o leNdário raul mourão, nosso fuçador em N.Y.C, tem registrado imagens espetaculares na cidade de lou reed… tudim com o celula… e mandou algumas pra iluminar o tico…


o leNdário raul mourão, nosso fuçador em N.Y.C, tem registrado imagens espetaculares na cidade de lou reed… tudim com o celula… e mandou algumas pra iluminar o tico…


na última linha do livro de nile rodgers que coloquei aqui no tico, está o nome de claude nobs, lendário e saudoso criador do festival de montreux, na suiça… no que bati os olhos nas letrinhas, recordei um dos momentos mais inacreditáveis que já presenciei.
em 1987, os paralamas tocaram no festival e como claude sempre foi fissurado em música brasileira, oferecia um almoço à brazukada presente na cidade. o regabofe acontecia em sua cinematográfica casa encarapitada nas montanhas. enquanto a rapaziada dava cambalhotas, no jardim, com a mais fina flor da culinária e da manguaça local, resolvi me embrenhar pelo interior da maison… e fui esbarrando em peças surreais como autógrafo emoldurado de ella fitzgerald, porta retrato com claude e um tal de miles davis abraçadinhos, prateleiras & prateleiras de discos alucinantes, fotografias com deep purple (manja a letra de “smoke on the water”, né?), equipamento de som & imagem de tirar o fôlego e a fotografia de elvis costello, especialmente, autografada…

“claude nobs” / montreux (suiça) / julho1987
a lamentável explosão que aconteceu no bairro de são cristóvão (rio), nessa madrugada, pode gerar uma fortíssima candidata ao prêmio pulitzer de fotografia…

cidadão reza diante da casa detonada em inoxidável registro do fotógrafo thiago lontra (o globo)… vale conferir as outras imagens feitas por ele.
casca!
nick cave e o guitarrista mick harvey pegando um sol e tirando uma fotocas horas antes de estremecerem a cidade de são sebá junto ao the bad seeds…

nick cave & the bad seeds / rio de janeiro / abril1989
dadinho, bonfá & seus bluecaps – mais conhecidos como legião urbana – fizeram, ontem, um ensaio para a temporada que galgará parâmetros até 2016… com início – em santos – semana que vem. a dupla será acompanhada por lucas vasconcellos (guitarra), mauro berman (baixo), roberto pollo (teclados) e andré frateschi (voz). xeretinha encheu o pote com perfeição, a cachaça fabricada por bonfá… mesmo assim, conseguiu (+ou-) registrar as cenas…



ao final, gabriel thomaz e kamal kassin travaram a batalha dos “bambinhas”…

mais ao final ainda, bonfá e o fotógrafo pedro garrido continuavam às voltas com muita perfeição…

cheers!
lá por volta de 2010, daminhão experiença me enviou uns cds & DVDs com um apanhado de sua estrogonófica obra. como a leNda também é designer cascudão, o pacote chegou prontinho para ser exibido em uma dessas galerias MEGA modernas/transgressoras… a criação ainda não tomou tal rumo mas indica onde estão os Lps dele na prateleira.
ontem, cruzei com um pedaço desgarrado da “instalação” e estou pensando seriamente em utilizá-lo como meu cartão… afinal, atualmente, o mais importante é a tiração de onda / o visual / a gracinha… tanto faz como tanto fez se neguinho vai entender a mensagem… mas que ele é bonitão, isso ele é:

ontem, jards macalé & metá metá colocaram a tampa na temporada macalândia, na audio rebel. “aprender a nadar” (1974) foi a base do repertório estrogonófico. xeretinha saiu de lá direto pra dar uma volta na cantareira e revelar as fotocas abaixo (detalhe para o pisante do macao)…


por falar na audio rebel, já está no ar a campanha (“crowdfrango”) para conseguir um “faz-me rir” e alavancar melhorias que manterão o estabelecimento (por mais 10 anos, no mínimo) como uma das principais opções brasileiras de conexão com o planeta sônico foreta da massificação. segura o toque:

finalmente, vi o documentário “lambert & stamp” que está no cardápio do NOW… é o seguinte: CABRIOCÁRICO, ESTONTEANTE, BRUTAL, MARAVILHOSO… impressionante a trajetória de kit lambert e chris stamp como responsáveis pelo the who e, de quebra, pelo lançamento de jimi hendrix. mas, até aí, nada de mais (?!), o fundamental no documentário é a forma anti-padronização usada por eles para tornar realidade sonhos-desejos-maluquices-fissuras. caramba, kit e chris foram dois dos maiores malucos (em todos os sentidos) do entretenimento terráqueo… não deixe de conferir como o mundo girava no século passado e como certas pessoas impregnaram nossas vidinhas forévis… mesmo que você nunca tenha tido nenhuma suspeita disso.
por falar em fio desencapado, o próximo da fila é…
a xeretinha estava tranquilona/empolgadaça clicando, no festival de jazz em são paulo, leNdas da guitarra como larry coryell, hélio delmiro, philip catherine…


quando, de repente, o monstro coryell caiu de joelhos bem em frente da tresloucada xereta…

coryell, delmiro, catherine e baptista / são paulo / setembro1978

há exatos vinte anos, a BMG/RCA colocou no mercado esta caixa com três cds – sessenta e seis músicas – cobrindo parte do material gravado por orlando silva na RCA Victor, de 1935 a 1942 (a fase áurea). o projeto e a seleção de repertório são de autoria de josé milton (gente finérrima-produtor-músico-pesquisador-leNda). a caixa é acompanhada por um libreto com a identificação minuciosa de toda a obra gravada por orlandão na RCA + fotografias + texto cabriocário de ruy castro sobre a passagem de nosso ídolo pelo planetinha. claro, elazinha está foreta de catálogo. ainda agora, dei uma busca no mercado livre e só achei um exemplar à venda, por 95 merréis. enfim, se essa preciosidade passar pela sua frente, não pense uma vez.
ruy comenta a fama de galã e de como o poder é impiedoso…



no registro, em abril, tom ao ser rebocado pelo papai caipirex após ter suplantado carlos burle nas águas de ipanema… sinistróide! hahaha!
por falar em marcelo “caipirinha”, perguntei (ontem) o que ele havia achado das letrinhas de brian eno que passaram aqui pelo tico… o monumento – que é professor na universidade de leeds (inglaterra) – acabou de enviar…
Eu ouvi a “Peel lecture” dele pelo rádio. É mais uma coisa de visão/análise do que de iniciativa, né? Concordo com muito do que ele disse, mas torço o nariz um pouco quando ele põe ciência de um lado e arte do outro. Acho que separação é outra, entre coisas “práticas ou lucrativas” e coisas “apenas de interesse estético/artístico/intelectual”. No lado da ciência, muita coisa tá largada por não ser imediatamente “prática” nem lucrativa. É o caso, por exemplo, do tipo de pesquisa que me fez virar cientista, e que ainda é o que mais atrai minha atenção… mas pouco ou nenhum apoio institucional, e que é institucionalmente apresentada pro pessoal mais jovem, e pra sociedade em geral, como “uma coisa pessoal/individual, sem utilidade evidente, que não gera dinheiro… e nem oferece bons prospectos em termos profissionais”. Esse papo nao é exatamente o que ele tava falando, mas dizendo que é uma coisa que afeta a arte?
Do meu ponto de vista, uma grande parte do problema é que cada vez mais os administradores profissionais estão tomando conta de tudo. Gente que administra universidade sem ter grande experiência/envolvimento de/com trabalho acadêmico, administra rádio sem experiência/envolvimento como/com comunicador, administra arte sem experiência/envolvimento como/com artista… e por aí vai.
Mas que chororô, hein? Taí uma coisa que acho que é muito representativa dessa época atual – a lamentação! Até gente cuja vocação é ser permanentemente otimista tá achando difícil dizer que a vida tá melhorando…
Cheers,
Marcelo///
tenho presenciado a memória de nosso país ser vítima de atrocidades irreparáveis. o espancamento chega por via da leitura, do papo na pastelaria, pela mídia, web… as bordoadas são incontroláveis e quando você menos espera, o rolo compressor já passou. até o bar memória foi reduzido a pó. o estabelecimento ficava quase em frente ao hospital miguel couto e era o típico pé sujo, sem rapapé, direto ao ponto: cachaça, cerveja gelada e a fauna que gravitava na encruzilhada lagoa-leblon-gávea. o coitadinho foi detonado, há anos, para dar espaço ao paraíso do engarrafamento chamado “autoestrada lagoa-barra”. pois bem, o boteco serviu de palco para boa parte das fotografias usadas no disco “selvagem?” dos paralamas do sucesso. memória, que deus o (a) tenha…

bar memória & os paralamas do sucesso / rio de janeiro / março1986

coincidentemente, ontem, chegaram duas mensagens sobre john peel…
Assunto: John Peel Lecture“Caro Mauricio
Sintonizei ontem na BBC 6 por acaso por volta das 16h e por sorte dei de ouvidos na John Peel Lecture, transmitida da London Library.
Sensacional. O convidado era Brian Eno. Acho que é uma transmissão anual.
Foi até matéria do The Guardian hoje.
Tanta coisa inteligente e interessante que só ouvindo cara.
Ele até falou sobre música.
2h após as quais me senti mais inteligente e orgulhoso de haver ainda artistas que pensam e se expressam como Eno.
Deve ter o Podcast no site da rádio.
Fica a sugestão.
Abraço”
Gerson


descabelada presença do apanhador só, no santê hostel (santa teresa), hoje. climão relax total, com a audiência sentada e cantarolando em modo “não quero mais nada”… D+, finalmente, consegui cruzar com a rapaziada gaúcha… a temporada de três dias (sexta, sáb e dom) colocou a banda no colo de quem gosta muito muito muito dela. vendas só pela web, ingressos esgotados, capacidade para 120 testemunhas e horário (20h) fora do habitual para a cariocada… por falar nos residentes na cidade de são sebá, lamentável a ausência (pelo menos, eu não vi ninguém) da cena musical/mídia (i repeat: pelo menos dos que eu conheço)… e olha que “antes que tu conte outra” (2013) foi apontado como um dos principais lançamentos da nova música brasileira… e as visitas do apanhador à maravilhosa são mais raras que gol do riascos!!! enfim, xeretinha aloprou forte e ficou toda animada com o novo disco que chegará no início do ano que vem. segura o cineminha…









mordendo…