Arquivo da categoria: fazendo história

A rainha (ou “we will meet again”)…

goste ou não goste, “the queen is dead” ou não com morrissey, “god save the queen” ou não com os pistols, ou dezenas de outras… mas, pufavor, dá um tempo na pedrada. o fato é que bethinha mandou uma brisa refrescante sobre todo o planeta. a presença confiante-serena-precisa-minimalista-humana-verdadeira atropelou os trogloditas em todos os continentes. ainda mais porque elazinha (9.3) já encarou barras igualmente pesadas (em todos os níveis) como sabemos.

portanto, capricha no caramelo, respire fundo, tasca a legenda, adianta a intro grandona e testemunhe quem sabe de onde vem o apito do trem…

cheers

o jogo inglês = o jogo brasileiro…

essa rapeize (toda) saiu da indústria do algodão láááááá do norte da inglaterra, de blackburn… gente feia, iletrada, pobre, grosseira que para o sul playba só tinha valor pela mão de obra barata e, consequentemente, para encher os cofres da aristocracia.

lá pelos idos de 1880 o blackburn rovers resolveu encarar os almofadinhas que reinavam absolutos no futiba da ilha… claro, os endinheirados criaram o jogo da bola, eles inventaram as regras, eles faziam os campeonatos para eles ganharem, tudo à sombra do cavalheirismo, do bom mocismo… tá captando?

mas aí, os pobretões-operários-favelados (com apoio financeiro dos capitalistas de blackburn) foram encorpando o time e começaram a ameaçar o reinado sulista (londres e periferia) na F.A cup, o mais importante torneio na época.

resultado? a elite expulsou o blackburn e o darwen (vizinho) da competição por conta de pancadaria selvagem, vandalismo e risco de jogar no lixo a finesse do english football.

hahahahahaha…

todas as ações que tão bem conhecemos (a politicalha nojenta) são mostradas cristalinamente na série “the english game”… repito, que acontece por volta de 1880 mas retrata a situação atual do futebol mundial.

não vou seguir a narrativa para não dar spo… como é nandão? ahhhhhh, spoiler… que não tem mais importância atualmente mas ficarei quietinho.

enfim, vale muita dar uma conferida… e ter noção de como foi a barra de certo clube em são cristóvão (rio), por volta de 1920, ao enfrentar o sistemão que queria manter o futiba, exclusivamente, para as classes abastadas.

vento que bateu lá fora bateu igualzinho por aqui. impressive…

gilberto mandou pra gente…

Subject: Lorenzo, Harvard e a Bahia….
“Fala Maurição!
Envio este “pombo” um pouco antes do JumboteKo subir com o #360.
Encontrei esta reportagem estrogonófica e gostaria de compartilhar com vocês.
Sir  Lorenzo Turner, foi um pesquisador da Universidade de Harvard. Nascido em 1890 na Carolina do Norte, neto de escravizados, se dedicou a compreender as intersecções linguísticas entre diferentes grupos das Américas.  Durante sete meses de pesquisas intensivas realizadas em Salvador e no Recôncavo da Bahia na década de 1940, o linguista gravou áudios e imagens dos mais proeminentes sacerdotes e sacerdotisas dos candomblés da época. Em 2002, Xavier Vatin, professor de antropologia na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), encontrou nos arquivos da Universidade de Indiana (EUA) uma vasta coleção de áudios gravados por Lorenzo. São mais de cem discos de alumínio (um total de 17 horas de áudio) com o tesouro. 
Agora…disponibilizado na íntegra pelo YouTube e no soundcloud.
Tudo AQUI
Abração!!!!”
 
Gilberto
Rio de Janeiro – RJ

adelzon 8.0 (ou agenda única)…

o niver de adelzon – 5setembro – foi lembrado e comemorado, exatamente no dia, em pleno #352… lembra?

acontece que a rave casca grossa acontecerá amanhã, no teatro rival… e a situation é totalmente única já que 8.0, como diz o david byrne é “once in a lifetime”, procede?

se você gosta de Música, comunicação, garra/resistência/determinação, rádio, personalidade… provavelmente, serão diminutas as chances de você dar um abraço em alguém com 8.0 no lombo e com todas essas marcas no coração.

portanto…

ah, sim, claro… você pode encontrar com Ele, semanalmente, na praça da república, alimentando a bicharada antes de entrar no ar na madrugada da rádio nacional… mas aí, a festa é outra…