futebol

o puro sangue paraguaio…

cerro

o clube cerro porteño, de assunção, acaba de inaugurar seu novo estádio “la nueva olla”

e o globoesporte.com informa:

Cerro Porteño inaugura estádio erguido por torcedores e com gramas de 2014

Em menos de três anos, time paraguaio constrói “Nueva Olla”, que custou 5% do Maracanã e teve ajuda de 40 torcedores membros de organizada do clube.

Enquanto vários clubes brasileiros sonham com um estádio próprio, o Cerro Porteño, um dos dois maiores clubes do Paraguai, inaugura sua nova casa. E com um preço de dar inveja a qualquer clube do Brasil: 22 milhões de dólares (cerca de R$ 69 milhões), o que corresponde a 5% do preço do Maracanã (R$ 1,2 bilhão). “La Nueva Olla” levou dois anos, oito meses e 18 dias para ser construído…

+AQUI

irã irado (ou o jornalismo agoniza)…

a reportagem do globo apurou que houve participação da torcida organizada do vasco “irã jovem” na pancadaria depois de botafogo X flamengo, no engenhão. ou seja, só eles sabem da presença de perigosíssimos iranianos infiltrados no futebol carioca. talvez, o “repórter” tenha ficado impactado com a marca da torcida que define tão bem a conexão teerã-rio. enfim, prêmio pulitzer de jornalismo a caminho da irineu marinho …

– O Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) vai pedir, mais uma vez, ao Ministério Público o banimento da facção organizada Fúria Jovem do Botafogo. Na madrugada de ontem o presidente da organização Luis Filipe Fonseca da Silva, o Canelão, e mais 46 pessoas foram presas foram e transferidos para presídios da capital. Além deles, dois menores foram apreendidos. As prisões aconteceram em Madureira quando a Fúria e membros das facções organizadas Força Jovem Vasco e Irã Jovem Vasco esperaram a Raça-Fla descer do trem para uma emboscada.

ira

diz pra gente P.C (ou a ganância corrói)…

pc.tico

é pra assinar embaixo?

########

COLUNA
Paulo Cezar Caju

Seja feliz, Neymar!

Se eu fosse seu conselheiro, ele não trocaria o Barcelona pelo PSG

Qual a polêmica do dia? Bastou sentar-me em um café do Leblon e o vizinho da mesa ao lado perguntou se o Neymar deveria trocar o Barcelona pelo Paris Saint Germain.

Mergulhei no túnel do tempo e me lembrei quando, aos 20 anos, campeão do mundo, recebi três propostas equivalentes em termos de grana, Ajax, da Holanda, Paris Saint Germain e Olympique de Marseille. Queria jogar bola e ser feliz! Claro, fui para o Olympique porque tinha sol, praia e um clima semelhante ao do Rio.

Se eu fosse conselheiro do Neymar, ele não trocaria o Barcelona pelo PSG porque ele já está realizado financeiramente e precisa de felicidade para continuar o jogador brilhante que é. Tem que esquecer essa história de melhor do mundo e de que no PSG não terá a sombra do Messi. Que sombra do Messi é essa?

No Barcelona, o Neymar aprendeu a jogar coletivamente. A escola de lá o obrigou a isso e o tornou um jogador melhor. No PSG, o individualismo impera, com Di Maria e Cavani, que, por sinal, é um chato e vive encrencando com o Lucas.

Essa história de querer ser o astro principal pode ser um tiro no pé. No Barcelona, seu futebol tende a evoluir, ele é querido pela torcida e criou laços de amizade com Messi, o astro principal. Morei em Paris muitos anos. Lá, o inverno é rigoroso, neva e muitos estrangeiros reclamam de preconceito. Nunca sofri é bom que se diga. O parisiense é diferente do latino. Tudo isso deve ser levado em conta numa mudança de time.

O Neymar tem que pensar em ser o jogador mais feliz do mundo. Sendo o mais feliz, acredite, será o melhor.

o leão com coração de cordeiro…

abel

não tem régua no planeta para medir a dor que a família (e amigos) estão sentindo nessa hora… PQParille!

volta e meia cruzo com abelão… sempre fechado, sem olhar pra quem passa, na dele total. lá atrás, com ele no CRVG de técnico, fiz uma saudação singela (nem lembro qual) e recebi um estrondoso rugido de volta… hahaha, abelão, né? nunca mais ousei cutucar a fera.

quando ouvia os relatos da paixão pelo piano, pensava em dar um toque (do outro lado da rua, claro), tipo: “abelão já ouviu o novo do father john misty? tremendo som de piano em clima elton john, papo de 72″… ou então, pedir (também do outro lado da rua) alguma dica de vinhota barratinha, no supermercado.

mas na boa, diante da tragédia de hoje, não duvido nada de abelão jogar a toalha… isso, a fera / o leão  / a rocha largar o mundo da bola… pensar no tempo que passou em campo com gabirus, fernandões, freds, richarlisons e centenas de outros enquanto o filhote estava em casa, em outra cidade, longe pra meirelles, crescendo… fueda.

perder um filho, ainda mais nessas circunstâncias, balança qualquer cidadão… e abelão – assim como montillo, recentemente – pode mostrar pra gente que nem tudo tem preço.

deixo o texto do tricolor cezar motta que recebi de um chapa…

Cezar Motta
4 h · Brasília,

A tragédia de Abel Braga
Mais do que o técnico de um time, ou um profissional do futebol que vem e passa, Abel Braga é para a torcida do Fluminense uma espécie de amigo, um pai para os jogadores mais jovens, um irmão para a turma mais velha.
É um cara em que todos nós, tricolores, confiamos. É um de nós.
Abelão é um sujeito humano, paternalista, afetuoso, que só consegue trabalhar onde estabelece laços de amizade, confiança e espírito coletivo.
Apesar de todo o sucesso profissional, não é arrogante ou vaidoso, e os repórteres que acompanham o Flu sabem e são testemunhas do que digo.
Campeão brasileiro com o Flu, mundial e da Libertadores com o Inter, Abelão deixa laços afetivos por onde passa. Como na Ponte Preta, que dirigiu em 2003 com salários de todo o elenco atrasados em três a quatro meses, e onde evitou um rebaixamento dado como certo.
Os atletas jogaram por ele.
A perda de um filho deve ser algo devastador para qualquer ser humano normal. Imaginem, amigos, para alguém assim.
Quando o centro-avante Michael, na época um menino, foi flagrado no antidoping em 2013, e praticamente liquidou a própria carreira, Abel abraçou-o como um a filho, ofereceu-lhe a própria casa, jurou que o apoiaria.
Em 2012, eu estava em Londres e visitava com o Rodrigo, meu filho mais velho, o estádio do Arsenal, o Emirates Stadium. Ao longo do tour, conhecemos um gaúcho, funcionário do Departamento de Futebol do Internacional de Porto Alegre, que estava lá para visitar o neto, que treinava e tentava a carreira
nas categorias de base do Chelsea.
O cara me dizia, e ao meu filho Rodrigo, que se dependesse dele e de boa parte dos funcionários e da torcida do Inter, Abel ficaria lá para sempre. Havia estabelecido uma relação de carinho e respeito. Como bonachão, na hora das refeições pegava com os dedos a carne no prato dos outros; tinha o carinho de todo mundo. Deu ao Inter uma Libertadores e um Mundial.
Quem ainda tem a paciência de ler as bobagens que escrevo aqui sabe que eu sou um abelista. Critico algumas vezes suas decisões, acho que o time anda mal treinado, mas não consigo imaginar ninguém no lugar dele. É um representante da torcida na direção do time. Um tricolor autêntico e um ser humano especial.
Nunca tive o prazer de conhecer Abel Braga pessoalmente, mas acompanho-lhe a carreira desde o início, em 1972, quando esteve na seleção brasileira de base, que disputou o título de Toulon, na França. Nunca o perdi de vista, porque achava que seria um personagem do futebol brasileiro.
Em todas as vezes que chegou para dirigir o Flu, escrevi sobre sua história de vida, menino de classe média baixa da Vila da Penha, filho de pai português e vascaíno, dono de oficina mecânica. Repeti velhas histórias, como a de que toca piano, mas em vez de puxar o banco para tocar, puxava o piano.
As histórias de que fala bem francês e é um grande conhecedor de vinhos. Dono de um restaurante de massas e um gourmet – talvez mais comilão do que gourmet.
Ou a história ainda mais velha, de quando, como jogador juvenil do Fluminense (era como se chamavam os jogadores da base antes de 1980, infanto-juvenis e juvenis), foi convocado para a seleção brasileira juvenil. Um repórter ligou para a casa dele e foi atendido pela mãe do jogador:
— O Abel está?
Naquela época, o Fluminense tinha espaço na mídia, e seus jogadores da base eram procurados pela imprensa.
— Qual deles? – perguntou a mãe – O Abelão ou o Abelinho?
O repórter pensou na imagem do zagueiro, com 1m88, e respondeu:
— O Abelão.
E ficou surpreso quando veio o velho Abel, dono da oficina mecânica, com o forte sotaque lusitano:
— Ah, você quer falar com o meu filho. Abelinho, telefone pra você! É um gajo do jornal!
Abel não merecia a tragédia que lhe aconteceu. Nenhum pai merece isso. Tenho a certeza de que todos os tricolores estão solidários com o nosso técnico.
Força nesta hora, Abelão. Estamos com você.

a mesma piada de sempre…

s.jujuba3

normal, esse tipo de “tratamento” já é conhecido há mais de cem anos…

Ministério Público do Rio interdita São Januário por 180 dias; clube vai recorrer

Estádio do Vasco é fechado após o conflito ocorrido no clássico com o Flamengo, dia 8 de julho, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro

vou ali na esquina dar umas gargalhadas por conta do MP… de onde ele é mermo?

ahhhhh, tá… MP do estado do rio de janeiro

comédia!

o exemplo aos predadores da justiça…

vasco.santos

ainda agora (são 13h), dei uma ligada para vaguinho, o maior e mais descabelado componente da crônica esportiva no cone sul.

a pauta do papo foi saber dele a razão pela qual os gênios da justiça (?!) esportiva (?!) brasileira optaram por fazer vasco X santos, hoje, no engenhão, com portões fechados.

PQParille, só em escrever isto me dá uma vontade incontrolável de gargalhar e chorar ao mesmo tempo… enfim, o estrogonófico vaguinho – educadamente – respondeu:

– é claro que esses FDP não querem nada além de fazer merda. a preocupação deles está longe de ser algo educativo. não estão nem aí para tentar resolver essa desgraça. longe de, realmente, punir os envolvidos nos lamentáveis fatos que rolaram em são januário. porra qual a participação do estádio no que aconteceu no vasco X fla? o estádio tem culpa? são januário desabou? houve invasão do espaço reservado pra torcida do fla? por que a justiça não grampeou o eurico como responsável direto pelo fatos? por que não identificaram 90% dos que apareceram na TV fazendo merda? porra, estão todos lá com as carinhas à disposição dos que são realmente interessados em combater essa doença. mas não, como esses FDP não sabem o que fazer, seguem o caminho mais fácil e que dá a eles a máscara midiática de paladinos da justiça. cambada de imundos… e ainda puniram torcida do santos , arrancando dela o direito de vir ao rio … e, mais ainda, privaram todos os que gostam de futebol no brasil de assistir, decentemente, a um dos maiores clássicos dessa merda de país.

well, well, well, vaguinho seguiu – inoxidavelmente – no desfile de razões que justificou a maluquice dos gênios da justiça (?!) em colocar vasco X santos no engenhão sem torcida… quando, ao interromper o discurso, levantei a questão:

– mas vaguinho, se essa corja conseguisse pensar em algo positivo-moralizador-inovador e que não punisse, injustamente, o estádio e a torcida do vasco (que NADA têm a ver com a desgraceira) que tal seria se eles dessem a idéia de manter vasco X santos em são januário, EXCLUSIVAMENTE, para crianças e mulheres?

e vaguinho respondeu:

– porra, mas aí, é ser muito inteligente e criativo, coisa que está anos luz dessa gente inútil… bastaria seguir o exemplo que aconteceu na turquia com o  fenerbahce que passou pela mesma situação de violência da torcida mas a justiça de lá optou por algo totalmente moralizador e que, acima de tudo, preservou o clube e a verdadeira paixão de seus verdadeiros torcedores!

fica o exemplo pra essa quadrilha que tem como objetivo principal acabar com o futebol…

fute

são jujuba, meu amor…

geral

por Luiz Antonio Simas

Não é apenas sobre futebol. É sobre a cidade. A tragédia de ontem em São Januário é derivada de inúmeros fatores, tais como o despreparo da PM, a crise política do Vasco, a cultura da violência como elemento de sociabilidade entre membros de torcida, a construção de pertencimento a um grupo a partir do ódio ao outro (elemento marcante da relação entre Vasco e Flamengo nas últimas décadas), o esfacelamento da autoridade pública no Rio de Janeiro, etc.

Ela tem como pano de fundo, todavia, o assassinato do Maracanã. Morte matada, cruel, pensada nos gabinetes mais sórdidos do poder. Como um sujeito que tenta participar minimamente do debate público sobre a cidade, escrevi sobre isso em O Globo (Santuário Profanado, 26/12/2011) e em O Dia (A cidade era o Maracanã, 27/04/2016). Retomo aqui algumas ideias daqueles artigos.

O Maracanã talvez tenha sido a maior encarnação, ao lado das praias, de certo mito de convívio cordial, ao mesmo tempo sórdido e afetuoso, da cidade do Rio de Janeiro. O estádio foi pensado, em 1950, para ser frequentado por torcedores de todas as classes sociais, mas não de forma igualitária. Ele foi espacialmente dividido, como se cada torcedor tivesse que saber qual é a sua posição na sociedade: os mais pobres na geral, a classe média nas arquibancadas, os mais remediados nas cadeiras azuis e os mais remediados ainda em suas cadeiras cativas.

Esta fabulação de espaço democrático que era o antigo Maracanã, todavia, ainda permitia duas coisas que nos faziam acreditar em uma cidade menos injusta: a crença num modelo de coesão cordato, em que as diferenças se evidenciavam no espaço, mas se diluíam em certo imaginário de amor pelo futebol; e a possibilidade de invenção de afetos e sociabilidades dentro do que havia de mais precário. A geral – o precário provisório – acabava sendo o local em que as soluções mais inusitadas e originais sobre como torcer surgiam.

A geral era, em suma, a fresta pela qual a festa do jogo se potencializava da forma mais vigorosa: como catarse, espírito criativo, performance dramática e sociabilização no perrengue.O fim da geral, a rigor, poderia ser defensável, considerando-se a precariedade do espaço. O problema é que ele veio acompanhado de um projeto muito mais perverso: não era a geral que precisava sumir; eram os geraldinos. Na arena multiuso, interessa um público restrito, selecionado pelo potencial de consumo dentro dos estádios e pelos programas de sócios torcedores. Facilita-se assim a massificação das transmissões televisivas por canais a cabo.

O fim da geral foi, simbolicamente, o esfacelamento de um pacto de cordialidade que usou o manto do consenso para desenhar simulacros de democracia na cidade. Mas até isso já era. Prevalece agora a lógica da exclusão explícita.

Noves fora isso, a destruição do Maracanã fez parte do projeto mais amplo de assalto ao Rio de Janeiro promovido pela organização criminosa de Sérgio Cabral / Pezão e comparsas.

Eu não acredito em qualquer pacto ou em qualquer reconstrução da cidade do Rio de Janeiro – esfacelada, aniquilada, assaltada , extorquida, mediocrizada – que não passe pela devolução do Maracanã aos cariocas.

Um efeito perverso, dentre vários, que vai ser gerado pela noite triste em São Januário é o reforço do discurso dos que acham que o futebol tem que ser mesmo elitizado. Outro efeito deletério é a desqualificação de São Januário, um templo da cultura carioca e um patrimônio do Brasil que, todavia, não pode comportar clássicos.

Desculpem-me os que acham que estamos discutindo futebol ao debater o que aconteceu em São Januário e o crime cometido contra o Maracanã. Não é isso. Nós estamos discutindo a cidade e o Brasil como mínimas possibilidades de convívio digno, fraterno e inventivo entre nossas gentes.

####

infelizmente, não conheço o luiz antonio.

assim como ele aponta a morte do maracanã como causa do esfacelamento democrático no mundo da bola, ele anexa o desejo gigantesco da mídia gourmetizada, padrão FIFA, “meu barça” de implodir o estádio do CRVG.

não vou entrar aqui, evidente, em disputas clubísticas mas para entender o que estou tentando dizer, basta alargar ainda mais o texto do luiz na direção de são januário, símbolo máximo da zona norte carioca / centro da extrema democracia racial / exemplo inoxidável de convívio pacífico com os desprovidos de tudo / templo eterno da força do povo.

sempre foi muuuuito duro para a zona sul aceitar essa distância “filosófica”. imagina agora, onde  o preconceito assume proporções medievais.

ontem mesmo, ao final do jogo (num pé sujo da ZS frequentado por porteiros-flanelinhas-desempregados-traficantes de vinil), um desses signatários do desconhecimento globalizado gritava: “a culpa é da barreira do vasco” (a barreira é a favela colada a são januário).

olhei pros cornos dele e disse: “oh maluco, você já foi lá pra dizer essa merda?”

o fato é que quanto mais a sociedade (via mídia) se mostra includente, a realidade deságua em um pântano habitado pela mais fina flor da intolerância… e da barbárie.

simples assim

territorio

mais um brutal domingo medieval…

briga

esta imagem pra mim, tem a dimensão do china encarando o tanque, do engravatado terrorista com a arma pra cima na galeria de arte e de outras tantas onde o descontrole assume proporções brutais… mamãe!

caramba, o coração dói ainda mais depois das fotocas da carmela… mas as cenas de hoje, em curitiba, são pra neguinho parar e pensar que algo tem de ser feito urgentemente, drasticamente… sei lá, tipo os jogadores paralisarem o campeonato… ou então, os torcedores desgarrados das organizadas optarem, organizadamente, pela TV.

ah, tá… mas como proceder? what to do?

caramba, não sei… mas eu já começo a pensar, seriamente, em jogos de torcida única… “this is the end” (j.morrison), mas é algo concreto… PQP!

tirem as crianças da sala…

) :