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R.H.C.P

“Maurício,
Queria te mandar esses dois textos, que tirei e traduzi do encarte do Best
of dos Red Hot Chilli Peppers.
Os dois são sobre assuntos que sei que você ama, baixo e rádio.
Aí vão:

“Quero mencionar os baixistas que tiveram gigantesca influência em mim e de
quem eu, respeitosamente, roubei. Eles são … Jah Wobble, John Paul Jones,
James Jamerson Sr., Bootsy Collins, Eric Avery, Aston Family Man Barret,
Mike Watt, Andrew Weiss, Peter Hook, e todos os baixistas que tocaram para o
Fela Kuti.” Flea

“O rádio tem sido muito importante para mim em vários períodos da minha
vida. Ouvindo ‘Don´t go breaking my heart’, com Elton John e Kiki Dee, ou
solo com ‘Tiny Dancer’, no carro de minha mãe e imaginando quantos belos
sons foram feitos. Ouvindo os Ramones, The Clash, X, Devo, B-52´s e Talking
Heads na KROQ quando tinha 9. Ouvindo The Gems, The Cramps, The Weirdos, The
Circle Jerks e Black Flag no (programa) Rodney on the Roq, de Rodney
Bingenheimers, com 9, 10, 11 e 12. Deitado no escuro à noite com meu
rádio/gravador de K7, ouvindo o mais baixo possível, pois eu deveria estar
dormindo, gravando todas as minhas músicas favoritas do programa de Rodney,
às vezes gravando o programa todo. Gravando ‘I feel love’ de Donna Summers,
com 13 anos, e percebendo a maravilha do som estereofônico, o primeiro hit
completamente eletrônico, imaginando como uma música daquelas teria sido
feita. Com 26, sem um canto próprio, sentado sozinho no carro estacionário
de minha amiga Toni, fumando a maconha e o tabaco que era proibido de fumar
em sua casa, imaginando se era o fim ou o início de minha vida, ouvindo REM
e Radiohead e sentindo que o rádio era minha única companhia (junto com
minhas fitas k7 do Bob Marley e dos Butthole Surfers). O fato de muitas de
nossas músicas terem alcançado as pessoas pelo rádio é algo do qual me
orgulho muito.” John Frusciante

Aliás, recomendo muito, mas muito mesmo a discografia solo do John
Frusciante.

Abs.”
Leonardo

(SP)

marcelo mandou pra gente…

PRK-30: soberbos e abobalhantes

Todas as sextas à noite, antes de existir televisão, a família se reunia em torno do rádio. Apagavam a luz e ouviam “PRK-30”, um programa de humor criado pela dupla Lauro Borges e Castro Barbosa, que parodiava atrações da época (noticiários, novelas, shows de calouros, transmissões esportivas) e caricaturava os clichês da radiofonia.

A PRK-30 se apresentava como estação clandestina e permaneceu por 20 anos no ar, de 1944 a 1964, exercendo influência sobre toda uma geração de comediantes.

Há pouco, a editora Casa da Palavra lançou um livro com dois CDs remasterizados -“No Ar: PRK-30”, de Paulo Perdigão-, que foi como conheci a verve retórica dos locutores Otelo Trigueiro e Megatério Nababo d’Alicerce (respectivamente, Lauro e Castro).

Um roteiro típico: o português Megatério introduz o prefixo musical do programa, completamente desafinado e “executado com a coragem habitual por uma descongestionante orquestra de violinos de vara e trombones de corda”.

Mas logo interrompe a desengonçada banda com um: “Chega! Não precisa caprichar tanto!”. E elogia a valsa que acabaram de tocar, “em compasso de ópera, ritmo de conga e marcação de bugre-bugre”.

Separados por uma gongada, os quadros duravam segundos ou não eram sequer transmitidos (depois de anunciados, mudava-se de assunto). O humor era desprovido de cinismo, não apelava para a grosseria, não ofendia e recaía num desvairado nonsense, com total desrespeito às normas linguísticas.

A PRK-30 era uma rádio 48% honesta, um colosso que seguia de popa em vento e uma emissora que raramente provocava náuseas em seus delicados ouvintes, veiculando as mais “avariadas” notícias de todas as partes do mundo e adjacências.

Desdenhavam-se as outras estações de rádio, “que encerraram suas atividades porque quando nós começamos a ‘funcionejar’ fazemos um completo ‘manepólio’ das ondas ‘artrosianas'”.

Em “soberbas e abobalhantes” transmissões, Lauro e Castro exploravam o avesso das coisas. Eram reis do trocadilho tolo e da adjetivação furiosa. Não faziam graça do que era dito, mas de como era dito.

Ainda hoje os humoristas da TV teriam muito a aprender com Otelo, dono de uma “voz suave e quase destituída de gosma”, e Megatério, o único locutor que já mordeu a língua mais de dez vezes sem ter tido hidrofobia. E que sabia “falar inglês em vários idiomas”.

Vanessa Barbara (Ilustrada / FSP)

listando…

a semana começa com dado e toni mostrando o primeiro rabisco das músicas que os roncatripas executarão dia 22, na festa roNca roNca…

captou?

sim… tem dylan, van “the man”, clash, bowie & cia ltda!

claro, esta lista vive em constante mutação!

( :

com uma grande ajuda dos amigos!

como foi dito, terça passada no programa, o auxílio luxuoso de nossa torcida para montar o repertório do roNca com cinco horas, dia 20, vai rolar até a sexta feira que vem (dia 9).

a trosoba começou na terça, vale durante toda a semana… será reforçada, terça que vem… e fecha dia 9.

a bula:

– envie para roncaronca@oifm.com.br duas músicas que você gostaria de ouvir na edição do programa com 300 minutos, dia 20! uma delas será escolhida por mim… em seguida, vamos te ligar para gravar sua voz pedindo a música selecionada.

portanto, não deixe de colocar seus telefones corretos, ok?

lembrando que nosso horário pra te catar é de 14h às 17h!

simples assim!

( :

marcelando…

o clique que fiz da tattoo de bezerrão no braço de marcelão…

dá bem a idéia da vibe que tivemos, ontem, no jumboteKo!

sim, honramos a passagem do pernambucano pela face da terra com reverência, irreverência, informação, Música, gargalhadas… e uma espetacular participação de nossa tossida!

sem dúvida, às vésperas do roNca300, foi um marco! uma tatuagem nos tímpanos conectados ao roNca.

sem esquecer o email enviado pelo luan de igarapé/MG – ouvinte de duas semanas – pedindo uma música doida!

( :

marcelão, como sempre, iluminou nossa rota!

olha ela aí…

joe cocker – “feelin’ alright” (ao vivo)

auri, marechal & D2 – “vôo do dragão” (ao vivo no roNca roNca em 28abril1999 / rádio imprensa)

eddie + otto + karina buhr – “o saldo da glória”

georgia anne muldrow – “wrong way”

bezerra da silva – “vida de operário”

jimi hendrix – “blue suede shoes” (ao vivo)

white noise – “love without sound”

marcelo D2 – “assim que se faz”

planet hemp – “rap rock’nroll psicodelia hardcore”

jamelão – “nervos de aço”

marcelo D2 & joão donato – “espancando o macaco”

wire – “lowdown”

george harrison – “beware of darkness” (ao vivo)

hip hop rio – “várias faixas”

eliade ochoa – “maria cristina”

marcelo D2 & marcos valle – “afropunk no valle do rap”