a leNda…

shogun.joy

Assunto: Shogun
“Maurição,

Eis que estou bebendo uma no BG Bar – às 20:25 – quando vejo Shogun desfilando ao lado de uma bela morena….não o conheço porém o reconheço… fiquei emocionado e ao gritar seu nome não fui correspondido, ele me ignorou.
Imagino como deve ser o assédio da tripa ao  seu Popstar. Manda um abração pra ele.”

Eduardo

o #186, às 22h, HOJE…

186

tadinho do shogun, foi atropelado pelas pautas enviadas por nossa torcida… casca, barra pesada. os mais variados assuntos resenhados com inigualável desorientation. como se não bastasse toda essa responsa, shogun colocará no ar o mais estonteante apoio vocal jah visto no rádio terrestre… inacreditável. imperdível.

ainda no #186, hoje, às 22h, aqui mesmo no poleiro:

o MEGA espetacular relato “a corrida de 12 reais com pj harvey” + jenny lewis, ava rocha, ian dury, los djangos, tom jones, lightnin’ hopkins, the national, burning spear, wilco & bob weir… e muuuuuuuuuito mais.

sinistróide!

leandro, paul simon, horace & pete…

Assunto: back to #179 + paul simon (cine shogun)
“MV,
Estou até agora com o #179 entalado na garganta. Aquela versão live de Push the Sky Away me entortou de um jeito inexplicável.
Num salto chegamos ao #184 e nem acreditei quando escutei o novo da PJ de uma tacada só, sem bla bla bla, sem vinheta, ao vivaço (mas gravado) no roNquinha. Mamãe! Estrogonoficamente inoxidável!
Só tenho a agradecer. Muito. Demais.
Pra finalizar, e a propósito do Paul Simon ter sido pauta semana passada, gostaria de recomendar fortemente uma série chamada Horace and Pete, criada e protagonizada pelo grande Louis C.K., com Steve Buscemi, Alan Alda e Jessica Lange compondo o elenco. Depois de ter encerrado a série Louie (simplesmente uma das coisas mais belas e tocantes que tive o prazer de assistir), Louis C.K. resolveu caminhar pela contramão absoluta do nosso mundinho contemporâneo (o que me remete sempre ao roNca, é claro!) e resolveu distribuir sua nova obra pelo próprio site, sem qualquer apoio de emissoras de TV ou grandes distribuidoras. São dez episódios, a princípio, numa estrutura completamente livre, seja na sua duração (que pode ser de 20, 30 ou 50 min., dependendo da necessidade narrativa de cada um), seja no tom empregado (que vai do humor negro ao drama mais sensível – algo que as temporadas de Louie já pontuavam muito bem).
Seria incrível escutar sua opinião e do Shogun, obviamente!
Pra contribuir, reservem um minutinho e meio da vida de vocês e escutem essa pérola de Paul Simon, música tema de Horace and Pete.
I’m ok the way things are/ I pull my stool up to the bar/ At Horace And Pete’s/ Sometimes I wonder/ Why do we tear ourselves to pieces?/ I just need some time to think/ Or maybe I just need a drink/ At Horace And Pete’s.
 
abraços e até,”
Leandro
atripa

andré mandou pra gente (ou “geração beat” em BSB)…

bsb

 Assunto: Uma dica e uma canção

“MauVal, aqui vai um pedido e uma dica deste integrante da tripa. A dica é para o povo de BSB, que vai receber no CCBB a mostra de cinema “Geração beat”, do dia 11 de julho a  1º de agosto (https://www.facebook.com/mostraGeracaoBeat/?fref=ts). Patti Smith não vai estar lá, mas inspira meu pedido encarecido. Free money, do clássico “Horses” é ele.

Forte abraço e até terça,”

André

diz pra gente “caipirinha”…

flag

como temos, diariamente, zilhões de novos passageiros a bordo, é bom informar que marcelo “caipirinha” tem mais hora de roNca que urubu de voo… idesde os primórdios na flu fm. ao longo desse tempo, se transformou em queridíssimo amigo e responsável pelo envio de alguns dos discos mais inoxidáveis do programa. há anos é residente em leeds e membro da universidade onde o the who gravou o célebre artefato sônico.

recentemente, solicitei ao moNumeNto algumas letrinhas sobre a situation no UK e…

“Salve Simpatia!

Desculpe aí a demora em responder. Quando você me mandou o email, a situação ainda tava muito confusa, e eu preferi esperar a coisa clarear um pouco.

O que eu achei na hora em que ouvi a notícia, e que ainda acho, é que o assassinato dessa parlamentar não foi diretamente ligado a um “facismo em marcha”, mas foi um ato isolado de um sujeito com uma mente, digamos, pouco clara. Claro, sempre aparecem oportunistas de um lado e do outro pra dizerem que “isso revela o que eu sempre disse, e que por isso tal e tal coisa devem acontecer”, mas a interpretação é uma coisa, e a outra coisa é outra coisa.

E sobre o resultado do referendo, acho que o comentário é mais ou menos o mesmo. Teve e vai ter oportunistas de um lado dizendo que a indicação é que a ilha tem que fechar as fronteiras, expulsar estrangeiros, etc, assim com teve e vai ter oportunista do outro lado dizendo que o mais importante de tudo agora é combater os oportunistas do primeiro tipo.

Tem muita gente por aí escrevendo sobre o racismo e a xenofobia aqui nas terras da rainha, que os dois cresceram, que o resultado do referendo é prova disso, e que o racismo e a xenofobia estão tomando conta da ilha. Daqui do meu lado eu não vejo isso. É óbvio que existem xenófobos e racistas por aqui, como existem em qualquer outro lugar. Mas não acho que sejam mais numerosos aqui do que em países onde a popularidade da União Européia é bem maior, acho até o contrário. E também não acho que racismo ou xenofobia foram as razões principais do resultado ter sido a favor do fim da união.

O que eu acho é o seguinte. Tem uma parte considerável da população que tá sendo deixada pra trás, ou até marginalizada. Gente com pouca educação, em áreas que contribuem menos pra economia e que nunca se recuperaram do declínio social/cultural/econômico. Esses “improdutivos” têm sido muito estigmatizados e pressionados. Se eu fosse um deles, acho que eu teria votada em qualquer coisa pra “bagunçar o coreto.” Se você olha os mapas e gráficos da votação no referendo, a indicação é forte. Nas cidades grandes (Londres, Leeds, Manchester, Liverpool, Bristol, etc) o “fica” ganhou, nas cidades pequenas e nas partes “decadentes” foi o “sai”. Fora pouquíssimas exceções (Birmingham, Escócia), o contraste é muito grande. E as exceções se explicam facilmente. Na Escócia, por exemplo, as estruturas de suporte a comunidades e pessoas não vem sendo desmanteladas como aqui na Inglaterra ou em Gales, onde o que reina não é a Elizabeth, mas sim a “produtividade”, a “competitividade”, e coisas do gênero.

Ontem eu tava lendo no jornal um artigo sobre Ebbw Vale, uma cidade pequena em Gales onde (diz o artigo) a população de imigrantes é desprezível e os poucos que estão lá não encontram problemas diferentes do resto da população. Essa cidade, que não cresceu com uma produção de aço que não existe mais, é um dos lugares que mais recebeu investimento da UE nos últimos anos. Resultado do referendo? Uns 62% pelo “sai”. Minha opinião: a população de lugares como esse quer respeito, quer sentir orgulho de quem são e do que fazem, mas o que recebem é “investimento” cercado de recriminação e condições: precisam fazer isso, se tornar aquilo, esquecer quem são, abraçar uma outra vida. Você querer fazer isso é uma coisa, mas é muito diferente você ter outras pessoas e até instituições, todos distantes, dizendo que isso é o que você *tem* que fazer.

E voltando aos oportunistas… esses são os que aparecem também de longe pra dizer “olha aqui em quem você pode jogar a culpa desse mal-estar”, ou pra dizer “eles estão reclamando porque são vítimas dessa coisa que eu acho que deve acabar”. O “culpado” da hora é a União Européia, mas daqui a uns anos vai ser outra coisa. Dependendo do trabalho dos oportunistas, pode ser o liberalismo econômico, o “excesso de socialismo”, ou outra coisa.

Email compridão, hein?

Um abração,”

Marcelo “Caipirinha”

University of Leeds