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tulio fora da moita, o saca-rolha e juçara marçal…

Subject: Um ouvinte antigo saindo da moita por um bom motivo
“Oi, Mauricio e Chuto Fernando (estou achando que este nome devia substituir Nandão, a Lenda). Meu nome é Túlio e tenho um motivo específico para mandar este email, mas queria primeiro aproveitar que estou entrando em contato para contar que sou ouvinte do programa desde a rádio Panorama, em 1988, quando, ainda entrando na faculdade, rodava o dial de cima pra baixo e baixo pra cima parando quando ouvia algo interessante, parei no Ronca Tripa, como chamava na época, e não saí mais. Quando o programa se despedia de uma rádio eu ficava órfão e quando aportava em outra eu acabava descobrindo graças ao Rio Fanzine, a coluna que o Tom Leão e o Calbuque mantinham no jornal O Globo, eles sempre avisavam numa notinha. Acompanhei o Radiolla na rádio Globo, depois a passagem na Imprensa antes do programa de funk, Cidade, Oi, e hoje online, em que costumo baixar o programa no celular e ir ouvindo no fone nas saídas de casa ao mercado ou que tais. E eu, que sou afeito a música brasileira mais que tudo, tenho o programa como um abridor de ouvidos a saca-rolha, se não fosse ele eu certamente nunca teria ouvido falar de nomes como PJ Harvey ou mesmo Jaff Buckley, para dizer o mínimo, mas eu vibro mesmo quando um Vitor Ramil acaba pousando no programa como uma semana dessas, ou quando um Ataulfo Alves é desencavado (E o Duque não morreu, sensacional, que já tocou no programa uma duas vezes estes anos todos – olha do RoncaData aí, e nunca esqueci). Ou seja, tenho uma dívida impagável com o programa, sem contar uns CDs que ganhei em promoções ao longo dos anos. Sou mais na minha, nunca fui numa das festas (sei que perdi, mas enfim), mas o que já ouvi via Mauricio estes anos todos não tem preço na minha formação não só musical, mas como ser humano mesmo.
E aí vem o assunto específico do email, que é o seguinte: já atuei como músico profissional, mas hoje tenho um blog de crítica musical (AQUI) (já mandei um artigo sobre a Quebra Tudo do Muzak há uns anos e vocês compartilharam até), e de vez em quando atuo nuns projetos por fora. E queria mandar para vocês o resultado de um desses projetos, que acho que vocês vão gostar. É o seguinte: Eu participei de uma iniciativa de criação coletiva de uma canção por zoom, com um grupo de músicos e plateia assistindo e participando do processo ao vivo. Foram cinco encontros de duas horas por cinco semanas, em que a música saiu do zero até a gravação e mixagem final. E com um time de feras, a Juçara Marçal na voz, Sergio Molina e Marcelo Segreto (do Filarmônica de Pasargada), uma cozinha de ótimos músicos e o Gustavo Lenza juntando tudo e botando efeitos, tudo o que tinha direito. E o resultado final foi uma canção chamada Escuta, que ganhou inclusive um clipe, e eu escrevi um artigo contando como foi o processo. E ficou tão legal que eu pensei imediatamente em mandar para vocês mostrarem para o público do programa. Estou mandando todos o links aqui, do vídeo e do artigo, uma versão mp3 da canção por questões de espaço no email, e deve ir um outro email só com o arquivo dela wav, com melhor qualidade, para baixar, se vocês quiserem, pro som ficar da melhor qualidade e pegar todos os detalhes. Espero que gostem. E saibam que tem aqui um acompanhador discreto, porém assíduo, pra mais 20 anos se Deus permitir. Abraço grande em todo mundo.”
Tulio

cineminha “john cale em SP”…

que tempos, hein?

mas aTRIPA, em performance inoxidável, conseguiu ingresso para o nublu festival com juçara marçal e john cale, no sesc pompéia, dia 14… conclusão?

de cara, ao entrar no sesc, esbarrei com ottinho… que astral e felicidade. aTRIPA estava muito bem representada por renan (ex-residente em sheffield-UK) e outros tantos que passavam balbuciando algo como: “tô de olho parado, maurição”, “quero um açaí do bibi”, “saudade do xandão” (hahahaha), “manda música, manda música”… doideira!

juçara, kiko e thaís começaram a viagem deitando os cabelos em “comme à la radio” de brigitte fontaine, “oi cat” (tantão) e outras preciosidades…

como sempre, é bom destacar a tremenda vibe alucicrazy do sesc pompéia. que lugar fueda, que assim ele se perpetue… amém!

durante o intervalo, comentei que estava ali para testemunhar mister cale realizar qualquer tipo de apresentação… mesmo que ficasse calado/imóvel por uma hora eu pediria bis, aplaudindo em cima da mesa… simples assim!

em poucos minutos john cale & trio assumiram o palco para desfilar, talvez, a História mais brutal da música planetária nesses tempos agonizantes. não sei quem pode concorrer com ele a esse espaço incomum em nossas vidinhas movidas a sons… oxente, produzir stooges, patti, squeeze, nico & etc. criar o velvet. gravar com terry riley, nick drake, kevin ayers, lowell george… lançar inúmeros discos solo de qualidade espantosa. instigar. transgredir. ousar + trocentas outras traquinagens. UFA!

enfim, a felicidade estava presente antes dele começar a missa com “helen of troy”…

… dar sequência com “the endless plain of fortune” até chegar ao trio calafrio que encerrou a experiência místca: “femme fatale”, “fear is a man’s best friend” e “sister ray” (set completo AQUI)… tudo isso a poucos metros do “é deus, mamãe”, respirando o mesmo ar… JISUS

cale estava claramente cansado (7.8), querendo distância de todos (não recebeu ninguém), doido pra vazar, com a voz desgastada… mas, como era esperado, cravou mais uma noite pra ficar forévis no coração!

em solo paulistano ainda tivemos a passagem solene da fita demo do coquetel molotov (que guardo desde os tempos da flu fm) para a rapaziada do nada-nada discos produzir um compacto com o material…

+ encontro com o mitológico tunel que fez questão de apresentar o carango que paul weller entrou numa de imitar (segundo o próprio tunel, hahahahaha)…

enfim, correria… muita gente de máscara nos aeroportos apesar de não ter avistado um ser da aviação usando a peça. nenhum piloto, nenhuma atendente. nenhum comissário… crazy!

ok, claro, cada um faz o que achar melhor em qualquer situação… mas acho que tem uma dose de loucura/desconhecimento/modismo (!) reinando forte.

pra fechar, juçara com quem – em 72 horas – cruzei duas vezes, em niterói e são paulo. até brinquei com ela: “você deveria ter chegado no microfone pra perguntar: quem aqui no sesc me viu anteontem em niterói e está aqui nesse instante?”

ela encara, dá o recado, sorri e bota a tampa no cineminha…

cheers

“não tenha ódio no verão”…

ju

Assunto: JM

“Maurição,

Na última semana tive o privilégio de ir ao show da Juçara Marçal aqui no SESC São Carlos.
Ela e seus blue caps (Thiago França no lugar do Thomas Rohrer) tiraram arrepios e até lágrimas da plateia atentíssima.

Ao final, todos sairam meio quietos do teatro com aquela expressão de “pqp, o que foi isso!?”

Segue uma singela e amadora fotoca dela interpretando “Não tenha ódio no verão”
grande abraço a você e Shogun”
David

o sentimeNto…

Assunto: Juçara & roNca
“Mauricio, mesmo sem manter um contato frequente saiba que toda terça o ritual permanece o mesmo, nestes quase sete anos (rapaz como o tempo voa) as terças tem sido dias sagrados.Semana pós semana coloco o Ronquinha plugado no Sistema de som e a magia do radio se repete, independente do formato, independente de ”ser Ao Vivo, porém gravado”. O RoNca tem sido sempre o RoNca, com o mesmo grau de ”desorientação” e saiba que, neste caso, quem lhe sera eternamente grato sou eu.

E Mauricio puxando o gancho de sua citação a Juçara Marçal no programa #152, seria Juçara Marçal uma das mulheres mais fantástica que esse planeta já viu? Pra mim com toda certeza! Todo trabalho dela me inquieta, transcende, me tira do sério.

Ficarei por aqui com poucas palavras e um sentimento que não cabe no peito.

Abraços.”

Jefferson (SP)

j.m

juju music no circo…

(juçara marçal, thomas rohrer, rodrigo campos e kiko dinucci)

juçara disse no #112:

– nosso som está muito mais pra batata quente que pra picolé

traduzindo: ela informou ao pessoal do circo voador que a apresentação seria, basicamente, o disco “encarnado”. que, claro, é quente, muuuuuito quente, mas está anos luz de distância do clima descontraidão/relaxadão de uma típica noite de verão na lapa carioca.

e não vou te enganar não, pouquíssimas vezes testemunhei um show tão “anti-verão” na minha vidinha… nem tangerine dream!!!

aliás, raras foram as situações onde vi o palco oferecer o contrário do que a maioria queria… com moral e na marra (= destemor).

mas quem lá estava aguardando, cabriocaricamente, o batatão fumegante… foi ao delírio.

alucicrazy… D+D+D+D+!

e ainda tivemos o inoxidável final com “opinião”, MEGA clássico de autoria do monumento vascaíno zé keti

e os agradecimentos a pedro “blackhill”… leNda, casca… PQParille!

xeretinha pirou!

( :