
Arquivo da categoria: brasil
quando dá vontade de ter o jornal impresso…

capa da ilustrada de hoje… “fotografia com efeito especial criado pelo fotógrafo milton montenegro”! miltão do [goma] barbarizando geral! D+

mamãe, que perfeição é essa? (ou vale MUITO ouvir de novo)…

A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é perfeição
a candangada 6.0…

HAHAHAHAHA… as fofas, milena e alana! quem não lembra delaszinhas reinando por aqui lá pelos idos de 2006-2009?
mamãe, como poderia eu dizer que brasília é uma inutilidade? no way… além delas, vários outros candangos natos residem em meu coraçãozinho forévis… YEAH!
dando uma olhada rápida em alguns registros da xeretinha em solo pátrio de serico, montei esse cineminha em louvor aos 60 anos da capital federal (AFE!)…





cheers (aos candangos)
( :
ah, vale (carinhosamente) o espírito de quem fez/faz a cidade…

até o céu está chorando…

dá vontade de dar uma circulada pelo rio pra testemunhar a noite de terça feira mais solitária em muuuuuuuuito tempo… mamãe!
a mocidade detonará a mulata assanhada (ou tudo a ver com 2020)…

“Nesta segunda-feira, quando a Mocidade Independente desfilar na Sapucaí com o enredo em louvor a Elza Soares, eu vou torcer para que os deuses africanos acertem, sem um segundo de delay, todos os instrumentos da bateria em sua paradinha genial. Eu vou rezar para que mãe Menininha, homenageada em 1976, ilumine as rendas, os paetês, e em seguida assopre os bons ventos para as baianas rodarem na mesma rotação feliz do planeta.
Eu vou pedir acima de tudo para a caretice dos tempos não tomar conta da escola ao lembrar a saga desta diva empoderada, um monumento da afirmação e resistência da mulher negra. Eu vou torcer para os otários da correção histórica não cancelarem a existência da mulata assanhada Elza Soares.
Foi há exatamente 60 anos, em seu primeiro LP, logo depois do estouro nacional em 1959 com “Se acaso você chegasse”. Elza Soares balançou o Brasil com a gravação de “Mulata assanhada”, de Ataulfo Alves, o primeiro negro a entrar na lista dos dez mais elegantes do Ibrahim Sued. Foi como se o país reaprendesse a cantar.
Antes dela houve a serelepe Carmen Miranda, a dramática Linda Batista, a incomparável Marlene, a enluarada Elizete e tantas outras rainhas do rádio. Cada uma na sua. Nara sussurrava, Dalva soltava os bofes. Não sou tolo o suficiente, nem o lança-perfume carnavalesco me serviria de desculpa, para hierarquizar os méritos dessas deusas. A todas, acendo genuflexo uma vela branca nesta segunda-feira das almas.
Elza Soares inventou uma voz que balançava em harmonia com as cadeiras. Improvisava. Ela se aproveitava da recém fundada bossa nova, dos elementos jazzísticos que ouviu nas boates, sem esquecer dos tambores desde sempre na sua existência. Botou tudo no liquidificador e soltou a voz com liberdade, nos tons mais altos da escala. Tenho certeza que Alcione não é a única a lhe agradecer.
Eu vou torcer para que, em sua nuvem de purpurina verde e branca, o mestre André, da bateria dez, nota dez, erga a batuta e dê o tom para o desfile não esquecer esse início de Elza, não riscar da história a gravação de “Mulata assanhada”. Foi o seu momento mais espetacular nos anos 1960. Ao lado de Jorge Ben, Ed Lincoln e outros, ela botava a bossa nova para dançar ao ritmo do “sambalanço”, uma joia da MPB.
Será uma pena se o politicamente correto atravessar o samba da Mocidade e, como se houvesse algum motivo de desonra, apagar de uma ativista negra moderna o momento, outro contexto, em que ela se apresentou como mulata, essa palavra só agora amaldiçoada. Naquela década, gravou ainda “As polegadas da mulata” e “Mulata de verdade”. O mundo mudou e Elza foi junto, com outra consciência de afirmação racial.
Eu estou dizendo isso porque li o “Abre-alas”, o livro em que a Mocidade detalha para a imprensa o roteiro do desfile. Não há menção, em alas, fantasias ou carros alegóricos, a esse capítulo. Cancelaram a mulata. Eu torço para que lá do barracão celestial o espírito transgressor da escola, onde Fernando Pinto inventou o carnaval pop, invada a avenida e no último momento, a comissão de frente já diante do júri, ponha em cena algo que lembre esta etapa da vida de Elza, uma mulher fabulosa justamente pela trajetória de superação e adequação aos tempos.
Eu torço para que deixem a mulata sambar em paz.”
Joaquim Ferreira dos Santos
######
o roNca vem com essa pauta no ar há muito tempo. lembra, né? mostramos elza e elizeth cardoso interpretando esse clássico do negão ataulfo alves e comentamos de como seria impraticável ele ser cantado hoje em dia. pois é, conseguiram matar a mulata…
Que passa com graça
Fazendo pirraça
Fingindo inocente
Tirando o sossego da gente
E se meu dinheiro desse
Eu te dava sem pensar
Essa terra, este céu, este mar
E ela finge que não sabe
Que tem feitiço no olhar
Se voltasse a escravidão
Eu pegava a escurinha
Prendia no meu coração
E depois a pretoria
É quem resolvia a questão
Ai, mulata assanhada
negativos & positivos (502) [a rapaziada]…
vem com tudo, rapaziada…

carnaval / rio de janeiro / fevereiro1978
adelzon, leNda (ou a rádio nacional é do povo)…

Assunto: A triste demissão de Adelzon Alves
“Salve, Mauricio Valladares!
Você foi direto ao ponto sobre a demissão do Adelzon: foi uma questão política. Uma tragédia para a cultura brasileira, principalmente para o mundo do samba.E que foi orquestrada por pessoas imbecis sem a menor noção do tamanho e da importância do Adelzon Alves. Mas também é triste de ver o descaso da mídia em geral sobre a saída dessa lenda do rádio brasileiro. E é ainda mais triste notar a pouca mobilização do próprio mundo do samba. “Os sambistas não são unidos”. Era o que o Adelzon sempre falava no seu programa. Fui na manifestação na EBC no dia 10 e presenciei isso. Inclusive alguns leais amigos do Adelzon que falaram ao microfone reclamaram disso também. Rolou até uma certa indignação do pessoal que lá estava pela falta de mais sambistas e compositores conhecidos que foram muito ajudados e até lançados pelo Adelzon.
O ódio corrosivo que esse governo tem por tudo que é cultura, tudo que é arte, mais ainda a popular, é de uma estupidez bizarra! Puta que parile!!! Como você bem falou, Adelzon é o radialista mais importante que estava em atividade. É um verdadeiro mestre da comunicação e um profundo conhecedor da cultura popular. O cara sabe tudo! O Brasil fica muito pior sem o Amigo da Madrugada. Lamentável. Revoltante.
Também achei muito foda a participação dele no seu programa. O Ronca Ronca também é resistência da boa música e da boa informação!
Vou te mandar alguns trechos pra você sentir o clima da manifestação.
Sou um grande fã do programa.
Abraço pro Nandão.
Valeu!”
Chico
e o carnaval?
e se não tiver momo em BH? e se a mineirada resolver incendiar a prefeitura e o palácio da liberdade (?!), exatamente, durante o reinado do fofo? e se não tiver carná no brasil?






