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vertigo!

já viu?

vai ver?

veja!!!

fui pisoteado pelos dois… arrebentado, esculachado, violentado!

caramba, olhar para neil young é saber que deus existe… sério, acho mesmo!

“journeys” é o registro feito por jonathan demme de dois shows realizados no massey hall (toronto), ano passado.

é como zeca pagodinho tocar em xerem, sacumé?

a dobradinha com “after the gold rush” e “i believe in you” é mortal. PQParille!

há décadas neil young ilumina nossos caminhos… é gratificante ter certeza que esta lanterna jamais será desligada!

a História de sixto rodriguez é outro exemplo por onde a gente deve pisar.

a reação Dele ao desbunde, ao dinheiro, à fama… pelamordedeus, você tem que saber que Ele existe!

e como saber?

aí, a gente volta ao assunto do início da semana… a tal “validade”!

o espaço na mídia devotado à mulambalização do pensamento é devastador.

vamos imaginar apenas o brasa, ok?

temos marra de primeiro mundo, educação de quinto e políticos (= povo) de oitavo!

como a garotada vai usar as lanternas de neil young e mister rodriguez?

como?

claro, existem centenas de outras luzes porraí… em todas as frentes tem gente para nos ensinar.

mas para ficar – apenas – em nosso terreiro sônico, como não ser levado à beira do precipício?

sério, há tempos sinto a aproximação dele… e me borro de medo da altura!

mamãe!

página1

lembra quando coloquei aqui no tico a via crucis que foi ver o the who com meu primo roberto, em paris/1974?

é o assunto do dia 5 de setembro, algumas páginas atrás!

pois é, o MAM (componente d’aTRIPA) urrou ao ler o relato da “invasão”:

“qualquer dia desses, vou fazer a história em quadrinhos dessa trosoba”

êita… pressão!

afinal, MAM colabora com o roNca há anos & anos!

se o crumb ilustrou a bíblia… o MAM tira de letra “a invasão”, né?

a produça está correndo solta… entre uma aula de russo e um jogo do fogão, nosso artista coloca a mão na massa!

quando a obra estiver pronta, vamos colocar – semanalmente – “a invasão” aqui no tico… esta é a idéia!

para esquentar o assunto, MAM enviou material do que poderá ser a primeira página da HQ!

em primeiríssima mão…

 

zippando…

Governador Valladares, bispo maior da radiofolândia do terceiro mundo, ontem eu cavalgava pelo deserto aqui nas imediações de Victoria Durango, México, MG, e de repente me bateu o maior baixo astral. Comi uma rabada de tamanduá no almoço acompanhada de tequila de 95 graus, também conhecida como Morryssey porque arde muito o nosso sul do mundo. Sim, Gov. my Gov., não uso mais palavras de baixo calão porque se já é difícil me interpretar imagine, minha nega, me interpretar mal. Mas, rewindind, voltando, o baixo astral parecia uma gambá no deserto. Parei, cortei um cactus de oito bocas como aquele que Don Juan cortava para o seu saudoso amigo e traficante Carlos Castañeda, acendi um foguerón e fiz um chá. Como havia decidido fazer o passeio num cavalo crioulo, ou melhor, afro-equo-descendente, estava com os glúteos levemente doloridos, como os de Clóvis Bornay ( in memorium) nas quartas-feiras de cinzas. Dezessete horas depois, o chá ficou pronto. Entornei o caldeirón de uma única vez, bispo Valladares, como um palhaço de circo. La onda bateu cinco a 17 minutos depois e eu soube o por que do baixo astral. Foi a partida da sua, da minha, da Hebe Camargo del pueblo. Tomado pela la onda del chá, pelo vento de lo deserto, temperatura amena, los peidos de Tachô, el caválio, chorei pra cará, governador. Chorei porque partiu Hebe e ficaram Faustón, Galbón Bueno, Luciano Hulk, Chucha, Eurrico Miranda, Datena, enfim, Gov. my Gov. explodiram o chiqueiro mas não levaram os porcos. Apesar dos 23 graus celsius de temperatura (75 farenheit) eu sentia um fuerte calor tomar conta de meu ser, Gov. my Gov. Ficamos sem Hebe e deixaram la caganiera toda para trás???? Fulo de la vida, sem ter o que matar sobrou para Tachô, em cabalo. Chamei aquele pueto “Tachô, Tachô, Tachô, Tachô” e ele veio. Entornei lo chá de cactus fervente em los ouvidos do animale, mais um litro de fluido para isqueiro Zippo, acendi e, como una ursa em el cio, o animale voou pelo desierto e explodiu adelante. Pois é, Gov. my Gov., bela homenagem que você não fez a Hebe. Só porque ela não era rastafari nem niu uêivi, né? Mas eu aqui, com esse notebook em pleno desierto, penso, penso, penso e não concluo, certamiente por causa de la onda do cactus: como regressarei a mio lar se matei el cavalo? Ummagumma Ferrare, Deserto de Itaboraí, Durango México. P.S. – Em la foto, a ginástica barata que el pueblo faz a cá para acabar com aquelas toneladinhas a mais.

a força!

tudo isto para reverberar como aTRIPA chapou com o disco Dela…

“the first time ever i saw your face” é um dos oito tesouros deste álbum!

a maioria absoluta dos tripeiros não conhecia o disco de estréia de roberta flack, lançado em 1969.

mas o que me deixa desorientadão é a força, indestrutível, da Música… e, sobretudo, como Ela – a Música – atravessa os tempos!

cacilda, “the first time i ever saw your face” foi escrita em 19&preto&branco (1957) pelo cidadão inglês ewan mccall para sua paquerinha de então, peggy seeger… irmã da lenda pete seeger!

a fofa gravou a primeira versão do MEGA clássico… e, dali em diante, a chapa esquentou brutalmente!

ewan foi uma máquina de criar hits… trocentos por semana! entre eles, “dirty old town” (rod stewart & the pogues).

para conectar ainda mais com a banda de shane, kirsty mccall – que gravou “fairytale of new york” com eles – era filha de ewan… bagulho doido!

os sons, também, existem – e como – para fazer a gente dar risada… rolar no chão às gargalhadas e não lembrar mais deles, em dois dias… sempre foi assim desde o gramofone. talvez, antes!

agora, o que não falta é som cascudo para ser compartilhado… e ouvido! sons que ficarão forévis em nossos corações… e farão nossas vidinhas beeeeem melhores. portanto, a validade deles deve ser “compreendida” e colocada em prática!

simples assim!

( :

a salada do diabo…

“MauVal!

Finalmente o Quantic, inglês-colombiano, apareceu! E ‘destruiu’ selecionando uns sons bem loucos, nunca ouvidos por aqui.
Mistura de cumbia, com reggae, com latinidades, drum’n’bass, jorge ben… uma salada dos diabos!
Claro que algumas pessoas vazaram, o que é normal quando um dj está ‘educando’ o publico (você deve saber bem disso).
Mas quem insistiu, ficou e dançou não se arrependeu! O set dele ia crescendo aos poucos, chegando pesado no fim!
Até eu que não sou chegado em cumbia, adorei!
Agora ele tem que voltar com o projeto musical, qualquer um tá bom! rs
Fica aí um videozinho que gravei.
Grande abraço!”
Joca
 PS – e o novo do Van, hein? embalando a segundonda…

o páreo…

http://www.youtube.com/watch?v=tFObGyslF-0

esta escalação poderia acontecer em qualquer cidade planetária…

e com muito sucesso, procede?

como há tempos o brasa pertence à rota de shows globalizados, quase todos os nomes já passaram porraqui.

uma das estréias em solo auri-verde: AS CHAVES NEGRAS!

conclusão: com a presença do black keys, o lolla/brasa/2013 acerta em todos os alvos possíveis…

figurões, novidades, ervas finas, xaropada, chatices, figurinhas fáceis… & a brazucada!

mistureba, normal, em qualquer festival!

só achei que deram uma enfraquecida nos ferdinandos… não?

são paulo!

dei um chego, ontem, no circo voador para encontrar paulinho da viola, ÍDOLO… na comemoração pelos 30 anos do estabelecimento!

não lembro a última vez da tenda tão abarrotada.

paulinho entrou em cena aos quinze minutos de hoje… delírio na lapa!

aos primeiros acordes… o som não apareceu… também aos terceiros…

até a rapeize entoar: “AUMENTA, AUMENTA, AUMENTA”… e nada!

a impressão era que, apenas, o som do palco estava ligado… e para quem estava nele, tudo ok!

maria juça (a C.E.O do circo) passou por mim e perguntou: “maurição, o som tá baixo, né?”

respondi: “acho que não é problema de volume. parece que o P.A não está funcionando”

e nada mudou… que dizer, melhorou um pouquinho com quase uma hora de show!

ao problema do som, você junta a tchurma que não para de falar, urrar e obrar, solenemente, pro artista no palco!

imagina, a Música quase intimista de paulinho enfrentando todos os problemas possíveis! sinister!

enfim, ficou difícil testemunhar até o final… vazei!

no que deixei a área coberta da lona, encontrei uma fila enorme em direção à saída… mas as pessoas não estavam, simplesmente, saindo.

juça & seus bluecaps operavam a devolução de dinheiro aos insatisfeitos com a creca sonora… mais de uma hora depois do show começado!

falando com um e outro, ficou claro que não houve problema técnico… mas um “jeito” de operar áudio que não funcionou.

ainda vi são paulo & banda encerrando o show… e agradecendo ao público! não sei se voltaram para a saideira!

na boa, se essa sipituca tivesse acontecido com qualquer outro artista, a platéia não teria reagido tão pacificamente!

são paulo, olhai por nós!