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maré maNsa…
Subject: Salve Mauricio!E aí Mauricio, beleza?
Tá acompanhando o Coachella ao vivo, pelo site? Já teve Johnny marr
… pena que apaguei, e perdi o Grinderman, rs.
Espero colar dia 4maio lá na fundição, vai ser praticamente uma festa do
Ronca (algo que realmente sinto falta nessa cidade, por mim, seria
semanal), e com os Paralamas! Enfim, verei um show deles.Das bandas
GRANDES nacionais, talvez seja a única que ainda não vi (além de
Titãs, que tocam hoje em Bangu, vou pensar no caso de despencar até
lá, mais tarde, rs.)
Envio em anexo o cartaz de uma expo minha que está acontecendo na
ufrj, se puder colocar no site do ronca, ficaria feliz por ve-lo no
mais ilustre dos portais 🙂 .Vai que alguém da imensa torcida
ronquística estuda/trabalha lá perto, ou pegue um ônibus errado e
acabe parando no fundão, rs…são só coisas antigas,… mas enfim. Vi
que colocou na “Agenda” do ronca o cartaz do “travessias”, que
acontece aqui na Maré, vai aparecer na abertura, logo mais? 🙂
Fiquei feliz ao ler essa semana sobre a possibilidade do Ronca voltar
a ser ao vivo! Nem sempre consigo acompanhar o programa pela net, na
hora, e o escuto apenas depois…caso aconteça do programa voltar a
ser ao vivo, seria ótimo permanecesse essa opção de escuta-lo depois,
baixa-lo, enfim, ouvir repetidas vezes.”Abraço, até + 🙂Zé “da maré”
papando…
Governador Valladares, como sacramentou Odair José, o Jean Paul Sartre brasileiro, em 1917: “vaticanear é a arte de botar a mão na merda”. Não sei que dia é hoje, que horas são, se subiu fumaça preta ou fumaça branca. Uma coisa é certa: seu amigo Odilo Scherer peidou na batina, Gov. my Gov. Defender o Banco do Vaticano em véspera de eleição papal é como botar Zé Dirceu como presidente da Comissão de Ética da Irmandade dos Cabaços Enclausurados de Minas Gerais. Bispo Valladares, eu e Baldinha Ferrare chegamos a Roma um dia desses. Os kamikazes aposentados, os nipônicos Lalá, Lelé e Lili foram presos em Pau (sul da França) por roubo de toca-fitas do Boeing 787 Dreamliner que os três comandavam e que eu e Baldinha servíamos de cobaias. Enquanto a polícia batia e defecava nos três japoneses (uma tradição no sul da França) eu e Baldinha fugimos num furgão de uma vinícula, aproveitando o escândalo que Amaury Jr. proporcionava ao ser barrado na porta de uma vinícola. Como Baldinha é portátil (um metro e 47 cm, com salto) tudo correu bem, descemos em Paris perto daquele Riocentro onde você assistia a show de rock nos anos 70 e, dali mesmo, pegamos um taxi para Roma. Perto da Praça São Pedro, pus Baldinha no bolso e me evadi da viatura, sem que o motorista francês, grosso, escroque, babaca, percebesse. Dei o banho por duas razões: vingança e dureza. Roma é uma festa. Falam em 10, 20 mil jornalistas bebendo, gargalhando e se comendo mutuamente enquanto a fumaça branca não subia (ou será que não subiu ainda?). Que maravilha!!! O que se comenta aqui é que Odilo, o cardeal-lavadeira está fulo da vida porque deram descarga em seu vaso sanitário no Banco do Vaticano e teria dito, de manhã cedo “manera, Frufru, manera” pros 489 cardeais que fazem a eleição papal. Se a fumaça branca pintou e Odilo é papa, habemos um Zé Dirceu no Vaticano. Se não deu ele, Odilo deve estar com o sul na mão porque vai rolar auditoria. E se a fumaça continua preta, a culpa não é minha. Sou afroascendente mas jamais larguei barro na capela Sistina./// Ummagumma Ferrare da Praça Sistina, Capela São Pedro, Roma, Grajau-Leblon, 434, UK.
TMR…
hahaha… sinister!
thiago mandou pra gente…
cacilds, alucicrazy!
( :
claro que há ausências… mas calma… a “aula” é D+!
o tal do pablo pegou pesado!!!
beck+bowie&lincoln(o carango)…
http://www.youtube.com/watch?v=F37OK7Fg9Rw
http://www.youtube.com/watch?v=Fm6KGFcTrYg&feature=endscreen
sem violão…
( :
acredite, eu não conhecia esta maravilha!!!
ainda…
a chegada do the who ao brasa, em 2013, já estava sendo cogitada há tempos!
láááááááá atrás, há uns 10 anos (ou mais), a vinda foi cancelada depois da negativa da vênus em fazer uma matéria com a banda nos USA.
pensou o responsável: “ué, se a globo não se interessa em divulgar/antecipar os shows do who, quem estará ao meu lado?”
POW, cairam as datas sulamericanas… algumas já estavam à venda!
enfim, quando recomeçou o zumzumzum, este um (escaldado) pulou fora: “não é coisa minha”!
quando o cartaz, ali debaixo, pipocou na web, já veio cheio de dúvidas: não tinha nada no site da banda, não havia nenhuma informação extra!
ok, normal, pros dias atuais… de repente, alguém tratou de antecipar os shows.
ué, tem neguinho que faz “crítica” de disco com sobras da gravação imaginando ser o verdadeiro… normal!
as pegadinhas abundam – e são cortejadas – na grande rede!
hoje, pela manhã, liguei pra outra tchurma que poderia estar envolvida com o the who: “não tem nada, maurição”!
enfim, com a pressa que paira sobre o planeta… é assim que a banda toca… ou não toca!
( :
coincidentemente, dia 10, bato de cara com 39 anos em que vi townshend-moon-daltrey-entwistle lançando o disco quadrophenia, em paris…
e o MAM está registrando o acontecimento, lembra?
sempre com o help d’aTRIPA, otaner conseguiu resgatar um post de 2003 (há 10 anos) em que lembrei deste dia.
por conta dos acontecimentos recentes, acho que vale a pena relembrar:
– no dia 6 de fevereiro, roberto (meu primo) e eu partimos para paris.
de cara, fomos para o louvre. quando estávamos numa daquelas galerias enormes e, surpreendentemente, vazia, ouvimos um grito vindo das profundezas do museu e que reverberou pelas paredes de mármore – CARALHO!!!
quando olhamos para trás para nos certificarmos da maluquice, avistamos um sujeito correndo em nossa direção prestes a bater o recorde dos 200 metros rasos. era um paulista que conhecíamos de londres e que coincidentemente estava em paris. o cara chegou esbaforido e balbuciou –
“puta que pariu, o who toca daqui a quatro dias em paris, fodeu… vamos comprar os ingressos agora”
ele que já vinha no pique foi só seguir o embalo, eu e roberto engrenamos numa correria para o local onde o pariscope indicava como venda dos tickets. chegamos rapidinho, encaramos uma filinha, compramos os ingressos e nunca mais voltamos ao louvre!!!
o who estava lançando o álbum quadrophenia. o disco que mais eu ouvia quando deixei o rio.
sabe lá o que é isso? estar em paris e, sem esperar, ser atropelado pelo THE WHO com keith moon!!!
circulamos pela cidade por 96 horas até o momento decisivo, como diria cartier bresson.
até que chegou a hora H. o show estava marcado para as 5 da tarde. ao meio dia já estávamos com tudo pronto para seguirmos para o parc des expositions. um local gigantesco, tipo um rio centro.
fomos de metrô que mais parecia um comboio de alucinados rumo ao paraíso. o que era a pura verdade.
ao chegarmos no rio centro deles, encontramos uma multidão de franceses, ingleses, espanhóis, turcos, paquetenses…
“cacete, vamos entrar logo nessa merda”. um de nós gritou e os outros dois foram atrás.
gente pra todos os lados. nas roletas, era um sufoco da porra. e eu pensando:
“isso aqui é pinto perto do maracanã”. mas a coisa tava preta.
assim que entramos, mais uma surpresa – o palco estava a uma distância similar a do leme ao posto 6!!!
ou seja, existia a praia de copacabana inteira entre nós e townshend, moon, daltrey e entwistle.
fomos nos aproximando e encaramos uma parede humana imóvel a quilometros de onde queríamos ficar.
peraí, o que está acontecendo? fui me metendo por entre a “francesada” até perceber o motivo do muro.
que era o seguinte – os que chegaram mais cedo, ao invés de ficarem em pé, se deitavam como se estivessem num camping. resultado? toda a área em frente ao palco até a torre de iluminação foi ocupada pelos folgados.
e o pior, NINGUÉM entrava nesse espaço. NINGUÉM! impressionante!
fizemos uma reunião de cúpula e resolvemos – “porra o de gaulle que se foda, luiz XV que se foda, o louvre que se exploda, a torre eiffel que desabe… VAMO INVADIR ESSA MERDA… VASCÔÔÔÔ…” e invadimos!
imagina a cena – milhares de pessoas refasteladas com comidinhas, lendo filosofia, namorando, dormindo, bebendo vinho… de repente três alucinados começam a pisotear o french pic nic!!!
roberto e eu fomos na frente. conforme íamos atravessando o campo “minado”, era porrada de todos os lados que a gente tomava. olhei pra trás e vi o paulista (não me lembro o nome dele. uma pena) sendo “expulso” e voltando lá pro ponto inicial da travessia.
vou contar uma coisa, nunca passei por uma situação tão casca grossa.
simplesmente era todo o parc des exposition olhando para os dois malucos – eu e roberto.
e a gente não parava. era porrada em cima de porrada, cusparada, palavrão em todas as línguas… e a gente não parava. tinhamos como objetivo um ponto bem em frente ao “santuário” (o palco).
finalmente chegamos onde queríamos ficar. imagina de novo – nós dois em pé no meio de um monte de gente rosnando. virei pro roberto e falei
– “cara, chegamos até aqui. agora, vamos arrumar uma porradaria e no que vagar um pedacinho de chão a gente se senta e liga o foda-se”.
no meio dessa aventura fiquei me recordando das histórias que meu pai contava sobre a final da copa de 50 no maracanã. ele dizia que muitos de seus amigos se jogavam do alto da arquibancada e desciam por cima
das cabeças das pessoas sentadas até surgir um lugar.
24 anos depois colocamos a mesma estratégia em prática.
voltando ao ponto em que paramos, aconteceu o que era previsto. no que estacionamos, uns quatro franceses se levantaram para iniciar o pugilato. e a porrada seria das boas! seria porque no exato momento do
gongo, um francês nos puxou e cedeu um espaço de seu lote pros brasileiros atrevidos.
cara que sufoco!!! bem, as coisas se acalmaram e curtimos as preliminares do que seria um show devastador em todos os sentidos. o sistema de som ficava fissurando a rapaziada com trechinhos em eco de
quadrophenia –
“love reign o’er meeeeeeeeeeee” ou “can you see the real meeeeeeeeeeeeeeee”… PQP!!!
de repente as luzes se apagam e, finalmente, todos se levantam. no meio da escuridão ainda tomamos uns safanões dos recalcados. quase nem sentimos tamanha era a vibração.
dali em diante, aí sim, o pau comeu na casa de noca!!!
falar mais o que? o que era pra contar já foi dito. o resto é História que foi cantada nesse “set list” –
I Can’t Explain, Summertime Blues, My Wife, My Generation, The Real Me, The Punk And The Godfather, 5.15, Sea And Sand, Drowned, Bell Boy, Doctor Jimmy, Love Reign O’er Me, Won’t Get Fooled Again, Pinball Wizard, See Me Feel Me, Substitute, Magic Bus, Naked Eye, Let’s See Action, My Generation.
um detalhe – nunca mais vimos o paulista.
ah, a saideira – de paris fomos para amsterdam e no aeroporto encontramos com roger daltrey no dia seguinte ao show. chegamos junto e ele foi muito gente fina. autografou pra mim o poster da tour francesa e posou para essa foto:













