king crimson

rafael & king crimson em BsAs…

“Estimado MauVal, a galera porteña ficou completamente alucinada com a apresentação do King Crimson por aqui.
Cheguei em cima da hora, e a introdução com as três baterias começou assim que pus a bunda no assento.
A galera tava um pouco tímida no começo, mas, aos poucos, começou a se ouvir um “Roberto, te amo!” entre uma pausa e outra. Sim, Roberto, não Robert.
Eles não conseguiram se conter e mandavam ver no aliento mesmo sentados. Incrível.
Ao final da apresentação numa tocada apoteótica de 21st Century s man, eles não se aguentaram e levantaram pra soltar um “olé olé olé olé Crimson Crimson”.
Destaque também para atuação impecável dos snipers. O laser verde trabalhou como nunca e intimidou os mais abusados.
Eles só deram uma trégua no final, que foi quando aproveitei pra tirar esse retrato do Luna Park lotadinho só pra você sentir o clima. Isso na segunda noite de apresentação.

Abração!”

Rafael

 

nasceu, há 50 aninhos, para assombrar a humanidade…

Como obra-prima do King Crimson levou o rock a ‘Dark side of the moon’

Lançado há 50 anos, em 10 de outubro de 1969, o álbum ‘In the court of the Crimson King’ inspirou bandas como Yes e Pink Floyd

LONDRES — Cinquenta anos atrás, em Londres, todo mundo que se interessava em música estava falando sobre uma extraordinária banda nova. Eles ainda não haviam lançado um álbum, mas apresentavam sua mistura inovadora de rock, jazz, música clássica e psicodélica em shows ao vivo. Um desses shows foi para meio milhão de pessoas, abrindo para os Rolling Stones no Hyde Park. Outro fez um ilustre membro da plateia, Jimi Hendrix, chamá-los de melhor banda do mundo.

 As revistas de música (bíblias para os fãs no período pré-digital) destacavam algumas características e as gravadoras disputavam seu contrato. A banda se chamava King Crimson e seu primeiro álbum foi “In the court of the Crimson King”, lançado há 50 anos, em 10 de outubro de 1969. Assim como “Nevermind”, do Nirvana, “Ziggy Stardust”, de David Bowie, e a estreia homônima do Run DMC, foi definidor de um gênero.

As cinco canções eram pastorais, pesadas, extravagantes e até simples, com riffs apocalípticos se misturando a influências do hard rock, do jazz clássico e moderno até canções da Idade Média.

— Foi um divisor de águas — diz Ian McDonald fundador da banda e um dos co-autores das canções do do álbum. — Lembro de ouvir e pensar: “O que é isso?”. As bandas voltavam para repensar suas músicas quando ouviram. Eu sei que o Yes fez isso quando ouviu.

Isso pode não ter sido completamente bom. Apenas quatro anos depois, o Yes lançou seu álbum “Tales from topographic oceans”, uma composição única dividida em quatro lados do vinil e inspirada em uma nota de rodapé na autobiografia de um místico indiano. Na turnê, o palco trazia casulos de fibra de vidro que em um show não se abriram, deixando o baixista preso. As canções eram tão longas que uma vez o tecladista Rick Wakeman pediu uma refeição no palco e comeu enquanto os outros membros da banda tocavam. Mas isso dificilmente poderia ter sido previsto quando “In the court of the Crimson King” foi lançado.

— Nunca pensamos nisso como rock progressivo — diz McDonald, que tocava flauta, saxofone e teclado. — É até engraçado, esse termo não era usado. Só fizemos o que achávamos que a música precisava.

– A transição do blues ao jazz

O King Crimson não foi a única banda britânica em 1969 a abandonar o elemento blues do rock e buscar a complexidade e virtuosismo do clássico e do jazz. Em setembro daquele ano, o Deep Purple se apresentaria para grupos e orquestras com a Royal Philarmonic no Albert Hall; álbuns de referência de The Moody Blues, Procol Harum, Genesis, Yes, Pink Floyd e outros foram lançados; e bandas da futura realeza do prog-rock, como Wishbone Ash, Hawkwind e Supertramp, estavam sendo formadas. Mas “In the court of the Crimson King” foi o momento decisivo, “uma obra-prima misteriosa”, de acordo com Pete Townshend, do The Who.

O grupo era (e ainda é) liderado pelo mago da guitarra Robert Fripp, um mestre em afinações incomuns e acordes e vozes complexas, diz McDonald. Fripp é o único membro permanente do King Crimson nesses 50 anos. O baixista e vocalista principal era Greg Lake, que mais tarde iria se transferir para a superbanda Emerson Lake & Palmer.

McDonald, co-fundador da Foreigner, gigante do final da década de 1970 (“I want to know what love is”), trouxe uma série de influências — “banda de exército, coros de vozes masculinas, trios de jazz…”. Um solo de flauta que ele toca na faixa-título “é um aceno direto a Scheherazade [de Rimsky-Korsakov] ”. As letras do poeta Peter Sinfield, sem querer, estabeleceram um modelo para grande parte do rock progressivo, admite McDonald.

— Algumas pareciam medievais. Infelizmente, isso significa que as pessoas pensam que o rock progressivo precisa ter dragões e fadas.

–  As capas viram obras de arte

Outro elemento que virou modelo para o rock progressivo foi a capa do álbum: um pesadelo de cores vivas pintado por um amigo de Sinfield, Barry Godber. Aquela capa parecia ter transcendido a simples embalagem para se tornar arte, da mesma forma que a música ia além das formas simplistas do pop da época. Os lançamentos seguintes aprenderam essa lição — as paisagens alienígenas de Roger Dean alavancaram a popularidade do Yes quanto as letras místicas.

“In the Court of the Crimson King” abriu muitas portas. Yes, ELP, Pink Floyd e outros venderam dezenas de milhões de álbuns de rock progressivo — só “Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd, já vendeu quase 50 milhões de cópias desde seu lançamento, em 1973.

Mas então veio o punk rock com seu minimalismo “faça vocêmesmo” e ética de lo-fi que quase instantaneamente fizeram qualquer esforço progressivo parecer ridículo. Robert Fripp não ficou surpreso — muitas bandas progressivas saíram “tragicamente do caminho”, disse ele, acrescentando: “O King Crimson teve a inteligência de deixar de existir em 1974; o que torna aqueles que associam a banda aos ‘excessos bombásticos do rock progressivo’ no mínimo idiotas”.

No entanto, o rock progressivo se recusa a morrer. Annie Clark (St Vincent) descreve como aprendeu na adolescência a tocar Jethro Tull, uma das bandas que mudou seu som por causa de “In the court of the Crimson King” — numa sala de prática com um pôster do King Crimson. Ao memso tempo, bandas como Marillion, Radiohead, Mars Volta e Muse usam, abusam ou reinventam o rock progressivo (mesmo que, como o Radiohead, eles se recusem veementemente a admiti-lo). E Fripp reformou o King Crimson várias vezes, com várias formações – este mês, a última encarnação encerra uma turnê mundial, com direito a passagem pelo Rock in Rio .

Enquanto isso, como diz McDonald, “50 anos depois, o álbum ainda se mantém”. Ele está certo. E isso é muito mais do que se pode dizer sobre “Tales of Topographic Oceans”.

de cabeça pra baixo…

láááá atrás, quando foram anunciadas as atrações do RiR2019, pensei com meus botões:

– PQP, não tem UM nome que me faça ter vontade de ir ao arraiá do medina!

mas como os paralamas estavam no pacote, engoli seco, pensei em nossa amizade, em nosso trabalho, blábláblá… mas sério, passou forte o pensamento de abortar a missão diante da inédita insalubridade desse ano… mamãe!

adiante, o arraiá informou a visita mais inesperada/surpreendente/inusitada/inoxidável de todos os tempos: KING CRIMSON… hein? como assim, bial?

só me restou torcer muuuuuuito para coincidir com o dia dos paralamas e… BINGO!

e tudo ficou ainda mais amarrado com os paralamas abrindo o palco mundo às 18h e o KC fechando o sunset às 21:15… perfeito!

os relatos do show de SP infomaram uma duração de quase três horas (o setlist está ali embaixo)… claro, o palco sunset não comportaria todo esse tempo… portanto, MEGA risco do rio de janeiro ver fatiada a primeira vez de fripp & seus bluecaps na cidade maravilhosa.

mas pensei eu – de novo – com meus botões: não é possivel que a banda e a produção do arraiá não pensem em algo fora dos padrões para essa estréia carioca. que o king crimson se apresente pelo menos por duas horas. que empurrem adiante o lixo que virá a seguir no palco mundo. que tirem meia hora de cada uma das buchas para o KC ter o mínimo de tempo necessário para fluir decentemente… até porque as referidas inutilidades não estariam aqui se não fosse o KC… simples assim.

até que às 21:15… começa uma das maiores grosserias sônicas que já passaram pelo brasil. isso, não me refiro ao rock in rio apenas… que já passaram por todos os palcos, de todas as cidades, de todas as galáxias brasileiras… PQP!

não vi o movimento da rapeize na platéia mas ouvi a empolgação a cada massacre ejaculado do palco tomado pela máquina de sons mais mortífera on earth.

áudio perfeito, cenário simples total, zereta de telões, três bateristas, tony levin esmigalhando os graves, mel collins, frippa… e Música para residir até o apocalipse final em nossas lembranças… J I S U S

até que, prestes a completar a primeira hora, a banda ataca de “21st century schizoid man”, há séculos a saideira do KC… pensei eu – de novo – com meus botões: “mamãe, essa porra vai acabar com uma hora de duração. não é possível que a produção do arraiá e banda não tenham se revirado para arrumar, pelo menos, mais meia hora”

“21st century schizoid man” cravou a fogo um dos três momentos mais cabeleira alta em todos os tempos do rock in rio junto com “cortez the killer” (neil young, em 2001)… o terceiro você escolhe!

mas o fato é que – como era previsto – a música fechou a apresentação do KC… uma hora apenas para quem estava esperando por eles desde 1969 mais todos os outros fissurados que atravessaram os séculos para testemunhar algo tão descaralhante.

claro que essa hora estará forévis em outra dimensão, uma outra experiência, numa gaveta muuuuito incomum de nossas vidinhas… algo para ser lembrado forévis do jeitinho da foto que abre essa lorota.

pra fechar, a confirmação habitual da estrutura montada pelo arraiá do medina. é surpreendente conferir no brasil de hoje (e de sempre) a qualidade imposta por eles em todos os detalhes. sinistróide.

seria muito bom se eles passassem um pouquinho desse “saber fazer” para a curadoria musical do arraiá… simplesmente, para satisfazer um público que para eles não existe.

que a vinda do king crimson traga (também) inspiração ao arraiá…

não é mesmo, meu campeão?

( :

prof raul mandou pra gente (ou king crimson/parte2)…

Assunto: KC

“Boa noite MauVal (ou já é bom dia?)

Que show! Fripp e Cia entregaram o que prometeram. Um espetáculo onde a música é o principal, sem projeções de imagens ou vídeos, sem mudança na iluminação (exceto no minuto final de Starless), sem pirotecnia. Música, música, música… E que músicas! Que leituras dos seus clássicos. O KC não é uma banda cover dela própria.

Esqueça todos os medos. O King Crimson vai sair ovacionado. Essa formação com três bateristas é PERFEITA para o Arraial do Medina. Os caras têm uma sinergia incrível. Aliás, a banda toda.

Um setlist enxuto, como exige a apresentação no palco Sunset, é que vai ser difícil elaborar para satisfazer os fãs que esperaram tanto e não puderam estar neste show de Sampa.

Até domingo, Fripp

Um abraço,”

Raul

P.S. Eu só chorei uma (ou duas vezes).

 

 

king crimson, intervalo em SP, e aTRIPA desorientada…

aTRIPA desgovernada (sempre) no espaço das américas no primeiro show do king crimson em solo brasileiro… 50 aninhos de espera.

o cartão de visita no estabelecimento é este…

captou o toque?

alguns snipers, cirurgicamente amoitados, jogam um laser mortal sobre o “desavisado” que tenta registrar o espetáculo… sinistróide.

certamente, essa ação terrorista será implantada aqui, domingo… e imagino que, com a platéia em pé (e embolada) do palco sunset, os snipers trabalharão loucamente… cenas lamentáveis à vista.

no instante em que as msgs d’aTRIPA estão chegando (prof raul, valdeco & seus bluecaps, lirinha, maria eduarda & sister, roberto “gavião” e outros tantos), rola um intervalo de…

no total, eles dizem, o show deverá ter papo de duas horas e meia.

há relatos de momentos inéditos aos olhos d’aTRIPA como por exemplo, um cidadão que se deitou no chão e começou a espernear de alegria… acredite!

dizem também que há doses industriais de caramelo sendo consumidas como se não houvesse amanhã… CHEERS!

parece que teremos mais lorotinhas… adiante!

berlim 2016…

“King Crimson performed Heroes at the Admiralspalast in Berlin as a celebration, a remembrancing and an homage. The concert was thirty nine years and one month after the original sessions at the Hansa Tonstudio overlooking the Berlin Wall. This is released in the Fortieth Anniversary year.” – Robert Fripp.

o SGR#29 pra começar o ano em modo grosseria máxima, hoje, às 23h, no dial e web…

estupidez brutal com fripp & seus bluecaps para começar 2018 na rua do russel 434.

cd duplo (gravado em junho/chicago) lançado em outubro do distante 2017 com o king crimson levando a Música pra onde o vento faz a curva… muitas curvas… mamãe!

é isso, uma hora inteirinha com o king crimson, às 23, na rádio globo AM, FM e web

feliz ano novo

( :

session reels…

Larks’ Tongues In Aspic Session Reels “Keep That One, Nick”
King Crimson ‎– Larks’ Tongues In Aspic (The Complete Recordings)
Taking the form of an audio documentary and playing the listener in Command Studios in early 1973 as the quintet maps out the material destined for the album. Featuring first takes of every piece recorded for the album interspersed with studio talk between band members and engineer. Edited, compiled, assembled and produced by David Singleton, assisted by Alex R. Mundy – July 2012.

Band:
Bass, Vocals, Piano – John Wetton
Drums – Bill Bruford;
Guitar, Mellotron, Performer [Devices] – Robert Fripp;
Percussion, Performer [Allsorts] – Jamie Muir;
Violin, Viola, Mellotron – David Cross.

larks