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o abração no adelzon, ontem, no teatro rival (rj)…

noca da portela mostra o tamanho do abraço que adelzon alves recebeu, ontem / teatro rival (rj), de muitos e muitos amigos-fãs-devotos por conta de seus 8.0… sinistróide.

o monumento ficou cercado por bambas de primeiríssima grandeza como noca, zé katimba – o aniversariante – genaro da bahia e rildo hora…

ao final da rave, adelzon identificou na plateia um dos mais estrogonóficos nomes da cultura brasileira, diretamente de salvador, o nosso LKJ, clarindo silva (à esquerda)…

ele mesmo à direta: afrodescendentezinho da beija flor!

a chapa esquentou tanto que adelzon teve de abandonar o embalo antes de paulinho mocidade chegar junto. afinal, o programa dele, na rádio nacional, estava prestes a começar… THIS IS RELIGION

( :

adelzon 8.0 (ou agenda única)…

o niver de adelzon – 5setembro – foi lembrado e comemorado, exatamente no dia, em pleno #352… lembra?

acontece que a rave casca grossa acontecerá amanhã, no teatro rival… e a situation é totalmente única já que 8.0, como diz o david byrne é “once in a lifetime”, procede?

se você gosta de Música, comunicação, garra/resistência/determinação, rádio, personalidade… provavelmente, serão diminutas as chances de você dar um abraço em alguém com 8.0 no lombo e com todas essas marcas no coração.

portanto…

ah, sim, claro… você pode encontrar com Ele, semanalmente, na praça da república, alimentando a bicharada antes de entrar no ar na madrugada da rádio nacional… mas aí, a festa é outra…

rogério mandou pra gente…

Assunto: adelzon

“fala mauricio!

terça feira, no festival a.nota rolou o show “pra gira girar”, uma homenagem aos tincoãs… e olha quem fez a introdução, contando um pouco da história do grupo!

abração”

Rogério

A.Nota 2018, Teatro Ipanema, Rio de Janeiro. Foto: Rogério von Krüger

adelzon, janet & camillo (ou onde mora a arte?)…

“ONDE MORA A ARTE?” – LEIA O TEXTO CRÍTICO DE LUIZ CAMILLO OSORIO
1 DE DEZEMBRO DE 2017

Em um momento em que tudo se torna mercadoria e a prática artística é cada vez mais institucionalizada – vide a proliferação de feiras de arte mundo afora – onde mora a arte? A pergunta guia Luiz Camillo Osorio em mais um texto crítico exclusivo para o Prêmio PIPA. Com ares de cronista, o curador do Instituto PIPA traça um paralelo entre as experiências de Adelzon Alves, figura fundamental do samba carioca, e Janet Kim, criadora do espaço Tiny Creatures, em Los Angeles, que criaram, cada um a seu modo, uma “morada” para a arte.

ONDE MORA A ARTE?
Luiz Camillo Osorio

Este título é uma tradução livre de um livro da escritora e teórica Chris Kraus – Where art belongs. Deixá-la na forma de pergunta faz justiça ao espírito do livro e nos obriga a alguma atenção diante do risco de determinação conceitual. Em hipótese alguma o objetivo é o de fixar esta morada, ou seja, definir o que seja arte para em seguida excluir tudo aquilo que não se encaixa no conceito. Formular a pergunta e procurar por esta morada é buscar localizar um tipo de relação, sempre contingente, entre processos de criação, formas de sentimento e territórios institucionais. Os canais de circulação da arte são muitas vezes inesperados, deslocando as fronteiras institucionais e pondo em movimento a imaginação e o pensamento. A articulação entre surpresa e intensidade faz deste lugar da arte, onde ela irrompe e se apresenta, um lugar em que queremos estar mesmo sabendo que ele é efêmero.

A crescente mercantilização da vida tende a reduzir as expectativas do acontecimento poético, nivelando tudo pelo valor monetário e restringindo a circulação do que não se encaixa aí dentro. As feiras de arte são o espaço por excelência deste nivelamento. É tudo excessivo e previsível – o que esvazia a surpresa e a intensidade apontadas acima. Nada contra as feiras, elas cumprem seu papel. O problema é quando começam a se tornar paradigma, ou seja, querem ir além do comércio e virar espaço de arte. O excesso e a previsibilidade acabam disseminando-se institucionalmente. Este não é um problema atual. Instituir sempre foi tornar previsível; já o excesso é típico do espírito neurótico do nosso tempo. Assim somos obrigados a olhar para fora das instituições artísticas para procurar a poesia (surpresa) e a força estética (intensidade) que ali tendem a se acomodar. Obviamente que olhar para fora não exclui olhar para dentro, afinal estamos todos dentro procurando espaço de respiração.

No dia em que recebi pelo correio o livro de Chris Kraus encontrei o fotógrafo e DJ Mauricio Valladares. Isso é uma coincidência relevante só para este artigo. Tomamos uma cerveja e ele me disse: – “não perca meu programa na rádio Globo hoje à noite: entrevistei o Adelzon Alves!” Confesso a minha ignorância, desconhecia o Adelzon. Todavia, se o Mauricio entrevistou e estava entusiasmado, devia ser bom. Há uns 35 anos, desde o The Smiths em 1982, na memorável rádio Fluminense, Mauricio só me apresenta o que interessa. Este senhor, o Adelzon, por sua vez, fiquei sabendo na conversa, passa as madrugadas, desde a década de 1960, tocando e apresentando no rádio novidades do samba que agregam pessoas nas periferias. Foram histórias e mais histórias contadas com graça.

O cara que apresentou Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Clara Nunes, entre tantos outros, segue ainda garimpando música, fazendo suas “curadorias na madrugada”, indo de ônibus para a rádio Nacional e vivendo pacatamente na zona oeste. Seu programa, quando era na rádio Globo, estava sempre de portas abertas e os músicos saíam da Lapa e davam uma passada na Rua do Russell para uma canja. O desconhecido tinha 15 minutos de fama, mas a fama é o que menos interessava. Fazer música e difundi-la era e é a razão do seu programa. Sua existência é determinante para que exista um público, um espaço de troca, de conversa, ou seja, uma morada, entre outras, para a música popular. O ouvido e o programa de Adelzon são de uma generosidade que não cabem no mundo atual. Quer produzir encontros entre músicos e fazer de um programa no rádio um lugar para se estar no seu tempo e em outros tempos simultaneamente, para ouvir o que não se ouve normalmente e para nos tirar da lógica do consumo musical.

Algo parecido, apesar de todas as diferenças, aparece no primeiro capítulo do livro Where art belongs. Trata-se de uma apresentação do espaço alternativo de arte Tiny Creatures que funcionou em Los Angeles entre 2006 e 2009. Criado pela artista e musicista Janet Kim, a ideia era ter um lugar para juntar as pessoas e mostrar seus trabalhos. Tendo ido morar em um armazém na área de Echo Park em Los Angeles, fixou-se nos fundos e deixou amplo ambiente para os encontros. De início iam apenas amigos da cena underground local. A maioria músicos e artistas plásticos, todos saindo da universidade, pulando de trabalho em trabalho, buscando seguir fazendo coisas.

O que interessa na descrição de Chris Kraus é sua atenção para o espírito que mobilizava a criação do Tiny Creatures e como (não) lidar com o eventual sucesso. Nas primeiras apresentações, só amigos, tudo feito no improviso e na paixão – que se manifestava no desejo de fazer acontecer algo. “Tiny creatures is a desire to find a way to live our own way, to have a sense of community, to see each other while on earth, to share our lives, our pains, our talents, our thoughts, to capture a moment in time that will be lost or forgotten, and to package it with beauty, love, pain, and all that we can feel as humans”, escreveu Janet Kim no manifesto de 2007.

Desentendimentos e não profissionalismo marcaram este espaço nesses breves três anos. Sucesso também. Logo no final do primeiro ano de funcionamento havia uma espécie de frenesi, como nas festas da Factory de Warhol nos anos 60. Junkies, jetset, curadores e desocupados lotavam o lugar e movimentavam a redondeza. O Tiny ficara grande. Ou seja, era hora de acabar. Em 2009, no auge do sucesso, foi feito um manifesto de encerramento e uma finissagem. Não era essa a ideia que o fez existir – os amigos não mais se encontravam, música e exposição viravam obrigação e a arte, enquanto acontecimento que abre lugar para a surpresa e a intensidade, acomodava-se e virava objeto de mercado.

Perguntada em uma entrevista o que seria de Tiny Creatures depois do encerramento, Janet Kim foi precisa: “being a Tiny Creature as a tiny creature is. Ears and eyes. Surfing. Getting back into John Cage, Xenakis. Details. Concocting some sort of new drug. Embracing”. O acolhimento de formas abertas de produção poética se faz cada vez mais necessária em um mundo onde tudo é regrado e determinado. Esta abertura é desinteressada no sentido genuíno de uma procura por algo que não sabemos e nem podemos determinar a priori, mas que advém inesperadamente quando há atenção e disponibilidade. Sem isso há muita vontade de arte, só que sem arte. Resumindo pelo avesso: não sabemos exatamente onde mora a arte, mas percebemos quando ela deixa de estar presente. Que figuras como Adelzon Alves e Janet Kim, tão diferentes entre si, sigam buscando abrigá-la: na madrugada, nos detalhes.

SOBRE O AUTOR
Luiz Camillo Osorio é curador do Instituto PIPA, conselheiro e um dos idealizadores do Prêmio. É professor e atual diretor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio. Foi curador do MAM-Rio entre 2009 e 2015.

DAQUI

adelzon reverberando n’aTRIPA…

adelzon.deta

muito bacana a reverberação pela visita de adelzon, ontem, ao programa na rádio globo.

lembrando que ele pode ser ouvido AQUI

como sempre, bernardão bnegão espalhou a notícia da visita e chapou inoxidavelmente:

Assunto: Re: o lendário radialista adelzon alves, hoje, na rádio globo…

“HISTÓRIA!!!!!!

Esse programa do Adelzon tem que ter umas 10 edições, mano…nossa senhora

Meu irmão…o que é que é isso…10 minutos já não deixaram pedra sobre pedra…caralho…tô quase chorando aqui”

❤️

+

Assunto: SGR#12 ou simplesmente Adelzon

“Olá Olá,

Cara, que momento!

D+ D+ D+

Depois de começar a semana ganhando o que Luzia ganhou na capoeira (perder Walter Becker, Rogéria e Holger Czukay),  – não vou nem lembrar das outras sipitucas que estão assolando por aí, porque aí só sentando na margem do rio Piedra – me vem você com essa lufada de ar. Uma pena poucos terem essa lucidez.

Só me resta dizer um muito muito MUITO obrigada

Abração,”
Willana (Olinda)

+

Assunto: Amigos da madrugada

“Mau Val,

após um tempo de readaptação, ouvindo aqui a aparição no SGR – e à espera do retorno do Ronca Ronca (saudade aplacada com o VAPODN).

E só apareço para dizer que Adelzon Alves merecia a aparição no SGR.

Afinal, se Adelzon Alves é o “amigo da madrugada”, verdadeira leNda influenciadora do espírito ronqueiro, você é o amigo do começo de madrugada de muita gente por aí.
Que siga o bom trabalho!

Abraços,”

Felipe

+

Assunto: conexão rádio e o pranto

rádio:

(…)

mestre adelzon a partir de 66;

big boy até 77, infelizmente…e adelzon;

a partir de 82, mauricio…e adelzon;

2017: adelzon e mauricio, juntos: puta que pariu, sem palavras para A história e o choro…

com respeito e felicidades ao mestre adelzon.

sem mais, por hora.”

flávio “selvagem” silveira
capitania do piauhy, séc.XVIII

a bula do SGR#12 com adelzon alves…

jackson+adelzon+gonzaga

esta é a única fotografia (tem mais?) do Histórico encontro de jackson do pandeiro e luiz gonzaga (com adelzon no meio) na rua do russel 434… quando, sem ninguém esperar, os dois monumentos fizeram as pazes, no início dos anos 80, no programa do amigão da madrugada.

ela é a bula da visita de adelzon ao nosso programa na rádio globo.

gravamos mais de duas horas de conversa e o material que não foi ao ar ontem será usado em outras edições… as músicas (zilá, paulinho da viola, jackson do pandeiro, clara nunes, wilson das neves…) foram, na realidade, pano de fundo para a experiência de vida narrada por adelzon.

o registro acima (quem fotografou?) é a marca que ficará como a tatuagem de nosso agradecimento.

quem não ouviu o programa… é só mergulhar AQUI

cheers

adelzon alves no SGR#12, hoje, às 23h, no dial e web…

o Rádio em sua forma mais verdadeira e inoxidável, logo mais, às 23h, na rua do russel 434… um programa que será cravado a fogo em nossos corações… e que, sem nenhuma dúvida, restará sobre o solo terrestre junto com as baratas e os discos de vinil depois do apocalipse… que, segundo adelzon, será mental (isso, o apô verdadeiro que vem aí fará a humanidade deixar de pensar. mamãe!). portanto, tudo faz mais sentido ainda.

são salvador…

adelzon.mv.corte

imperdível

rádio globo AM, FM e web

98.1FM rio, 94.1FM são paulo, 97.1FM recife, 102.1FM santos

cheers

(fotografia de carlos alberto)

lembrando (sempre) que adelzon alves é o responsável pela existência artística de paulinho da viola, martinho da vila, nelson cavaquinho, cartola, joão nogueira, dona ivone lara, djavan (ele mesmo), os tincoãs, clara nunes, jovelina perola negra, zeca pagodinho, bezerra da silva, candeia, roberto ribeiro e trocentros outros autores e intérpretes… além de ter aproximado – no programa – os gigantes jackson do pandeiro e luiz gonzaga!

a piscina dos sonhos (ou é deus, mamãe)…

como se trata de algo totalmente inusitado e Histórico, vou começar a esquentar a fogueira antes da hora…

adelzon.tico

este é o mitológico radialista adelzon alves, citado – desde sempre – como uma das minhas três principais influências no rádio… junto com big boy e john peel.

pois bem, depois de anos e anos admirando – à distância  – a trajetória de adelzon, surgiu a oportunidade de fazer contato com a leNda… mês passado, estive duas vezes no programa dele (foto acima) e amarramos a visita do monumento ao meu programa na rádio globo… ou seja, acertamos o retorno dele à rua do russel 434 de onde saiu no final dos anos 90.

papo pra lá, papo pra cá (contando com a logística do chapa carlos alberto), conseguimos juntar as pontas e… terça que vem, dia 5etembro, às 23h, na rádio globo AM – FM – web, adelzon alves estará com a gente.

é a realização de um sonho pessoal… a parte mais profunda da piscina radiofônica onde ousei mergulhar, minha mais inoxidável ação sonora em todos os tempos… e, acima de tudo, algo que será lembrado – para sempre – por todos que tiverem seus sentidos atropelados pela magia de adelzon.

amém

free_radio

weapon_tico

silvinho da portela, caçulinha & “preto e branco”…

entre as muitas razões que me levaram a encontrar adelzon alves (na quinta feira), estava o desejo de passar para o monumento o livro “preto e branco”…

adelzon.livro.tico

no que adelzon começou a folhear o dito cujo, instantaneamente, ao se deparar com determinada imagem (eu preferi não ver por onde ele estava passando os olhos), bradou:

– silvinho da portela

aí, claro, pulei em cima para saber qual fotografia exibia silvinho da portela…

silvinho

HAHAHAHAHA… que momento… adelzon tascou o dedo no cidadão de chapéu que há 40 anos (a foto é do carná de 78) alimenta nossa imaginação… e repetiu:

– silvinho, puxador de samba da portela por muitos anos

pra confirmar a gloriosa identificação, perguntou a caçulinha (assistente do programa e VIOLONISTA de PIXINGUINHA) que assinou embaixo:

– silvinho da portela

mamãe, que noite… que lendas, que Histórias!

xeretinha, evidente, pirou com caçulinha…

caculinha.tico

cheers