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devagar que o santo é de barro!

certa “repórter” conseguiu uma entrevista exclusiva com david crosby e steve stills… graham nash estava em algum lugar tirando fotos!

pois bem, a fofa mandou – na lata – umas seis perguntas… TODAS envolvendo neil young!!!

conclusão… deu problema!

captou a situação?

não?

pois bem, imagine um colega da “repórter” fazendo seis perguntas a paul macca…

todas envolvendo john lennon?

por essas e outras…

mamãe!

matutando…

Subject: Sôdade!!!

“Fala, Valladares! Tudo bem?

Primeiro queria escrever pra falar do buraco negro que está toda terça à noite. É foda, meu velho…
Mas, é o sistema. A “tôssida” continua por aqui, pra onde o programa for, estarei com ele!
Outro assunto é sobre o show dos hermanitos aqui em Recife. Numa tremenda fatalidade, não pude ir. Fiz tudo direitinho, comprei o ingresso qdo começaram a vender, me preparei todo, dei um polimento caprichado na leica mas no dia minha namorada se acidentou feio, voltando de Garanhuns, de onde ela trabalha. Graças a Deus não teve nada demais com ela, mas passamos a noite no hospital. Não lamento por não ter ido pq ela precisava de mim naquele momento, mas agora vendo as fotos com as tripa devidamente uniformizada nos shows, bate um aperto de saber que tive tão próximo de conseguir botar as garras no manto… mas enfim, fica pra uma outra oportunidade.
E por último, levei a patroa pra dar uma descansada depois do susto do acidente, na praia de maracaípe, aqui do lado, manja?
Pois bem, nesse dia tava lá essa figurassa debaixo de um sol escaldante de 40 graus tentando vender seus discos.
Zé Matuto… pode???
Não é o estilo de música que me atrai, mas a força de vontade do camarada é de bater palma. E fora a alegria, o entusiasmo, a educação.
Ingredientes que nunca são demais, certo?!
Enfim, talvez fosse um cara merecedor de uma sorte melhor… talvez não…
Mas acabei comprando um disco dele que nem saiu do plástico, aliás, mas quem sabe, neh?!
É isso,”
Cheers!
Guto
(Recife)

espinhando…

é vero, chapei com cores, sons, cheiros, caras, águas (muitas) & gostos… da amazônia!

mas nem tudo foram luzes, veludo vermelho e loucurinhas… sim, o outro lado da moeda é muito forte.

afinal, entrar na birosca com uma TV gigante ejaculando o que há de pior da região sudeste…

e sentir, cristalinamente, que toda a desgraceira da telinha é considerada o mÁXIMO pela comunidade local…

é de fritar os miolos!

assim como fitar áreas enormes, no meio do verde abundante, emoldurando edifícios altíssimos, horrorosos…

num evidente paralelo – ponta negra, barra da tijuca & miami!

captou?

de chorar!

é a tal modernização… a globalização, a padronização fétida!

mamãe!

ainda no muro das lamentações…

parece que merrill garbus (tune-yards) passou por solo brasileiro, apenas, no “show fechado” de ontem, em são paulo!

lamentável!

tão lamentável, só mesmo algumas das testemunhas presentes no cine joia que, até agora, não sabem quem estava no palco!

e ficarão sem saber!

mamãe (2)!

ok, prometo…

não vou fazer comparação entre o viradão paulista e o carioca!

mamãe (3)!

o ouro é nosso!

Newsweek’s Liohn Roars

by  

The Daily Pic: André Liohn wins the Capa Gold Medal for his Libyan photos.

It’s that fire-orange light in the doorway at right, and the overcast blue glow outside, that make this photograph stand out. If André Liohn had taken it at any other moment, in any other light, it would be just another banal image of war. That it is not just another shot has now been confirmed, since it just helped Liohn win the Robert Capa Gold Medal of the Overseas Press Club of America. (The award ceremony is tonight.) The photo ran in the May 9, 2011, issue of Newsweek’s international edition, and is from a portfolio titled “Almost Dawn in Libya,” made up of striking images shot by Liohn in the besieged city of Misrata before the fall of Muammar Gaddafi. The OPC’s medal-givers called the series “a first rate example of close quarters combat photography obtained at great personal risk.” But for me, what matters in this particular image is the very special, very classical beauty of the light in the picture as a whole – and the fact that the fighters in it could never have acknowledged that there was anything but horror around them. The photo’s blues and oranges seem to echo some of the greatest Islamic ceramics. (Their famous blue glaze, at least, is right there in the tiling of the fountain in the shot.) And the siege of Misrata represents an attack on everything such cultural treasures stand for.

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A cobertura da mais sangrenta rebelião da Primavera Árabe, a guerra civil da Líbia, rendeu a um brasileiro o Robert Capa Gold Medal, um dos mais prestigiados prêmios de fotografia do mundo.

O vencedor da edição 2012 do prêmio – que foi instituído em 1955 – é o paulista André Liohn, 39 anos. Correspondente de guerra freelancer há mais de uma década, já cobriu conflitos na Somália e Síria, entre outros locais.

Ele realiza trabalhos como fotógrafo e cinegrafista para empresas brasileiras ou estrangeiras, como a CNN norte-americana e a organização de defesa dos direitos humanos Humans Rights Watch. Foi para esta última Organização Não Governamental (ONG) que Liohn cobriu do início ao fim o conflito na Líbia. Ele foi premiado por um grupo de 12 fotos tiradas em Misrata, a cidade mais castigada pela guerra, que ficou dois meses sitiada por tropas do ditador Muamar Kadafi, entre março e abril de 2011.

Foi em Misrata que Liohn testemunhou a morte de dois colegas, britânico Tim Hetherington e ao americano Chris Hondros, seus amigos. Os dois morreram em consequência de um disparo de morteiro e seus corpos foram retirados da Líbia por esforço de Liohn, que ajudou a transportá-los de barco para fora do campo de batalha. Ajudou o fato do repórter brasileiro conhecer um pouco do idioma árabe.

Hondros também tinha sido ganhador do Robert Capa Gold Medal, em 2005. Hetherington concorreu ao Oscar com um documentário sobre a Guerra do Afeganistão. Os dois morreram em 20 de abril de 2011 e o próprio Liohn quase foi morto em Misrata, cinco dias depois.

Liohn e um grupo de 10 premiados fotógrafos de guerra criaram este ano o projeto ADIL (Almost Dawn in Libya), que consiste de coleta de fundos para doações aos líbios, a partir da renúncia dos fotógrafos a direitos autorais de fotos feitas na guerra civil líbia.

Eles coletam contribuições de ONGs e também realizam exposições itinerantes com material fotográfico coletado durante a guerra. O objetivo é promover uma reconciliação do povo líbio, tanto que as fotos contam com colaboração de jornalistas que cobriram os dois lados em conflito.

Desde Nova York, onde está para receber o prêmio, Liohn concedeu por skype esta entrevista a Zero Hora:

Zero Hora — Este é o maior prêmio da sua carreira?

André Liohn — É o mais importante. Creio que é o mais importante prêmio de fotografia de guerra, no mundo. É uma honraria e tem muita importância para a nossa profissão. Sou o primeiro sul-americano (e o primeiro brasileiro) a ser contemplado com a medalha Robert Capa em 57 anos de prêmios. Espero que isso sirva para que, no Brasil, o fotojornalismo ganhe impulso mais crítico e independente. Tem muita gente fazendo trabalho bom por aí, mas tem de sair do país, para ganhar um bom espaço. Fotojornalismo não é apenas cobrir pauta e voltar para casa horas depois. Nem precisa ser devaneio estético. Pode ser um meio termo, um bom trabalho de pesquisa, que retrate uma cultura em meio ao conflito.

ZH — Um dos últimos vencedores desse prêmio foi o Chris Hondros, fotógrafo a quem você ajudou nos últimos instantes de vida. Isso lhe diz algo?

Liohn — Dia 20 fez um ano da morte do Chris e dia 25, quando recebo este prêmio, faz um ano que eu próprio quase morri. São coincidências intrigantes.

ZH — Como está o projeto ADIL, de ajuda à Líbia?

Liohn — Procuramos ir além do jornalismo. Viramos interlocutores da reconciliação dos líbios, é uma tentativa de contribuir para isso. É um projeto novo e ambicioso. Dia 7 de maio volto à Líbia, imprimo catálogos e começo a montar a exposição itinerante. Será bom para os líbios voltar à vitrine internacional, agora de forma positiva. A situação lá melhorou bastante, embora existam algumas escaramuças.

ZH — Quais seus planos imediatos de cobertura de guerra? Síria?

Liohn — Estive na Síria em dezembro. Agora não dá para ir, nenhuma empresa está bancando, em decorrência dos riscos para os repórteres. O que é triste…O povo sírio precisa da presença da imprensa. Aquela história precisa ser documentada. E sem apoio de jornais ou TVs, não penso em retornar. É difícil enfrentar riscos, sem sequer a certeza de vender o material e ter um apoio logístico.

O prêmio

A Medalha de Ouro Robert Capa homenageia o fotógrafo húngaro radicado na França Robert Capa. Ele cobriu os mais importantes conflitos da primeira metade do século XX, como a Guerra Civil Espanhola, a guerra entre chineses e japoneses, a Segunda Guerra Mundial em vários frontes (Londres, Itália, Normandia, a libertação de Paris), conflitos étnicos no Norte da África, a guerra árabe-israelense ea primeira guerra da Indochina (Vietnã), onde pisou numa mina e morreu, em 25 de maio de 1954.

acreditando…

sim, acredite: esta é a chamada de PRIMEIRA página do jornal O GLOBO, de hoje, para a eliminação dos listradinhos!

pode acreditar!

por estas, e muitas outras, na quarta feira, depois do jogo do fluminense contra o boca, um casal com o filho – devidamente vestido com o manto tricolor – foi agredido com todos os palavrões possíveis, no interior de uma lanchonete na zona sul carioca.

amendontrados pela ação do louco listradão, o trio tratou de se recolher… rapidinho!

captou a conjuntura social da nhaca?

e dizem que a fla-press não existe!

) :

passando…

Subject: Oh Azar… crowdfunding
“Fala Mauval!
Complementando suas mais recentes postagens no Tico… Sente o absurdo!!

www.embolacha.com.br/projeto/200-wilson-das-neves-se-me-chamar-u-sorte

Como que um craque desses, com mais de MEIO SÉCULO de carreira, gravações e participações com os todos os artistas relevantes de seu gênero musical, o samba, precisa passar o chapeu panamá para gravar um disco?? Lamentável! Inacreditável!
Abraços,”
Leon

já foi lá?

o centro de arte contemporânea inhotim é um dos momentos mais “cabeleira alta” que estão ao nosso alcance!

até semana passada, as infos que chegavam eram: maravilhoso, espetacular, fueda & o diaboA4!

acontece que nenhuma destas “expressões” passam perto da verdade verdadeira de inhotim! sério!

imagina uma situação, no brasa, onde TUDO funciona… onde tudo foi montado para o seu prazer… uma situação que faz você pensar – “como não estive aqui antes?”… captou?

quantas vezes você passa por este tipo de constatação? meio raro, né?

sabe lá o que é estar andando numa trilha (no meio do mato) e, de repente, esbarrar num galpão giganteso (muuuuito grande) ocupado, exclusivamente, por uma instalação de áudio com umas 300 (ou mais) caixas de som?

sinister!

e a coisa por lá não para de crescer…

recentemente, foi anunciada a construção de uma MEGA galeria para abrigar as obras do indiano anish kapoor!

o único “perrengue” é a proibição de fotografar no interior das galerias!

inhotim está a uma hora de BH (de carro)… ou então, você pode ficar em brumadinho, colada ao parque.

IMPERDÍVEL!!!

e como estive em BH…

hoje, coincidentemente, o jonas mandou este clique no show de roger waters, em BH…

( :

ecoando…

“Confirmado que desconfirmaram a merril, né? Mas sabe como que rolou isso?

sobre o cráudifândin, vale lembrar dessa entrevista do Fred 04 (tem vinhetinha?):
http://screamyell.com.br/site/2012/01/08/entrevista-fred-04-mundo-livre-sa/

como a entrevista é grande pra carilha, aí o que ele diz:
“…Hoje em dia, você colocaria um álbum do Mundo Livre S/A para download gratuito?
Se alguma lei ou edital público tiver bancado tudo, claro que eu libero na boa, pois acaba sendo renúncia de imposto, ou seja, dinheiro do contribuinte. Mas se tiver saído do nosso bolso, tipo grana de cachê ou direito autoral, aí eu quebro, não consigo pagar minhas contas e bancar estúdio, capa, prensagem, etc. Esse lance de usar alta tecnologia pra passar o chapéu, pedir esmola hightech, craufunde de cu é rola, acho um retrocesso humilhante, indigno. …”

Já sobre a situação no Rio de shows, também tem o seguinte… Neguinho quer marcar show aqui com retorno já garantido, antes de começar as vendas!!! Não sei se vc lembra ano passado que eu perguntei: vai ter show do Primal Scream no Circo Voador? Não se via um cartaz, banner, outdoor, nas ruas, nenhum carro de som daqueles que anunciam pamonha foi alugado, não tinha um maluquete distribuindo papel nas ruas… o show até encheu, mas não o suficiente para o pessoal que garantiu ou show pelo cráudifunding receber seu dinheiro de volta. E não o suficiente para uma banda como Primal Scream que merece lotar um Vivo Rio no mínimo.

O público não vai adivinhar que tem show acontecendo, tem que divulgar! Se nem isso é feito, fica difícil…

Aí vc veja as explicações dos produtores cariocas para os shows no Rio serem os mais caros do mundo:

http://oglobo.globo.com/cultura/rio-tem-os-ingressos-mais-caros-do-mundo-4526331

hahahaha…. olha o que um bocomoco respondeu (sobre o Lolla de São Paulo, quando o assunto no título é sobre o Rio, a matéria é meio mal feita):

“O ingresso do festival Lollapalooza, que reuniu 50 bandas em São Paulo no fim de semana, custou, aliás, R$ 300. Na edição chilena, que aconteceu no início deste mês com 62 bandas, a entrada valia o equivalente a R$ 170.

— Mas o Chile é do tamanho de Campinas! — defende Ganem. — Aqui tem mais gente querendo ingresso, e as curvas da oferta e da demanda se cruzam muito acima.”

O Chile não é do tamanho de Campinas é do tamanho da América Latina!!! E foi gente do continente inteiro pra lá ser bem tratado, inclusive muitos brasileiros que já sacaram qual é a visão dos “organizadores” daqui. Enquanto for essa a atitude desse pessoal, fica até difícil querer que as pessoas venham assistir shows caros, com som ruim, que começam tarde demais para quem trabalha e estuda.

Mas continuamos na resistência!

Abs e desculpa o longo email”

Otaner

+

“É tanto desabafo que só me resta … desabafar!!!

Nem vou lamentar muito, pois não conseguiria ir no tUNEyARDs mesmo. Aliás, um dos melhores discos do ano passado aqui em casa e o som mais instigante que ouvi em anos (e olha que comprei o disco meio por acidente, depois de ouvir uma breve recomendação no Ronca e um elogio da Tulipa no programa da Marília Gabriela).

Pensando bem, com tanto festival metido a Indie, como ela passou despercebida é algo que me vem à mente nesse momento.

Nem vem muito ao caso, mas com três crianças e um certo gargalo de tutu, de fato não me fazem pensar muito nos shows perdidos (Neil Young e Blur são os únicos que me fariam – farão? – passar pelo banco e pelos perrengues gigantescos dos festivais brazucas).

Veja só, TV On The Radio e Arctic Monkeys seriam motivos mais que suficientes para ir ao  Jockey Clube de São Paulo (o lugar é realmente demais e próximo de casa) no feriado do coelhinho. Mas aí é que vem a pedrada, 300 pilas para um dia e 500 para os dois??? E se fosse ver o TVOTR ainda teria que aguentar a mega lotação dos fãs do F.F???? E a turma do Alex Turner, que show (!!!), valeu a pena mesmo pela TV de casa. Quem sabe um dia, com ventos mais favoráveis, em NYC ou London Town, ainda vejo ambas bandas.

Acho que já comentei, mas há algum tempo li uma frase do André Forastieri num pequeno texto “filosofando” sobre o tal do rock enrow (leia-se bons sons, na verdade), e a parada era mais ou menos a seguinte: porque o assunto é tão ignorado pela maioria e tão importante para muito poucos. Se bem que a julgar pelo coro durante todo o show dos Monitos de Shefield eles não parecem assim tão poucos.

E olha que estão falando fortemente de uma edição brasileira da NME (queria saber quem é o “louco” por trás disso). Ou vai durar 6 meses ou terá sertanojos, ivetes e chicletes na capa (sim, sou um homem que tem, e admite ter, preconceitos).

De qualquer forma, fica minha promessa de cuidar bem da alimentação sonora da tripinha aqui em casa. Nada de ditadura, mas o de 6 já curte Blur e Gorillaz e a de 2 peguei hoje dançando na sala ao som de um show do Supergrass (ao menos o Multishow serve para algo, ainda que de vez em quando). O menor tem pouco mais de 6 meses, mas garanto que será bem alimentado também.

Aliás, eu e o mais velho te esperamos aqui em Sumpa em 28 de maio para o show do F.F (os ferdinandos, que fique bem claro), e ainda de quebra os The Horrors, tudo de grátis no local onde o Pedro bigodón deu o tal grito de espada na mão. Vai ser a estreia do garoto em frente aos PAs (muita emoção, desde logo).

P… já estava tão empolgado que ia pedir música para terça feira (que falta fazem vocês …).

Bom, só para não perder o hábito, dá uma olhada nesse link que tem um livro (esgotado, mas em PDF) ultra, mega, hiper, cabeleira altíssima:http://www.swanfungus.com/2006/10/krautrocksampler.html

Aqui, o André Barkinski conta melhor sobre o livro:  http://andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/2012/04/03/sexo-drogas-e-chucrute-o-rock-alemao-esta-em-todo-lugar/

Grande abraço e até breve!!!”

Leonardo

(des)afinando…

pelo andar da carrocinha, os shows de tune-yards desceram pelo ralo!

) :

caiu teatro odisséia (rio) e caiu beco (são paulo)!!!

) :

restou um “show fechado” (?!) para o multishow (?!) no cine joia, dia 2!

) :

enquanto isso, o F.F arrasta multidões!

tá captando onde quero chegar?

sério, a situação está beeeeem dark!

claro que a ação dos cariocas empolgados é bacana… mas ela mostra, claramente, a realidade precária do rio de janeiro no quesito “música desconhecida”… da maioria.

se as coisas fluíssem normalmente, não precisaríamos de fãs para po$$ibilitar um artista porraqui… bastaria o produtor, divulgação, blábláblá… e pronto, o público corresponderia ao acontecimento, naturalmente!

só que este público não está tão disponível… sim, a rapeize que quer algo fora da mídia, “desconhecido”… ou que ainda não estourou… ou mesmo, algo que seja, apenas, hype!

este pessoal tem que ser laçado à força… e as facilidades de comunicação e viabilização financeira tornam tudo mais fácil.

mesmo assim, foi um parto fechar THURSTON MOORE, pro circo voador… dia 13.

®esistro me ligou às 23:48, há um mês:

“porra, PQP, não existem 200 FDP para gastar 200 reais e garantir o show do thurston moore no circo. PORRA, THURSTON MOORE, guitarrista do SONIC YOUTH… e o FDP ainda pode ter o dinheiro de volta…”

o show foi confirmado na bacia das almas… aos “48 minutos do segundo tempo”, na conta do chá!

e a tendência é este climão… sempre apertado, já que são poucos os intere$$ados!

dia desses, um conhecido bradou: “o ser humano inventou três maravilhas inigualáveis – a roda, o gelo e o paypal”!

enfim, qualquer ação “vaquinha na web”, pra mim, demonstra uma doença… ainda incurável.

vamos puxar a brasa para a sardinha do roNca…

lá pelos idos de 2000, o roNca roNca ficou no ar, pela rádio imprensa, exclusivamente, graças ao dinheiro arrecadado com os ouvintes… foi uma operação digna de armínio fraga… muuuuito bacana pela fidelidade d’aTRIPA, mas dolorosa por ter sido necessária, manja?

enfim, muitos afirmam que a solução pro jumboteKo voltar ao dial é através da “vaquinha na web”!

ok, mas qual o real significado de uma ação destas?

elementar, meu caro watson… o rádio não tem, naturalmente, espaço para o roNca roNca… como não tem para o charles gavin, pro pessoal da makula, pro ed motta, pro yuka…

quer outro exemplo de doencinha?

vibro quando algum projeto de disco é “alavancado” graças à tchurma que deposita um cascalho… mas, ao mesmo tempo, bate uma deprê fuderosa por constatar nossa incapacidade de incrementar um mercado normalzinho, limpinho, decentinho para todos! fueda!

qual a saída?

hahaha… a mesma para tudo no brasa, bem cuidar da “cabeleira” desta rapaziada aqui…

 

desabafaNdo em julho de 2010…

a curadoria jumboteKense de áudio… não é mole não!

jeferson & charles transbordam sagacidade… das boas!

pois bem, para ilustrar o assunto F.F (+ periféricos) e iluminar essa terça feira com um áudio do roNca afinadão à pauta, a dupla foi catar o jumboteKo de 27julho2010!!!

segue o áudio:

http://dl.dropbox.com/u/32273454/RoNca%20RoNca%20-%2027-07-10.mp3

e o tico que veio a seguir, no dia 28.

repetindo, o assunto aqui embaixo foi colocado no tico em julho de 2010…

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a palavra tem sido proferida a cada segundo: “inclusão”!

maomé como tentei dizer, ontem, no roNca: “e o programa com essa barbárie toda lá fora, pra quê?”

“vapor barato” caiu como uma luva ao final do jumboteko.

na boa, me sinto impotente, borocochô, imprestável, desnecessário em relação ao que está em volta.

foreta total, não incluído… fueda!!!

parece não haver espaço para festinhas (a nossa, pelo menos), pra quê tocar o cardápio do roNca em FM?

pra satisfazer  ”meia dúzia”?

“música para meia dúzia” como sabiamente define o gutz!!!

claro, temos um público muito grande em todas as frentes do roNca… mas como chegaremos ao futuro?

como seduzir novos ouvintes se eles, praticamente, não mais existem… ou existirão! buááááááá!!!

quantos túlios estão sendo direcionados à rota de colisão com o jumboteko?

como chegaremos a eles antes da massificação inclemente arrastar seus ouvidos – e corações – pro outro lado?

borocochosice rules!

ok, o importante é a qualidade! BINGO!

mas não é beeeeem assim que a banda toca. essa “teoria” é muito linda… mas não basta!

e, por favor, não precisa lembrar que a web está aí pra blá bá blá… blá blá blá…

calma, estamos num país onde apenas 5% de nossos patrícios têm acesso à banda larga!

não me satisfaço com os limites da segmentação, sacumé?

e como sempre faço questão de afirmar, fiz parte de uma rádio – a flu fm – que colocou tudo de cabeça pra baixo… e chegou ao terceiro lugar do IBOPE, em 1985!

portanto, fui mordido pela mosquinha da possibilidade de Fazer, captou?

felizmente, a Oi fm continua a insistir no F.

e graças a ela o mundinho roNca segue a girar… forte! e onde tenho me agarrado com todas as forças possíveis.

mas confesso, estou envergadaço… prestes a quebrar!

ao mesmo tempo, vaso ruim não quebra… não é mesmo?

anyway, foi só um desabafo!  sorry pela quantidade de letrinhas desordenadas!!!

afinal, se não for com você…

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segue lista de ontem:

gal costa – “fruta gogoia” (ao vivo)

paul weller – “moonshine”

paul weller – “two fat ladies”

fellini – “chico buarque song”

mundo livre s/a – “carnaval na obra”

bob marley & aswad – “punky reggae party” (12″)

catarina dee jah – “intercâmbio cultural”

the birthday party – “mr. clarinet”

pop staples – “getting too big”

luisa maita & siba – “fulaninha”

bomba estereo – “fuego”

jimi hendrix – “hear my train a coming”

paul weller – “she speaks”

wilson das neves – “pra gente fazer mais um samba”

the clash – “police on my back”

gal costa – “vapor barato” (ao vivo)

chegando…

D+!

gaúcho de alegrete, botafoguense, joão saldanha (1917-1990) é o típico exemplo de peça única, sem cópia!

finalmente, o tão esperado doc sobre um dos mais importantes Jornalistas brasileiros… em todos os tempos.

quer dizer, jornalista é pouco para definir joão “sem medo” saldanha… já que ele foi jogador e técnico de futebol, apresentador de televisão, escritor, comunista militante, “cabeleira altíssima” & o diaboA4!

na boa, saldanha é tipo tim maia… no sentido de falar a real, de encarar o “bundamolismo”, de ser original, espinhento… sem medo!

se nesse sabadão você estiver de bobs, cheio de tempo e preguiça, não deixe de acompanhar a íntegra desta entevista realizada em 1987 (os outros três blocos estão lá no Utubo).

IMPERDÍVEL!!!

ídolo!

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