o impedimento, mais uma vez, eleva a paixão pela bola a níveis inoxidáveis!
D+!
papa chico deve estar todo pimpão!
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o impedimento, mais uma vez, eleva a paixão pela bola a níveis inoxidáveis!
D+!
papa chico deve estar todo pimpão!
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publicado, ontem, no trivela
D+!
que eu conheça, esse é o mais completo texto sobre a História futebolística de tio ondino!
recomendação do andré, inoxidável componente d’aTRIPA!
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(oglobo 1993)
forévis!
“Peço perdão ao professor Pasquale se invado, aí, a sua seara: sei que meto o bedelho num assunto que ele poderia destrinchar, aí, com muito mais propriedade do que eu, mas não me aguentei. Eu tinha que me manifestar, pois desde a explosão do gerúndio –lá se vão, aí, mais de dez anos– não aparecia uma moda, aí, tão irritante, aí, como essa do “aí”.
Moro longe, nos cafundós da Granja Viana, e sempre que estou, aí, na Raposo Tavares, parado no trânsito ou me movendo, aí, na mesma velocidade que o finado bandeirante devia atingir, aí, a pé, ouço rádio -e as rádios são o celeiro, aí, a estufa, aí, a chocadeira, aí, do “aí”.
Entendo que não deve ser fácil falar ao vivo, aí, pra milhões de pessoas, aí, sobre separatistas na Ucrânia, o novo disco, aí, do Gilberto Gil, o trânsito, aí, na Anhaia Mello. Compreendo que, pro sujeito manter, aí, o ritmo, ele às vezes tem que se escorar, aí, numa ou noutra muleta. É como um chiclete que você mastiga, aí, na porta do cinema enquanto espera, aí, uma garota com quem vai sair, aí, pela primeira vez.
Mas assim como o ininterrupto sobe e desce da mandíbula pode acabar, aí, irritando a garota, o “aí” também consegue, aí, se sobrepor à informação. Aí -e aqui eu uso corretamente o “aí”, como advérbio, não como, aí, um soluço fonético- já não consigo mais prestar atenção em nada do que o cara fala: esqueço, aí, as tramoias do Putin, me desinteresso, aí, dos sambas do Gil, ignoro, aí, o caminhão-baú que enguiçou na pista da direita da Anhaia Mello -sentido bairro: só consigo ficar, aí, esperando o momento, aí, que o sujeito soltará, aí, o seu próximo “aí”.
Tenho pensado muito, aí, sobre o “aí” e cheguei à conclusão que ele exerce, aí, duas funções. Por um lado, ele amacia a frase, fazendo, aí, com que a dureza dos dados se acomode, aí, numa almofada de coloquialidade. Por outro lado, paradoxalmente, o “aí” parece dar, aí, mais complexidade à notícia. Se o repórter fala, aí, que “O mercado espera um crescimento de 1% em 2014”, a impressão que temos é que ele teve acesso a um só dado e nos transmitiu. Mas se ele diz, aí, que “O mercado espera um crescimento, aí, de 1% em 2014”, parece que ele analisou, aí, várias planilhas, viu expectativas de 0,6%, de 0,8%, de 1,3%, de 1,4%, fez seu próprio balanço e chegou à conclusão, aí, de que o crescimento esperado é em torno, aí, de 1%.
É essa falsa profundidade, aí, que me deixa especialmente irritado. Lembra muito o outrora poderoso “no caso”. Teve uma época, aí, em que o brasileiro era incapaz de responder uma pergunta que não começasse, aí, com “no caso”. “Tem Serramalte?” “No caso, não.” “A próxima avenida já é a Brasil?” “No caso, é.” Depois do “no caso”, veio, aí, o gerúndio, depois do gerúndio, aí, o “com certeza” e, agora, aí, o “aí”.
Ouso dizer, aí, que o “aí” é mais perigoso do que todos os modismos anteriores, justamente por ser mais discreto. Invisível aos olhos, quase inaudível aos ouvidos, ele se multiplica em nossas bocas como percevejos, aí, numa cama de pensão. Não quero ser alarmista, aí, mas acho que o problema é sério. Ou o Brasil acaba, aí, com o “aí” ou, no caso, o “aí” vai estar acabando, aí, com o Brasil. Com certeza. Aí”
meu chapa clóvis construiu a vida dele, nos últimos muitos anos, em são francisco.
a prole é americana… com altíssimo risco de ser chamada pra dar uma “voltinha” na ucrânia…
ou síria, ou líbano… enfim, comer chumbo moído em nome da dominação!
casca grossa!
durante décadas, clóvis alimentou o desejo carnal de abrir um bar temático em… rock’n’roll…
no rio de janeura!
lá pela américa foi adquirindo centenas de peças (cartazes, autógrafos, discos, postais, traquitanas,
geringonças, revistas, quinquilharias, jornais…) para adornar o tal sonho etílico/musical.
o tempo foi voando… e nada do “botequim” se tornar realidade.
como era previsto pelo psicanalista, a vontade secou… a barra pesou, “the times they are a changin'”…
e:
“maurição, tô vendendo tudo. não vou mais ficar aqui. não aguento mais nossa cidade, nosso país,
meu botafogo… tá tudo desabando. porra, daqui a quantos anos o presidente brasileiro será
empossado no templo de salomão?”
PQParille!
) :
dei um chego lá na maloca dele e arrematei a edição póstuma da rolling stone, lançada em 29outubro1970!
barra pesada… heavy pra meirelles!
tem neguinho que acha (aliás, tem certeza) que basta mudar o “pobre coitado” do técnico dos canarinhos para
que o futiba brasileiro passe por profunda reformulação.
enquanto isso, a alemanha coloca seis clubes na lista dos dez mais populares on earth.
não adianta ficar dizendo que tem a maior torcida do mundo, que é o país do futebol, que tem
a nação na ponta da chuteira e chorar copiosamente durante o hino se os estádios porraqui estão às moscas, procede?
o brasilzinho é representado por apenas duas agremiações no TOP100: cruzeiro (em 70ª) e o gigante santa cruz (em 89ª)!
o resto… é o resto!
baba aí…

– André Santos levou socos e chutes de torcedores ao sair do vestiário e se encaminhar à van que o levaria ao aeroporto de Porto Alegre após o Flamengo ser goleado por 4 a 0 pelo Internacional. Segundo o STJD, “um grupo de 30 torcedores do Flamengo o encurralou e iniciou o espancamento, agredindo também o segurança que acompanhava o atleta. A situação só acabou quando dois policiais militares chegaram. Nenhum suposto torcedor foi preso ou identificado”.

(periga sininho & sua gang levarem a culpa… e tudo ficar na mesma)
ano passado, cheguei pra toni platão e mandei:
– rapá, você que é uma lenda da crônica esportiva (TV, web, rádio e jornal) deve prestar atenção num jeitinho
de se comunicar que acho foi “inventado” pelo nosso ex-colega alex escobar (ele passou pela oi fm como mediador do rock bola)
toni:
– ôpa, qual é a parada?
– já reparou na quantidade de “aís” que o escobar usa nas participações dele na vênus?
– já me falaram disso
– o pior é que essa bagaça já está alastrada, brutalmente, por 98% dos narradores, comentaristas, analistas & o diabo A4!
cheguei em casa (são 16:25) e liguei a TV pra conferir fluminense X atlético paranaense.
na primeira frase proferida, o ex-colega falou quatro “aís”, numa frase de pouquíssimas palavras.
na boa, é pura mágica linguística!
seguem alguns exemplos ditos quase que em seguida, ainda agora aí:
– atleta revelado aí pelo atlético paranaense
– participando ativamente aí de nossa transmissão
– aí o henrique com a bola
– aí vai tocando a bola
– o everton tem aí a posse de bola
– levou aí vantagem
– que joga aí bem com as duas
– você vê aí o árbitro
– pra bater aí de pé trocado
– aumentar o marcador aí
– quem serão aí os dançarinos no faustão
– ótimo reforço aí do fluminense
“Viatura que levou PMs ao Sumaré foi depenada antes do final da investigação”
enquanto isso, sininho & seus bluecaps (agora envolvidos em tramas amorosas) são considerados terroristas do al-qaeda!
PQParille!
quem também partiu nas últimas horas foi armado marques, o mais polêmico juíz de futebol, no brasa!
em 1971, num jogo entre botafogo e atlético mineiro, no maraca, nilton santos (que era dirigente do fogão)
ficou injuriado com armando e…
este monumento ao futebol – que não mais existe – rendeu o prêmio esso de fotojornalismo/1972 a josé santos, do globo!