os hermanos…

detalhe pro final de “jubilee street”, em 1:31:00… é pressão, é barra, mano

D+

01 – Jesus Alone 0:39 02 – Magneto 5:57 Interrupción por problemas con el PA System. 6:41 02 – Magneto 10:08 03 – Higgs Boson Blues 15:42 04 – Do you love me ? 26:30 05 – From her to eternity 31:37 06 – Loverman 41:08 07 – Red Right Hand 47:20 08 – The Ship Song 54:05 09 – Into my arms 59:00 10 – Shoot me down 1:05:02 11 – Girl in amber 1:10:00 12 – Tupelo 1:16:10 13 – Jubilee Street 1:24:45 14 – The Weeping Song 1:34:06 … Nick entre el público 1:37:10 15 – Stagger Lee 1:43:40 16 – Push The Sky Away 1:54:08 Encore 17 – City Of Refuge 2:02:17 18 – The Mercy Seat 2:06:40 19 – Rings of Saturn 2:11:55

o fatiamento de corações, mentes & almas…

clique avassalador de professor vidigas, THE butcher em candangolândia!

mas a situation é a seguinte, imagina você numa partida de futiba onde um dos times em campo terá como linha atacante: garrincha, puskas, van basten, maradona e edmundo… isso, massive attack com CINCO monstros para enfeitiçar seus olhos, arrancar sua língua pela orelha, para te levar ao prazer incomum. captou?

pois bem, transporte tudinho para um local abarrotado por uns sete mil espíritos em sintonia total com um palco habitado por jim, nick, george, warren, martyn, david e larry… percebeu?

foi isso que aconteceu, ontem (domingo), no espaço das américas (SP) na volta de nick cave & the bad seeds ao brasa, quase trinta anos depois… grosseria em dose industrial apoiada por repertório barra pesada e performance como poucas vezes temos a chance de testemunhar.

tendo as gavetas do roNca como referência, acho que a entrega de nick ao seu ofício no palco pode ser comparada ao desejo incontrolável de bruce springsteen em fazer amor com sua (dele) platéia… PQP, fueda!

já comentamos como o recente percurso de nick cave na música é algo sem muitos precedentes… de como ele superou tudo, de como conseguiu enfiar uma criação sônica foreta da massificação nas mentes de zilhões de novos ouvintes.

a audiência de ontem estava 1000% inserida na música das sementes… para mim, foi surpreendente a quantidade de gente cantando todas as músicas, palavra por palavra. o show levou por volta de duas horas e quarenta minutos, na maioria do tempo, eu tive pertinho (à esquerda) uma menina muito jovem (com a namorada) que chorou em várias canções, se requebrou, urrou, pulou e se despediu com o rosto de felicidade plena… à direita, um pouco mais distante, tinha uma outra, sozinha… cacilds, ela cantou TODAS as músicas, quietinha, paradinha, mergulhada na mais profunda parte da piscina… D+

no que entrei, hoje, no asa dura, de volta pro rio, quem passa por mim no corredor?

– hey, foi você que cantou todas as músicas de nick cave?

– hahaha… eu mesmo. adoro muito. sei tudo

“from her to eternity”, “jubilee street”, “tupelo”, “the mercy seat”, “red right hand”, “stagger lee” e a surpresa, na marra, de “jack the ripper” ficarão séculos e séculos ecoando pela minha existência… D+D+D+D+D+D+D+D+D+D+D+D+

sabe a sensação das coisas serem positivas? do mundo andar pra frente?

mas nem tudo foram flores no espaço das américas… pela primeira vez em sua vidinha, a coitada da xeretinha foi confiscada pela produção de um show (produção nick cave). até agora não entendi direito como aconteceu o fato e, na boa, prefiro não compreender o que levou a coitadinha da xerê a passar quase três horas isolada do mundo… parece piada mas é pura realidade… pelo andar da carrocinha rolou um mal entendido fuderoso envolvendo o credenciamento de fotógrafos com a produça do show (nick cave) que determinou que os retratistas teriam suas MEGA máquinas confiscadas após a única música autorizada a ser clicada e que, depois do árduo trabalho (!), seriam enxotados para as laterais do palco (na platéia) e ali ficariam, isolados (acredite!) até recuperarem suas ferramentas… hahahahahaha, que comédia.

ao saber desse mal estar, simplemente, comentei: “muito obrigado pela credencial mas eu não estou aqui apenas para fotografar. paguei o ingresso para me divertir vendo o show onde bem quiser e com quem quiser. portanto, não me interessa registrar uma música apenas (a primeira do show)… e se vocês estão proibindo a documentação profissional do show, fiquem sabendo que a pobrezinha da xerê está mil furos abaixo de 99% dos celulares aqui dentro”

nesse momento, brotou uma eficiente e simpática funcionária do espaço das américas super disposta a atenuar a nhaca… e conseguiu.

enfim, fui obrigado a me separar da chorosa xerê que soluçava: “nunca aconteceu isso com a gente”… e respondi: “meu amor, ja que estamos em são paulo, pense no ensinamento do grande boça – puta mundo injusto, meu”.

mas já está tudo certo… disse pra ela que nada irá substituir os cliques que deixamos de fazer mas que, entre mortos e feridos, esse 14 de outubro mostrou como não podemos viver separados

L O V E

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segura a viagem…

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  9. (Introduced as “a prayer to Brazil”)

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  14. (Nick walked in the crowd)

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  15. (Audience members invited to the stage)

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  16. (Audience members on stage)

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  17. Encore:
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  20. (First time played in 2018)

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Note: Original setlist included Skeleton Key, Mermaids and Distant Sky as optional songs, as well as Jack the Ripper, which was played. Foi Na Cruz was attempted, but Nick Cave couldn’t remember the lyrics.

nick em são paulo, no início dos 90 (ou D+D+D+D+)…

a essa altura do championship, nick cave está matando saudades da paulicéia desvairada que tão bem conheceu no início dos anos 90.

o jornalista carlos messias e o fotógrafo lucas lima montaram o quebra-cabeça cascudo das mais profundas relações de nick com a cidade e seus personagens… AQUI

IMPERDÍVEL

no que bati os zôio nessa matéria fui ao encontro de uma das peças mais próximas a nick na temporada paulistana de quase 30 anos atrás: o então diretor de arte michel spitale que, hoje, é residente no rio de janeiro… e com quem encontro semanalmente, na rua.

como eu não sabia de toda essa História entre eles, ficamos um tempão na calçada com michel solando loucamente páginas e mais páginas inoxidáveis… como, por exemplo, o dia em que nick comprou a camisa do fluminense (em são paulo e não em paraty como está no texto) e a paulistada caiu em cima falando um monte de atrocidades sobre o tricolor carioca, hahahahahahahahaha… inclusive, esta foto foi tirada pelo michel…

o curioso do relato do michel sobre a aproximação entre ele e nick ser mais forte que com os outros componentes da rapaziada é que ele (michel) não sabia quem era o tal do nick cave, não conhecia nem gostava da música dele… simplesmente, simpatizou por um australiano “hello crazy people” que havia despencado em são paulo e era idolatrado por todos. conclusão, pro nick, o michel também era qualquer um com quem não precisava se vestir de nick cave, manja? do mesmo jeito que ele era com o pessoal da padaria, dos inferninhos, da feira etc & tal.

enfim, terei de cruzar com o michel depois do show de domingo para saber como foi o reencontro da tchurma cabeleira altíssima tantos anos depois… segura os dois com o luke…

( :

pra fechar, carlos messias e nick, ontem, na mercearia são pedro…

thiago mandou pra gente (ou aTRIPA iluminando o roNca)…

ontem, no #305, tocamos o músico americano jim croce que era pedido há muuuuuuito tempo mas que eu não achava os discos deles… só que, recentemente, os pedidos ficaram ainda mais numerosos… e, no programa, levantei a possibilidade de alguma música dele ter aparecido numa série dessas de sucesso mas que eu não sabia de nada.

e, ontem mesmo, surgiu o thiago com a luz da situation…

 

Assunto: Pq a galera anda pedindo jim croce

“Maurição…se liga, o jim croce tem a musica “time in a bottle” no filme x-man days of the future past, numa cena muito bacana do filme.. foi por onde inclusive eu fiquei conhecendo o trabalho dele e comecei a ouvir. Forte abraço…Ronca ronca totalmente excelente.


Atenciosamente;”

Thiago (BH)