jards macalé

JM+MM+AR (10anos)…

ontem, jards macalé & metá metá colocaram a tampa na temporada macalândia, na audio rebel. “aprender a nadar” (1974) foi a base do repertório estrogonófico. xeretinha saiu de lá direto pra dar uma volta na cantareira e revelar as fotocas abaixo (detalhe para o pisante do macao)…

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por falar na audio rebel, já está no ar a campanha (“crowdfrango”) para conseguir um “faz-me rir” e alavancar melhorias que manterão o estabelecimento (por mais 10 anos, no mínimo) como uma das principais opções brasileiras de conexão com o planeta sônico foreta da massificação. segura o toque:

pedro mandou pra gente…

Primeiro disco de Macalé ganha reedição com faixas-bônus dos anos 70

Primeiro disco de Jards Macalé, o compacto duplo Só morto Burning night – lançado sem repercussão em 1970 pela extinta gravadora RGE –  ganha em março reedição produzida pelo pesquisador Marcelo Fróes para o selo Discobertas. Turbinada com dez faixas-bônus, a reedição festeja os 70 anos que o cantor, compositor e músico carioca vai completar em 3 de março de 2013. Às quatro músicas originais do compacto, gravado por Macalé com a banda Soma e com intervenções do piano de Zé Rodrix (1947 – 2009) e da percussão de Naná Vasconcelos, a reedição do selo Discobertas acrescenta dez gravações ao vivo captadas entre 1970 e 1973. Entre estas faixas-bônus, há registros até então inéditos em disco. As quatro músicas originais do disco são Soluços (Jards Macalé e Duda), O crime (Jards Macalé e José Carlos Capinam), a faixa-título Só morto [Burning night] (Jards Macalé e Duda) e Sem essa (Jards Macalé e Duda).

macao

este míssil, nascido em 1972, acaba de ser lançado em vinil pela polysom… inclusive, com o raro encarte!

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sim, sou taradão por ele… um artefato espetacular – vibe, capa, tudo no lugar certo, enxuto, lanny gordin barbarizando, macalé explodindo talento, som… caramba! 10, nota 10… 1000, nota 1000!

é uma lástima este disco não ser conhecido como deveria… creio que houve apenas uma edição em cd e o vinil virou raridade, há tempos!

talvez, esta seja uma das razões para ele não figurar na lista dos 100 principais discos da música brasileira, publicada na revista rolling stone, em outubro de 2007!

afinal, ela é o reflexo do tempo em que foi gerada… claro!

cheguei a comentar isto no roNca roNca… a lista coloca “acabou chorare” como o disco mais cascudo de todos os tempos.

reflexo da compreensão que o som (& tudo mais) dos novos baianos passou a ter nos últimos anos.

“acabou chorare” é uma obra prima… mas jamais seria considerado O disco da MPB, por exemplo, em 1988!

das 100 pepitas, 70 são inquestionáveis… e sobra uma gordurinha pros “duvidosos”… que, amanhã, podem ser os titulares!

esta é a graça da bagaça!

caindo em 2012… com o lançamento deste vinil, documentário sobre macalé, músicas do disco sendo regravadas, aproximação de macao com a nova geração e, sobretudo, o entendimento do álbum & seus periféricos… HOJE, “jards macalé” estaria incluído entre as 20 mais importantes criações da música auriverde em qualquer lista, sem nenhuma dúvida!

e a “amnésia” desceria pelo ralo!

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por falar na rolling stone, encontrei esta edição de 1972…

que me levou a considerar, ainda mais, as opiniões que recebo – diariamente – de pessoas que não têm achado caminho para se “desorientar” sonoramente… e, pelamordedeus, não ache que estou legislando em causa própria… esta ladainha é mais antiga que a roda!

o fato é que a rolling stone, número 27 (outubro/1972) abriu espaço, em layout de página dupla (capa hermeto pascoal), para o primeiro disco de macalé… a mesma revista, em 2007, não incluiu o mesmo disco entre os 100 mais importantes da MPB!

ok, já passamos pelas trocentas razões da ausência, “uma coisa é uma coisa / outra coisa é outra coisa” mas…

está faltando apostar certo… nos artistas certos?

(cacilds, já fui várias vezes na rolling stone para conferir se ele não está no top 100)

(ah, as mãozinhas ali embaixo são de caetano, o aniversariante de ontem!)