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paul & o suce$$o…

determinado comunicador (da atualidade) tem o hábito de proclamar, no rádio e TV, que música boa é a que vende… beleza (pra ele).

dias desses, luiz antonio mello (o inventor da flu fm junto com samuca weiner) relembrou o encontro com o proprietário de uma importante rede de TV onde um amigo em comum (jornalista casca grossa) fez a apresentação:

– esse é o luiz antonio que teve muito sucesso com a fluminense fm

o capitalista rebateu em direcão ao LAM:

– ah, fez sucesso, muito bem. ganhou dinheiro?

luiz antonio, sem pestanejar, respondeu:

– não, nenhum, a idéia era…

e interrompendo a explicação do LAM, o poderoso chefão ladrou:

– companheiro, se não ganhou dinheiro não fez sucesso. tchau

e vazou tal e qual uma ratazana faminta!

enfim, diante desses dois momentos “tio patinhas”, coincidentemente, cruzei, ontem, com a performance da discografia de simon & garfunkel…

captou a gro$$eria que foi a vendagem do álbum “bridge over troubled water”?

primeiraço lugar de vendas nos states, austrália, finlândia, frança, alemanha, japão, holanda, noruega, suécia e reino unido… JISUS!!!

enfim, toda essa lorotinha para sacramentar o fato que paul simon é um dos derradeiros gênios sobre a face da terra. caramba, o caboclo – desde os anos 60 – junta com maestria absoluta a capacidade de fazer Música  ao objetivo de ser remunerado por seus admiradores… simples a$$im.

semana passada, na turnê de despedida….

a Fotografia (2)…

toda vez que alguma pauta fotográfica passa aqui pelo poleiro, pipoca neguinho querendo informações sobre o tema. tipo “como começar”, “qual equipamento” e, sobretudo, “onde aprender”… na boa, nunca me achei capaz de responder a essas indagações mas, em todas as ocasiões (desde o século retrasado) sempre recomendei aos curiosos que observassem/estudassem/se dedicassem/mergulhassem nos principais fotógrafos do planeta.

e olha que essa “dica” era no tempo em que existia filme, revelação, fotometragem, peso de câmera, laboratório… e, mesmo assim, sempre insisti dizendo que tudo isso era detalhe, coisa pequena… que para aprender a fotografar, o mais fundamental é saber ver, entender a situação, saber se relacionar com a xeretinha e com o “alvo”.

o mundo girou, o laboratório foi pro ralo junto com o filme. o fotômetro (servia para medir a luz) virou peça de museu. o peso do equipamento se transformou numa pluma e a digitalização de nossas vidinhas facilitou a prática da fotografia.

mas a “dica” segue firme… quer dizer, segue muuuuuito mais importante. segue muuuito mais definitiva para alguém conseguir bons resultados com a xeretinha… ela é a muleta que temos para fazer frente ao tsunami diário do lixo visual.

enfim, toda essa ladainha para recomendar aos interessados em fotografar o MEGA extraordinário documentário de ken burns que está no netflix: “the vietnam war”

além de toda a parte histórica-jornalística-cinematográfica, o documentário utiliza o que há de mais inoxidável da fotografia planetária… caramba, alguns dos mais geniais fotógrafos da humanidade passaram pelo conflito no vietnam em seus 25 anos de duração… mamãe, robert capa morreu lá ao pisar numa mina.

mas a cobertura fotográfica no doc não se limita às fronteiras asiáticas… todo os periféricos da américa nesse período (assassinatos, manifestações, registros fantásticos dos capetas que ocuparam a casa branca & etc) estão mitologicamente cravados no trabalho de ken burns… fueda!

todos os dez episódios são sonorizados com hendrix, janis, dylan, simon & garfunkel, beatles, otis redding, temptations, stones, CSNY, marvin gaye, joni michell, zeppelin… e a trilha original tem assinatura de trent reznor. tá bão?

enfim, sobretudo, as imagens captadas no vietnam são o mergulho mais profundo na piscina que eu poderia recomendar a quem quer começar a fotografar…

a Fotografia…

em maio do ano passado, fui convidado por eugênio sávio (no palco) para apresentar o livro “preto & branco” no “foto em pauta”, evento casca grossa criado por ele, em BH.

a situação esteve presente aqui no poleiro em várias ocasiões… LEMBRA?

eugênio (fotógrafo cabriocárico que trabalhou por anos na revista placar) juntou as xeretinhas e picou a mula para a rússia…. mas como não conseguiu credenciamento para ficar dentro das quatro linhas, acabou se posicionando na tribuna de imprensa onde registrou o gol de paulinho contra a sérvia, uma das imagens que ficarão para a eternidade…

o curioso é que ele jamais faria essa obra-prima se estivesse rente à grama.

a História que paira sobre o ballet de paulinho pode ser conferida AQUI

D+

é Deus, mamãe (ou vittorio storaro na cinemateca)…

acima (só pra confirmar), meu filme favorito que foi publicado no século retrasado pelo jornal do brasil (perfil do consumidor)… pois bem, imagine a possibilidade de estar sob o mesmo teto com o fotógrafo que criou a masterpiece de coppola… isso, cruzar os bigodes com VITTORIO STORARO!

possibilidade raríssima oferecida (ontem, na cinemateca do museu de arte moderna do rio de janeiro) pela “mostra vittorio storaro” onde o gigante conversou por duas horas com uma platéia que ocupou todos os lugares do recinto…

pro meu gosto, teve muito woody allen e pouco coppola… “apocalypse now” foi citado, reverenciado mas longe de ser protagonista no papo… mas só o fato de ver storaro a poucos metros me jogou no set de filmagem com dennis hopper, brando, sheen, the doors, valquírias & os diabos A4.

ao final da experiência apocalíptica, cheguei junto com o vinil da trilha e mesmo com os joelhinhos tremendo…

 

a caneta também será emoldurada

( :

Serviço

Mostra Vittorio Storaro De 10, 15, 23 e 24/6 Horários e classificação: consultar a programação Entrada franca

Exposição fotográfica: “Escrever com a Luz”, de Vittorio Storaro

Data: de 10/6 a 8/7 Horários: De ter. a sex.das 12h às 18h;

Sáb, dom. e feriados, das 11h às 18h

Classificação: Livre Ingressos a R$ 14, R$ 7 (estudantes acima de 12 anos e maiores de 60). Amigos do MAM e crian- ças até 12 anos, entrada franca. Às quartas, a partir das 12h, entrada franca. Domingos ingresso famí- lia, para até 5 pessoas: R$14

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo; Tel.: 3883 -5600; http:// www.mamrio.org.br)

carl, toni & ritchie (na sexta feira)…

carl palmer (+ baixo e guitarra) trouxe  ao vivo rio (sexta feira) e ao teatro municipal de niterói (sábado) o show ELP legacy… manja, né? o repertório do emerson, lake & palmer revisitado pelo monstro da bateria.

no show de sexta, ele convidou as peças ritchie e toni platão para colocar voz em “lucky man” e “c’est la vie”, respectivamente…

(fotos de ARTS live frames)

31outubro2017 e 21março2018…

lembra que, recentemente, comentei no roNca o fato de ter um disco emperrado no correio desde outubro do ano passado?

pois é, a crionça chegou hoje… a data de expedição, ali em cima, é de 31outubro2017, procede? então, o coitadinho ficou tal e qual um pau de enchente em novembro-dezembro-janeiro-fevereiro-março-abril e metade de maio!

como assim, bial? por onde ele ficou batendo nesses quase SETE meses?

da europa pra cá, em média, são duas semanas pra moamba chegar… e o resto?

outra novela que se arrasta há um tempão teve mais um emocionante capítulo produzido e escrito pela nossa possante EBCT: o pacote com os Lps “nove luas” dos paralamas que foi enviado de porto alegre pela rapaziada da noize, em 21março, foi devolvido ao remetente… ou seja, voltou para PoA:

tá bão assim? PQP

R I O…

Rock in Opposition or RIO was a movement representing a collective of progressive bands in the late 1970s united in their opposition to the music industry that refused to recognise their music. It was initiated by English avant-rock group Henry Cow in March 1978 when they invited four mainland European groups to come to London and perform in a festival called “Rock in Opposition”.

History

Practically ignored in their own country, Henry Cow spent most of their last five years touring mainland Europe. There they encountered many innovative groups who were virtually unknown outside their own countries. What Henry Cow had in common with these groups was that record companies were not interested in their music. (Henry Cow’s contract with Virgin Records was cancelled when Virgin found that they were not making money for them.)

Henry Cow decided to expose a few of these European groups to British audiences and organised, with the help of a £1000 grant from the British Arts Council,[1] a festival in London they called “Rock in Opposition” with the slogan: “The music the record companies don’t want you to hear”. The event took place on 12 March 1978 at the New London Theatre with the following groups performing:

While “Rock in Opposition” was never intended to be a formal organisation, the festival did generate “a lot of press around the world”.[2] This prompted the five bands to discuss future plans and in December 1978 they met at Sunrise Studio in Kirchberg, Switzerland to reconstitute Rock in Opposition as a collective. By this time Henry Cow no longer existed as a group, but as RIO’s prime mover its former members still actively participated.

RIO’s primary aim was to represent and promote its members. It was decided that membership should remain closed and small, although new members would be welcome provided they (i) adhered to “musical excellence” (as evaluated by the collective); (ii) worked actively “outside the music business”; and (iii) had a “social commitment to Rock”.[2] Using these criteria, three new members were elected:

A second RIO festival, organised by Stormy Six, took place between 26 April and 1 May 1979 at al Teatro dell’Elfo in Milan, Italy where all seven groups performed, the original four (minus Henry Cow) plus the three new groups. During the festival, the RIO members met formally again to discuss the way forward. However, despite some constructive discussion, disagreements arose between the groups regarding RIO’s role and matters were left unresolved. Two further RIO festivals took place in Sweden and Belgium, but no new meetings, and by the end of 1979, RIO as an organisation had “quietly slipped away”.[2]

Recommended Records

Towards the end of 1978, Chris Cutler from Henry Cow and Art Bears and one of the active participants in RIO, had established Recommended Records (RēR), an independent record label and distribution network for RIO and similar artists. When RIO folded as an organisation, RēR continued RIO’s work by representing and promoting marginalised musicians and groups. RēR became a “virtual” RIO, and “… is part of the continuing legacy of RIO”.[3]

 When RIO ceased being an organisation its name moved into the public domain where it took on the meaning of a music genre.[citation needed] While the term “RIO” was never used to refer to a particular style of music during the organisation’s existence (the original RIO bands were quite diverse musically), it became used by listeners, musicians, and distributors as a means of classifying a particular subset of avant-garde artists – generally bands that appeared at the RIO festivals, or bands related to or derived from the original RIO bands, and artists who showed a distinct musical influence from one or more of the original RIO bands and their spin-offs.[original research?]

Avant-prog (short for avant-garde progressive rock) is a style that appeared in the late 1970s as the extension of two separate prog rock sub-styles: RIO and the Canterbury scene.[4]

“Reunions”

A “reunion” festival took place at the Maison de la Musique de Cap Découverte in Carmaux, France in April 2007. The spirit of the original festival was preserved in that only artists of quality, innovation and the willingness to be “in opposition” to the commercial music industry performed. The festival was organised by French music promoter Michel Besset and Roger Trigaux of Present,[5] who received Chris Cutler‘s sanction to use the name “Rock in Opposition”.[6] The line-up at this event included: Magma, Faust, the Peter Blegvad Trio (including Chris Cutler), Present, Zao, Mats/Morgan, Guapo, NeBeLNeST, Salle Gaveau and GMEA.[7]

A second edition of the France RIO event took place in September 2009 at the same venue as the first, and with the following line-up: Yolk, Aranis, The Muffins, Charles Hayward, Kōenji Hyakkei, Present, Magma, Univers Zero, Combat Astronomy, Electric Epic, Guapo and GMEA.[5] The third “reunion” festival also took place at the same venue in September 2010, and featured Art Bears Songbook (UK, USA), Gong (France, UK), Caspar Brötzmann Massaker (Germany), Sleepytime Gorilla Museum (USA), Rational Diet (Belarus), Jannick Top/Infernal Machina (France), Thierry Zaboitzeff (ex Art Zoyd) “Cross the Bridge” (France, Austria), Full Blast (Germany, Switzerland), Miriodor (Canada), Genevieve Foccroulle (Belgique) and Aquaserge (France).[8]

The fourth edition of the France RIO also took place in September 2011, with a line-up of: Arno, Univers Zero + Present + Aranis (“Once Upon a Time in Belgium”), Alamaailman Vasarat, Vialka, Yugen, Gargantua, Panzerballett, Jack Dupon, Grumpf Quartet, Sax Ruins vs. Ruins Alone vs. Ono Ryoko, and Dispositivoperilanciobliquodiunasferetta.[9] The 2011 event was covered in the 2012 documentary film Romantic Warriors II: A Progressive Music Saga About Rock in Opposition by Adele Schmidt and José Zegarra Holder.[10]

Two RIO festivals took place in 2014, the seventh French event in Carmaux in September, and a Japanese edition of the festival in Tokyo in November.[11][12] The line-up for the Japanese event was: Aranis (Belgium), The Artaud Beats (UK), Happy Family (Japan), Kouenji Hyakkei (Japan), Mats/Morgan Band (Sweden), Picchio dal Pozzo (Italy), Richard Pinhas (France), Present (Belgium), Le Silo (Japan), SOLA / Lars Holmer’s Global Home Project (Sweden/Japan).[12] Cutler, who features in The Artaud Beats, said of RIO Japan: “[RIO] is changed of course; back then it was a musician-led exercise in self-sufficiency fighting for new musical forms and independence from the institutions; now it is recast as a celebration of those times and those bands, and of the music they inspired. […] Which, I suppose, is the way it should be. RIO ceased to be ours long ago; now it’s yours. Take care with it.”[13]

The 10th Rock in Opposition festival took place in Carmaux, France on 15, 16, 17 September 2017, and featured Aranis (Belgium), Cheer-Accident (US), faUSt (Germany), Le Silo (Japan), Miriodor (Canada), Trans-aeolian Transmission (France), Gong (France), Acid Mothers Temple (Japan), a.P.A.t.T. (England), In Love With (France), Guapo (England) and Slapp Happy (Germany/England).[14]

 

o trovão na lapa, ontem…

baixo, teclado e bateria entortaram a alma de quem esteve, ontem, sob a lona do circo voador. thundercat & seus bluecaps colocaram no palco os inúmeros caminhos da música de todos os universos que forjaram o trovão que presenciamos. estavam lá (dava pra sentir): mingus, jaco, stanley clarke, ray brown, ron carter, charlie haden, paul chambers e muitos outros.

a lona não estava tão cheia quanto eu esperava mas foi surpreendente conferir a quantidade de neguinho que conhecia o repertório do gato… D+

claro, aTRIPA marcou presença no bistrô (?!) do gerson…

e tirou oNda de madame satã…

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