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tiriricando!

e segue a presepada (retirado do site da folha de sp):

O promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, pediu neste sábado autorização da Justiça Eleitoral para fazer um teste de escrita e leitura com o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR).

“Existe uma suspeita séria de que esse homem é analfabeto. É preciso saber se ele tem condição de ser candidato”, afirmou o promotor.

retrato!

esqueça mario cravo neto, juca martins, walter firmo, maureen bisilliat, evandro teixeira, cristiano mascaro, sebastião salgado, marc ferrez, thomas farkas, pierre verger, otto stupakoff, bina fonyat, claudia andujar, josé medeiros, walter carvalho, marcos prado, ricardo beliel, miguel rio branco… e centenas de outros fotógrafos que deram sangue para registrar nossa alma.

esta missão foi devidamente captada por um anônimo e não tem similares…

é isso aí, meu povo!

e tiririca rumo à brasila…

http://www.youtube.com/watch?v=2KSN7wS9HSw&feature=related

“ri pai, ri mãe”

show!

tem jeito (2)?

prestenção na fofura do sorrizete dela e na meiguice dele…

atividade para a carinha do pezão (vice-governador do RJ) em clima “onde amarrei meu jegue?”!!!

que momento!

olha que dendeca será nossa futura “dona da casa”!!!

mammamia!!!

tudo isso graças ao MEGA clique de gabriel de paiva, do globo!

tem jeito?

numa rápida olhadela, hoje, no globo.com:

– cai a cúpula da polícia rodoviária federal no RJ. grupo liberava veículos irregulares apreendidos na dutra
– brasil tem o maior índice de abandono escolar no mercosul, mostra IBGE
– comissão de ética (?!) censura erenice por não prestar declarações de patrimônio

mammamia!
) :

t.rex!

determinadas situações brotam diante de nossos olhos, hoje, e fazem a gente questionar:

– mamma mia, como isso pode ter sido direcionado ao povão? e mais, como pode ter sido feito pelo povão?

estas imagens “jurássicas”, aqui embaixo, mostram sutileza/beleza/poesia/refinamento, em todos os sentidos, que sumiram do brasa…

desapareceram da mídia tupiniquim, popular! 

elas pertencem, literalmente, aos tempos em que os dinossauros bebiam água na lagoa rodrigo de freitas.

coincidentemente, sem precisar ir até tão longe no tempo, essa semana, me recordei de quando leci brandão começou a falar “comunidade” durante as transmissões do carnaval na TV.

a palavra era desconhecida, como rúcula, como curador… e, hoje, é impossível não ouví-la a cada dois minutos.

ontem, ao ligar para um caboclo, ouvi mais uma dessas evoluções.

no que perguntei se o joão estava, a mocinha paulistana do outro lado respondeu:

“um momento que ele ainda não está logado”

temi pelo passo seguinte… e desliguei o telefone!

é isso aí, felizmente, a língua tem que se movimentar… sempre!

confirma?

( :

imperatriz!

vai encarar?

de cara, você chega à estação leopoldina esbarrando com madame satã!

gigante!

certamente, é o nome mais descaralhado já cunhado no brasa – MADAME SATÃ!!!

fico arrupiado ao cruzar os zôio com Ele.

walter firmo, autor da masterpiece, estava no festival e disse que o clique foi feito em 1976…

e, com um abraço carinhoso, concordou com a minha proposta:

“ok, maurição, tá fechado, você me arruma a camisa do nosso vascão e eu te dou uma cópia do satã”

UAU!

( :

a estação está desativada e, praticamente, não é utilizada por paul newman!

dizem que será a base do trem bala… num futuro cheio de balas.

o que fará o charme do local ser trocado pela modernosa/gélida concepção de “arquitetura” do aço, vidro espelhado & o diabo aquático. 

anyway, cuzei com wayand, todo soltinho, ao som descacetado de seun kuti!

como a criança é  pura surpresinha, já foi logo anunciando:

“tenho duas surpresas pra você, afinal, a gente não se vê há um tempão. a primeira é o cd de lee perry produzido por seu amigo adrian sherwood… e a segunda, dona encrenca está ligeiramente grávida”

lascou, clique…

( :

e o mais interessante é que os pombinhos se conheceram na festa [goma] que fiz no OO (gávea) por mais de três anos!

yeah!

+

é isso aí, brasil il il il il il…

“O juiz militar e capitão da PM Lauro Moura Catarino foi preso enquanto furtava cabos de telefonia da Oi, na Praia de Botafogo, no Rio, na madrugada da última sexta-feira (27). O capitão era responsável por julgar os PMs acusados de receberpropina para liberar o atropelador do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. Poucas horas antes da prisão, ele havia participado na quinta-feira (26) da audiência da Auditoria Militar em que os PMs acusados foram ouvidos.”

tá blinkando!!!

 

prestou atenção nas atrações do festival de reading que começa hoje na inglaterra?

estes são os nomes do palco principal… a rapeize de peso, a tal uma que vai puxar a malta, confere?

lá pra baixo, existem dezenas de outros palcos (& similares) com todos os tipos de possibilidades sonoras… coisa muito fina… mas que nem lá são capazes de encher uma tendinha bem mixuruca.

e como tem sido em todos os festivais grandões, o povaréu vai atrás de gente como guns & roses, blink 182, paramore, libertines (beeeem populares lá), queens of the stone age e a bolinha da vez – arcade fire!

esta mesma escalação, igualinha, poderia ser do itústock ou do rock in rio/2011…

e a brazukada iria cair de pau em cima:

“pô, guns de novo? para-amoire? libertines, chatão, de novo? vai tirar o eugene da lapa? tá blinkando?”

êita!

rio rockz!

negozim tá ventando marimbondo africano pela napa!!!

sacumé?

e olha que é do pequenino, o vermelhinho, encrespado… ui!

razão pra tanta raivinha no coração?

o anúncio, hoje, do rock in rio… lááááá pra setembro de 2011.

well, well, well…

antes de mais nada, devo comunicar que nunca estive com nenhum dos medinas…

jamais troquei uma palavra sequer com eles… nunca esbarrei com a family.

jamais recebi uma carta, um email… um alô deles.

mesmo no tempo da flu fm nossos caminhos não se cruzaram.

mera coincidência, porque sempre tive vontade de dizer na lata dele:

“pô, bob… você é danado, hein? se existissem mais dois como você, as coisas seriam diferentes. congrats por fazer a roda girar… e por ter feito minha mamãe a mulher mais feliz do mundo quando você trouxe THE OLD BLUE EYES ao maraca. caraca, ela ficou uma semana sem dormir de tanta emoção”!!!

blublu, blublu, blublu!!!

( :

feita a “apresentação” (ha ha ha…) eu gostaria de recomendar aos invocados, que digitem “rock in rio” no google…

e cliquem no wikipedia para conferir as atrações que vieram ao brasa em TODAS as edicões do festival.

para poupar seu tempo, vou puxar pelo meu péssimo tutano:

pulando o primeirão, ok? afinal, ele abriu a selva… com ac/dc, queen, iron… blá blá blá!

well, vamos ao segundo, em 91:

deee-lite (com bernie worrell & bootsy collins), INXS (recentemente reverenciado pelo beck), george michael (num show fodaralhaço), PRINCE, HAPPY MONDAYS (debaixo d’água e um ano pós seu disco mais duca!)!!! e, claro, toneladas de chatices.

well, vamos à terceira edição, em 2001:

que, numa penca de xaropes, também, trouxe R.E.M, oasis, QUEENS OF THE STONE AGE, foo fighters, beck e… e… e… e…

NEIL YOUNG & THE CRAZY HORSE!!!

i repeat – NEIL YOUNG & THE CRAZY HORSE!!!

conclusão…

um festival como o rock in rio, realizado numa terra devastada culturalmente, não tem como “tirar onda” na vibe de nenhum dos nomes citados acima.

como um espaço para 150 mil brasileirinhos terá metade de sua capacidade preenchida se a organização anunciar as atrações:

cidadão instigado, flying lotus, XX, the black keys, mombojó, panda bear, sharon jones, antibalas, cafe tacuba, bomba estéreo, the specials, gorillaz, julian cope, tinariwen, mogwai, van morrison, eels, tulipinha, lucas santtana, romulo fróes, autoramas, lulina, superguidis, júpiter maçã, bonnie prince billy, the pogues, roxy music, LCD, curumin, the meters, aterciopelados, john cale, leonard cohen, eddie, the bug, robert wyatt, orchestra baobab, paul weller, arcade fire, hypnotic brass ensemble, wado, elvis costello & mais várias centenas de nomes?

enfim, não terá, sequer, 1/10 de seu espaço ocupado por admiradores da rapeize que tanto gostamos.

e é muito simples compreender a logística da bagaça – o rock in rio é o festival do roberto medina.

não é o festival do lariú (domingo no maraca contra a tricolagem freguês, hein?), do studio SP, do coquetel molotov, do roNca roNca, do circo voador… não é o goiânia noise.

portanto, não alimente essa bronquinha.

é como se você ficasse apoquentado pela lista dos meus 10 discos preferidos.

não precisa brigar comigo, porra. são os MEUS discos favoritos…

e a gente vai acabar se entendendo, manja?

( : 

e mais, o rock in rio é Apoiado pela prefeitura do rio de janeiro… é coisa oficial. a mesma que vem, junto com muitas outras pontas, desintegrando a informação diferenciada.

agora, não tenha nenhuma dúvida que, junto com toda a forofa possível, virão ao rock in rio muitos dos nomes mais desejados por todos nós…

e pode pensar MUUUUUITO alto… basta olhar pra trás!

mole!

( :

craudinha, sua malandrona…

 

Comecei a ensinar ainda menina. Primeiro, para as almofadas de meu quarto de criança. Depois, quando apenas alguns anos me separavam dos olhos curiosos que tinha a minha frente. Passados quinze anos como professora nesta universidade, talvez possa perguntar: o que é ensinar filosofia? Há uma grande diferença entre o ensino que hoje realizo e minha brincadeira infantil de falar com as almofadas? Não seria esse prazer primevo a antecipação, já a elaboração da tarefa que um dia iria realizar e à qual dedicaria minha vida inteiramente? Hoje vejo que sim. Porque no trabalho de formação filosófica não é o conteúdo o que mais importa, aquilo que podemos chamar de saber e que traz consigo, freqüentemente, um poder mutilante e nefasto. Em seu sentido mais elevado, ensinar filosofia (se isto é possível) é, ao mesmo tempo, ter o privilégio de viver e suscitar uma experiência de parada, de interrupção no curso das atividades práticas e automáticas de nossas vidas, para que um pouco de ar fresco, livre, possa atravessar.
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Desde sua origem, os grandes pensadores concluíram que o pensamento puro é desprovido de utilidade. Ele é um momento de crítica, de indagação sobre o que somos e desejamos profundamente. E o professor enfrenta, a cada aula, o desafio de despertar esse sutil questionamento.
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Ensinar é, antes de tudo, amar. Entrar num movimento em que nos despojamos de tudo que nos caracteriza como um sujeito pequeno, “humano demasiado humano”, nas palavras de Nietzsche, e, nessa abertura, pensar-com, pensar junto aos espíritos com os quais o acaso nos colocou em relação. Espíritos que também se abrem para o pensamento que, de fora, os transforma, irreversivelmente.
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Assim, o trabalho do professor – que se inicia do zero a cada vez que ele adentra o espaço sagrado da sala, com as carteiras e a sua mesa, o quadro e o giz – se assemelha ao de um baloeiro que ensaia fazer subir um balão. Pois uma aula é como um balão. Se é boa, nos leva ao céu, para além de nós mesmos, até o reino mais perfeito da liberdade. Quando o balão consegue subir? Ele sobe se, inexplicavelmente, tanto o professor quanto os alunos, encantados com a magia misteriosa das palavras, tocam o insondável: a pergunta, sem resposta, sobre o sentido de nossas vidas.
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Claudia Castro
Departamento de Filosofia da PUC-Rio
(do jornalplasticobolha.blogspot.com)