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nas ondas do rádio…

SGR.sly.sol

“Pô Mauricio, pegou pesado ontem hein?
A sequência Flavio Guimarães/Itamar/Clash foi tão estrogonófica que nem o intervalo embutido no meio conseguiu quebrar o clima.
Legal o Café Tacvba (banda que nunca havia escutado nada, por absoluta falta de vergonha na cara) e a música nova do Nevilton (de que já havia escutado alguma coisa há muito tempo, mas há tempos não escutava nada).
“Carpet Crawlers” foi a cereja do bolo… saudade dessa música!
Escalar tanta gente legal, de tanta época e estilo distintos e fazer tudo ter todo sentido em uma hora é pra poucos.
Obrigado por manter acesa a chama da música nas ondas do rádio.

PS.
Muito legal a entrevista com o Renato Russo e a homenagem ao João Saldanha nas edições dominicais do “Em Cartaz”.
E as edições do Vale a Pena Ouvir de Novo do Ronca também estão jóia!
Rachei de rir ouvindo o papo com Rodrigo Amarante…Sorriso de orelha à orelha por aqui!

Um abração e vida longa ao Ronca, ao “Em Cartaz”, à música!

Daniel

a bula do SGR#4…

SGR.sly

sly & the family stone – “dance to the music”

hotel catete – “rua que seduz”

álamo leal & flávio guimarães – “brown, black and white”

itamar assumpção – “sampa midnight”

itamar assumpção – “à revelia”

itamar assumpção – “isso não vai ficar assim”

the clash & mikey dread – “armagideon time” (ao vivo)

café tacvba – “y es que”

nevilton – “flores”

genesis – “the carpet crawlers”

carne doce – “amiga”

alceu valença – “agalopado”

gabba – “frevo embalado”

AQUI

free_radio

weapon_tico

“incendeio esses tempos glaciais”…

ronca.mic2

Quando eu canto o seu coração se abala
Pois eu sou porta-voz da incoerência
Desprezando seu gesto de clemência
Sei que meu pensamento lhe atrapalha
Cego o sol seu cavalo de batalha
E faço a lua brilhar no meio-dia
Tempestade eu transformo em calmaria
E dou um beijo no fio da navalha
Pra dançar e cair nas suas malhas
Gargalhando e sorrindo de agonia
Se acaso eu chorar não se espante
O meu riso e o meu choro não têm planos
Eu canto a dor, o amor, o desengano
E a tristeza infinita dos amantes
Don Quixote liberto de Cervantes
Descobri que os moinhos são reais
Entre feras, corujas e chacais
Viro pedra no meio do caminho
Viro rosa, vereda de espinhos
Incendeio esses tempos glaciais

(Alceu Valença)

o SGR#4, hoje, às 23h, no dial & web…

SGR.alceu

climão, hein?

nosso deslocamento pela rua do russel 434, às 23h (em AM, FM e web), será tão descabelado quanto um frevo embalado… estarão a bordo: itamar assumpção (em louvor especial à rapeize sintonizada em sumpa, 94.1FM), hotel catete (direto de BH), the clash (live, em londres/1980), carne doce (saboreando uma codorna em goiânia), sly & the family stone (ajoelhado diante de são big boy), nevilton com “flores” (seguindo os mandamentos de john peel), café tacvba (tequilinha marota, cheers)… & o diabo A4

tá bão?

são jujuba, meu amor…

geral

por Luiz Antonio Simas

Não é apenas sobre futebol. É sobre a cidade. A tragédia de ontem em São Januário é derivada de inúmeros fatores, tais como o despreparo da PM, a crise política do Vasco, a cultura da violência como elemento de sociabilidade entre membros de torcida, a construção de pertencimento a um grupo a partir do ódio ao outro (elemento marcante da relação entre Vasco e Flamengo nas últimas décadas), o esfacelamento da autoridade pública no Rio de Janeiro, etc.

Ela tem como pano de fundo, todavia, o assassinato do Maracanã. Morte matada, cruel, pensada nos gabinetes mais sórdidos do poder. Como um sujeito que tenta participar minimamente do debate público sobre a cidade, escrevi sobre isso em O Globo (Santuário Profanado, 26/12/2011) e em O Dia (A cidade era o Maracanã, 27/04/2016). Retomo aqui algumas ideias daqueles artigos.

O Maracanã talvez tenha sido a maior encarnação, ao lado das praias, de certo mito de convívio cordial, ao mesmo tempo sórdido e afetuoso, da cidade do Rio de Janeiro. O estádio foi pensado, em 1950, para ser frequentado por torcedores de todas as classes sociais, mas não de forma igualitária. Ele foi espacialmente dividido, como se cada torcedor tivesse que saber qual é a sua posição na sociedade: os mais pobres na geral, a classe média nas arquibancadas, os mais remediados nas cadeiras azuis e os mais remediados ainda em suas cadeiras cativas.

Esta fabulação de espaço democrático que era o antigo Maracanã, todavia, ainda permitia duas coisas que nos faziam acreditar em uma cidade menos injusta: a crença num modelo de coesão cordato, em que as diferenças se evidenciavam no espaço, mas se diluíam em certo imaginário de amor pelo futebol; e a possibilidade de invenção de afetos e sociabilidades dentro do que havia de mais precário. A geral – o precário provisório – acabava sendo o local em que as soluções mais inusitadas e originais sobre como torcer surgiam.

A geral era, em suma, a fresta pela qual a festa do jogo se potencializava da forma mais vigorosa: como catarse, espírito criativo, performance dramática e sociabilização no perrengue.O fim da geral, a rigor, poderia ser defensável, considerando-se a precariedade do espaço. O problema é que ele veio acompanhado de um projeto muito mais perverso: não era a geral que precisava sumir; eram os geraldinos. Na arena multiuso, interessa um público restrito, selecionado pelo potencial de consumo dentro dos estádios e pelos programas de sócios torcedores. Facilita-se assim a massificação das transmissões televisivas por canais a cabo.

O fim da geral foi, simbolicamente, o esfacelamento de um pacto de cordialidade que usou o manto do consenso para desenhar simulacros de democracia na cidade. Mas até isso já era. Prevalece agora a lógica da exclusão explícita.

Noves fora isso, a destruição do Maracanã fez parte do projeto mais amplo de assalto ao Rio de Janeiro promovido pela organização criminosa de Sérgio Cabral / Pezão e comparsas.

Eu não acredito em qualquer pacto ou em qualquer reconstrução da cidade do Rio de Janeiro – esfacelada, aniquilada, assaltada , extorquida, mediocrizada – que não passe pela devolução do Maracanã aos cariocas.

Um efeito perverso, dentre vários, que vai ser gerado pela noite triste em São Januário é o reforço do discurso dos que acham que o futebol tem que ser mesmo elitizado. Outro efeito deletério é a desqualificação de São Januário, um templo da cultura carioca e um patrimônio do Brasil que, todavia, não pode comportar clássicos.

Desculpem-me os que acham que estamos discutindo futebol ao debater o que aconteceu em São Januário e o crime cometido contra o Maracanã. Não é isso. Nós estamos discutindo a cidade e o Brasil como mínimas possibilidades de convívio digno, fraterno e inventivo entre nossas gentes.

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infelizmente, não conheço o luiz antonio.

assim como ele aponta a morte do maracanã como causa do esfacelamento democrático no mundo da bola, ele anexa o desejo gigantesco da mídia gourmetizada, padrão FIFA, “meu barça” de implodir o estádio do CRVG.

não vou entrar aqui, evidente, em disputas clubísticas mas para entender o que estou tentando dizer, basta alargar ainda mais o texto do luiz na direção de são januário, símbolo máximo da zona norte carioca / centro da extrema democracia racial / exemplo inoxidável de convívio pacífico com os desprovidos de tudo / templo eterno da força do povo.

sempre foi muuuuito duro para a zona sul aceitar essa distância “filosófica”. imagina agora, onde  o preconceito assume proporções medievais.

ontem mesmo, ao final do jogo (num pé sujo da ZS frequentado por porteiros-flanelinhas-desempregados-traficantes de vinil), um desses signatários do desconhecimento globalizado gritava: “a culpa é da barreira do vasco” (a barreira é a favela colada a são januário).

olhei pros cornos dele e disse: “oh maluco, você já foi lá pra dizer essa merda?”

o fato é que quanto mais a sociedade (via mídia) se mostra includente, a realidade deságua em um pântano habitado pela mais fina flor da intolerância… e da barbárie.

simples assim

territorio

bigboy+alceu+vavá+moraes+chacrinha = baú de hoje…

bigboy

é a tal História, muitos reverberam o talento cabriocárico de big boy… mas poucos já ouviram mais que dois minutos seguidos Dele… procede?

pois bem, as coisas começarão a mudar, hoje / às 23h, quando o baú da globo apresentar um bloco inteiro do “cavern club”, programa devotado aos beatles com apresentação de big boy… CASCA!

ainda no baú: chacrinha falando da buzina + vavá (o leão da copa) + moraes moreira, LIVE, em 1982 + alceu valença deitando os cabelos numa versão de tirar pica pau do oco de “bicho maluco beleza”.

rádio globo AM & FM & web

lembrando a frequência de são paulo…

globoSP

nevilton e o novo filhote (ou os nossos novos filhotes)…

nevilton

Assunto: altas novidades! =D

“Salve! Salve, Mauval!
Tudo certinho ai, meu caro!?
Espero que esteja tudo ótimo!

Rapaz! Passei um tempinho viajando e meio offline com o mundo!
Quando voltei você tinha anunciado uma porção de boas novas ali no Ronca!!! Desorientação total!!! Muita felicidade que essa história toda já tá cheia de raízes rasgando os arredores, hein!? hahahaha
Muito legal! To acompanhando a parada toda Em Cartaz tambem e adorando revisitar os Vale A Pena Ouvir De Novo!

E olha só… to chegando com boa nova também! Hoje, sexta, vai ao ar uma música nova minha… em tudo quanto é plataforma e etecéteras-musicais!!!

Se chama “Flores”… to na tentativa de adiantar a primavera, pois a friáca aqui em SP tá de lascar!!! hahahahah Sugerindo pra turma se esquentar dançando, né!? hahahahahha

Está disponível AQUI

E como é que está a vida!? Triplicou a correria ai também!?
Deve estar sendo o maior barato visitar esses arquivos todos, hein!?
Muito bom! Muito bom! Parabéns e vida longa ao Ronca Ronca e todos seus movimentos!!!”

Nevilton

klebinho, o tempo & o VAPODN#4…

ed

Assunto: VAPODN#4

“Fala, Mauricio.

Globo FM, Entre e Ouça, Young Gods, Rock It, videolaser, Livraria do Rock, Sergio Vascãocelos, Mistura Fina, Torre de Babel, calendários para 92, Claudio Paiva, TV Pirata, Conexão Japeri, People, Radiolla (que toca a bola e não enrola).

Depois disso tudo, uma conclusão: tô velho.

E as preferências do Ed em 92?
Melhor banda, Steely Dan; melhor cantor, Donny Hathaway. Ele cravou.
Será que permanecem?

Sempre engraçado quando voltamos no tempo e nos deparamos com algumas opiniões, nossas e dos outros.

Enfim, time goes by.
Ou: time is on my (our) side.

Abraços”

Kleber

PS. Calbuque ligeiramente alterado em Londres. Compreensível.