“Foi muito bom o #125, estava incrível.
mandou brasa no adoniran, no robertão, no brian eno, no mulatu astatke (que eu pensei que fosse o tlahoun gèssèssè), e em tudo o mais. tou colado na audiência aqui no alto da mooca!
brother, será que eu posso ser “chato” e te pedir uma pequena, porém significativa, gentileza, para o próximo ronquinha?
explico: o clube é simplesmente o mais tradicional do interior do paraná. pra vc ter uma ideia, a primeira partida de futebol no estado do paraná foi disputada onde hoje é o estádio germano krüeger, em ponta grossa, entre um grêmio de operários ferroviários da cidade de pg e o coritiba, no longínquo ano de 1909.
três anos depois, esses operários da rede ferroviária fundaram o clube mais querido do interior do estado. ao longo de sua história, apesar de tudo, o operário não conseguiu jamais conquistar o título de campeão do estado: foi vice 14 vezes, a última vez em 1961.
o “fantasma da vila oficinas” andou meio capenga durante alguns anos.
mas hoje, 54 anos depois de sua última final, voltará a disputar a finalíssima, justamente contra o coxa. venceram a primeira partida com uma atuação de gala, em ponta grossa, por 2 a 0 – e quebraram outro tabu, o de não vencer o coxa desde 1990.
no próximo domingo, no estádio couto pereira, os dois clubes vão decidir o título, com vantagem do fantasma – numa partida que repete os primórdios do futebol no paraná.
o operário ferroviário pode ser campeão pela primeira vez em sua centenária história, justamente no fim de semana em que completam 103 aninhos (completados no dia primeiro de maio).
a torcida está ansiosa, nem precisa falar. é meu time do coração.
e eu posso te afirmar que nenhum outro clube no paraná merece mais esse título que o fantasma.
eu sei que vc gosta de futebol e é vascaíno.
então, sem querer ser chato, vou pedir a que no próximo programa, vc dê uma notinha a respeito.
se rolar, espero que seja para mencionar esse título inédito. se não, para que o mundo saiba da existência deste tradicional clube centenário, e sua história.
um abração do sempre ouvinte”
andré rosa