ué, kédi o sorrisinho? e o chicletex ostentation? e a marra? e o modelito “tô nem aí”? kédi o bebelo esvoaçante? e a lupa climão miami?

mas, hein?

fotos de rodrigo leal/folhapress & geraldo bubniak/AGB
ué, kédi o sorrisinho? e o chicletex ostentation? e a marra? e o modelito “tô nem aí”? kédi o bebelo esvoaçante? e a lupa climão miami?

mas, hein?

fotos de rodrigo leal/folhapress & geraldo bubniak/AGB

Conhecido por responder a mais de uma centena de processos nos âmbitos cível e criminal, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso, José Geraldo Riva mostrou, de novo, que é um homem de sorte. Perto de completar um mês em liberdade (ele foi solto em 8 de abril após seis meses de prisão por decisão do ministro do STF Gilmar Mendes), Riva comemorou, na noite de quinta-feira, o prêmio de R$ 11,2 milhões da Mega-Sena vencido por seu filho, José Geraldo Riva Júnior, e mais dois amigos, identificados como Djalma e Vinicius. Uma foto de Riva comemorando o prêmio com o filho circula nas redes sociais.
A aposta de Riva Júnior foi uma das três vencedoras da Mega-Sena das Mães, sorteada pela Caixa Econômica Federal na noite de quinta-feira. Segundo a Caixa, ela foi feita na lotérica Ponto da Sorte, em Cuiabá (MT), com oito números, no valor de R$ 98. Com isso, os três ainda acertaram 12 quinas (R$ 373 mil) e 15 quadras (R$ 12 mil), o que elevou o prêmio de R$ 10,8 milhões da Mega-Sena para R$ 11,2 milhões. Apostas de Belém (PA) e Santo André (SP) também acertaram as seis dezenas da Mega-Sena na quinta-feira. Os números sorteados foram: 08-11-25-39-41-60.
— Falei com um dos três (depois do resultado). Eles estavam na agência (da Caixa) retirando o prêmio. Avisaram que vão passar aqui amanhã (sábado) — afirmou Márcio Sato, dono da Ponto da Sorte.
Deputado estadual por cinco mandatos, José Geraldo Riva responde a 117 processos, segundo o Movimento Ficha Limpa. Ele foi preso pela quarta vez em 13 de outubro de 2015 durante a Operação Metástase, que investiga desvio de R$ 1,7 milhão de verba de suprimento da Assembleia de Mato Grosso. Ele já havia sido preso em maio de 2014, durante a operação Ararath; em fevereiro de 2015, na operação Imperador, acusado de participar de desvios de R$ 62 milhões; e em julho de 2015, na operação Ventríloquo, sob acusação de desviar R$ 10 milhões.
(o globo)

mauricio lima galgou parâmetros inoxidáveis na fotografia mundial ao receber, dia 18, o prêmio pulitzer de fotografia 2016!
em tempos onde o orgulho de ser brasileiro desce pelo ralo, o xará segue a bordo da categoria “ele me representa”… acima de tudo (e de todos) por conta de sua incontrolável coragem.
ontem, ele também fisgou o John Faber Awards, durante o Overseas Press Club of America (OPC),
pra fechar a tampa, algumas letrinhas dele que foram retiradas DAQUI:
Do que você tem mais medo?
Intolerância. Individualismo. Isso pode ter um impacto negativo nas futuras gerações. O modo que as pessoas vivem hoje, a maneira com que se comunicam, onde tudo é efêmero, me assusta. Até na própria fotografia. Não consigo ver foto no celular. Não é a plataforma ideal. Apesar de não ser tão velho, ainda prefiro ir a uma exposição ou museu e ver a foto no papel, livro. Faço parte de uma geração, talvez a última, que trabalha com filme na imprensa. No início da carreira, o contato com o filme no laboratório era muito mágico. Hoje, você tira uma foto com o telefone e publica. Talvez mais de mil pessoas vejam. Existe um vício.

Não há conserto que possa minimizar ou resolver a ciclovia da Niemeyer, esse monumento ao descaso
“Em qualquer país civilizado do mundo…”
“Em qualquer lugar decente do universo…”
“Em qualquer civilização respeitável…”
“Em qualquer civilização…”
Há muitos começos para a mesma história. A verdade é que em qualquer país que se queira minimamente um país nada disso estaria acontecendo; nada disso sendo, é claro, tudo isso.
Mas, entre outras coisas, em nenhum país civilizado, e em nenhuma cidade linda como o Rio, alguém teria a audácia de construir uma ciclovia como esta que despencou sem antes promover um concurso de arquitetura, e sem buscar um projeto que convivesse em harmonia e segurança com o seu entorno: algo que acrescentasse beleza à paisagem, ou que, no mínimo, não a agredisse tanto.
Aqui não. Aqui se planta de qualquer jeito uma passarela que, de bonita, só tem a vista — agora, que o noticiário a tem exibido de todos os ângulos, e não só o da propaganda turística, é que afinal percebemos como é feia e precária. Ao mesmo tempo, notamos como é bela e resistente a quase centenária Gruta da Imprensa, prejudicada pelas pilastras medonhas que a prefeitura, com característica insensibilidade, fincou à sua frente.
A cidade já sofreu demais com obras feitas a toque de caixa, sem capricho ou preocupação estética. Em qualquer outro lugar, uma joia como o Rio teria sido cuidada e preservada; mas aqui, desde a ditadura, cada governo fez exatamente o que quis, sem prestar contas a ninguém. A sanha das empreiteiras aliada à canalhice das autoridades produziu um desastre urbanístico onde, até a primeira metade do século passado, ainda existia uma metrópole invejável.
Infelizmente nem tudo se pode resolver como o prefeito resolveu o monstrengo da Perimetral, mas era de se esperar que, a essa altura, o governo já houvesse aprendido com os erros do passado e com os acertos de outros países. Cidades inteligentes sabem que a boa arquitetura pode ser uma atração turística a mais, e se esforçam em realizar projetos sedutores nos lugares de alta visibilidade.
______
No dia 23, dois dias depois da tragédia, um cidadão chamado Walmar Luiz caminhou por um trecho da Avenida Niemeyer mostrando, num vídeo gravado no celular, alguns detalhes da parte inferior da ciclovia. O que vemos é, como diria aquela senhora, estarrecedor — a começar pelo acabamento inacreditavelmente porco em todos os níveis.
Há sacos de areia contendo o terreno, caixas de madeira vazias cuja existência não se justificaria a menos que servissem de formas para um concreto que jamais foi feito, ferragens expostas à maresia, colunas envolvidas em estopa, elementos de tamanhos desencontrados vagamente encaixados uns nos outros. É difícil acreditar que essa estrutura mequetrefe tenha sido projetada e supervisionada por profissionais; é revoltante — e muito triste — ver o desamor com que tudo foi feito e, especialmente, constatar a falta de brio de quem contratou e de quem entregou trabalho tão grosseiro.
Até o momento em que escrevo, na madrugada de quarta-feira, o vídeo do Walmar já havia sido visto por quase 220 mil pessoas. Ainda é pouco. Todos os cariocas deveriam assisti-lo, para ver como é gasto o nosso dinheiro. Ele fica em bit.ly/1MYlNE4.
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Como já escrevi aqui uma vez, Eduardo Paes me conquistou, como carioca, quando teve a coragem de botar abaixo o viaduto da Perimetral. Foi uma “desobra” caríssima, como tudo nesse país, agravada pelo sumiço inexplicável das vigas, mas corrigiu um dos maiores crimes arquitetônicos cometidos contra essa cidade, o que não é dizer pouco quando se pensa no Palácio Monroe, se observa a Avenida Atlântica ou se anda por Botafogo. Ele perdeu toda a minha admiração subsequentemente, mas essa é outra história.
Não gosto dessa ciclovia desde que foi construída.
Sou fã de bicicleta e acho que o seu uso deve, sempre, ter primazia sobre o dos carros. Pratico isso. Não tenho carro há 20 anos, desde que cheguei à conclusão que o mundo não aguenta que cada um tenha o seu próprio automóvel.
Mas também sempre achei (e continuo achando) que a ciclovia, tal como foi concebida, cria um espaço perfeito para assaltantes, sem oferecer ponto de fuga para os assaltados; e lamentei muito que, em nome da minoria nas bicicletas, a maioria nos carros estivesse perdendo a vista de uma das mais belas avenidas da cidade. Não precisaria ser assim; bastaria que fosse construída de outra maneira, quem sabe num outro nível.
Cheguei a escrever umas poucas linhas sobre isso na internet, há algum tempo, mas fui massacrada por ciclistas, que entenderam que eu era contra bicicletas tout court e estava defendendo os carros. Há uma ferocidade bastante compreensível entre eles, que lutam para conquistar espaço e respeito, e não quis brigar com quem apoio.
Agora, depois da tragédia e, sobretudo, depois de descobrir a forma criminosa como a ciclovia foi construída, espero que um próximo prefeito me conquiste tendo a mesma atitude do Paes: pondo abaixo esta porcaria de alta periculosidade.
Não há conserto que possa minimizar ou resolver esse monumento à incompetência e ao descaso.

Assunto: 2016 está de sacanagem“Mau Val, hoje não tem coisa boa, não.Foi-se na madrugada desta segunda Fernando Faro, que fez muito pela memória da canção brasileira através dos programas de tevê shows e discos que produziu – sendo a face mais conhecida deles o “Ensaio”, na TV Cultura paulista (e TVE nacional).É mais um a ir conversar com Hendrix – e a continuar a conversa com Cartola, que era camaradão do dito cujo.Ó só, ali em cima, o Angenor no “Ensaio”, em 1974.Enfim, como você disse na homenagem a Prince: que fase da nossa humanidade, hein?Abraços,”Felipe

em tempos de inclemência, cusparadas, retrocesso, desabamentos e grosseria máxima vem o gigante flamengo, responsável pelas atitudes de milhões e milhões de brasileiros, e assina o recibo da estupidez humana…
reparou nas carinhas de tristeza das crianças listradinhas?
sabe o quê vai acontecer?
nada!

a culpa é da ressaca… esses FDP nunca ouviram falar em raul seixas…


imagina se tio sam avisa: “tamo cancelando a ida pra essa roubada de olimpíada na cidade maravilhosa. o rio de janeiro está falido. tá tudo desabando e ainda tem a porra da zika… e, mais ainda, o país naufragou”.
imaginou? em seguida frança, rússia, alemanha e canadá tomam a mesma posição. de imediato, a itália dá idéia para os jogos olímpicos passarem para agosto de 2017, em londres.
e aí?
vergonha de lascar a alma!
) :

clica aqui embaixo no link pra relembrar a informação completa da desgraceira:
Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação.
Apenas 36 dos 513 deputados federais que vão compor a Câmara na próxima legislatura (2015-2018) alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos. Desses, 11 são parentes de políticos tradicionais em seus estados. Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação. O número é o mesmo de 2010, quando também houve apenas 36 deputados eleitos com votação própria.


Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos covardes
Estupradores e ladrões
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E sequestros
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos celebrar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso – com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.
Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera –
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição