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MILtons…

que espetáculo a gente encontrar nas bancas de jornal a fina flor do cancioneiro brazuka… a bons preços e edições caprichadas!

as discografias de gil e milton estão fazendo a felicidade de muitos fissurados em sons… especiais!

cacilds, “expresso 2222”, “milagre dos peixes”, “clube da esquina”… e tantos outros monumentos!!!

semana passada, o carpinteiro veio aqui na maloca dar um jeito na mesa.

ela estava rachada ao meio desde aquele gol perdido por diego souza contra o curintcha, lembra?

não vou entrar em detalhes do “acidente”, tá?

enfim, jakinho (o carpenter… é os cornos de michael) ficou um tempão na função…

enquanto rolava no “3 em 1″…

que havia chegado, no dia, à banca da esquina… por 18 merréis!

tenho uma relação carnal com “minas” e com “geraes”… só eles, os discos, sabem o tamanho da encrenca!

o som comia solto e… jakinho martelava.

no segundo de tranquilidade, o cidadão perguntou:

– “maurição, isso é música clássica?”

na hora, eu estava prestes a engolir um tasco de pão…

e o ato foi interrompido por uma força interior que fez o objeto (o pão) voar longe! sério!

refeito do fenômeno, respondi:

– “para os padrões atuais, é quase música clássica, hahaha… mas, na época, 1975, era música popular, dessas de tocar no rádio AM”

pronto, a mesa está prontinha… aguardando um novo descarrego!

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moe!

estava eu ouvindo este disco…

quando uma revelação caiu no meu colo:

– se não fosse moe tucker, não haveria a cena indie!

ok, a palavra/expressão “indie”, atualmente, vale tanto quanto um cuspe embrulhado… mas já teve sua relevância.

tipo “roqueiro”, manja?

já chamou alguém assim?

e pagodeiro?

vai lá… tenta!

hahaha…

enfim,  se moe não tivesse passado pela formação original – a que vingou, ok? – do V.U, em 1966, nada faria sentido… ou melhor, nada teria acontecido no “indieanismo”!

Ela é o “ground zero” da bagaça… nela estão concentrados todos os fundamentos, TODOS, do universo indie.

pode olhar, pode ouvir, pode ler… MOE criou a coisa…

alguma dúvida?

tá bão, se não foi Ela… quem foi?

eu aposto em moe tucker como a grande sacerdotisa “indie”!

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o futebol do século passado…

“Outro dia você colocou uma notícia do Everton no tico-tico… o Everton hoje em dia é um dos clubes de futebol mais bacanas do planeta, se não for *o* mais bacana. O estádio é um dos pouquíssimos aqui na velha ilha que ainda têm aquela atmosfera de arrepiar, é carregado pelos fiéis e não por milionários nem políticos  de passagem, o time tá sempre jogando com raça e com orgulho da camisa, tá sempre revelando bons jogadores, e a torcida é um show. Minha campanha aqui é pra que o segundo time do Tom (depois do Flamengo) seja o Everton. Isso pra não falar do Fellaini, o Valderrama do Maghreb!

Bye for now,”
Marcelo “Caipirinha”///

(Leeds)

aleppo’s calling…

Governador Valladares, como diria Carlos Drummond de Andrade, se liga, se liga freguesia, celular é na Casas Bahia. Aqui na Síria chove chumbo,chove sem parar, mas, certeza absoluta Gov. my Gov., aqui pelo menos as coisas não são hipócritas como aí. Por exemplo, estou fantasiado de morcega para não chamar atenção do exercito regular de Assad que, just like carcará, pega, mata e come. Penso, reflito, penso, reflito, penso, reflito, se a CPI do mensalão fosse aqui, ahhhhhhhhhhhh, minha nêga, ia ter churrasco na Bin Laden´s Laje. 38 leitões assados à la Lula.
Nesse momento, usando um iPad roubado, escrevo dentro de uma picape carregando um pouquinho de maconha para nossos heróicos guerrilheiros do front (foto). Aqui, a infelicidade é plena e absoluta e não maquiada como aí. Aqui não temos Patricia Punheta todos os dias despejando estrume no colo do povo. O Hitler de burca despeja pessoalmente chumbo derretido no lombo dos incautos rebeldes que, lamentavelmente, são umas antas, Gov. my Gov. Você acredita que ontem fui procurado aqui na Lan House por um rebelde que queria trocar suas três filhas virgens, três franguinhas boas pra cará pelos cinco últimos capítulos de Avenida Brasil, a novela? Hein? Você acredita???? Pior, acredita que fiz um download via You Entuba e troquei??? Acredita que as três franguinhas, que graças a meus préstimos sexuais se tornaram três galinhas, dormem o sono das injustas ao som do London Calling que canta lá fora impiedosamente? Pois é, Gov. my Gov., enquanto Bashar al Assad estoura os miolos da oposição, eu estouro aquele tamborzinho que é o frisson do ocidente e moeda de troca nas Arábias.

Pois é, Gov. my Gov. a Síria quando goza (pólvora pra todo lado) me atira numa profunda reflexão. Não sobre a Síria, mas sobre o Brasil. Um veado campeiro que é assessor de uma Rena que presta serviços para a oposição e situação (depende de quem copula melhor) me disse que o Brasil está com a chana em chamas por causa das CPIs do mensalão e de Carlinhos Cachoeira. Como disse lá em cima, se fosse aqui, Gov. my Gov., a oposição ia assar (sem trocadilhos com Assad) todo mundo. CPI aqui é pau no lago, como diz um cisne cor de cosa que é dedo-duro do Irã, e o lago decide o rumo que as coisas vão tomar. Lago é o codinome de povo. Power to the people, cantou  Ronnie Von nos anos 70. E o povo daqui não tem celular, não usa colant, não anda de carro coreano, mas em compensação não se deixa currar por Criança Lambança e outros projetos da pilantropia brasileira. Mas, insisto, triste é uma terra que não tem música pra ouvir. E numa nice, Gov. my Gov. com toda a franqueza que faz de meu rabo pomba, eu prefiro ouvir o som de bazucas do que Michel Teló, Tiaguinho, Sorriso Maroto, Lady Caga e similares. Aí, do baixo de suas anti-reflexões você vai pensar “Ferrare é radical”. Radical é o cacete, my lord. Radical é a voz do Faustão + a de Luciano Hulk + a de Galvão Bueno desesperando 190 milhões de otários que se dizem em paz. Se paz é isso, viva a Síria!!! Ummagumma Ferrare, Aleppo, a Grajaú-Leblon das arábias não sauditas.

Ele…

Governador Valladares, nem vou dizer o que andei fazendo no último milênio, mas estou feliz por um triz, como bem cantou Jards Macalé. Há 15 dias encontrei o Secretário geral da ONU, Keith Moon, e lembrei de você. Ele não foi baterista de roque? Hein? Você não dizia que ele era inglês, tocava pra garaio, enfim, remo na rena sem parar? Pois o Keith Moon que conheci aqui é japa, vive de terno, correndo encagaçado de um lado pro outro.


Gov. my Gov. estou morando em Aleppo, uma espécie de Volta Redonda da Síria onde as festas juninas já duram mais de um ano e mataram 20 mil pessoas. Caipiras radicais os habitantes. Um bando de Woody Guthries mal amados, rancorosos, atirando em tudo que vêem. Gov. my Gov. estou numa Lan house dentro de um helicóptero dos rebeldes que lutam contra o Hitler de burca, Bashar al Assad, que além de ladrão, piromaníaco, assassino e traficante de órgãos, é corno Gov. my Gov. Quem me contou foi um falso general que servia o lorto a ele mas acabou abandonando e vindo pra Allepo também. Segundo o falso general, Assad é chegado a um robalo, Gov. my Gov. Tanto que enquanto são torturados os presos políticos gritam “viado campeirooooo! viado campeirooooo!!!” Até a hora do garrote vil.

As coisas estão muito confusas aqui. Assad manda aviões F-16 tocando Nick Drake e pagode, Gov. my Gov. como a Cavalgada das Valquirias em Apocalipse Now. Lembra, Gov. my Gov.? Pois os aviões dão rasantes fritando o pueblo com mísseis anais devastadores. Os rebeldes até tentam contra-atacar, mas não tem aviação de alta tecnologia. Veja o principal helicóptero na foto. Eu, vou levando. Procuro meu irmão Caramurú há mais de um ano e meio, quando ele, disfarçado de engraxate em Damasco, se apaixonou por uma ex-odalisca perneta que fazia o papel de Saci Pererê numa peça de teatro infantil. Mas aí chegou marido, revolver cantou e, fato é Gov. my Gov., que Caramuru, my brôu, sumiu.

E no mais, tudo bem? Meu problema aqui, Gov. my Gov. é que no meio desse bala com bala eu peguei uma espécie de dengue nervosa chamada síndrome do pânico. Mas o médico que estava me tratando foi degolado, o enfermeiro também e eu fiquei sozinho. Não me restou outra opção a não ser ficar bom. Peguei uma arma e saí atirando, matando pombo, camelo, cavalo, bicicleta, pra conseguir comer. Por exemplo, neste exato momento aqui na Lan house dois homens de bem se mataram por nada e o sangre derramou aqui no meu tecladios….você….ainda….quier que eu escreba algo????? Ummagumma Ferrare – Aleppo, Sírio-libanês.

loNdon2012…

sim, estivemos lá na academia londrina… em pele, osso e óculos de bernardão Bnegão! hahaha!

passei batidaço pelos jogos… nem sei ao certo a razão… mas passei longe!

vi a jamaica com bolt, uns 15 minutos da final contra o méxico… até teria visto mais… mas cruzei com momo e wado, por acaso, na padaria, bem na hora da pelada… no que neguinho disse que o méxico havia metido o primeiro gol antes do primeiro minuto, aí e que ficamos a papear… foi bem melhor!

ontem, colei na TV por duas razões – bernardão & the who!

logo de cara, o momento brasileiro começou me ganhando… renato “sorriso” mostrou ao mundo que o mais bacana na cidade maravilhosa, em 2016, sairá das ruas… e vamos combinar, sempre foi. BINGO!

marisa/villa-lobos/simonal/mautner/bernardão/jacobina (todos cariocas) + seu jorge (são gonça) + gil (salvador) embalaram o som da próxima olimpíada.

não sei se foi proposital mas o pacote soou muito mais brasileiro que carioca… captou?

BINGO, de novo!

“maracatú atômico” é clássico desde seu nascimento… passou por várias interpretações até chegar ao recife! CHICO é deus!

cacilds, recebi trocentos emails “indignados” com a inclusão da “música nordestina” na festa do rio2016!

putz… como assim, bial? onde nós estamos? hein?

“aquele abraço” – tirando a citação do tricolor aos “listradinhos”, hahaha – é uma das cinco músicas brasileiras mais poderosas, há 500 anos!

“nem vem que não tem” é a síntese do “jeitinho brazuka”, cria de um carioca… que muitos pensam ser paulista! simonal, eterno!

não preciso relembrar que a “cara” do carioca villa tem 100% do formato de nosso mapa, procede?

enfim… a “pureza carioca” (ARGH!) foi – acertadamente – deixada de lado!

a academia de ginástica, em 2016, será no rio de janeiro… ou melhor, no brasil!

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