos, zôio no zôio, como diria elvis: “it’s now or never…

a derradeira possibilidade de meu chapa não se jogar do vão central da ponte rio-niterói.

a conferir!

final

desentupindo a pia…

Andrew Jennings, jornalista investigativo, único jornalista banido das conferências de imprensa da FIFA. Autor dos livros “Um jogo cada vez mais sujo” e “Brasil em jogo”, das editoras Panda Books e Boitempo, respectivamente.

Patricia Faermann, do Jornal GGN, entrevista Andrew sobre a corrupção da FIFA, da CBF, da Copa do Mundo no Brasil e outros temas.

Entrevista: Patricia Faermann
Vídeo: Pedro Garbellini

29/08/2014.

roto

se gritar “pega ladrão”…

fifa

evidente que se dependesse do “apito amigo” interno, jamais, as coisas tomariam esse rumo… até porque o pau já vem torto láááááá de trás, sob a batuta do chefe supremo, o inventor da ex-poderosíssima FIFA,  o líder de toda essa rede que começa a desmoronar –

 Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange

como as crecas porraqui são, sempre, “resolvidas” através de delação ou do envolvimento de alguém foreta de nossas fronteiras… o leite azedou, brutalmente.

e a lama respingará no projeto copa2014… não tem jeito, tá tudo entrelaçado, comprometido… a teia é gigante, “mafia busine$$” e se gritar “pega ladrão”…

pra tornar a creca ainda mais fedorenta (pra bandidagem envolvida), a FIFA sobrevive, exclusivamente, do apoio irre$trito das filiais na áfrica, américas, ásia, iguaba & iguabinha. ou seja, a poderosa europa – há décadas – tenta implodir, sem sucesso, o castelo construído por havelange & seus bluecaps… baseado em submissão, clientelismo, corrupção, chantagem, putaria, subdesenvolvimento, fome, vagabundagem e outras ações tão corriqueiras em solo brazuka.

o certo é que, finalmente, o castelo está ruindo… amém!

o fantasma da vila…

operario

Assunto: operário ferroviário, centenário e campeão!!
“pô, mauvall,
estou emocionado .
muito obrigado pelas palavras, pela deferência, pelo reverbe, pelo carinho e pelo reconhecimento desta importantíssima conquista do fantasma da vila.
a história do operário ferroviário é linda. uma história de dificuldades, de altos e baixos, várias vezes beijando a lona, que culmina com esta conquista maravilhosa.
não há um filme ainda, mas há um livro, feito por um apaixonado jornalista ponta-grossense, josé cação ribeiro, chamado “futebol ponta-grossense, recortes da história”. este volume fala sobre o operário ferroviário e outros grandes clubes que existiram na cidade (que chegou a ter um campeonato municipal, disputadíssimo, entre algumas décadas do século 20).
também quero agradecer particularmente pelo seguinte: seu pronunciamento teve o sabor da vingança radiofônica, para mim. explicando: o prefeito de ponta grossa é um boçal. ele e o irmão (que é deputado federal!!!) são donos de uma rádio fm de quinta categoria, que JAMAIS apoiou o clube, e neste ano, transmitiu parte do campeonato em conjunto com a equipe de uma rádio am da city, depois que a coisa começou a pegar fogo. o cara é um canalha sem tamanhos, e SEMPRE tirou sarro do fantasma e da torcida, mas no dia do título, teve a cara de pau de ir tirar uma casquinha junto com os jogadores campeões.
um tremendo e espetacular babaca.
então, você dar o destaque ao operário ferroviário no ronquinha é uma espécie de barricada inteligente e sincera contra o mal. uma redenção em todos os sentidos.
obrigado, mesmo, maurício!
pra encerrar: eu ouvi falar, e isso não é boato, que sopraram lá na diretoria do fantasma um jogo de troca de faixas justamente com o vascão. seria fantástico se isso ocorresse.
um abração, aqui do alto da mooca.”
andré