pacha, a consagrada, beNto ribeiro, o K7, uns beijos e o #434…

Subject: Uma sincronicidade fodida
“MauVal, espero que tudo esteja bem aí contigo no teu bunker.

Tem coisa de uma semana que estava conversando com a consagrada sobre um amigo que era muito querido meu, e a vida foi embaralhando os caminhos e a gente deixou de se ver. Foi ele quem me apresentou o RoNca RoNca lá no final da década de 90. Eu estudava à noite e saía tarde, e ele muitas vezes gravou o programa em K7 para mim. E foi com ele também que estive em uma festa do RoNca no Barman Club, em Copa. A gente despencava de Bento Ribeiro, subúrbio profundo do Rio, para ir sacudir o esqueleto na Zona Sul com o teu som.
Daí que eu tô aqui trabalhando e escutando o programa de quinta-feira, e eis que no final tu canta a lista dos nomes dos ganhadores do sorteio de ingresso duplo para a festa e tava lá o nome dele. Que inclusive tu dá uma zoada: Eduardo Turzchnek (ou algo assim).
Na sequência tu ainda sacaneia o Yuka com um email de uma mulher chamada Janine, que muito provavelmente foi a mesma Janine que dei uns beijos numa festa do RoNca – talvez nessa mesma aí do sorteio. Até porque não é um nome tão comum. Ela era de Niterói, muito gente fina e muito gatinha.
Olha, MauVal, que viagem no tempo tu me proporcionou, viu.
Sei nem mais o que dizer. Foda demais.
Abração,”


Pacha

aTRIPA aglomerada no #434…

Assunto: #434 | batendo fundo

“Pô Mauricio,

Agora pegou pesado, viajei fundo aqui nesse outro busão clássico do RJ…

Primeiro bate aquela falta de gente boa – não que não esteja em falta, mas cada um é cada um, né bicho? Yuka falando, sempre aquele astral, tudo o que ele representou e produziu, isso foi fundo…

Acabei me reconciliando aqui com o Rappa, que tava de certo modo na minha escadaria pessoal. A gente que tava naquele movimento dos 90 chegando a 00, Rappa com um primeiro disco muito pancadão lindo, maior orgulho que a gente tinha, e depois de alcançar aquela onda mega pop acabou me deixando meio saturado. Só pra sacar a loucura: quando o Asian Dub Foundation tocou no Canecão em 2001 abrindo pro Rappa (ok, sofri mas entendi coisas de headline local…) eu e um camarada fomos embora logo depois do Asian. Hahahahah… uns malucos do lado de fora quase xingando a gente…. Pra mim não tinha condição de escutar nada depois do ADB também naquele auge de Rafi’s Revenge e Community Music…  E, naquela onda de recusa de entrar em contato com a porrada, fugimos do show.

Mas, também tava surfando naquela vibe Tabla Beat Science, pistas de DB loucas virando a madrugada na sala 2 da Matrix, Marky alucinando em Copa no meio da semana (e você evocando essa viagem no programa também, faltou o especial com o Lauro), eita saudade da porra! Puro teletransporte.

Corta para: negócio de Rick Martin na época que artista não podia sair do armário que dava ruim pra ele… E nem tinha rede social pra acabar com o sujeito, o povo queimava o sujeito na praça mesmo, parava de comprar disco, de ir a show. Pelo menos mudanças boas aí nesse mundo de pandemia-pandemônio que estamos navegando…

Pra mais doideiras explodindo o olho parado rastejante, ainda me saca o Bill Laswell no meio do caminho, que também me lembrou um muito tocado aqui Dreams of Freedom do Bob Marley. Pra mim um disco que tira ele de qualquer escadaria (ainda que as vozinhas da velha guarda feminina do samba estejam bem lá nos dubs… hahahahaha, sinto muito, Nandão).

Épico, esse vai demorar pra pessoa se recuperar!
Grande abraço!”
Gracindo.

+

Assunto: #434

“Caros MauVal e Nandão!

Como já havia dito uma vez, fiquei um bom tempo sem acompanhar seu programa, logo pode imaginar como me senti ouvindo essa relíquia de Fevereiro de 2000 na Rádio Imprensa, que soou inédito para meus tímpanos!
Clima fantástico no estúdio ao som dO Rappa!
E aí me pergunto (posso nao ter percebido), mas porque não ter uma vinheta com o Laurinho? pois o acervo é grande! pelo menos umas 3 deveriam existir!

Grande Abraço!”
Demétrio

+

Assunto: SÃO MUITAS EMOÇÕES

“Ô de casa!! O mundo só girando, muita atividade, e a gente tentando ficar com a cabeça no lugar. Que fase né… Pandemia alterou bastante o curso das coisas aqui, mas a saúde aqui ainda prevalece. Ufa! 2020 foi o ano que eu resolvi sair do trampo-de-carteira-assinada pra ficar só na música. Saí em fevereiro, em março, pandemia – agenda zerou, mas consegui me virar bem por conta das economias, que acabaram, obviamente. Bem, no final das contas também foi nesse fluxo maluco que consegui lançar minhas primeiras músicas (ainda sem chance de prensagem, então só online mesmo). Galera gostou, tá gostando; lancei uma primeira trilogia de singles pra ver se conseguia contribuir de alguma forma com as dificuldades desse tempo. Tanto deu certo que to preparando o primeiro disco, vai chamar Matutando Sonho. Com a banda Macaxeira, estamos com o disco pronto, mas soltando as músicas uma-a-uma, naquele esquema ‘bora render’. Ficou bem bom o trampo. E outras três bandas, K2, Segundo Departamento, e iúna, todas também com discos de inéditas engatilhados ahahah ou seja, tem coisa desmoronando mas muitas outras boas coisas surgindo. Maluco né? Mando abaixo os três primeiros singles do meu trabalho, claro que queria mandar material físico né, mas… ainda não tá dando ahaha…

Bem, ouvindo o #434, eternizando o registro do programa do Rappa na íntegra. Que demais hein. Obrigado por ter realizado tudo isso. E salve Shogun! Realmente, só de ouvir esse programa bate uma alegria foda.

Espero que esteja tudo bem contigo, Nandão, e respectivas famílias. Grande abraço e seguimos!”

Pedrinho

fabiano, os meninos, orson e o disco enferrujado…

Assunto: #433 na uebi

“valladão:
o ronca segue salvando a bagaça.
confesso: tenho aquele primeiro disco do joão bosco, e acho que só tinha ouvido uma vez. pulava sempre pro segundo, caça a raposa e pro terceiro, galo de briga o pros que vinham depois. mas caraca. o eremita fez todo mundo sair da tumba por aqui. mas não é james bond não. é mancini. da marca da maldade. orson welles gastou metade do orçamento pra filmar estes tres primeiros minutos em plano sequência.
a bagaça tá tão sinistra que tenho saudade até de andar de 433 lotado.
e os meninos aqui volta e meia me pedem pra ouvir o disco da caixa enferrujada. (ver foto anexo) apesar de mr. lydon ter virado um velho podre e reaça, o pil ainda segue firme na prateleira de casa.
é isto. abrazos pro nandão e sigam em frente que o resto todo tá sinister.”
fabiano

zottoni, cartola e a fanfarra festiva tricolor…

Assunto: Verde, Rosa, Branco e Grená

“Fala Mauval… Aproveitei o feriado de sexta-feira para tirar o atraso dos últimos dois programas.

Aproveito pra registrar que agora quem quiser bater um papo com Cartola não precisa necessariamente subir a serra.

Se chegar na rua Pinheiro Machado 50, pode encontrar o Agenor de Oliveira vestido com as cores que herdou, sobre fundo nas cores que ele nos deixou.

Iniciativa dos amigos da Fanfarra Festiva Tricolor num projeto que começou a pintar os muros de Laranjeiras com homenagens à ídolos da música que dividem a paixão pelo Fluminense. Te mandei algumas fotos do processo.

Levei o manto hoje cedo para trocar uma idéia com Cartola na esperança que em 2022 o sol nascerá.”

ZOttoni

o fantasma chegando…

Assunto: Operário Ferroviário e Vasco da Gama vão abrir a série B em 2021!

“Maurição, quem diria…

Nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria que tão cedo teríamos uma partida oficial, valendo muito, entre o Fantasma e o Vascão.
Alvíssaras aos deuses do futebol, que nos concedem essa honra.
Quer dizer, não sei se os vascaínos estão assim tão felizes quanto os operarianos, mas acho que sim, né? Como operariano, eu espero nada menos que uma partida à altura dos dois clubes, independente do que estar na série B signifique para cada uma das torcidas – e certamente, não temos a mesma visão a respeito do campeonato. Mas nossas histórias, tradições, torcidas e paixões trazem uma boa dimensão do que será esse encontro épico.
Eu vejo isso como um presente. Obviamente, temos muito respeito pelo Vasco. A oportunidade de medir força com um dos grandes. Uma honra!
Ainda que eu preferisse o encontro entre nossas tradicionais torcidas em condições menos obscuras, não marcadas pela tragédia da pandemia e sua “anti-gestão” no Brasil bolsoafetivo, penso que, pelo lado positivo, esse encontro será sem dúvida nenhuma, espetacular. Já está marcado na história do futebol brasileiro e dos nossos clubes.
Fossem outras as condições, e vc pode ter certeza, eu estaria em São Januário. No segundo turno, se houver condições, você já esteja mais do que intimado a assistir à partida de volta na Vila Oficinas, em Ponta Grossa.
Bom, neste ano, não tem churumelas – chegou a hora da verdade, e eu espero que essa partida possa ser apenas a primeira de muitas de um jogo que já nasce clássico. Estou muito confiante de que nossos próximos encontros serão na série A.
Um abraço cabriocárico e fantasmagórico”

André

romulo, luiza e o #434 (ou o coração triturado)…

Salve, MauVal!

(Alerta de textão)

“Rapaz, o blu blur de quinta feira foi forte – e foi em plena madruga, no sapatinho, pra não acordar a madame. Que presente pra torcida! (E eu lembro de VÁRIOS trechos. Doideira a memória da gente)

Ouvir o Ronca de fevereiro de 2000 me fez pensar no Romulo de fevereiro de 2000, e como eu seria outra pessoa se não fosse o Ronca Ronca. Sem uma grama de exagero, pela amor de Pai Santana!

Eu aprendi a ouvir música pra valer, todo e qualquer tipo, no Ronca. (Inclusive o prazer de ouvir uma música pela primeira vez) Aprendi que Cartola, Bob Dylan e Fela Kuti conversam. Que o bom é juntar, não separar. Isso é lição de vida, que espero passar pra Malu.

O Ronca Ronca é uma entidade gregária. Você já parou pra pensar na quantidade de gente e coisas que juntou?

Esse Ronca com o Rappa é a prova disso. E é um negócio tão legal que todo mundo tem vontade de participar. De estar junto. E nesses tempos pandêmicos isso faz toda diferença.

A última vez que vi Allan e MAM, dois membros honorários da torcida do Ronca – foi em janeiro de 2020 . Foi também a última vez que fui ao Rio, para fazer uma série de entrevistas com um pessoal das escolas de samba. Bebemos uma cerveja na Tijuca com mais uma amiga, a Carol, e depois passamos na casa do Allan. A surpresa dele era uma caneca do Ronca que ele tinha guardado pra mim! Choray, claro!

(Espia os registros do momento da entrega e da peça milenar já às margens da não tão plácidas do Ipiranga.)

Abraço, obrigado e vida longa. Venceremos.”

/+/

Romulo

ps: a Janine que você menciona no fim do programa é a Janine Lima? Se sim, mais uma: fui ao show do Blur em 99 com um ingresso que ela ganhou no Ronca!

+

Olá Mauricio,

Tudo bem por aí?

Quero dizer mesmo é que mais uma vez o RoNcaRoNca me fez chorar de emoção.
Puta que parile!!! Que foda esse programa com O Rappa.
Sem palavras para dizer a felicidade que o RoNca traz sempre, toda semana, todo ano, há décadas, há mil e trinta e poucos programas! Eu escuto muito podcast, aula, jornal, sons em geral para aprender coisas. Acho que é uma certa nostalgia do rádio. E hoje pensei no quanto o RoNca RoNca é uma escola. Eu amo escola, acredito na escola, acho que só a educação salva. Obrigada por nos educar há tanto tempo. Queria dizer também que me lembro de algumas vezes em que fui feliz, tipo vontade de rir de felicidade com o que a vida proporciona e muitas delas foram ouvindo o RoNca. Me lembro de estar sozinha, triste com alguma coisa importante (ou não) da vida e depois de ouvir o programa tudo mudar, me lembro das risadas como as que saíram hoje com o Rappa, de sempre ouvir coisas que nunca ouvi e de ter a sensação que a vida vale a pena.
Obrigada por continuar a fazer esse programa tão fundamental há tanto tempo, por insistir, por manter o compromisso. É uma honra viver na mesma época que você e poder ouvir o RoNca RoNca toda semana.

Beijo enorme,”

Luiza

+1 na plataforma…

Subject: Ganharam mais um fã!!!!!!
“Caríssimos Mauricio e Nandão. Tudo na paz?
Confesso que fiquei admirado e ainda mais apaixonado por musica… Falo de música de altíssimo nível como encontrei no programa de vcs que até então não conhecia.Cito exemplos: Elza Soares, João Bosco músicas do mundo como Fela Kuti e outros mais.
Sou profundo adorador do Rock clássico, porém Tenho uma paixão pela música de origem africana, principalmente o estilo Funky..
Gostaria de escutar Cymande e Ify Jarry Crusade com Every likes Something good.
Sou geólogo e trabalho embarcado em plataformas de petróleo… Aqui a vida não é nada fácil… mas é muito intensa!!
Gostaria que vcs enviassem por favor um grande abraço aos meus amigos que levam o sustento à família nesta árdua labuta.
Um abraço e parabéns pela riqueza de musicalidade do programa de vcs!!”
Marcos Vinicius

a bula (?!) do #434 com o rappa, em fevereiro2000…

UFA… devidamente eternizada a visita do rappa ao roNca roNca, na imprensa fm, em 23fevereiro2000… portanto, estaremos together com as baratas e os discos de vinil depois do apocalipse varrer a crosta terrestre… aleluia!

duas horas (+ os cacos atuais) mixadas a herbie hancock, the who (BBC), primal scream + femi kuti + um monte de outras sonoridades que foram ao ar descontroladamente + o rappa deitando os cabelos, LIVE, em “charles anjo 45”, “R.A.M”, “oia o rappa”, “cristo e oxalá”, “todo camburão”, “minha alma”, “me deixa”, “o que sobrou do céu” e “tribunal de rua”…

ouça AQUI o programa