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THE END, mais um capítulo…

Do lado de fora, os alvinegros proibiam a entrada de qualquer torcedor que não parecesse botafoguense.

– Foi uma sensação de guerra, de ódio e até de impotência. Tinha torcedor que nem olhou o jogo, ficava andando de um lado para o outro olhando os que estavam à paisana. Se desconfiavam, eles abordavam, faziam cantar o hino, mostrar tatuagem e os celulares, para verificar fotos e grupos. Aí começavam as agressões e brigas, porque descobriam que eram torcedores do Flamengo – diz o segurança, que acrescentou:

– Enquanto a gente ajudava uma pessoa, outra apanhava. Pouca gente para muitos problemas ao mesmo tempo.

DAQUI

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perguntinha à la demmy: “o que é parecer botafoguense?”

 

a bula do #361…

fleetwood mac – “my heart beat like a hammer”

yola – “walk through the fire”

ranking joe – “we play ska” (7″)

michi sarmiento y sus bravos – “hong kong”

stephen malkmus – “i’m so green” (ao vivo, 2012)

elizeth cardoso & zimbo trio – “cidade vazia” (ao vivo, 1968)

townes van zandt – “pancho and lefty” (ao vivo, 1973)

townes van zandt – “two girls” (ao vivo, 1973)

the meters – “fire on the bayou”

los yorks – “la carta”

beto guedes – “o sal da terra”

(fotografia de fernando furtado)

bo diddley – “gun slinger”

pedro furtado – “bo diddley” (ao vivo, 2019)

(pedro no exato instante da gravina)

sérgio sampaio – “cada lugar na sua coisa”

IRA! – “flores em você” (ao vivo no rock alive, flu fm, 14out1985)

milton nascimento – “morro velho”

horacy andy – “skylarking”

fleetwood mac – “my baby’s good to me”

ouça AQUI o programa

bola na trave…

(rio, morro da urca, janeiro2009)

claro que são compreensíveis os argumentos de samuca para mergulhar na carreira individual… mas dá um apertinho no coração imaginar que, logo logo, não mais teremos a vibe desses matusquelas together.

caramba, o skankinho é linha direta comigo tanto no rádio como via xeretinha. foi no radiolla (globo fm/1992) que a banda teve a primeira execução no dial (fora de BH) com “salto no asfalto”, em fita K7 demo, entregue na minha mão por fernando furtado (empresário do quarteto) na portaria da rádio… e eles não eram nada além de uma rapeize mineira desconhecida, muito jovem, tentando botar a cabeça de fora.

em seguida, apertamos os laços e fotografei a banda para o primeiro disco na sony… de lá para cá, cacilds, passamos por muitas e muitas e muitas… culminando com lelinho ao som de paralamas e king crimson, no arraiá do medina…

todos estão crescidos, com inúmeras possibilidades sônicas adiante e, principalmente, já sabem onde os calos apertarão.

pra nós, aqui do outro lado, na boa (pra mim é certo), restará a tristeza de quando um amigo parte em viagem sem data de retorno… sacumé?

enfim, como diz o coringa: “that’s life”

(rio, carnaval1993)