brasil

“por um mundo melhor” X a realidade…

brasil.500

não faltam estrangeiros no rio de janeura nesses dias de setembro, procede?

já pensou como eles estão processando a situação nas últimas horas?

como é possível entender que – na mesma área da cidade maravilhosa – acontece um evento para milhares de pessoas hipnotizadas pelo mantra consumista “por um mundo melhor” e que, logo ali, a mesma metrópole se transforma num campo de batalha com todas as vozes envolvidas entoando “por um mundo pior”.

temos nos nossos cornos um filme de ficção com roteiro recheado pelos mais manjados e previsíveis componentes: ganância, miséria, mentira, corrupção, idiotização, violência, trairagem, incompetência… mas nunca fomos tão surpreendidos pela escalafobética mixagem desses dois mundos tão distantes… e tão próximos.

em breve, os próximos episódios do épico “a guerra dos mundos”

“não há grita, desistimos” (de junho, mas serve para amanhã)…

brasil.500

“Moro em frente à lagoa Rodrigo de Freitas, no caminho do túnel Rebouças, principal via de ligação entre a zona sul, o centro e a zona norte do Rio de Janeiro.

Aprendi, com a vida, a lidar com o eterno engarrafamento das cercanias do meu prédio. Tracei estratégias para suportá-lo com resignação, e na época em que ainda existia a Árvore-de-natal da Lagoa, cheguei a abandonar o volante e ir a pé, devido à quantidade de curiosos em torno do espelho d’água.

De janeiro para cá, os congestionamentos desapareceram como que por milagre. Dei para ir e vir com uma rapidez espantosa, comemorei a melhoria do trânsito, até perceber que o fenômeno nada tinha a ver com mobilidade urbana. Era a crise. A crise e a depressão da cidade.

Os restaurantes e bares estão vazios, os teatros fecharam, as lojas se foram e os hotéis olímpicos acabaram às moscas. É como se estivéssemos vivendo sob um toque de recolher. Minha mãe comentou, outro dia, que sente o Rio envolto numa mortalha.

Os assaltos, as trocas de tiro que ecoam como na Síria, os arrastões continuam, mas a calmaria é assombrosa.

Não há dinheiro nem plano, não há futuro ou comando. É como estar num transatlântico à deriva, rezando para passar, você nem sabe o quê.

Pezão abriu mão de governar, declarou estar ciente de que não resistirá muito mais no cargo. Crivella honra compromissos na África, como pastor, e tem planos para fechar as torneiras da festa pagã do Carnaval.

No último dilúvio, a comitiva do prefeito colidiu com o carro de um cidadão e passou batida, sem prestar assistência. Crivella, suspeita-se, tinha pressa de chegar em casa, para ficar a salvo das corredeiras de esgoto e lixo em que se transformaram as ruas e avenidas sob sua responsabilidade.

Normal. Não se espera mesmo nada do andar de cima. Não há revolta, não há mais bombas na Primeiro de Março. Resta apenas a apatia, e uma falta de saída de arrepiar.

Os males que ameaçam o país parecem acontecer antes, e com mais intensidade, nessa vitrine chamada Rio de Janeiro. Carma de ex-capital. O PMDB de Cunha e Cabral levou a medalha de ouro em corrupção, o buraco da Previdência já mostra os dentes por aqui, e a falência é palpável.

Ninguém merece a Alerj, Picciani, ou a oposição de Garotinho. O Rio prima pelo horror, mas os eguns engravatados de Brasília não deixam nada a dever aos mortos-vivos da Guanabara.

Michel Temer sofreu bullying na Noruega, tem uma taxa de aversão de 93%, é investigado por formação de quadrilha. Ainda assim, não há grita.

O medo do colapso da economia, a tentativa de atravessar o lamaçal até 2018 sem fazer marola, o “Fora, Temer” tão colado ao “Volta, Lula”, o deserto de candidatos, tudo isso explica, em parte, o marasmo. Mas a paralisia do Rio diz mais.

Cansamos. Desistimos deles.

No temporal de 20 de junho, um mergulhador limpou os bueiros da praça da Bandeira por conta própria, enquanto Crivella fugia a caminho de sua casa.

Não há consenso ou energia que faça a indignação chegar às praças, mas um e-mail seguido de “send”, para pressionar os deputados da CCJ a levar a acusação de Janot a plenário, já seria um baita de um esforço cívico.

Temer é como Pezão. Já foi e sabe. É preciso impedir que ele estenda a mortalha.”

Fernanda Torres / daqui

vida de operário (ou é dura a vida honesta)…

Assunto: OPERÁRIO FERROVIÁRIO na FINAL DA SÉRIE D

“Mauvall, só pra constar, o Operário Ferroviário conquistou agorinha mesmo (fim de noite de segunda feira) o acesso à primeira final de brasileiro da sua centenária história, ao vencer o Atlético de Rio Branco (AC). Com esse resultado, vamos decidir o campeonato brasileiro da série D com o Globo de Natal, em duas partidas – dia 3/09 em Natal, e 10/09 em Ponta Grossa.
Agora, a torcida é para que o Fantasma da Vila Oficinas consiga, pela primeira vez, levantar uma taça de Campeão Nacional. Sem precedentes.
Um abraço,”

André

ope

diz pra gente P.C (ou a ganância corrói)…

pc.tico

é pra assinar embaixo?

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COLUNA
Paulo Cezar Caju

Seja feliz, Neymar!

Se eu fosse seu conselheiro, ele não trocaria o Barcelona pelo PSG

Qual a polêmica do dia? Bastou sentar-me em um café do Leblon e o vizinho da mesa ao lado perguntou se o Neymar deveria trocar o Barcelona pelo Paris Saint Germain.

Mergulhei no túnel do tempo e me lembrei quando, aos 20 anos, campeão do mundo, recebi três propostas equivalentes em termos de grana, Ajax, da Holanda, Paris Saint Germain e Olympique de Marseille. Queria jogar bola e ser feliz! Claro, fui para o Olympique porque tinha sol, praia e um clima semelhante ao do Rio.

Se eu fosse conselheiro do Neymar, ele não trocaria o Barcelona pelo PSG porque ele já está realizado financeiramente e precisa de felicidade para continuar o jogador brilhante que é. Tem que esquecer essa história de melhor do mundo e de que no PSG não terá a sombra do Messi. Que sombra do Messi é essa?

No Barcelona, o Neymar aprendeu a jogar coletivamente. A escola de lá o obrigou a isso e o tornou um jogador melhor. No PSG, o individualismo impera, com Di Maria e Cavani, que, por sinal, é um chato e vive encrencando com o Lucas.

Essa história de querer ser o astro principal pode ser um tiro no pé. No Barcelona, seu futebol tende a evoluir, ele é querido pela torcida e criou laços de amizade com Messi, o astro principal. Morei em Paris muitos anos. Lá, o inverno é rigoroso, neva e muitos estrangeiros reclamam de preconceito. Nunca sofri é bom que se diga. O parisiense é diferente do latino. Tudo isso deve ser levado em conta numa mudança de time.

O Neymar tem que pensar em ser o jogador mais feliz do mundo. Sendo o mais feliz, acredite, será o melhor.

o leão com coração de cordeiro…

abel

não tem régua no planeta para medir a dor que a família (e amigos) estão sentindo nessa hora… PQParille!

volta e meia cruzo com abelão… sempre fechado, sem olhar pra quem passa, na dele total. lá atrás, com ele no CRVG de técnico, fiz uma saudação singela (nem lembro qual) e recebi um estrondoso rugido de volta… hahaha, abelão, né? nunca mais ousei cutucar a fera.

quando ouvia os relatos da paixão pelo piano, pensava em dar um toque (do outro lado da rua, claro), tipo: “abelão já ouviu o novo do father john misty? tremendo som de piano em clima elton john, papo de 72″… ou então, pedir (também do outro lado da rua) alguma dica de vinhota barratinha, no supermercado.

mas na boa, diante da tragédia de hoje, não duvido nada de abelão jogar a toalha… isso, a fera / o leão  / a rocha largar o mundo da bola… pensar no tempo que passou em campo com gabirus, fernandões, freds, richarlisons e centenas de outros enquanto o filhote estava em casa, em outra cidade, longe pra meirelles, crescendo… fueda.

perder um filho, ainda mais nessas circunstâncias, balança qualquer cidadão… e abelão – assim como montillo, recentemente – pode mostrar pra gente que nem tudo tem preço.

deixo o texto do tricolor cezar motta que recebi de um chapa…

Cezar Motta
4 h · Brasília,

A tragédia de Abel Braga
Mais do que o técnico de um time, ou um profissional do futebol que vem e passa, Abel Braga é para a torcida do Fluminense uma espécie de amigo, um pai para os jogadores mais jovens, um irmão para a turma mais velha.
É um cara em que todos nós, tricolores, confiamos. É um de nós.
Abelão é um sujeito humano, paternalista, afetuoso, que só consegue trabalhar onde estabelece laços de amizade, confiança e espírito coletivo.
Apesar de todo o sucesso profissional, não é arrogante ou vaidoso, e os repórteres que acompanham o Flu sabem e são testemunhas do que digo.
Campeão brasileiro com o Flu, mundial e da Libertadores com o Inter, Abelão deixa laços afetivos por onde passa. Como na Ponte Preta, que dirigiu em 2003 com salários de todo o elenco atrasados em três a quatro meses, e onde evitou um rebaixamento dado como certo.
Os atletas jogaram por ele.
A perda de um filho deve ser algo devastador para qualquer ser humano normal. Imaginem, amigos, para alguém assim.
Quando o centro-avante Michael, na época um menino, foi flagrado no antidoping em 2013, e praticamente liquidou a própria carreira, Abel abraçou-o como um a filho, ofereceu-lhe a própria casa, jurou que o apoiaria.
Em 2012, eu estava em Londres e visitava com o Rodrigo, meu filho mais velho, o estádio do Arsenal, o Emirates Stadium. Ao longo do tour, conhecemos um gaúcho, funcionário do Departamento de Futebol do Internacional de Porto Alegre, que estava lá para visitar o neto, que treinava e tentava a carreira
nas categorias de base do Chelsea.
O cara me dizia, e ao meu filho Rodrigo, que se dependesse dele e de boa parte dos funcionários e da torcida do Inter, Abel ficaria lá para sempre. Havia estabelecido uma relação de carinho e respeito. Como bonachão, na hora das refeições pegava com os dedos a carne no prato dos outros; tinha o carinho de todo mundo. Deu ao Inter uma Libertadores e um Mundial.
Quem ainda tem a paciência de ler as bobagens que escrevo aqui sabe que eu sou um abelista. Critico algumas vezes suas decisões, acho que o time anda mal treinado, mas não consigo imaginar ninguém no lugar dele. É um representante da torcida na direção do time. Um tricolor autêntico e um ser humano especial.
Nunca tive o prazer de conhecer Abel Braga pessoalmente, mas acompanho-lhe a carreira desde o início, em 1972, quando esteve na seleção brasileira de base, que disputou o título de Toulon, na França. Nunca o perdi de vista, porque achava que seria um personagem do futebol brasileiro.
Em todas as vezes que chegou para dirigir o Flu, escrevi sobre sua história de vida, menino de classe média baixa da Vila da Penha, filho de pai português e vascaíno, dono de oficina mecânica. Repeti velhas histórias, como a de que toca piano, mas em vez de puxar o banco para tocar, puxava o piano.
As histórias de que fala bem francês e é um grande conhecedor de vinhos. Dono de um restaurante de massas e um gourmet – talvez mais comilão do que gourmet.
Ou a história ainda mais velha, de quando, como jogador juvenil do Fluminense (era como se chamavam os jogadores da base antes de 1980, infanto-juvenis e juvenis), foi convocado para a seleção brasileira juvenil. Um repórter ligou para a casa dele e foi atendido pela mãe do jogador:
— O Abel está?
Naquela época, o Fluminense tinha espaço na mídia, e seus jogadores da base eram procurados pela imprensa.
— Qual deles? – perguntou a mãe – O Abelão ou o Abelinho?
O repórter pensou na imagem do zagueiro, com 1m88, e respondeu:
— O Abelão.
E ficou surpreso quando veio o velho Abel, dono da oficina mecânica, com o forte sotaque lusitano:
— Ah, você quer falar com o meu filho. Abelinho, telefone pra você! É um gajo do jornal!
Abel não merecia a tragédia que lhe aconteceu. Nenhum pai merece isso. Tenho a certeza de que todos os tricolores estão solidários com o nosso técnico.
Força nesta hora, Abelão. Estamos com você.

silvinho da portela, caçulinha & “preto e branco”…

entre as muitas razões que me levaram a encontrar adelzon alves (na quinta feira), estava o desejo de passar para o monumento o livro “preto e branco”…

adelzon.livro.tico

no que adelzon começou a folhear o dito cujo, instantaneamente, ao se deparar com determinada imagem (eu preferi não ver por onde ele estava passando os olhos), bradou:

– silvinho da portela

aí, claro, pulei em cima para saber qual fotografia exibia silvinho da portela…

silvinho

HAHAHAHAHA… que momento… adelzon tascou o dedo no cidadão de chapéu que há 40 anos (a foto é do carná de 78) alimenta nossa imaginação… e repetiu:

– silvinho, puxador de samba da portela por muitos anos

pra confirmar a gloriosa identificação, perguntou a caçulinha (assistente do programa e VIOLONISTA de PIXINGUINHA) que assinou embaixo:

– silvinho da portela

mamãe, que noite… que lendas, que Histórias!

xeretinha, evidente, pirou com caçulinha…

caculinha.tico

cheers

a mesma piada de sempre…

s.jujuba3

normal, esse tipo de “tratamento” já é conhecido há mais de cem anos…

Ministério Público do Rio interdita São Januário por 180 dias; clube vai recorrer

Estádio do Vasco é fechado após o conflito ocorrido no clássico com o Flamengo, dia 8 de julho, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro

vou ali na esquina dar umas gargalhadas por conta do MP… de onde ele é mermo?

ahhhhh, tá… MP do estado do rio de janeiro

comédia!

o exemplo aos predadores da justiça…

vasco.santos

ainda agora (são 13h), dei uma ligada para vaguinho, o maior e mais descabelado componente da crônica esportiva no cone sul.

a pauta do papo foi saber dele a razão pela qual os gênios da justiça (?!) esportiva (?!) brasileira optaram por fazer vasco X santos, hoje, no engenhão, com portões fechados.

PQParille, só em escrever isto me dá uma vontade incontrolável de gargalhar e chorar ao mesmo tempo… enfim, o estrogonófico vaguinho – educadamente – respondeu:

– é claro que esses FDP não querem nada além de fazer merda. a preocupação deles está longe de ser algo educativo. não estão nem aí para tentar resolver essa desgraça. longe de, realmente, punir os envolvidos nos lamentáveis fatos que rolaram em são januário. porra qual a participação do estádio no que aconteceu no vasco X fla? o estádio tem culpa? são januário desabou? houve invasão do espaço reservado pra torcida do fla? por que a justiça não grampeou o eurico como responsável direto pelo fatos? por que não identificaram 90% dos que apareceram na TV fazendo merda? porra, estão todos lá com as carinhas à disposição dos que são realmente interessados em combater essa doença. mas não, como esses FDP não sabem o que fazer, seguem o caminho mais fácil e que dá a eles a máscara midiática de paladinos da justiça. cambada de imundos… e ainda puniram torcida do santos , arrancando dela o direito de vir ao rio … e, mais ainda, privaram todos os que gostam de futebol no brasil de assistir, decentemente, a um dos maiores clássicos dessa merda de país.

well, well, well, vaguinho seguiu – inoxidavelmente – no desfile de razões que justificou a maluquice dos gênios da justiça (?!) em colocar vasco X santos no engenhão sem torcida… quando, ao interromper o discurso, levantei a questão:

– mas vaguinho, se essa corja conseguisse pensar em algo positivo-moralizador-inovador e que não punisse, injustamente, o estádio e a torcida do vasco (que NADA têm a ver com a desgraceira) que tal seria se eles dessem a idéia de manter vasco X santos em são januário, EXCLUSIVAMENTE, para crianças e mulheres?

e vaguinho respondeu:

– porra, mas aí, é ser muito inteligente e criativo, coisa que está anos luz dessa gente inútil… bastaria seguir o exemplo que aconteceu na turquia com o  fenerbahce que passou pela mesma situação de violência da torcida mas a justiça de lá optou por algo totalmente moralizador e que, acima de tudo, preservou o clube e a verdadeira paixão de seus verdadeiros torcedores!

fica o exemplo pra essa quadrilha que tem como objetivo principal acabar com o futebol…

fute

mais um brutal domingo medieval…

briga

esta imagem pra mim, tem a dimensão do china encarando o tanque, do engravatado terrorista com a arma pra cima na galeria de arte e de outras tantas onde o descontrole assume proporções brutais… mamãe!

caramba, o coração dói ainda mais depois das fotocas da carmela… mas as cenas de hoje, em curitiba, são pra neguinho parar e pensar que algo tem de ser feito urgentemente, drasticamente… sei lá, tipo os jogadores paralisarem o campeonato… ou então, os torcedores desgarrados das organizadas optarem, organizadamente, pela TV.

ah, tá… mas como proceder? what to do?

caramba, não sei… mas eu já começo a pensar, seriamente, em jogos de torcida única… “this is the end” (j.morrison), mas é algo concreto… PQP!

tirem as crianças da sala…

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