de aço…

Subject: Re: E aí Maurício 🙂
“Valeu Maurício!

Sensacional esse relançamento em vinil da estréia do Jards
macalé…igualmente clássico é o posterior, “aprender a
nadar”…queria ambos em minha humilde coleção, mas infelizmente, como
disse, so tornaram raridades a muito tempo, só encontro em versões
piratex por aí.Recentemente saíu em cd o segundo e o terceiro discos
do Sergio sampaio, que comprarei em breve, antes que evaporem
também.Enfim, todos discos clássicos na minha opnião, que mereciam ter
entrado nessa listinha da rolling stone (ao menos nessa entrou o
primeiro da Angela ro rô, que nunca é lembrado nessas ocasiões, e que
gosto bastante, rs).Por acaso, arrumando um armário essa semana, achei
uma revista da mtv com uma lista semelhante, com os cem principais
discos da mpb (você inclusive aparece como um dos votantes), e ao
menos nessa lista o album do jards está.Mas sergio sampaio, walter
franco, entre outros, infelizmente são ainda menos conhecidos (ao
menos é a percepção que tenho…).Esse ano vi duas apresentações do
jards no ccbb (um show, e um debate com o capinam, em um ciclo mensal
chamado sarau de idéias, geralmente mediado pelo charles gavin, vale a
pena dar um confere) e foi bem bacana.
Outro dia você falou sobre os discos de 1972…e um desse ano que
merecia estar lá no top five, do lado de ziggy stardust e exile on, é
o “dança da solidão”, do paulinho da viola…fazia tempo que não o
escutava, e to viciado nele (e no posterior, “Nervos de aço”) por
esses dias.
Aguardo por ler seu relato do show do Ron carter…acabei indo pro
festival de jazz que está tendo na praça dos correios, e , meio
cansado, acabei vindo pra casa.Espero que ele volte em breve.

Abraço, até +     :)”

(Maré)

macao

este míssil, nascido em 1972, acaba de ser lançado em vinil pela polysom… inclusive, com o raro encarte!

( :

sim, sou taradão por ele… um artefato espetacular – vibe, capa, tudo no lugar certo, enxuto, lanny gordin barbarizando, macalé explodindo talento, som… caramba! 10, nota 10… 1000, nota 1000!

é uma lástima este disco não ser conhecido como deveria… creio que houve apenas uma edição em cd e o vinil virou raridade, há tempos!

talvez, esta seja uma das razões para ele não figurar na lista dos 100 principais discos da música brasileira, publicada na revista rolling stone, em outubro de 2007!

afinal, ela é o reflexo do tempo em que foi gerada… claro!

cheguei a comentar isto no roNca roNca… a lista coloca “acabou chorare” como o disco mais cascudo de todos os tempos.

reflexo da compreensão que o som (& tudo mais) dos novos baianos passou a ter nos últimos anos.

“acabou chorare” é uma obra prima… mas jamais seria considerado O disco da MPB, por exemplo, em 1988!

das 100 pepitas, 70 são inquestionáveis… e sobra uma gordurinha pros “duvidosos”… que, amanhã, podem ser os titulares!

esta é a graça da bagaça!

caindo em 2012… com o lançamento deste vinil, documentário sobre macalé, músicas do disco sendo regravadas, aproximação de macao com a nova geração e, sobretudo, o entendimento do álbum & seus periféricos… HOJE, “jards macalé” estaria incluído entre as 20 mais importantes criações da música auriverde em qualquer lista, sem nenhuma dúvida!

e a “amnésia” desceria pelo ralo!

( :

por falar na rolling stone, encontrei esta edição de 1972…

que me levou a considerar, ainda mais, as opiniões que recebo – diariamente – de pessoas que não têm achado caminho para se “desorientar” sonoramente… e, pelamordedeus, não ache que estou legislando em causa própria… esta ladainha é mais antiga que a roda!

o fato é que a rolling stone, número 27 (outubro/1972) abriu espaço, em layout de página dupla (capa hermeto pascoal), para o primeiro disco de macalé… a mesma revista, em 2007, não incluiu o mesmo disco entre os 100 mais importantes da MPB!

ok, já passamos pelas trocentas razões da ausência, “uma coisa é uma coisa / outra coisa é outra coisa” mas…

está faltando apostar certo… nos artistas certos?

(cacilds, já fui várias vezes na rolling stone para conferir se ele não está no top 100)

(ah, as mãozinhas ali embaixo são de caetano, o aniversariante de ontem!)

CBB

“som na guitarra”, o disco de estréia…

lançado em 1984, pela philips, com produção de luiz antonio mello (flu fm)…

capa de ricardo leite & fotos clicadas pela xeretinha!

acho que nunca foi lancado em cd!

incrível quantidade de mensagens d’aTRIPA reverenciando CBB!!!

blue

Divulgação

Tocou com Raul

Guitarrista brasileiro Celso Blues Boy morre aos 56 anos

por conta deste jeitinho como a subida de celsão foi noticiada, ontem, no UOL, recebi uma casa de marimbondo africano (venenoso) de um amigo jornalista.

o cidadão – pede para ficar na moita – é assinante do UOL e diz que vai cancelar a assinatura, ainda essa semana.

diz ele que não aguenta mais tantas news de “famosos”, gretchens, satos, fofocalha de raí, intrigas, novela… & o diaboA4.

“o UOL está prestes a virar um site de TV”, garante a peça!

segundo ele, a notícia sobre o celso blues boy é um equívoco absoluto…

“tocou com raul” – qual a relevância deste detalhe pro fato da morte de celso? indaga o amigo jornalista

“guitarrista brasileiro celso blues boy…” – para quem o UOL acha que está informando? como brasileiro? questiona o amigo jornalista

enfim, o caboclo está injuriadão… e já reforçou a idéia que o planeta está sob as rédeas dos “estagiários”…

de alma!

triste!!!

B.B

“Pois é Maurício,

Esta notícia também me pegou de surpresa e me deixou muito triste.

Tinha uma relação especial com o Celso Blues Boy. Além de ter ouvido muito suas músicas, principalmente na Rádio Fluminense, eu fotografei a lendária apresentação de B.B.King no Brasil, quando Celso BB foi chamado ao palco e mal conseguiu tocar, de tamanha emoção.

Este foi meu primeiro trabalho profissional como fotógrafo e foi muito emocionante estar diante de dois caras que eu admirava muito.

Seguem umas imagens em anexo.

01 – Celso Blues Boy e as locutoras da Rádio Fluminense, Mylena Ciribelli e Verônica Dobal durante entrevista coletiva para promoção de show do “Rei do Blues” no Brasil. 09.07.86


02 – Celso Blues Boy e B.B.King durante entrevista coletiva para promoção de show do “Rei do Blues” no Brasil.09.07.86

03 – Durante o show, B.B.King, chama Celso Blues Boy no palco e empresta a lendária “Lucille” 12.07.86

Abs,”

Cicero

natalia mandou pra gente

(do papodehomem.com.br)

Você para pra ouvir música?

  • Fred Fagundes

por 
em 05/08/2012 às 16:24 | CulturaPdH Shots

Eu gostava de ouvir rádio.

Mania de adolescente. Mania que se perdeu com o tempo. Ou melhor, com as previsíveis evoluções. Se com 16 anos eu tinha que ouvir apenas o que tocava na rádio e na MTV, com 26 eu descubro e reencontro bandas e músicas no iTunes ou Youtube. Ficou mais fácil? Sim. A variedade aumentou? Claro. Mas também mudaram as percepções.

Parece tudo meio descartável.

A gente não ouve mais a música com outras pessoas.

Eu explico.
Minha coleção de fitas era interessante. Ela permitia que eu ouvisse qualquer música a qualquer hora do dia. Era muito fácil. Bastava abrir a velha caixa daquele All Star vermelho e tec, tec, tec, tec, ir jogando as fitas com o dedo indicador em direção a parede do papelão até achar uma banda ou o nome de alguém.

A ação de colocar a fita no walkman ou no toca fitas do carro do pai já superar a vontade de ouvir algo. Ao mesmo tempo, batia uma certa solidão. A sensação que eu tinha era de não compartilhar a música. Era eu, fones e a música. Eu podia recomeçr quando quisesse, parar ou correr até o meu solo favorito. Sem dramas, sem expectativas e, principalmente, sem surpresas. Essa comodidade era algo deprimente que escondia-se atrás da agradável sensação de prazer com o som.

Pois, no final das contas, era uma fita gravada. Não era algo no rádio.

E no rádio era diferente.

.

Qual foi a última vez que você parou pra ouvir música?

Quando a música toca no rádio, por mais que você tenha uma dezena de fitas com várias versões da mesma canção, você para e ouve. Você pede silêncio, sintoniza melhor a estação e curte. A música que você gosta. A música que você tem. A súa música. E no rádio. Ou seja: compartilhando o momento com outras milhares de pessoas.

A sensação de ouvir uma música no rádio ou ver um clipe na TV, por mais randômica que seja, jamais será comparada com uma aba do navegador com o Youtube em execução. A graça está sempre na imaginação que a fantasia proporciona. E em como ela, mesmo que por três minutos e meio, transformar a solidão de uma tarde vazia em um sorriso correspondido por outras centenas de ouvintes.

Não gosto dessa música que você ouve enquanto faz planilhas em todos os lugares e meios. Essa música do Play/Pause é mecânica. Uma presença compulsiva e compulsória de qualquer forma de som, o tempo todo, de todas as fontes em todos os volumes.

É por gostar de música que eu tenho buscado o silêncio, disse o Laerte.

O silêncio que me faz ter uma relação nova com a arte: o do prazer da divisão. Afinal, poucas sensações são melhores que a de apresentar algo que a pessoa goste. É como se a gente tivesse revelando um segredo. Um segredo bom, que o receptor sente-se orgulhoso e, ao final do processo, satisfeito com a indicação.

Assim resume-se a música: entregar algo que te emocione. E que me faça emocionar outras pessoas.

Hoje, se eu pudesse, pediria pra você parar. Parar agora. Colocaria fones de ouvido em ti e daria play na fita. Ficaria olhando sua reação ao mesmo tempo que você se espantaria com a minha ansiedade pelo veredicto. Aí você entenderia tudo o que estou tentando dizer: é bom se sentir acompanhado enquanto ouvimos algo.

Seria essa música. Igual ao filme que nunca assisti.

meu deus!

no que deixei o pé-sujo, pós cafezinho… trombei com um caboclo, violentamente!

no que olhei para me desculpar… mamãe, acredite se quiser… era RON CARTER!

eu juro pelo estádio de são januário… sério!

se for mentira, que são jujuba desabe… AGORA!

são 17h!

enfim, tomei um susto da porra… e, claro, batemos um papinho… contei a História da minha mão com ele (lembra que preferi deixá-la na moita, ali embaixo, né?)!!! Ele quase se urinou de tanto rir… e terminou o encontro com um empolgado:

– “see you on wednesday”

fiquei desconectadão da realidade, sofri por não estar com a xeretinha…PQParille!

em seguida – em seguida mermo -chegaram trocentas mensagens no celula… o aparelhinho tremia mais que eu!

no que conferi, toda a torcida do vasco informava: “morre celso blues boy”!

PQParille… como assim, bial?

que porra é essa, caralho!

eu não aguento passar do quente pro frio assim, sem intervalo… da alegria absoluta para a tristeza profunda!

só me restou sentar no meio fio… e chorar todas as sensções/emoções/lembranças que passaram pela minha caixola em tão poucos minutos!!!

enquanto o anotador do ponto do bicho fazia paredinha para ocultar meu “estado”, senti uma mão no ombro:

– “porra, risadinha… você me descobriu aqui?”

– “maurição, quando eu soube do celsão tratei de te catar”

– “buáááááááá…”

– “putz, que merda, maurição”

– “porra, risada… acabei de encontrar o ron carter, estava felizão… e agora, chega a notícia da subida do celso”

– “pô, vamos lá pra casa ouvir os dois a noite inteira, blues boy e ron carter… bora?”

– “tá bom… me encontra lá na maloca que vou pegar uns discos deles”

– “mas traz a xereta… quero uma foto com ron”

muito triste a subida de celso blues boy!

) :

tive o prazer de fotografar seu Lp de estréia… e de acompanhar a tabelinha feita com a flu fm!

estivemos juntos, exatamente, em agosto do ano passado… na festa pelo niver de nossa outra paixão…

onde fiz estas fotos!

celso morava, há muitos anos, em joinville (SC)… mas volta e meia estava no rio de janeiro.

tocou no circo voador mês passado… e voltaria à lapa na comemoração pelos 30 anos do circo.

enfim, triste… muito triste… só nos resta lembrar dele, assim…

“aumenta que isso aí é rock’n’roll”

R.I.P