brasil

dórival…

estou na pista tentando levar bernardão bnegão para fazer umas fotocas nesse “logradouro”…

manja?

pois é, a via acima tem nome… melhor dizendo, NOME… mas, infelizmente, não há um cidadão brasileiro que resida nela… caramba!

é isso mesmo, as calçadas são – simplesmente – as laterais dos edifícios que se encostam nela… e, ao fundo, existe um portão de acesso… de acesso restrito (talvez sem uso) ao 23º batalhão da PM. mamãe!

ou seja, a rua não existe para a população carioca.

ah, tá… você está pensando que a História acabou por aqui, né?

mas ela está começando… afinal, a referida via “pública” tem dois nomes… não, não é piada, é fato. segura a vibe em suas esquinas com a avenida visconde de albuquerque…

captou? tá crendo? que momento!

as placas estão ali (aqui), lado a lado, com pouquíssimos metros de separação… e as nossas possantes prefeituras insistem em manter a grosseria ativa.

mas tem o mais sinistro de tudo, como DORIVAL CAYMMI pode dar nome a uma “rua” onde não há ninguém para encher o peito e dizer: “eu moro na rua dorival caymmi”.

mamãe, que lamentável, que dó!

qual a razão para arrancarem de nós esse prazer com gosto de acarajé mixado à maresia do leblon ou dos ventos de itapoã refrescando a cachaça da rua júlio de castilhos (posto6)?

jisus, não faltam ruas na cidade de são sebastião para (re)nomeá-las decentemente… por exemplo, a montenegro (i repeat a MONTENEGRO de ipanema) virou vinícius de moraes.

que tal começarmos JAH um movimento forte com bernardão à frente?

oxente, especialidade dele… especialidade nossa.

em 2016 o globo publicou (AQUI) uma matéria sobre a “rua”.

enquanto isso, a prefeitura pode arrumar a placa do cayme… sem esquecer as irmãzinhas da tonelero (toneleros / toneleiro), barão de jaguaripe (jaguaribe) e outras tantas.

acredite…

hoje, em brasília, durante vasco 1 X 1 flamengo… imagina a quantidade de gracinhas que brotará dessa imagem, talvez, inédita no mundo do esporte profissional.

e o milagroso resultado que sirva como uma empurrada para novos ares em são jujuba já que estamos no CTI… amém

se você nunca viu, jamais verá…

o museu nacional da quinta da boa vista, segundo os entendidos, desabará ainda hoje.

PQP

que desgraça, que perda… que tristeza!

uma tragédia anunciada há anos… situação igualzinha a de várias outras instalações culturais / históricas de um país sem memória… e que terá menos referências ainda.

é o brasil queimando nas chamas da ganância, da burrice, da violência… uma via sem saída, sem esperança… estão indo pro ralo 200 anos de preservação. indo pro ralo 200 anos de amor de muitas pessoas devotadas ao Trabalho.

acho que nunca, às vésperas de uma eleição, o recado foi passado de forma tão cristalina, tão dolorosa… um dia negro em nossas vidinhas… PQP

igualmente brutal serão os depoimentos das otoridades responsáveis pela calamidade… se prepare para a quantidade de insanidades que essa corja vomitará!

) :

 

o fim da palavra carona…

carona sempre foi uma palavra conectada ao que existe de mais bacana: carona em viagem, carona na paquerinha, carona espiritual, carona no busão, carona ao pagar a conta, caroNa para ouvir o roNca, carona na motoquinha/motocona, carona pelo prazer de ser carona ou dar carona… enfim, um dos sinônimos de camaradagem.

de uns (muitos) tempos para cá, na maioria da vezes onde a palavra carona é utilizada, a presença da infelicidade é obrigatória. diariamente, são inúmeras as notícias de violência cometidas por motoqueiros… caramba, o rio de janeiro está em guerra. temos a cenográfica intervenção “nas ruas” e a realidade só piora.

pois então, qual seria a dificuldade de se preservar a palavra carona por algum período e “liberar” as motocas para circular, exclusivamente, com seus condutores?

será que os defensores da carona verdadeira ficariam injuriados com a novidade? acho que não já que eles estão entre as principais vítimas dos usurpadores.

a exemplar colômbia colocou em prática esse ato solitário de ocupação dos veículos de duas rodas e os bons resultados pipocaram loucamente. lembra, né?

o inaturável é constatar mais uma tragédia como esta…